sexta-feira, 29 de junho de 2012

SAINDO DA FCC, MAS NÃO DA CULTURA

Estou deixando a presidência da FCC, mas sem sobressaltos, sem desgastes. Muito pelo contrário. Sou muito grato ao Prefeito Gustavo Prandini por essa minha passagem pela Casa de Cultura. Gustavo foi um bom chefe, sempre sereno e antenado com o universo artístico cultural,  aliado em diversos projetos, intervindo de forma positiva e propositiva, sempre com inteligência e bom senso. Sou muito grato também aos companheiros da Fundação Casa de Cultura, ao Gladevon que é um sujeito competentíssimo, a Laura também muito solícita, ao Luciano Rosa com o qual foi muito bom trabalhar, a Rosália, que também deixou a FCC há pouco tempo, ao Doca, ao Serginho, a equipe como um todo. Saio por questões de força maior, mas pretendo continuar parceiro da Casa de Cultura e da Prefeitura em diversos ações. Desejo sorte aos companheiros e desde já me coloco à disposição para o que for necessário. Inclusive, quero deixar claro para os amigos que saio da FCC mas não saio da cultura, que sempre foi e sempre será uma das minhas principais bandeiras de luta.


MUITOS AVANÇOS


Penso que a Cultura avançou nesse curto período. Plantamos algumas coisas boas e preparamos o solo para que boas sementes possam germinar. 

TEATRO

Vejo com muita satisfação que o teatro teve um incremento na cidade, principalmente após a realização do Festival de Artes Cênicas. Após o Festival, pudemos perceber o crescimento das CIAS do INFINITO e O SALTO e sua participação efetiva na vida do município. Os grupos já eram ativos, mas não com tanta intensidade. A vinda do Festival de Artes Cênicas representou não apenas a possibilidade da população ter acesso a grandes espetáculos, mas dos artistas locais interagirem com os grupos de todo o país, participarem diretamente dos espetáculos e acessarem conhecimentos riquíssimos junto aos promotores. Outras iniciativas interessantes aconteceram, como a vinda do pessoal da CARAVANA da ARTESANIA e outros espetáculos que vieram somar no esforço de fazer com que o teatro voltasse a ser uma atividade cultural presente na vida da cidade. A Arcelor também encabeçou projetos teatrais interessantes, principalmente voltados para o público infantil. Outros grupos teatrais também começam a se organizar e despontar, favorecendo um cenário ainda mais rico. 

MÚSICA

No ano passado, tivemos a honra de retornar com o Festival de Música ( FestiAço) Foi muito importante abrir espaço para a criatividade dos artistas. Foram mais de 250 participantes entre compositores, cantores e músicos. Tivemos  110 inscrições de todo o país. Tomara que vire tradição novamente. O PRÉFOLIA pra mim foi um achado. Com a sua realização, a cidade volta a ter um carnaval cheio de entusiasmo e criatividade. Deu gosto ver os foliões mandando muito bem na avenida. Blocos como o Arco Iris, como o "Vai quem quer" , como o "Me puxa que eu te pego", como o "Tambores do Morro", nos fizeram sentir um gostinho de carnaval novamente. Além dessa volta dos carnavais de bloco, tivemos a felicidade de ver no palco a sensacional BANDA AGÁ, as marchinhas com Rômulo Rás e banda e inovando com a turma do Funk. O Rock na Rua também retornou com grande força, abrindo espaço para a dezenas de bandas locais e de outras cidades. Fizemos também o 5ª Cult, em parceria com o Sindicato, projeto que abriu vitrine para as bandas novas e também para os shows de tributos a artistas conhecidos. Fomos parceiros também em eventos como o Metal Attack e Pop Rock Festival. Neste interim, vimos trabalhos se formando e ganhando corpo, como o Audio-Funcho,  como o Esboço de João Freitas, como o Umbigo Trio, o Flying Hight, The Travel,  Roseinblack, o Infocus, a Banda Dirock, a Banda Desarme, o Calk, que voltou para um show, o Concreto, que tem Monlevadense na formação,do Mike Santos, que é meio de rp, meio de jm. Algumas que ainda não vi tocando ao vivo, que são o The Trolls, o The Mistake, o Derramasters, a Heroes from the hell, o Fanzine, o Plataforma 3. O Festiaço nos revelou também alguns artistas que deverão brilhar ainda mais, como a turma do Simple Song, a dupla sertaneja Álvaro e Vinícius, a cantora Isa Lelis que confirmou seu talento, além de Carolina Albuquerque, Duda e o Samba na Sola e Rogério Lima. Não posso deixar de citar também a grande Natália Grigório, que cantou comigo no BATE PAPO CULTURAL. Natália evoluiu uma enormidade como cantora e talvez seja a nossa artista mais pronta (ela não sabe disso). Continuam brilhando também artistas já consagrados em nível regional, como João Roberto e Ronivaldo, Rômulo Rás, Fabrício e Elcimar, Kenny e Kerlon, Maycon e Douglas e a cantora Lívia Bicalho. O Canto coral também brilhou, com a vinda à cidade de diversos grupos no Festival de Corais. Senti falta de mais apresentações daquela que talvez seja a nossa referência cultural mais forte, famoso até em nível mundial, que é o coral Alcântara ( tomara que retorne com força total). Outro projeto fantástico que está quase na fase de finalização é o CENAS DA PERIFERIA, um cd produzido com o melhor da cena funk-rap-hiphop monlevadense. A se destacar também o evento em prol da BR 381, que começou numa conversa que tive com o Aggeu Marques no facebook, que trouxe à praça do povo nomes consagrados da MPB, como o 14 Bis, Paulinho Pedra Azul, Sá ( da dupla Sá e Guarabyra), Ana Christina, Maurício Gasperini ( do Rádio Taxi), Telo Borges, além de músicos da envergadura de um Paulinho Carvalho  (baixo), da banda Fio da Navalha e dos nossos Marco Aurélio ( Infocus) e Rômulo Rás. Excelentes shows nacionais também pintaram na cidade, como do Maestro João Carlos Martins, do Araketu, Fundo de Quintal, Velha Guarda da Mangueira, Pitty, Padre Fábio, entre outros. 

