sexta-feira, 24 de maio de 2013

O TEMPO DOS FESTIVAIS É HOJE!

Como disse Gilberto Gil, “o melhor lugar do mundo é aqui e agora”. Não me venham com esse papo torto de que o tempo dos festivais já passou. Eles podem acontecer a qualquer hora e lugar. Basta que as pessoas acreditem. Parabéns a minha terra por fazer a sua 33ª edição. Um monte de gente teve de suar sangue para que o festival atravessasse os 80, os 90, e chegasse até os dois mil até chegar até 2013. Na década de 80 tínhamos centenas de festivais de música pelo estado. Depois foram rareando, à medida que outras modalidades de eventos eclodiam. O surgimento das exposições agropecuárias e festas do cavalo, as micaretas e a ascendência da chamada cultura popularesca acabaram atraindo a atenção dos patrocinadores e até dos políticos. Sem investimento, os festivais minguaram. Mais o de Alvinópolis capengou aqui e ali, mas continuou vivo. Ali tem uns caras chatos, marrentos, meio loucos e apaixonados por cultura que não deixaram a peteca cair. Eu cito nomes como Joãozinho de João de Vina ( João da Alternativa), Alessandro Magno, Edmary e Jovelino Carvalho, Ronilson Bada, Juninho de Alaide, Mariângela Repolês, Manoel de Bibi, Rogério Martino, além de instituições como os veteranos da cidade, o colégio cândido gomes, o próprio Alvinopolense futebol clube, a prefeitura da cidade, cujos prefeitos ajudaram uns mais e outros menos. As empresas, que na medida do possível sempre ajudaram, não com valores vultuosos, que possibilitassem por exemplo que fossem levados grandes shows para os festivais. O suficiente para manter o evento ativo. Os tamanhos sempre na medida do que se consegue de apoio financeiro. Tem gente que entra com o mínimo do mínimo mesmo, só para colaborar. Tem outros que podem e não acreditam, mas é assim mesmo. O Festival deve muito também à mídia regional, principalmente a Rádio Alternativa e ao Jornal Bom Dia, que sempre deram uma super cobertura. De uma maneira geral, toda a mídia divulga e ajuda muito.Este ano o festival promete ficar muito bom. O prefeito Milton resolveu investir e o meu amigo Marcelo Xuxa está à frente da Organização. Marcelo foi uma influência musical muito forte quando eu morava em Alvinópolis. Foi ele que me aplicou Caetano Veloso ( discografia completa), Gilberto Gil, Kleyton e Kledyr, Roberto Plant, Vitor Ramil, Ednardo, Beto Guedes, e muitos artistas alternativos também. O aparelho de som que ele tinha era invejado por mim e por muitos . Nunca ouvi um som com tamanha qualidade.  Era Sharp se não me engano. Mas voltando ao FESTIVAL, vai ser bacana. Alvinópolis tem muitas bandas boas, muitos músicos, principalmente roqueiros. A nossa casa lá fica sempre cheia de artistas, pois meu irmão tem uma escolinha de músicas e um estúdio no fundo onde o pessoal ensaia. Outra boa notícia é que o Alessandro, na medida do possível está ajudando. Ele bota o barquinho do festival na internet e isso hoje em dia é essencial. Esperamos que este ano tenhamos mais artistas de Monlevade, de Itabira, de São Gonçalo, de Dom Silvério, Barão, Santa Bárbara, BH, de todo lado. As inscrições já estão abertas e quem quiser ver mais detalhes, só entrar no sitewww.festivalalvinopolis.com.br. Mas falando ainda um pouco sobre os festivais de música, espero também que outras cidades façam festivais. É um evento relativamente barato para se produzir, que integra  artistas, poetas, compositores, músicos e um público muito jovem. Depois de cada festival, sempre nascem novos grupos musicais e carreiras são projetadas. Já conversei com pessoas de Santa Bárbara que se mostraram interessadas. Talvez aconteça um festival por lá. Em São Gonçalo eu pretendo conversar em breve com o pessoal para formatarmos um projeto. A cidade tem muitos talentos que já conheci. Em João Monlevade foi feito o Festiaço há pouco tempo, revelando um cenário musical muito rico. Também venho conversando com algumas pessoas no sentido da retomada do projeto, oferecendo vitrine para os poetas, cantadores, bandas de rock, intérpretes, etc.Tomara que Monlevade consiga fazer de novo o Festiaço. Mas que Dom Silvério também retome seu festival, assim como São Domingos do Prata, Bela Vista que fazia um belíssimo, enfim. Conclamo os produtores culturais, os empresários e prefeitos, que invistam nos festivais, que abram vitrines para os talentos de amanhã. E viva os festivais!!!

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