quinta-feira, 12 de novembro de 2015

ENQUANTO ISSO NAQUELE DISCO VOADOR...


 Enquanto isso naquele Disco Voador ( com tradução universal)

- Pessoal, estamos sobrevoando a terra, um planetinha pequeno da classe D. ( disse o professor ET)
- Ah. Planetinha sem graça esse. Gostei mais de saturno, com aqueles anéis e aquela coloração. Júpiter também é bonito (disse uma eteiazinha adolescente)
- É. Mas a terra tem uma diferença que não dá pra ver assim de longe. Vamos nos aproximar mais para que possam perceber.
- Mas por que essa coloração azul? ( perguntou uma etéia um pouco mais velha).
- É por que é feito de água e tem oxigênio.
- Mas não deveria se chamar Planeta Água então? ( repetiu a Etéia)
- Deveria, mas se chama Terra por que seus habitantes mais evoluídos vivem em terra firme e por isso lhe deram esse nome.
- Uau. Quer dizer que esse planetinha é habitado? Como se chamam os habitantes desse planeta? ( perguntou um etezinho baixotinho)
- Depende. Existem bilhões de espécimes que coexistem nesse apertado planetinha.
- Mas quais são os seres mais evoluídos?
- Se chamam humanos. Vivem nas ranhuras do planeta, constroem gigantescas cidades e já dominam uma tecnologia rudimentar.
- Que nem aquele planeta formigueiro que conhecemos? ( perguntou um et gordinho)
- Não. Esse é mais bonito e os seres humanos são mais evoluídos, embora bastante destrutivos. Mas o planeta é muito bonito de perto. Tem muitas florestas, paisagens maravilhosas e principalmente muita água. Água é vida. Esses tais seres humanos são privilegiados. Pena que não tem juízo nenhum.
- Como assim?
- Acreditam que eles ganharam esse planeta maravilhoso para habitarem e mesmo assim o destroem sem dó?
- Como assim?
- Para construírem seus navios, seus prédios, quase tudo, eles destroem a natureza, acabam com seus rios, sua natureza...
- É sério? Por que eles não buscam minério em Marte ou em Mercúrio? Lá tem muito sobrando.
- Eles não tem tecnologia ainda pra isso. Eles desenvolvem mais tecnologia é pras guerras.
- Como assim guerras?
- Para exterminar seu próprio povo. Desenvolvem mísseis e até armas nucleares.
- Mas não podemos intervir?
- Até já intervimos muito no passado, mas não deu muito certo. Eles acharam que nós éramos Deuses, criaram um monte de religiões e fizeram a maior bagunça. Desde então estamos só observando...

- Mas não seria omissão de nossa parte?
- Não. Não devemos interferir nos desenvolvimentos de outras civilizações.
- Mas eles sabem sobre nossa existência?
- Eles desconfiam. As vezes fotografam uma nave ou outra, mas não tem certeza. Já até capturaram algumas, mas preferiram esconder do resto do mundo, pra tentar decifrar a tecnologia e usar na guerra. Mas não tem perigo. Ainda estão bem longe da descoberta da dobra do tempo e dos buracos de minhoca. E não compreendem nossa tecnologia.
- Mas veja só. Estou vendo aqui um noticiário deles. Acabarem de causar um acidente ambiental terrível. Pra produzir minério de ferro, eles deixaram estourar uma barragem de lama contaminada que poluiu um dos seus principais rios e ainda vai poluir o oceano por uns 100 anos.
- Pois é. Eles ainda estão numa fase civilizatória inferior e ainda não conseguem ter consciência holística, produzir com sustentabilidade.
- Mas não deveríamos descer e interferir? Poderíamos impedir essas atrocidades.
- Nem pense nisso. Poderíamos nos contaminar com uma doença terrível que eles tem.
- Mas que doença é essa?
- A corrupção, uma doença que corrói corações e mentes, faz do santo um demônio da noite pro dia, transforma boas intenções em subserviência, faz com que os velhacos obtenham mais sucesso que os justos. É a causa de todos os males do planeta. Mas os habitantes não se dão conta. Quem sabe daqui a uns 30 mil anos eles não melhorem e possam entrar pra comunidade galáctica? Por enquanto tem de ficar isolados mesmo. 
- Então vamos embora rápido. Não vale à pena correr riscos. Já houve casos de ets amigos nossos que pegaram gripe e contaminaram muitos semelhantes. Imaginem se alguém pega essa tal de corrupção? Poderia contaminar todo o universo. Seria o apocalipse. É melhor voltarmos para Capela. 


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