sábado, 31 de março de 2012

HISTÓRIA DA ESQUERDA MONLEVADENSE

Antes que já comecem a despejar uma pedreira sobre mim, já vou humildemente dizendo que não tenho pretensão nenhuma de escrever uma linha que seja à respeito de um assunto que não domino. Só ouço histórias gloriosas e não sei se existem registros dessa saga. Toda vez que entro no salão do Sindicato dos Metalúrgicos, sinto como se estivesse num santuário. Aquelas fotografias trazem instantâneos de momentos históricos e ali estão os personagens que escreveram páginas importantes da história do sindicalismo e da esquerda monlevadenses. Ai, fico pensando no site do Marcelo Melo, o Caminho de riquezas. Foi uma ação maravilhosa do Marcelo, mas falta alguém pra contar a história da esquerda. Esses dias estive conversando por um bom tempo com o Sr Zé João, pai do amigo Marcelo Sadam. Ele me contou histórias saborosas dos tempos do João Paulo, que foi deputado constituinte eleito por Monlevade, sendo inclusive responsável pela lei que garante a licença maternidade para as nossas grávidas. Falou-me também sobre o estilo Leonardo Diniz, que segundo ele aprendeu muito com João Paulo. A história do movimento sindical e do Partido dos Trabalhadores se mistura. Por aqui passou-se até grande parte da história do PT Nacional, com presenças do próprio Lula e de outros líderes do partido da estrela vermelha. O Sr Zé João me falou também que as bases partidárias precisam ouvir os mais antigos, aqueles que participaram da fundação do partido lá atrás, que viveram épocas como da luta pela tabela francesa, conquista na época do João Paulo para os operários, que depois foi estendida a outras indústrias em outras cidades e que acabou morrendo em Monlevade, onde nasceu. Ai, fiquei pensando na riqueza, na força desse pessoal, das bases que até hoje são a pilastra maior de sustentação da esquerda. O Sr Zé João também se preocupa muito com o divisionismo, uma deliberada tática da direita de dividir a esquerda para vencê-la com facilidade. Naquela hora pensei comigo: puxa vida. Devia estar gravando essa conversa. Seria um material e tanto para uma entrevista. Mas isso ainda pode ser providenciado. Quem sabe entrevistando vários nomes históricos? Conclamo os jornalistas e escritores que militam na esquerda monlevadense! Tá na hora de contar essa história direito. Escrevam um livro, criem um  documentário em vídeo, quem sabe  um site, enfim. Assim como o Marcelo chamou seu site de Caminho de Riquezas, o livro da esquerda pode se chamar "Caminhos do Trabalho". Mas façam isso rápido, pois se continuar sendo mantida a opção do divisionismo, do partido se considerar auto-suficiente, com uma postura arrogante a agressiva com possíveis aliados, vai por tudo a perder e entregar a rapadura aos adversários. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

BEATLES FOREVER - VEJAM O VÍDEO


SERMOS BEM ATENDIDOS FAZ UM BEM DANADO.

Há alguns dias tive momentos de indignação pela forma com que fui atendido em alguns comércios de João Monlevade. Naquela ocasião até propus a criação do "selo de inqualidade". Mas com o tempo, fui percebendo que existem também comerciantes e prestadores de serviços que merecem selos de excelência. Monlevade é uma terra de comerciantes bem sucedidos, que conseguiram erguer seu patrimônio às custas de muito suor e sorrisos. Em sua maioria, são senhores e senhoras que deram duro, que viram seus espaços subindo tijolo por tijolo, vidro por vidro. Tem ainda os jovens empresários, herdeiros das famílias, tem os que são vocacionados e há acima de tudo uma cultura comercial forte. Hoje fui muito bem atendido em um comércio local e isto, sem dúvidas,me inspirou a escrever sobre o assunto. O bom atendimento foi fundamental em minha decisão de compra. Não que tenha sido mal atendido em uma concorrente, mas o atendimento em questão foi diferenciado e decisivo na decisão de compra. Isso pôs-me a pensar: atender bem seduz, cria confiança e fideliza. A pessoa que atende entra no mundo do cliente, descobre o que pode fazer para agradá-lo e realiza seus sonhos. Simples assim! Não há quem considere a compra uma terapia? Não tem aquelas pessoas que se sentem aliviadas quando compram? Eu conheci uma senhora da alta sociedade mineira, que aliviava o stress comprando. Quando mais sacolas de compras, mais aliviada ficava. Por isso, a pessoa que atende, se souber atender bem, torna-se um psiquiatra, um consultor. Tem gente muita habilidosa nessa arte em João Monlevade. Eu poderia listar vários exemplos de empresários que vivem o seu comércio e por isso nos dispensam um atendimento cortês, prazeroso e o mais importante: vendendo e entregando qualidade. Tá bom! Tem horas que pegamos os mau-humorados, os "não tô nem aí procê", os entediados, os indiferentes, os picaretas, mas é como um ditado que venho repetindo: não se pode condenar a tribo inteira pelo pecado de um índio. Já discorri sobre a qualidade ruim em postagens anteriores ( selo de inqualidade), mas e se formos seletivos? Ora, se gostamos de bom atendimento, vamos mapear onde é que somos bem atendidos, vamos compartilhar com os amigos e formar uma rede de qualidade. Mas alguém pode argumentar. Ora, mas tem gente que não liga pra qualidade de atendimento, que quer é preço. Pode ser. Mas e se quem tiver preço também tiver qualidade no atendimento? Fica ideal, não fica? E não é nada impossível. Há tempos chamo Monlevade de Cidade Shopping. Uma parte shopping popular, a outra mais requintada. A escolha é nossa. 

