sexta-feira, 29 de abril de 2016

O FANTASMA DE JEAN MONLEVADE

Alguns séculos depois, foi concedida a Jean Monlevade uma permissão especial para retornar à terra e conferir a sua obra. Ele retornou como fantasma observador. Poderia enxergar, ouvir, sentir, mas não poderia intervir em nada. Ele espantou-se com a cidade que surgiu como efeito colateral da usina. O planeta inteiro precisou do aço e a Belgomineiraarcelormittal tava aí pra fornecer. O Jean ficou feliz com o que viu. A vocação industrial brotou do seu sonho. O industrial virou comercial, empresarial, virou um mundo. Jean foi flutuando e observando os bairros, passou pelo antigo cemitério, deu uma volta dentro da usina, parou na fazenda solar e relembrou tempos antigos, depois fez questão de atravessar a parede da usina pra ver de perto o aço laranja incandescente. Depois foi até a chaminé onde se elevava a colossal chama azul. E pra finalizar, Jean passeou pelo centro de carneirinhos, parou na banda de revistas e ficou observando a conversa das pessoas. Um senhor xingava dizendo que a cidade precisava mudar. Jean Monlevade pensava: mas mudar por que? Tá ótima. Tá cheia de vida. Mas o povo xingava. Ah, tem de tirar a presidenta, tem de prender todos os políticos. E Jean Monlevade não entendia. Pra que reclamar tanto morando numa cidade tão linda? De repente uma professora fala: nossa cidade já esteve melhor, mas até que não está tão mal também. Precisamos fazer as nossas partes. Não esperar que alguém resolva os nossos problemas. Já estava avançando a noite. Jean Monlevad resolveu sair do burburinho. Cada tempo tem seus problemas. Já era hora de ir embora. Foi subindo devagar, sentindo os cheiros da cidade, dos churrasquinhos, da fumaça, das ruas e os sons de música popular e automóveis. Jean Monlevade foi subindo até o céu, vendo as luzes da cidade cada vez menores, foi se afastando cada vez mais rápido até voltar à condição de estrela, que lá de cima usa a lanterna da história para iluminar o presente. 

Complemento - Ave Jean Monlevade e outros grandes homens que levaram a humanidade alguns passos adiante. Que a cidade que herdou seu nome saiba honrar seu pioneirismo. 

terça-feira, 26 de abril de 2016

JÁ GANHOU !!! JÁ GANHOU !!!


Enquanto isso, naquela reunião política.

- Amigos,  estamos aqui reunidos para pensarmos em projetos capazes de alavancar a campanha do nosso candidato. Eu pedi que cada um dos senhores nos trouxesse pelo menos uma ótima ideia para colocarmos em nosso programa de governo. Quem quer começar?
- Eu, Sr Renato.
- Pois não. Pode começar então.
- Eu tenho um projeto aqui de canalização do rio que atravessa a cidade. Com esse projeto vamos acabar com o problema das enchentes e ainda gerar infra-estrutura urbana, fazer praças, etc.
- É. Projeto bonzinho. Mas não sei se dá voto. Alguém tem mais alguma ideia?
- Sr Renato. Eu tenho um projeto aqui que com certeza fará muito sucesso. Vamos fazer um aeroporto na cidade. É isso mesmo. Um aeroporto para escoarmos a nossa produção e para levar os cidadão rapidinho até a capital.
- Uhn. O projeto é bom. Mas e os aviões?
- Ah. Isso a gente vê depois.
- O projeto é ousado. Mas não sei se dá voto.
- Renatão. Eu tenho um projeto interessante aqui. Educação gratuita em todos os níveis, inclusive criação de uma universidade pública gratuita em nossa cidade. Curso superior pra todo mundo.
- Bom. A ideia é boa. Mas como vamos arrumar dinheiro para construir um campus aqui?
- Ah.  Fazer é outra história. O importante é prometer....sonhar junto com o povo.
- Ah não. O povo não aceita mais promessas vazias, quer ter certeza...Sr Julio. Alguma sugestão?
- Sim. Meu projeto eu garanto que vai garantir muitos votos para o nosso candidato.
- Mas que projeto é esse?
- O Bolsa cerveja.
- Mas o senhor deve estar brincando...
- Não senhor. Analise comigo. O que a cerveja representa para o povo?
- Ora. Representa alegria, lazer...mas não dá pra levar a sério.
- E por que não? Veja bem. As pessoas levam uma vida difícil. Sempre trabalhando para sobreviver e sustentar as famílias. Precisam de alívios para tanta pressão.
- Sei...
- Além do mais, a cerveja é um poderoso anti-depressivo. Também é diurética, ajudando nas enfermidades renais. Você dificilmente vê alguém infeliz tomando cerveja.
- Tudo bem, mas...
- E pra fechar, pra muitos sacia mais que o sexo, um verdadeiro orgasmo engarrafado.
- Mas como você sugere.
- É o seguinte. A família cujos filhos estiverem na escola direitinho, cujos pais de família trabalharem e seguirem suas obrigações, receberão seus cartões e terão direito a 4 caixas de cerveja por mês.
- Mas como faremos para distribuir?
- Preocupa não. Isso é de menos. É fazer os cartões do bolsa cerveja e partir para o abraço.
- Gostei da ideia...vou anotar pra conversar com o candidato. Agora só falta a sua sugestão, senhor Betão.
- Minha proposta é um pouco mais radical, Renatão.
- Mas o que pode ser mais radical que o bolsa cerveja?
- O Bolsa Cachaça. A vantagem é que deixa bêbado mais depressa e já sabe né, c* e voto de bêbado não tem dono.