LITERATURA


Foi importante o retorno do CONCURSO LITERÁRIO. No primeiro ano do Concurso Valores da Nossa Terra, houve uma procura maior. No segundo ano, talvez tenha diminuído um pouco o entusiasmo, fazendo com que tenhamos de repensar, tentar algo capaz de captar mais inscrições. Algumas críticas são pertinentes. O grande Francisco Barcelona pensa que limitar o tema faz com que muitos poetas e escritores independentes deixem de entrar, que deve ser estabelecido tema livre para as próximas edições. Além dos concursos, muitos livros foram lançados de forma independente, como a maravilhosa trilogia de Jairo Martins, com romances históricos saborosos; como a trilogia de Diego Ventania, belamente ilustrada por ele mesmo, como o livro PORTAIS de Ledinilson, que vem conquistando seus espaços. O Livro Escritos Esparsos de Raphael Godoy pra mim é dos melhores, cheio de achados interessantes e os livros da poetisa Maria das Graças Gomes também são todos muito bonitos, cheios de lirismo. 


INICIATIVAS INDEPENDENTES

Há de se elogiar a iniciativa de monlevandenses como Marcelo Melo, que por iniciativa própria criou um site fantástico ( Caminho de Riquezas), depositário de grande parte da história da cidade, suas memórias afetivas, suas raízes profundas. Ele, Francisco de Paulo Santos ( Francisco de Paula Santos), Professor Dadinho, entre outros, são pessoas de grande valor, guardiões de um passado belíssimo, de uma monlevade que a cada dia vai sendo eclipsada pela verticalização e pelas necessidades da indústria. Obviamente, a FCC foi parceira do Marcelo nessa empreitada. Acho muito bacana também as iniciativas da turma do MATO A DENTRO, um grupo de caminhantes que todos os domingos pela manhã saem pelas cercanias ainda selvagens da região, fotografando a fauna, a flora e as paisagens. A gente vive em nossas bolhas e se esquece que temos muitas belezas quase inexploradas em derredor. O povo do Mato a dentro nos lembra disso. Tive oportunidade de seguir com eles em uma expedição e fiquei muito feliz. Muito ar puro, muita cultura e boas conversas com Eliane Araújo, Wir Caetano, Werton e cia. A iniciativa tem saído da esfera virtual e gerado exposições fotográficas muito concorridas.  Muito legal também a iniciativa do Rômulo Rás, que criou o Bate Papo Cultural, que começou tendo Marcelo Melo como entrevistador e agora começa a experimentar uma nova fase. O projeto, que começou no Emporium, tornou-se itinerante, uma opção interessante, todas as quintas em algum bar da cidade. Os produtores locais também ousaram. Trouxeram shows nacionais como os RAIMUNDOS, MÁRCIA LISBOA, OBAOBA, NENHUM DE NÓS, MR CATRA, SAMBÔ, entre outros. 

DIVULGAÇÃO E DIFUSÃO DO CENÁRIO


Humildemente, neste tempo, fiz questão de jogar a cena local pra cima, divulgando as ações culturais da cidade tanto em meu blog, como em todas as instancias possíveis. Fiz o que pude também para motivar os artistas, para despertar talentos adormecidos, para exaltar a qualidade que se tem aqui, que diga-se de passagem, é alta. 


MUDANÇA DA LOGO DA FCC


Sabemos que a logomarca anterior foi feita com muito carinho e marcou uma época. No entanto, sentimos a necessidade da criação de uma marca nova, que passasse uma ideia de modernidade, de conexão com o mundo, ao mesmo tempo de uma sementeira. A mudança, como não poderia deixar de ser, deu alguma polêmica. Vamos ver o que os próximos administradores da cidade vão resolver à respeito.


SOLDADOS DA CULTURA


Não posso deixar de exaltar o trabalho de uma Lutécia, que com seus olhos verdejantes e sua câmera mágica, vem registrando e filmando os momentos recentes de tudo que acontece em termos culturas na cidade e região. Importante também citar Carla Lisboa, uma produtora com quem gosto muito de trabalhar, pela mansidão de caráter e bom gosto. Também a turma da ACORDAR CULTURAL, a Andréa Abade e Nataniel Flávio, que iniciaram um núcleo que espero, cresça cada vez mais e abarque todas as artes. 


O QUE FALTA FAZER


Vixe...muito ainda por se fazer, mas sem dúvidas, fica mais fácil à partir do que já se construiu. Penso que no quesito dança, não houve muitas atividades. Na FCC tem o curso de dança de salão. Rose Machado tem sua escola e promove apresentações regulares, mas é pouco. Na área das artes plásticas, também penso que devem ser projetadas mais ações, exposições,  que novas vitrines sejam criadas para fruição da produção local. Nesse sentido, penso que não avançamos em quase nada, a não ser pelas exposições da própria escola de artes da FCC. Outra iniciativa fantástica da atual administração foi a criação dos conselhos e da lei municipal de incentivo à cultura. Ainda tramitam, mas a questão é que a gente vai aprendendo que o tempo da política é diferente do tempo cronológico convencional. Nem sempre as coisas andam na velocidade que a gente deseja, mas andam. O importante é que se concretizem e estão bem encaminhadas para isso. Mas sem dúvidas, vai depender da vontade política, vontade esta que existe, mas que precisa ser sempre soprada, como uma brasa adormecida. Existem algumas coisas importantes ainda a serem ditas mas o farei num segundo momento, pois assunto não falta. Essa geração está produzindo cultura, mas para que marque, para que seja lembrada no futuro, precisa de um algo mais. É disso que irei tratar em próximas postagens...


