quarta-feira, 20 de março de 2013

BERNARDO SANTANA PODERÁ SER O MINISTRO DOS TRANSPORTES

Reproduzindo aqui, matérias que saíram nos jornais ESTADO DE MINAS e FOLHA DE SÃO PAULO. Uma delas, entrevista do Deputado Leonardo Quintão. A análise da FOLHA DE SÃO PAULO reflete os interesses do jornal, como não poderia deixar de ser. Vamos aguardar.


Rejeitado, Leonardo Quintão bate o pé por pastaInsatisfeito com a escolha do PMDB para a Agricultura, deputado quer agora o PR mineiro nos Transportes, vaga que ele almejava

Publicação: 19/03/2013 06:00 Atualização: 19/03/2013 09:29
Leonardo Quintão, deputado federal (PMDB-MG) (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press - 7/2/11)
Leonardo Quintão, deputado federal (PMDB-MG)
Depois de ter tido a indicação preterida pelo PMDB mineiro para o ministério de Dilma Rousseff, o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB) defendeu ontem que representantes de Minas Gerais se unam para indicar um nome do PR para o Ministério dos Transportes, pasta que almejava. “Acho lamentável que o PMDB mineiro tenha perdido a oportunidade de fazer o ministro dos Transportes, pasta que neste momento mais interessa ao nosso estado, trocando-o por vaga na Agricultura”, afirmou. Para ele, o pleito do PMDB ficou “enfranquecido” com essa troca e a pasta destinada ao partido “não resolverá os problemas de logística do estado”.

Antes de o nome do deputado federal Antônio Andrade, presidente do PMDB mineiro, ter sido anunciado para o Ministério da Agricultura, Leonardo Quintão tinha expectativa de ser escolhido para os Transportes. “Temos de curar o luto de Minas, independentemente de ser eu ou outro (a ocupar a pasta)”, afirmou, ao defender a indicação do PR para a pasta que almejava e citar os deputados federais Jaime Martins e Bernando Santana como possíveis candidatos. 

Quintão, entretanto, não escondeu a mágoa com o governo federal. “Quando me pediram para desistir da candidatura a prefeito no ano passado, o Fernando Pimentel (ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e o Michel Temer (vice-presidente da República) falaram em nome da presidente Dilma e inclusive me colocaram no telefone com ela. Ofereceram a mim um cargo de primeiro escalão. Na ocasião eu sugeri os Transportes”, revelou Quintão. Insatisfeito com o fato de nem ter sido consultado no processo que levou Antônio Andrade para a Agricultura, o parlamentar afirmou, referindo-se ao governo Dilma: “Estou sem compromisso daqui para a frente”. 

Na avaliação de Leonardo Quintão, não apenas Minas, mas também o PMDB nacional nada ganhou com a reforma ministerial. “No jogo nacional, o Mendes Ribeiro estava enfraquecido, mas não queria sair da Agricultura”, disse. Segundo Quintão, quando o PMDB de Minas aceitou a Agricultura – que ele considera “uma pasta menor”– abriu espaço para que Michel Temer tirasse Mendes Ribeiro (RS), que retornou à Câmara dos Deputados. “Já o Moreira Franco, que estava na Secretaria de Assuntos Estratégicos, e não é ligado à bancada do Rio de Janeiro, foi para a Secretaria da Aviação. Foi indicação do Temer e não do PMDB do Rio”, considerou Quintão, que criticou em seguida: “O PMDB nacional trocou então seis por meia dúzia”. 

Para Quintão, se em vez de aceitar a Agricultura o PMDB de Minas tivesse insistido na pasta dos Transportes, teria sido bem-sucedido. “Não estou triste pelo Antônio Andrade. O respeito, sei que ele será um excelente ministro. Mas Minas precisava dos Transportes”, afirmou, referindo-se ao fato de que é grande a demanda do estado por obras viárias. “A BR 381, a BR 040, o Rodoanel, a reforma do Anel Rodoviário e várias outras obras essenciais saem perdendo. Se fosse escolhido um ministro de Minas, teríamos condições de priorizar essas obras para o estado”, afirmou, considerando que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes está “parado” e o ministério “inerte”.


Rachado, PR deve ficar sem espaço na reforma ministerial

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ERICH DECAT
DE BRASÍLIA
A falta de uma definição por parte da presidente Dilma Rousseff quanto ao futuro do PR na reforma ministerial deve-se, na análise de integrantes da cúpula do partido, ao racha em relação a uma indicação.
Nesta sexta-feira (15), Dilma oficializou trocas em três ministérios: Moreira Franco (PMDB-RJ) deixa a Secretaria de Assuntos Estratégicos para assumir a Secretaria de Aviação Civil; Antônio Andrade (PMDB-MG) vai para Agricultura; e Manoel Dias (PDT) para o Trabalho.
"Falta unidade entorno de um nome. Isso gerou uma indecisão por parte da presidente Dilma", disse o líder do PR na Câmara, Anthony Garotinho (RJ).
Ao lado do presidente do partido, senador Alfredo Nascimento (AM), Garotinho teve em fevereiro uma reunião com Dilma para discutir espaços no governo.
"Estamos sem pressa. Estamos acabando de articular. Pode sair algo de hoje para a segunda-feira ou só depois da Semana Santa", minimizou o deputado Lincoln Portela (PR-MG).
Cinco nomes do partido apareceram nas bolsas de apostas.
Portela teria o apoio de Nascimento. O secretário-geral da sigla, deputado Valdemar Costa Neto (SP), tenta emplacar o nome do senador Antônio Carlos Rodrigues (SP).
Já parte da bancada da Câmara, apoia o nome de Luciano Castro (RR). Enquanto outros integrantes querem o nome de Bernardo Santana (MG).
Nos últimos dias o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), teria entrado em campo pedindo que o deputado Ronaldo Fonseca (DF) fosse o indicado.
Neste momento, o partido trabalha com dois cenários. O primeiro seria a manutenção de Paulo Sérgio Passos no Ministério dos Transportes.
Passos é considerado cota pessoal de Dilma. Para o PR, sua manutenção seria condicionada a possibilidade de indiciação de nomes para a Valec, estatal de ferrovias, e para o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
Outra opção seria uma indicação de um nome do partido para o Ministério do Desenvolvimento.

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