terça-feira, 19 de abril de 2016

PLANO DE GOVERNO

Enquanto isso, naquela reunião partidária

- Amigos, precisamos criar um plano de governo que contemple os sonhos de nossa gente.
- Mas senhor Renato. Não teríamos de escrever um plano realista?
- Ô, meu amigo. Realidade o povo já tem. Nós precisamos é de sonhos que as pessoas possam sonhar juntos. Por isso estamos aqui.
- Tudo certo, senhor Renato. Por isso chamou todos aqui né? Um representante de cada área...
- Exatamente. E eu gostaria de ouvir um por um.
- Tá certo então. Começamos por quem?
- Eu gostaria de ouvir primeiro a pessoa responsável pela saúde.Dr Alberto Colins. Muito obrigado pelo seu tempo, viu Dr?
- Eu é que agradeço o convite, Renato. Bom! Na área da saúde, podemos rever o PSF, de modo a atingir todo o município. Podemos ainda investir na medicina preventiva, pra evitar demandas posteriores, para termos dinheiro para outras ações.
- Espere...me perdoe, Renato. Rs. Vc entende de saúde, mas não entende de política. Se prometermos coisas assim, não ganharemos a eleição.
- Mas o que devemos colocar no plano de governo?
- Coisa do tipo...colocar um posto de saúde em cada bairro e distrito, distribuição de remédios de graça para a população, médicos 24 horas.
- Mas espere. Isso sabemos que não conseguiremos cumprir...
- Ah...cumprir é detalhe. Precisamos prometer e convencer.
- Sei...entendi...
- E quanto ao Sr João Gualberto. O que tem a oferecer?
-Bem, sr Renato. Eu sou engenheiro e posso contribuir nessa área. Eu sugiro que refaçamos toda a parte pluvial do centro e dos principais bairros, pois a rede está sempre dando problemas. Sugiro também o reforço em algumas pontes, que estão carcomidas pelo tempo. Sugiro ainda a reforma de alguns prédios públicos, que estão correndo sério risco de ruir, pela ação do tempo.
- Olha, Sr João Gualberto. Nós sabemos que a estrutura precisa de reparos.Mas sinceramente? Isso não dá voto. Que tal o asfaltamento de várias ruas, construção de casas populares, construção de um estádio municipal e um novo parque de exposições para a cidade?
- Mas sr Renato. O nosso parque é até bom.
- Ah...mas já está velho e o povo enjoa. Podemos transformar numa garagem e construir um novo. Pode ter certeza que o povo vai preferir...vai por mim.
- Ok.
- E quanto ao nosso professor Zazu da Educação? O que sugere?
- Olha. O que estamos precisando mesmo é de manutenção nas nossas escolas. A rede é até boa. Mas algumas estão com goteiras nos telhados...ah...teve algumas depredações também e precisamos repor algumas carteiras.
- Ah...mas desse jeito não vamos ganhar eleição. Vocês são muito certinhos. A gente precisa sonhar mais...querer mais.
- Mas o que sugere?
- Que tal construirmos um ginásio coberto em cada escola? Comprarmos tablets para todos os alunos, wi-fi gratuito para todos os alunos e transporte escolar gratuito em toda a rede escolar?
- Puxa. Seria ótimo. Mas podemos fazer isso?
- Eu já falei. A gente promete. Fazer é outra história.
- Entendi...
- E quanto a você, Oswaldo Aranha? Você é da cultura. Nem sei pra que te chamaram. Cultura não dá voto!