PERÍODO ELEITORAL


Fase complicada para a cultura em geral. De agora, até o final do ano, teremos um período de entressafra cultural, que infelizmente acontece em todos os pleitos. Hora da turma da cultura inclusive se organizar pra avaliar quais os candidatos que tem propostas claras para fazer com que a cultura local possa continuar sua trajetória evolutiva. Infelizmente, para alguns, cultura é só sertanejo e ponto final. Bom ficar de olho, viu pessoal? 

terça-feira, 26 de junho de 2012

A CULTURA E O CORAÇÃO

No BATE PAPO CULTURAL do dia 21 de junho, que naquela ocasião aconteceu no Clube da Cerveja , rolou uma conversa franca sobre a cultura e coisas interessantes foram ditas.  Weber Ferreira e Rômulo Rás foram os entrevistadores. A primeira vítima foi o empresário midiático, colunista e agitador político e cultural Dimdão. Depois foi a minha vez de ser sabatinado pela dupla. Como não poderia deixar de ser, muitas perguntas sobre a situação cultural da cidade, sobre minha passagem pela Fundação Casa de Cultura, sobre verbas , projetos, patrocínios, cifras e destinações. O curioso é que, enquanto eu ia respondendo aos questionamento, Dimdão ia tomando a sua nonagésima dose de Veio de Minas. Em certo momento, impaciente com o rumo das discussões, Dimdão se aproximou do Weber Ferreira e falou uma coisa que em princípio pareceu conversa de bebum em avançado estado de embolation. Ele falou o seguinte: -Peraí, gente. "Pra fazer cultura não é preciso dinheiro, nem verba, nem nada. Pra fazer cultura só precisa de coração, de amor". Na hora, ninguém levou em conta o que ele disse. Depois comecei a tocar com a cantora Natália Gregório e me esqueci do fato. Logo após, ainda tomamos mais algumas, conversamos, rimos bastante, enfim, uma noite deliciosa, com conteúdos que ficaram gravados. No outro dia, uma ressaca daquelas e a frase do Dimdão martelando na cabeça. Não é que o moço quase Riopiracicabense tem razão ( quase por ter nascido em Monlevade)? Se formos pensar, os movimentos culturais de maior longevidade são mantidos por causa dos corações, do amor de algumas pessoas. Não é assim com os congados? Alguns quase tricentenários? Não é assim com eventos como o Festival da Música de Alvinópolis, que já está chegando ao 33º ano de realização? Não é assim com as coorporações musicais centenárias? Não é assim com alguns clubes, com alguns conjuntos musicais, grupos de seresta, corais ( como o Alcântara), entre outros? Se não tiver coração, não tem cultura. Dimdão tá certo. Hoje estive com o Weber Ferreira conversando por alguns momentos. Temos uma conversa eterna, que interrompemos e retomamos, quase ao infinito. Ele já tem opinião um pouco diferente. Ele acha que o coração tem importância sim, mas que falta ter coração também nas empresas, nas instituições que formam a cidade. Falta profissionalismo para que os projetos sejam mais perenes, menos sofridos no fazer, mais reconhecidos em sua importância. Falta os corações da cidade estarem abertos, pois os principais patrimônios culturais da cidade estão fechados à visitação. São opiniões hiper válidas de dois bons amigos que seguramente tem coração nobre. Taí, minha gente! Aço é importante, mas que tal voltarmos a investir nos corações?

DIAS ATRIBULADOS

Quem lê o blog deve estar estranhando. Cadê as postagens regulares do Martino? Mudanças profundas acontecendo e se assenhorando do tempo. Nem sei se voltarei ao normal. Também, normal nunca fui. Só verborrágico, adjetivorrágico e o escambau. Pelo que posso perceber só voltarei ao velho batidão em meados de outubro. Enquanto isso, só nos micro-intervalos de tempo. E segue o filme...

domingo, 24 de junho de 2012

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ( COLUNA DO BOM DIA)

Júnior era um sujeito tranquilo. Gostava de viajar sozinho, quer dizer: viajavam ele, seu note book e Deus. Eis que certo dia, viajando de trem,  ficou curioso ao observar uma menina que viajava em seu tablet. Ela olhou e sorriu pra ele, que não resistiu ao chamado e à curiosidade.
- Olá, meu nome é Luiz...mas todos me chamam de Junior.
- Oi...meu nome é Lívia. Tô tentando conectar. Só dá conexão nesse ponto do trajeto.
- Que legal. É um I-PAD?
- Sim.
- Legítimo?
- Claro. Eu mesma comprei lá nos Estados Unidos.
- Puxa. Tão nova e já foi nos States?
- Ah...foi um trabalho bacana que pintou...
- Olha só...mas qual o seu ramo profissional?
- Ah...eu e minhas amigas temos uma empresa de prestação de serviços.
- É mesmo? Parabéns. É muito bom ver que as mulheres, já tão jovens estão empreendendo.
- Pois é.
- Mas o que exatamente vocês fazem?
- Trabalhamos com terapia.
- Ah tá. Mas que tipo de terapia?
- É uma abordagem nova. Chama-se Terapia da Felicidade. É como se fosse um ramo da psicologia.
- Mas...em que consiste?
- Nossa...você é jornalista?
- Não. Eu sou é curioso mesmo.
- Pois então. A terapia da felicidade consiste em técnicas desenvolvidas há milênios para levar as pessoas à plenitude da felicidade.
- Puxa. Deve ser muito legal hein? Imagino que deve ser muito bom para esses tempos de stress, de pressa e pressão...
- Não tenha dúvidas. Nossos clientes não tem reclamado.
- Mas mate mais um pouco da minha curiosidade. Como funciona na prática a terapia da felicidade?
- Olha, são técnicas baseadas no tato, na sucção, na fisioterapia das partes mais sensíveis, sempre utilizando o corpo.
- Certo. Seria tipo o Reike, né?
- Mais ou menos. Mas garantimos que os resultados são imediatos.
- Mas vocês tem muitos clientes?
- Ô se tenho...veja aqui a lista no I-Pad.
- Realmente a carteira de clientes é grande.
- Pois é. Clientes masculinos e femininos. As pessoas experimentam e geralmente querem de novo.
- Mas onde fica o seu consultório?
- Consultório? Ah. Somos itinerantes. Atendemos em domicílio, nos apartamentos dos clientes, em motéis.
- Mas peraí. Agora que caiu a ficha. Na verdade você é uma p...
- Olha o preconceito. Na verdade eu sou uma prestadora de serviços como outra qualquer, uma terapeuta altamente qualificada.
- Você vai me desculpar, mas no meu tempo isso tinha outro nome.
- Não tiro a sua razão. No seu tempo o mercado era uma “zona”. Hoje está organizado e atualizado.
- Ah...mas esse mercado deve ter caído muito. Hoje fazer amor é tão normal quanto beijar.
- Aí é que você se engana. Hoje é mais seguro sair conosco. Temos acompanhamento médico permanente. Já as periguetes de hoje em dia tem alta rotatividade e zero de prevenção.
- Puxa. Você tem argumento pra tudo hein?
- Não sou eu. Foi o mundo que mudou. Nossa prestação de serviços é uma das mais antigas do mundo e tem até um caráter turístico espiritual, sabia?
- Como assim?
- Ora, nós sabemos como fazer uma pessoa chegar ao Nirvana sem sair do lugar...

