quarta-feira, 4 de setembro de 2013

GUERRA E DIVERSÃO

Para que aconteça uma guerra, basta que haja um motivo idiota, um alvo. Sempre acontece por interesses contrariados e quase sempre interesses dos poderosos. Enquanto o povo é massacrado pelos governos e desgovernos não acontece nada. Mas quando cutucam algum figurão, logo configura-se um levante e o bicho pega. Existem também as micro-guerras do cotidiano. Fico pensando no ódio irracional entre Cruzeirenses e Atleticanos. Quando a gente está dentro não percebe, mas tem alguns mais exaltados que costumam ir as vias de fato ou mesmo matar por causa de sua guerrinha de brinquedo. Tem pessoas que são belicosas mesmo. Fazer o que? Tem pessoas que adoram ruscar uma briga, fazer uma intriga, criar guerras frias. E as guerras são valorizadas. Prova disso é que chamar uma pessoa de guerreira pode ser considerado elogio. Há quem diga que as guerras foram responsáveis por grandes saltos tecnológicos da humanidade e que até a internet foi inventada por causa delas. E tem países que não vivem sem uma guerrinha. Vejam os países do Oriente Médio? Vivem em guerras infindas desde a época bíblica. Se não tiver um cheirinho de sangue e pólvora no ar, a vida pra eles não tem a menor graça. Mas acho que nenhum povo desse planeta gosta mais de guerras que os Americanos. Tio Sam percebeu que a indústria bélica é extremamente vital e lucrativa. Houve situações em que não só criaram guerras em outros países, como venderam armas para os dois lados. Esperteza, cinismo e escaramuças justificáveis no lucro. As pessoas são dados estatísticos, nada mais que isso. E para fazer a guerra, quando não tem motivo é só inventar. Não tem muito tempo, os Estados Unidos invadiram o Iraque com a justificativa de que tinha armas de destruição em massa. Nada foi encontrado. Engraçado que ninguém fala em punir os Estados Unidos. Agora os Americanos falam em invadir a Síria por causa da provável utilização de gás letal que teria vitimado diversas pessoas. A Síria dá suas justificativas, mas os americanos não querem saber. Há quem diga que o Obama está blefando. Mas não dá pra desprezar o apetite da águia, doida pra atacar os pobres e indefesos Sírios e faturar mais alguns trilhões com os saques. E sobre nossas guerras do dia-a-dia? Pois é! Tem a política partidária que não para nunca. A política não se encerra no pleito. É uma guerra sem tréguas, que tem no pleito o seu ponto máximo. Será essa política racional ou benigna para os nossos povos? Não será apenas conveniente aos nossos interesses? Aliás, convenientes principalmente aos interesses de alguns poderosos que nos lideram e viraram nossos ídolos, quase santos, sem máculas, enquanto o outro lado é o próprio Satanás encarnado. O ser humano adora uma briga. Não tem jeito. Lembro de um desenho animado de um cachorro que protegia as ovelhas do lobo. Em um episódio, em certa altura alguém tocou um triângulo e os dois inimigos pararam debaixo de uma árvore para se alimentar. Era a hora do almoço. Logo que o sagrado momento do alimento passou, os dois retornaram a velha rusga. Sejamos sinceros. A história da humanidade é a história de suas guerras. Embora sonhemos com a paz, somos animais guerreiros, lutamos para aniquilar os adversários, almejamos as conquistas e vamos às ultimas consequências por elas. O apocalipse talvez seja nosso último orgasmo.

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