- Ora. Eu fui chamado por que as pessoas da cidade gostam de cultura. Eu pensei o seguinte. Vamos fazer eventos culturais o ano inteiro. De janeiro a janeiro. Faremos saraus poéticos, lançamentos de autores locais, festivais de música e de cinema, festival de teatro, ginkanas culturais, traremos shows de alto nível com baixo custo, desenvolveremos work shopps para os artistas locais e desenvolveremos incentivos para que os artistas da terra possam se apresentar em outros locais.
- É por isso que a cultura não vai pra frente. Inventam moda demais.
- Mas por que? Isso tudo que eu falei fica barato e dá pra fazer.
- Dá pra fazer, mas não dá voto nenhum. O povo quer é outras coisas.
- Então o que devemos colocar pra cultura?
- Muito simples. Que vamos investir na exposição agropecuária e cavalgada, com shows de artistas sertanejos famosos e do funk também. Que vamos fazer carnaval na praça com bandas de axé e pronto. Não precisa de mais nada. Você ficar colocando itens demais, depois não dá conta de fazer.
- Mas sr Renato. Isso fica muito mais caro...e é entretenimento, não é cultura.
- Mas pra que cultura? O povo quer é festa. Cultura é coisa de elite.
- Tá bom então. O senhor pode colocar o que achar melhor.
- Calma, sô. É só mascarar o jeito de escrever que fica parecendo cultura. Escreva por exemplo - investir nas atividades de cultura nativa, principalmente eventos que valorizem o homem do campo e as raízes. 
- Engalobamento, né?
- Agora você pegou. Tem de escrever difícil, pois aí as pessoas não entendem e acham inteligente.
- Ok então, Renatão. Eu tenho de ir. Você vai ouvir o resto do pessoal pra finalizar o plano?
- Não precisa. Só queria bater um papo com vocês. Podem deixar que colo dos planos de governo de outras prefeituras.
- Mas é tudo feito assim? Sem mínimo respeito pelo público?
- De maneira alguma. Nós precisamos do eleitor. Só não vamos trabalhar para o que o povo precisa, mas para o que o povo quer...essa é a lógica. 

sexta-feira, 15 de abril de 2016

SOMOS TODOS DEMOCRATAS

A democracia não pertence a nenhum partido. É legítimo o pensamento diverso. Não sou a favor de uma ditadura, mas respeito quem acha que é a única saída para a bandalheira que fizeram e continuam fazendo na política. Essas pessoas viveram época de ordem, de moralidade como valor, foram felizes. É legítimo almejarem um pouco de ordem e segurança. Por isso se agarram a um Bolsonaro ou um Feliciano, que considero retrógrados e exóticos. Do mesmo modo, tem os loucos de esquerda que defendem abertamente o fim de qualquer iniciativa privada, controle da informação e supressão de qualquer pensamento diverso. Posso não concordar, mas eles também devem ter liberdade de pensar e se expressar. O que não pode é exceder o limite e descambar pra violência. Tomara que não cheguemos a esse ponto. Eu hoje me situo no meio dessa pororoca. Na média. No meio. Tem coisas deploráveis no livre mercado. E tem coisas que também não dá pra aprovar nos pensamentos e ações de extrema esquerda. Mas democracia é isso. É comportar e mediar os diferentes. Não significa que você só é democrata se optar pelo partido X. É um reducionismo publicitário pobre e excludente. Democracia é o todo, não uma parte. Até segunda ordem, somos todos democratas...

quinta-feira, 14 de abril de 2016

DO LADO DE LÁ...