BABEL MONLEVADENSE

No sábado pela manhã vi algumas cenas no mínimo inusitadas em João Monlevade. Primeiro, passei por um grupo de ciganas que ofereciam profecias a preços módicos. Depois, ao chegar à praça do Lindinho,  encontrei uma turma com roupa branca divulgando a cultura racional. Trata-se de um grupo que acredita que os Deuses eram mesmo astronautas, que culturas extraterrestres nos colonizaram e ainda regem nossas vidas. Na esquina com  a Av. Wilson Alvarenga, um apocalíptico senhor de terno falava sobre os avisos da bíblia do final dos tempos. Mais à frente, havia uma banca vendendo produtos espíritas. Tudo muito discreto. Passaram por mim ainda duas senhoras com papeis debaixo do braço, que pareciam ser de letras de cânticos de igreja. Passaram também outras pessoas que pareciam se dirigir para a igreja evangélica que fica na própria praça do Lindinho. Para completar o drama, fui pegar um moto-taxi para a rodoviária e comentei de relance com o motociclista: - Rapaz, essa cidade é muito doida. Só falta aparecer um discípulo do chifrudo agora. E ele falou: - Então não falta mais nada, pois tem um companheiro nosso que é satanista doente. Mas parece mesmo uma babel, com vários grupos falando em línguas diferentes, sem falar nas tendas divulgando shows, lojas com locutores falando seus chavões e muita confusão.Pelo menos a convivência entre credos e interesses tão opostos é civilizada e pacífica. 

sábado, 23 de junho de 2012

BATE PAPO CULTURAL - by Rômulo Rás...

Foi uma noite das mais prazerosas no Clube da Cerveja. 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

NOTAS CULTURAIS ( coluna do bom dia)



SERENATA MUITO BACANA

Foi uma ideia bem original do meu amigo Weber Ferreira. Ele criou uma promoção na Rádio Alternativa onde  o vencedor  ou vencedora ganharia uma serenata de presente no dia dos namorados. Quer dizer, uma serenata feita para a pessoa amada, com muitos presentes junto. No dia previsto foi feito o sorteio e pintou um problema de produção. A esposa do vencedor trabalhava à noite. Mas o Weber conversou com o vencedor e propôs que fossemos até o local de trabalho dela, que seria mais surpreendente ainda. Ele topou. Fomos eu, Rômulo Rás e Weber, juntamente com o vencedor da promoção e seu filho. Descemos pela rua já tocando, os moradores admirados olhando. Chegamos ao local onde ela trabalha, o bar Yakisoba, perto da Funcec. Entramos tocando músicas de serenata, enquanto as flores eram ofertadas a amada, além de outros presentes da Rádio Alternativa. O Weber entrou ao vivo na rádio e foi muito legal. No Yakisoba, além do casal vencedor, tinha um público de pessoas da Funcec, todos extremamente receptivos. Essa epopeia foi registrada em fotografias pelo Raoni e quem quiser ver, só acessar pelo facebook do weber ferreira. Como disse o Erivelton, tem de rolar outras.

EGONORANCIA

Conversando com meu amigo Rodolfo Mendes pelo face, cheguei a uma conclusão interessante. Existe um tipo de ignorância que advém do ego. Sabe aquela pessoa que se ancora numa autoestima exagerada e não admite os próprios equívocos, não revê posições, não aceita ser contrariado, nem refutado, nem questionado? Pois é! São os egonorantes! Deus nos livre deles.

MONLEVADE ROCK FESTIVAL

Começamos a conversar na internet sobre a possibilidade de criarmos um Festival de Rock em Monlevade, em local ainda a definir, com a presença das boas bandas locais. Muita polêmica a partir do proposto. Sobre o nome, ainda não chegou-se a uma conclusão. Sobre local, uns acham que tem de ser num lugar pequeno, pra muvucar. Outros acham que tem de ser num local maior, quem sabe na praça do povo, para dar uma dimensão maior ao evento. Há quem ache que tem de ser de graça, que as bandas não devem nem cobrar cachê, mas também sabemos que algumas bandas só pra sair de casa já tem despesas. É aquela questão: entre o sonho e  a realidade, tem  o “ fazer “. Tem de pensar em soluções e não em problemas . As bandas novas não tão nem aí. Querem é tocar, querem é vitrine, se possível com um bom público.Se não der pra fazer algo MEGA, que seja num local menor, mas de forma organizada, vitrine bacana, bom som. Algumas bandas e pessoas talvez nem queiram participar , pois não se manifestaram até agora. Algumas bandas interessadas vem se manifestando. As conversas pela internet tem de seguir. Penso que algumas coisas dá pra resolver de forma virtual. Mas vai ter de rolar uma reunião presencial pra afinar as ideias. Vai precisar de seguranças nessa reunião. Vejo que tem uns negos brutos na parada. Tem a questão levantada de que nada funciona de forma anárquica, de que precisa de alguém pra assumir como produtor da parada. Não pode ser mais de um? Tem a Carla Lisboa, tem a Lutécia, que ajuda, tem o Marcelo Sadam, o próprio Marco do Infocus, o Victor Vianna e tem as bandas, que podem e devem colaborar mais no debate. Configura-se assim os PRODUTORES ASSOCIADOS. Enquanto a reunião presencial não rola, participem dos debates no MONLEVADE ROCK FESTIVAL no face.

PARTIDO CULTURAL

Vejo com muito positivo o amadurecimento da ACORDAR CULTURAL, que vai assimilando conhecimentos para assumir um protagonismo cada vez maior na cultura regional. Nataniel e Andrea tem buscado conhecimentos e demonstrado uma consciência cada vez maior sobre a cultura. Temos muitas ideias que convergem bastante.  Penso que a formação de associações garante a sobrevivência da cultura, com capacidade de extrapolar governos e ideologias. Outras  associações vem sendo formadas e isso é muito bom. A formação de uma rede favorece a cultura como um todo. O negócio é juntar afinidades e dar sentido aos movimentos.  Só não pode deixar que as diferenças e interesses de grupos prevaleçam ou gerem inamistosidades inconciliáveis. A cultura tem de ser quase que um partido à parte. Nesta rede, a Fundação Casa de Cultura procura fazer o seu papel. Em outro momento, ainda quero discorrer detalhadamente à respeito. Mas é muito bom ver o teatro renascendo nos últimos anos, o forte movimento musical com muitos artistas em diversos gêneros.  Temos muito a fazer, mas também percebemos que avançamos em muitas questões. E termos o que fazer é bom. Ruim é quando não temos perspectivas.

SONHOS POSSÍVEIS

Tem alguns projetos que não conseguimos realizar na primeira tentativa, que a gente tem de lapidar, testar, rever, prospectar, até conseguir realizar. Eu tenho projetos que levei alguns anos para fazer acontecer. Com paciência, vou movendo os processos até viabilizá-los. Alguns projetos não acontecem mesmo, mas não me culpo. Vou adiante. Uma das boas coisas da experiência é que vamos entendendo que tudo tem seu tempo e não cabe atropelamentos. Na próxima coluna, vou falar sobre alguns sonhos/projetos que ainda não consegui realizar, mas que são pertinentes.

ROCK PIRA

Vamos ter de pensar numa data mais à frente. Sendo até o dia 21 de dezembro de 2012 tá bom, pois será antes do fim do mundo. Embora tenhamos num primeiro momento pensado em fazer em julho, para coincidir com as férias escolares, teremos de aguardar mais um pouco para que algumas questões sejam bem resolvidas. Em breve teremos mais notícias.

OUTRAS ONDAS

Já em fase avançado de produção o CD CENAS DA PERIFERIA, com os funkeiros locais. Garanto que todos vão se surpreender com a qualidade. Em breve também, abertura das inscrições para o FESTIAÇO 2012. Em Alvinópolis, o 33º Festival da Música deve acontecer em outubro. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

RÔMULO RÁS - HOMENAGEM MAIS QUE MERECIDA

No dia dos namorados, tive a oportunidade de participar de uma promoção muito especial da Rádio Alternativa, que sorteou uma serenata para pessoas que entraram em contato com a rádio, concorrendo a prêmios e a essa serenata surpresa. Seríamos eu, José Roberto e Ronivaldo e Rômulo Rás. Por outros compromissos assumidos, João Roberto e Ronivaldo não puderem participar e a cantoria ficou a cargo dese que vos escreve e do  Romulo, tendo Weber Ferreira como MC. Foi uma promoção muito bonita e nova pra mim. Foi a primeira vez também que cantei e toquei como Rômulo. O entrosamento foi muito bacana, com algumas dessintonias normais, pois ele vem de uma escola harmônica e eu de outra. Uma nota ou outra a gente intui de forma diferente. Mas acho que cantamos bonito. Rominho manda voz pra caramba e pra cantar com ele tive de mandar voz também. Acho até que rolou uma harmonização legal. Hoje pela manhã voltamos a nos encontrar na Rádio Alternativa. Weber nos convidou a falarmos um pouco sobre a experiência da noite anterior e sobre as carreiras, sobre música, enfim. Durante a entrevista, fui ouvindo os casos desse herói de resistência, desse paladino das boas canções, pesquisador e representante de uma linhagem musical que remonta muitos anos. Rômulo é oriundo do caldo cultural do Centro Histórico, da mesma linhagem que nos legou o talento de uma Neide Roberto. Ele tem raízes do samba e da boa MPB. Hoje fiquei sensibilizado ouvindo ele falar sobre quantas viagem fez ao Rio de Janeiro para divulgar seu trabalho, sempre ressaltando para todo lado o seu amor por Monlevade, casa para onde sempre retorna e é recebido com braços abertos. Hoje o Rômulo é justamente homenageado na câmara dos vereadores, por iniciativa da vereadora Dorinha Machado, recebendo moção como Filho Ilustre. Em minha opinião, a menção é pertinente e premia um legítimo representante da boa música produzida em nossa cidade. Como bem disse o Weber Ferreira  boas mesmo são as homenagens feitas em vida.  Então, viva Rômulo Rás!
 ( que em breve fará show na cidade, comemorando 30 anos de carreira).

terça-feira, 12 de junho de 2012

MONLEVADE ROCK FESTIVAL

Numa conversa  no facebook começou a ser gestado um projeto totalmente aberto e compartilhado. O Monlevade Rock Festival. Quer dizer, Monlestock, quer dizer, não tem nome ainda. No face tem algumas sugestões. A ideia é criar um Festival com as bandas de João Monlevade tocando juntas.Ai existem correntes de ideias. Uns acham que tem de ser na praça do povo, que é onde dá grande público. Poderia ser aproveitado para gravar em video, produzir tipo um DVD do evento. Pode também ser produzido um CD com faixas das bandas. Muita coisa pode ser feita. Há quem pense que pode ser num espaço menor também, pelo fato do público do rock não ser tão grande, pra ficar muvucado, com calor humano, no clima. Tem gente que sugeriu o Floresta Clube, houve que sugerisse o espaço do Rogério da banda dirock, outros acham que o Birabol é o melhor lugar. Tem o Sindicato também. Num local fechado dá pras bandas cobrarem  para pelo menos receberem um cachêzinho para cobrir os custos. O pessoal do som também tem de ser parceiro e fazer preço camarada. Tem outros  pensamentos expressos lá no face. Tem sugestão de que deve ser um festival competitivo e também há sugestão que seja só uma mostra mesmo, sem competição. De qualquer maneira, tá rolando uma democracia bacana. Vamos ver se novas sugestões aparecem pra evoluir mais o projeto. No facebook é MONLEVADE ROCK SHOW. 