Só queria lembrar uma coisa: tem gente boa do lado de lá. Tem pessoas que gostam de música boa, que amam arte, que querem o melhor para o país, gostam de futebol, praia, que arrepiam quando toca o hino brasileiro, que comem feijoada tomando uma cachacinha da boa, que gostam de queijo com goiabada, que adoram beijar na boca, que gostam do Brasil do jeito que é, com todos os estados falando a mesma língua, que tem esperanças apesar do impasse, que são companheiros de viagem nessa gigantesca nave verde amarela. Ninguém é imbecil ou idiota por pensar diferente. Portanto, apesar das diferenças, respeitemos-nos. Tem gente boa do lado de lá, que pensa, que sente, que ama. Em gente boa a gente não manda granadas. Quem sabe assim como os alemães, não consigamos derrubar esse muro?

quarta-feira, 13 de abril de 2016

TRISTEZA IMENSA

Não pelos políticos, pois estes não estão realmente nem aí pra nós. 
Tristeza pelas amizades fraturadas.
Os políticos vivem no olimpo, distantes de nós seres humanos comuns, que trabalham, sofrem, se sacrificam nesse mundo doido e injusto.
Os Deuses eleitos negociam seus votos por milhões.
Vendem suas almas, que tem pouco ou nenhum valor pra eles.
Não excluo ninguém.
Infelizmente, parece que não aprendemos com os anos de ditadura, que era pra ser provisória e durou 40 anos. 
Parece que os nossos civis não se civilizaram. 
Parece que temos essa maldição, de elevarmos os malandros, de valorizarmos os canalhas, de suportarmos os piores vilões. 
E tendemos a condenar os discordantes e perdoar os piores vilões, desde que estejam do nosso lado da guerra.
Se Satanás concordar com nossos pensamentos, será santificado e elevado a condição de companheiro.
Se Jesus Cristo voltar e disser que estamos errados, será demonizado e crucificado de novo.
Enquanto isso, os políticos não estão nem aí.
E vamos deletando os amigos que pensam diferente, não compreendendo como pessoas aparentemente informadas, estudadas, podem pensar diferente. 
Pobres almas desviadas do caminho certo, alienadas por eles, os imperialistas dominadores de sei lá onde.
Por que o que temos é uma preferência por imperialismos diferentes, por ideologias e cores que não são as nossas.
Trocar o logus do capitalismo judaico cristão ocidental, pelo do social comunismo global. 
Eu entendo e em muitas coisas, comungo da  opinião dos socialistas.
Também acredito que o ser humano precisa ser solidário e olhar pelos que não tem, pelos desvalidos.
Mas também acredito no mercado e na necessidade de um mínimo de ordem para que uma sociedade se desenvolva. 
Eu também sonhava com um país mais justo e soberano.
Mas e quando esse sonho vira pesadelo no meio da noite?
Melhor acordar...e eu acordei.
Pelo menos acho que acordei...mas o pesadelo continua.
E os políticos não estão nem aí pra gente.
Afinal, o que temos é uma discussão em torno do direito de descumprir regras.
Os caras roubam, roubam, roubam, roubam, roubam e parecem não sentir a mínima culpa.
E há um completo destemor quanto a lei e a ordem.
E quem se beneficia indiretamente, também é cúmplice solidário. 
Estão todos amarrados no mesmo saco.
E sabemos que são todos os partidos, todos sem exceção estão envolvidos nessa imensa rede de corrupção.
Não vou ficar minimizando, dizendo que a Dilma é menos culpada que os outros. 
E se ocorrer, não será o impeachment só dela, mas de um imenso aparelhamento, como talvez não exista em nenhum país do mundo no momento.
E se ocorrer, não será apenas pelo crime de responsabilidade, mas por uma enorme coleção de erros e arbitrariedades. 
Também não poupo Renan, Aécio, Cunha, Lula, Dirceu, Delúbio, Delcídio, Collor, Jader Barbalho. Alkmin. 
Todos os agentes políticos do país parecem ter concluído que a única forma de governar o Brasil é através da corrupção sistêmica. Isso em todos os níveis. O sujeito pensa: - rapaz, não podemos bobear. Se a gente não roubar, a gente perde a eleição. E numa eleição a única coisa que não vale é perder. Como desmontar essa lógica funesta? O moro tá tentando, mas também vem sendo demonizado. De repente o xerife vira bandido do filme. 
Direita e esquerda ao ascender, parece que sofrem do mesmo mal. Rapidinho se transformam em corruptos e corruptores da pior estirpe. 
Talvez o país tenha sido fundado nesse alicerce oco, podre, chão sem firmeza para o soerguimento de uma grande nação.
Chegamos a um impasse histórico, a um curé que não sabemos onde vai desembocar. 
A situação é realmente muito triste e creio que todos os Brasileiros estão sofrendo bastante com a situação. Tá doloroso, tá deprimente e a racionalidade tá passando longe.
Mas ainda assim, espero que possamos preservar o que realmente importa, que são as nossas amizades e tudo que temos de mais puro. 
E os políticos não estão nem aí...