FÉRIAS DÃO UM TRABALHO DANADO

Você pode fugir pro polo norte, mas leva você com você. Tem jeito não! Férias são legais pra gente ver o mundo de perspectivas diferentes. A gente sobe umas montanhas e olha de cima. Também acontece de descermos ou olharmos por frestas. Nas férias, descansamos de algumas coisas enquanto desembolamos outras. Descansando e carregando pedras. Revirando baús, readequando arquivos, me desfazendo de não sei quantos quilos de papel.  Vou dizer uma coisa pra vocês: férias dá um trabalho danado!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A FORÇA DO MALDIZER

Há algum tempo um dono de jornal de monlevade, num atmo de sinceridade, publicou um artigo em seu blog confessando que não faz jornal pra agradar ninguém, muito pelo contrário. Ele disse que o que vende é escândalo, polêmica, denúncias, notícias de acidente na 381, se possível com muito sangue e orgãos decepados. Cornos desesperados que maltratam, quando não matam suas antes queridas também dão ibope. Essa é a lógica macabra da demanda por notícias. O tal jornalista tem razão. Esqueceu de citar as mulheres desnudas, futebol, horóscopo e resumo de novelas. Essas coisas aí, pelo menos não são más notícias, mas como se diz, "passatempos". Mas a força do maldizer também campeia em outras plagas. Duas amigas se encontram na rua e dificilmente vão deixar de falar mal de alguém. É o cabelo horroroso de uma lindinha que passou, o short muito curto de uma gostosona que desfilou sua bamboleancia entre nós, o mal hálito da menina que tem o sorriso bonito. Ô língua!  Se não tiver algo pra falar mal é só inventar. Dois músicos trombam no centro e encontram um tempinho para falar mal do outros músicos, das outras bandas. Ô comichão miserável. Ah...e tem vários exércitos de rebeldes sem causa prontinhos para destruir, para detonar qualquer coisa. O Governo então, qualquer que seja, será massacrado pelo exercito do maldizer. Tem aquele jargão anarquista: hay governo, soy contra! Tá certo que existem mesmo coisas a criticar, mas e o que está indo bem? Não deveria ser reconhecido também? Mas não tem jeito! Tudo vira alvo para o comité de apedrejamento. Principalmente por parte daqueles que tem seus interesses partidários. Desde Roma que é assim. Quando chega a época da política então a coisa se agrava. Muitos ódios artificiais são criados. Outros tantos são replicados, amplificados, se espalham feito metástases. O pior é que tem gente boa que embarca no estouro da boiada e acaba pisoteando pessoas que se esforçam e tentam fazer seu trabalho honesto e apaixonado. Mas não tem jeito. Os vudus, os sacrifícios de galinhas pretas, os olhos gordos e a força do maldizer imperam no mundo. 

domingo, 10 de junho de 2012

MOVIMENTO LIMPA BRASIL

E por falar em educação cidadã, fiquei sabendo à respeito no jornal "O Tempo" e compartilho com vocês. Eis um movimento necessário que vem de encontro ao que tratei na postagem anterior: a formação de uma cultura de cuidado com as cidades, de se criar hábitos, trabalhar comportamentos. Que tal Monlevade aderir ao movimento? Que tal criarmos algo semelhante em Monlevade?
 


sábado, 9 de junho de 2012

QUANDO TEREMOS EDUCAÇÃO CIDADÃ?

Quando as pessoas falam em educação, geralmente estão falando sobre os conteúdos necessários para que se tenha uma formação técnica superior, para almejar e conquistar um bom emprego e garantir um bom nível de vida.Corrijam-me se eu estiver errado, mas a educação hoje é essencialmente pró-consumo. As pessoas são educadas para consumir. No capitalismo selvagem é só isso que importa. Infelizmente, não temos uma educação que ensina por exemplo, as pessoas a não jogar lixo nas ruas. Alguns professores e escolas vão me contestar. Eu sei que eles tentam passar isso para os alunos, mas infelizmente, a didática utilizada até hoje não conseguiu avançar em fazer com que os imperativos virem comportamentos. Da janela da minha casa posso observar  pessoas de todas as idades caminhando pelas ruas e jogando copos plásticos, panfletos, sacolas, tudo pelo caminho, sem peso na consciência. E são pessoas de todas as classes sociais e intelectuais. É mais fácil transferir responsabilidades. As pessoas pensam assim:- "Ah, limpar a cidade é responsabilidade da prefeitura. Ela que se virem". E tem muitas formas de comportamentos inadequados. Vejam as pessoas que circulam com seus carros com canos de descarga abertos ou com seus sons tunados pelas ruas. Essas pessoas não pensam que incomodam as outras, primeiro com os decibéis a mais, depois impondo seus estilos musicais aos que, muitas vezes não compartilham do mesmo gosto. São muitos os comportamentos inconvenientes. Daqui a pouco começa a temporada de estiagem e podemos contar que teremos pessoas queimando coisas nos lotes, nos quintais, enfumaçando a cidade. Já presenciei muito vandalismo em Monlevade no ano passado quando a piromania rolou solta. O pessoal tem mania de queimar qualquer coisa, seja lixo, seja mato, defumando os que não tem nada a ver com a história. Fora quando ateiam fogo nas matas, comprometendo a vida animal e a biodiversidade. Não sei, essas coisas deveriam ser ensinadas, reensinadas, marteladas insistentemente não apenas nas escolas, mas também nas igrejas, nas rádios, nos jornais, pra virar cultura e comportamento. Não podemos também ficar só culpando o capitalismo. Há países capitalistas que tem alto grau de civilidade, como os países nórdicos, Suécia, Dinamarca e Finlândia ou como a Alemanha. Mas no Brasil, temos o capitalismo sem civilidade, sem educação cidadã. Quer dizer, não podemos generalizar. Creio que existem cidades brasileiras que avançaram bastante em termos de cultura cidadã, mas definitivamente, Monlevade ainda tem muito a evoluir. Temos de dar um desconto pelo fato ser sermos um município novo, num país novo, porém, está na hora de pensarmos numa educação que vá além do canudo, que forme não apenas profissionais financeiramente bem sucedidos, mas cidadãos conscientes de que conviver em sociedade pressupõe outras obrigações que não apenas o progresso individual e financeiro. 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

ROCK PIRA 2012 - Antes que o mundo acabe

Há 23 anos atrás acontecia o primeiro Rock Pira em Rio Piracicaba. Foram 3 edições que marcaram época nos anos 80/90. O festival revelou trouxe à região bandas muito interessantes, como a mineira Pato Fu, que praticamente nasceu no Rock Pira III. Pois o cenário atual volta a ser propício para o rock. Tem bandas surgindo pra todo lado. Só em João Monlevade, catalogamos 15 bandas de rock. Em Alvinópolis também tem umas 10, em Itabira não é diferente. Em Rio Picacicaba, São Gonçalo, Barão de Cocais, na maioria das cidades é a mesma coisa. E com o fenômeno da internet, existe uma interação maior com bandas do Brasil inteiro, favorecendo uma super-programação roqueira.  Em 2012 o ROCK PIRA ressurge com uma proposta nova. Serão abertas inscrições para bandas da região do Médio Piracicaba, Vale do Aço e todo o Brasil, sendo classificadas 20 que irão se apresentar no Rock Pira. Dessas 20, uma levará o prêmio de primeiro lugar geral, outra de melhor do Médio-piracicaba e Vale do Aço e outra, de melhor vídeo. Cada banda deverá tocar pelo menos uma música própria, que estará concorrendo e outras covers. Mas o mais interessante é que será criada uma vitrine permanente. As bandas, uma vez inscritas, já serão inseridas no site e poderão ser votadas. As votações pela internet também terão peso para a premiação. s bandas e artistas deverão preencher um formulário que será disponibilizado via internet e enviar release, áudios e vídeos. As inscrições serão feitas apenas pela internet. Aliás, as inscrições só serão válidadas após confirmação de pagamento de taxa de 20 reais por música. As bandas poderão participar com quantas músicas desejar. Se quiser inscrever 3 músicas, poderá. Poderá até abrir mão de tocar covers e tocar só músicas próprias. Poderão participar bandas de Rock’n Geral, de todos os gêneros, do rock básico ao progressivo. Os participantes concorrerão a 6 mil reais em prêmios, sendo que haverão três categorias: geral e regional e melhor vídeo. Quem faturar o primeiro na categoria geral receberá R$2.000 reais, quem ganhar a melhor da região também ganhará R$2.000 reais, sendo que o prêmio pode ser cumulativo. O melhor vídeo clip receberá R$ 2.000,00. Cada banda terá 50 minutos para fazer a sua apresentação, sendo que pelo menos uma música deverá ser própria (concorrente) e as outras covers. Se banda quiser tocar só músicas próprias também não haverá problema, desde que comunicado à produção. Cada item terá um peso diferenciado na composição das notas totais. As canções poderão ser em português ou inglês. Poderão se inscrever bandas de todo o território nacional. As músicas e vídeos serão disponibilizados também na internet, onde as pessoas poderão conhecer os trabalhos dos principais concorrentes e votar em suas favoritas. Essa votação será por IP e terá peso na premiação final. As bandas, ao se inscreverem, estarão assinando um regulamento onde concordarão em liberar os áudios e vídeos para disponibilização nas mídias que se fizerem necessárias, inclusive produção de Cds e outros materiais de marketing. As bandas selecionadas se apresentarão no ROCK PIRA 2012 e serão julgadas por comissão especialmente convidada e ainda votação do público. O local para a realização do ROCK PIRA ainda não foi definido. A ideia é que seja em Rio Piracicaba, onde foram realizadas as 3 edições anteriores, mas vai depender do interesse e da agilidade do município em nos retornar. De qualquer maneira, outras cidades da região já demonstraram interesse em sediar o Rock Pira. Havíamos pensado em Julho, por ser mês de férias, quando os estudantes estão nas cidades. Mas vai depender da agilidade das próprias cidades em fechar. A ideia de um evento no formato dos festivais mesmo, com 20 bandas se apresentando. Envolverá um final de semana, de sexta a domingo. O inicio será na sexta-feira às 20 horas e findando as 03 da manhã do sábado. No sábado, começará às 13 horas e irá até as 03 da manhã do domingo e no domingo iniciando as 13 horas findando às 23 horas. Outra coisa é que já foram estão confirmados alguns parceiros, como uma rádio de expressão regional, uma grande de Belo Horizonte, o Jornal Bom dia, também de expressão regional, um grande jornal de expressão estadual, uma rede de TV de expressão regional e estadual, além de sites e parceiros em outros segmentos. A realização do RockPira disponibilizará para o público rockeiro da região e do Brasil, um evento com o suprasumo da cena, com bandas de altíssimo nível. Além do mais, abrirá vitrine para os nossos artistas em nível nacional, disseminando a cultura do rock, que é por essência contestadora, provocando a reflexão sobre as questões contemporâneas. Colaborará também para desfazer o estigma de que o rock é só “sexo e drogas”. O Rock é muito mais que isso. Embora muitos torçam a cara, o Rock é a voz da juventude sendo ouvida. Portanto, chega dos roqueiros ficarem chorando que o rock perdeu o espaço. O negócio é ocupar os espaços. Os Festivais de Rock sempre foram canais de contra cultura, de rebeldia, mas também de amor e poesia. Tem gente que rosna, tem quem acaricia. Tem de tudo um pouco, tem careta, tem louco. Tem a expressão da juventude, que extravasa os sentimentos, que libera a testosterona, a adrenalina, e se permite cometer um pouco de... loucura. Por que não? Ainda mais com esse boato de que o mundo vai acabar. Portanto, não tem outro jeito: temos de aproveitar o último show de rock das nossas vidas - ROCK PIRA 2012, antes que o mundo acabe. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