terça-feira, 12 de abril de 2016

CORRUPTOS SÃO OS OUTROS

Aqui no nosso programa perfil, vamos entrevistar o sociólogo e corruptólogo Dr Jader Gianetti que acaba de lançar o livro O ENGODO DA CORRUPÇÃO.

- Bom dia Dr Jader
- Bom dia
- Mas por que esse nome "Engodo da corrupção"?
- Por que eu considero e provo em meu livro que a corrupção, da forma como vem sendo divulgada é um equivoco da nossa sociedade.
- Mas como assim?
- Porque a corrupção é um substrato de qualquer economia. Quando mais corrupção, significa que o país está numa condição econômica melhor.
- Mas corrupção não é roubo?
- É muito diferente.Corrupção não é uma deliberada ação de larápios. Mas uma ação entre afins com objetivos comuns. com ganhos para as partes.
- Mas Doutor Jader, foram milhões subtraídos dos cofres públicos.
- Vejo de outra forma. O que ocorre é que há uma distribuição de renda. O dinheiro não fica com a união. Além do mais, o governo é ineficiente pra gastar. A corrupção faz a coisa andar.
- É. Mas não justifica tanta roubalheira da Petrobrás.
- Mas aí é que você se engana.A corrupção azeita a nossa economia. Depois que começaram a xeretar a Petrobrás é que ela caiu em desgraça.
- Então o senhor é a favor do roubo?
- Depende do que o senhor chama da roubo. O sujeito agir como lobbysta ou pedir um percentual por influência é normal na maioria dos países.
- Mas o país parou. Sr Jader. 
- E parou por causa do preconceito com os corruptos.Lembra aquele slogan antigo "Rouba, mas faz"? Hoje ninguém mais faz. Tá tudo partido. Sabe por que?
- Porque...
- Por causa do preconceito com a corrupção.
- Mas como assim?
- Os Brasileiros tem vergonha ou medo de admitir, mas a corrução é o coração, o motor do país. É ela que irriga a nossa economia, distribui renda e faz o dinheiro girar.
- Mas então o sr acha salutar roubar?
- Eu acho essa palavra inadequada. E acho que o maior erro do governo foi de dar espaço para a corruptofobia. Foi isso que paralisou o governo Dilma.
- Ok, Dr Jader. Agradeço pela entrevista, mas infelizmente não deveremos veiculá-la. 
- Mas como assim?
- Não nos leve a mal, mas nosso programa tem compromisso com a verdade e com a transparência.
- Ô...que pena...eu estava pensando em comprar alguns comerciais aqui no seu programa TV.
- Bom...nesse caso...