SEIOS NUS COMO PROTESTO

Já falei à respeito aqui no cenários sobre o FEMEN, movimento feminino ou feminista da Ucrânia onde meninas mostram os seios como forma de protesto contra os abusos e agressões às mulheres. É obvio que os marmanjos de plantão levaram para o outro lado e adoraram o protesto. Quer dizer, há um efeito reverso na parada. As meninas da ucrânia não buscam a sensualidade na questão, mas não vai convencer os galalaus.Os seios suscitam sentimentos primitivos. As meninas da Europa andam protestando principalmente nos eventos ligados a EUROCOPA, Olimpíadas de Londres, eventos bastante masculinos. E como não poderia deixar de ser, o movimento chegou ao Brasil com toda pompa. Já temos o FEMEM BR e uma legítima representante, a paulistana Sarah Winter. Sara  foi até a Ucrânia, participar de manifestação por lá e promete balançar o coreto da organização da Copa do Mundo. Ela está recrutando meninas para aderir ao movimento e protestar contra os abusos também comuns em nosso país. Agora, não sei não, viu. No Brasil já é comum as meninas se mostrarem mesmo, seja nas praias, seja na net, seja em qualquer lugar. Mas não tenho dúvidas que a mídia gosta dessas promoções e vê sexo subliminar nesse tipo de manifestação. Se bobear, no Brasil o Femem vai virar pornochanchada. Corre o risco de muitas meninas usaram o FEMEN como vitrine, pra quem sabe conseguir um contrato para posar em alguma revista ou coisa parecida.Acho que no Brasil, deviam mudar o nome para SEMEM de uma vez. Será que é preconceito meu? Estarei sendo muito careta? Pode ser! E você mulher monlevadense. Teria coragem de participar de um movimento como este? De qualquer maneira, quem quiser conhecer o blog do FEMEM BR - TÁ AÍ .... http://femembr.blogspot.com.br/

domingo, 3 de junho de 2012

RESENHA SOBRE O ROCK NA RUA GOSPEL

Fui surpreendido positivamente com o Rock na Rua Gospel. Não que eu duvidasse da capacidade técnica das atrações musicais, mas realmente foi muito bem melhor do que eu poderia imaginar. Começou com o Ministério Nos Atrios. Eu já conhecia um pouco do trabalho da banda do FESTIAÇO, quando a banda classificou uma música e se apresentou muito bem. Imagino que a formação tenha até mudado desde então. A apresentação da banda foi bacana, um pouco tímida no começo, mas a qualidade musical foi  muito boa. Depois apresentou-se o Ministério Felipe Martins, de Timóteo. Felipe e banda ocuparam bem o palco com um visual profissional., boa movimentação, suas belas canções e alguns hits de outros cantores gospel. Foi uma performance que que levantou a galera. Imagino que os músicos tenham voltado para Timóteo muito felizes com acolhida do público.  Felipe está trabalhando seu CD e saiu com moral alta. Até pensei comigo: coitados dos artistas que tocarem depois. 0 show do Felipe tinha cara de show principal. O público fazia coreografias, dançava e cantava junto. Mas o ministério que veio a seguir também surpreendeu a todos pela alta qualidade: o ministério de Louvor ICA ( Igreja Cristã Apostólica). Os guitarristas com um repertório imenso de referências, muito swing, um vocal rasgado com referências do rock, do funk, diversos estilos. Quando toca rock então a banda mostra como é que Deus também pode ser furioso. Após o show, fui ao camarim pra conversar com o vocalista. Tinha de parabenizá-lo. Ele me contou que todo mundo era de Monlevade e só ele morava em Mariana. Gostei também do baixista, do batera, do tecladista que toca de verdade, sola de forma precisa, sem notas mascadas. O vocalista ainda me falou que a banda só toca músicas de outros artistas, embora tenha suas próprias composições. Eu é que tenho essa mania de querer conhecer  as expressões dos artistas. Pra finalizar, ainda haveria mais uma banda. Seria do meu amigo Ulisses, jornalista da melhor qualidade. Pensei comigo: - Coitado do Ulisses. Não vai ser fácil. Tocar depois de 3 ótimas bandas, fechando a noite, não vai ser fácil. Ledo engano: a banda fechou a noite em grande estilo. Interessante que a banda tem o soul e o funk como estilos preponderantes, com harmonias cheias de sétimas, pitadas que imagino virem do Ulisses. Gostei do vocal, do baixo, de todos os músicos da banda. Visual de palco também excelente, com muita energia e excelente performance. As músicas próprias da banda também são muito legais, boas letras, criatividade. Funcionou muito bem a ideia das letras passando no telão pro pessoal acompanhar.De uma maneira geral, me surpreendeu  positivamente a qualidade dos músicos de todas as bandas. Muitos alunos do Bahia, segundo me disseram. Bahia já é uma griffe. Muito interessante o cenário Gospel da cidade. E olha que conheço o Ministério Mark Jr, que também é muito bom. Tem ainda o Ministério Franciele Carvalho, um trabalho muito bem feito pelo meu amigo Brenner, que me enviou algumas faixas para conhecer o trabalho. Mas voltando ao Rock na Rua Gospel, foi uma festa completa com muita alegria e como se diz, uma "vibe" muito positiva. O público foi caloroso, porém pacífico, ordeiro, não se via copos, papel nem lixo na rua. Sobre os shows, nem sei dizer qual o foi o melhor da noite. Na realidade, nem importa. O importante mesmo foi celebrar o amor a Deus. Que ele continue abençoando Monlevade, para que outras eventos tão bonitos possam acontecer sempre. Foi bom ver a alegria do Gladevon por poder proporcionar ao público evangélico um espetáculo tão bonito de louvor. Aliás, é importante que se diga que o Rock na Rua Gospel, vai de encontro a filosofia da Fundação Casa de Cultura na atual gestão, que é investir na diversidade, abrindo vitrines principalmente para que os valores monlevadenses possam brilhar.