terça-feira, 27 de março de 2012

KENNY E KERLON FAZENDO HISTÓRIA

A dupla belavistense Kenny e Kerlon começa a conquistar o mercado. Suas músicas tem sido gravadas e cobiçadas por gravadoras e cantores como Alan e Alex e  grupos de forró do nordeste. A música "Pega a Véia" vem sendo bem executada em algumas rádios e chamando a atenção das bandas de forró. Conta a divertida história de um rapaz que conheceu uma menina no facebook, marcou de encontrar com a dita cuja, mas quando ela chegou, viu tratar-se de uma menina bem, mas bem mais velha que ele. Mas não é só essa canção da dupla que vem chamando a atenção. A música "Você e eu" também conquistou a cantora Lívia Bicalho, que tem uma versão axé da música, com a participação de Alan e Alex. Uma canção recém gravada pela dupla também tem cheiro de sucesso. A música parece um zouk, leva o nome de "Até o chão" e tem um refrão matador O arranjo é de Elcimar, da dupla Fabrício e Elcimar, . Pelo visto, a dupla leva jeito para as composições populares. Eles já vem se apresentando em diversos eventos da região e tem muito chão pela frente. Que consigam encontrar um equilíbrio em seu repertório, equilibrando humor e romantismo. Quem quiser escutar as músicas da dupla, acesse 

kenny e kerlon | Palco MP3

palcomp3.com/kennyekerlon

segunda-feira, 26 de março de 2012

DEPOIS DIZEM QUE NÃO TEM NADA PRA FAZER EM MONLEVADE

MARÇO
Dia 27
 -Cia do Infinito 
Teatro em conexão com a cidade 
Dia nacional do teatro 
e internacional do circo
 -Jader e Sabrina no Lapa
Dia 28
Amanda e Elisa no Lapa
Dia 29
Rômulo Rás - no Empório
Rogério Felga - no Lapa
Dia 30
Geovani Richard - No Lapa
Dia 31
Mike Santos no Lapa
Audio Funcho - 
no encontro dos estudantes secundaristas
Mr Catra e Infocus - no Ideal clube.
ABRIL
Dia 04
Audio Funcho - no Intervalo Cultural
da FUNCEC
Dia 05
5ª Cult -Beatles Forever 
No Sindicato dos Metalúrgicos
Dia 06 
Grupo Sambô - No Ideal clube
Dia 14
Banda Nenhum de Nós 
 no Social Clube
Dias 27,28, 29 e 30
Aniversário da cidade ( shows ainda serão divulgados)
MAIO
Dia 1º de maio
Tradicional festa do trabalhador
Sergio Mallandro - no Centro Educacional
Dia 12
Detonautas- no Ideal Clube
Dia 26
Raimundos - no Ideal Clube
E ainda...
Rock na Rua - todo mês.
5ª CULT - Bimestral
Festiaço - em agosto
Concursos fotográfico e literário.
E nas cidades próximas
Festa do Vinho - em Catas Altas - em maio
Festa da Chita em Alvinópolis - em junho
Festival da Música em Alvinóoplis - em julho
Rock Pira - em julho - em local a definir

domingo, 25 de março de 2012

ROCK NA RUA - MESMO QUE CHOVESSE CANIVETE, A TRIBO ESTARIA LÁ.

A TRIBO DO ROCK NÃO NEGA FOGO

É isso aí...podia chover até canivete afiado que a turma do rock estaria presente. Foi uma edição sensacional do Rock na Rua. Tão cedo será esquecida por quem gosta do rock de qualidade.

UMBIGO PSICODÉLICO

O show do UMBIGO TRIO foi perfeito. O som estava redondo, parecendo Cd de tão bom. A banda entrou no palco muito segura e já mostrou ao que veio na primeira música, a que atende pelo sujestivo nome de CU. Mas foi um desfile de inventividade, de talento e de participações muito especiais. Daniel Bahia, o Duende de Marte, estava endiabrado e em muitos momentos hipnotizou o público com sua guitarra sideral. O Aniversariante André Freitas, baixista da banda, comemorava seus 16 anos no palco e também mandou ver no virtuosismo, enquanto Fábio Sartori segurava na cozinha. Julio Sartori já um espécie de 4º Umbiguense e Clara Albuquerque, da banda The Travel também participou mandando muito bem a música Come Togheter, dos Beatles. O Umbigo saiu com moral alta e agora é aguardar o CD, que começará a ser gravado em breve

CONCRETO EM FORMA

Há muito tempo que não via o CONCRETO. Monlevade também tinha um caso de"coito interrompido"com a banda. Houve um show em que o transformador queimou e eles tocaram só 3 músicas. Mas desta vez a banda fez um show inteiro. E foi muito bom o show dos caras. O concreto é uma banda quase tosca, mezzo hardcore, mezzo trash, mezzo hardrock, quer dizer: é isso e mais que isso. As músicas dos caras tem riffs originais, musculosos, me desculpem o termo chula mas...paudentro o tempo inteiro...quem é do ramo sabe do que falo. Bacana ver as boas letras em português da banda. A galera fez mosh, fez a festa e provou que o Rock é um gênero muito apreciado em monlex. 

O SOM - PONTO POSITIVO

Muito bom quando temos um som com qualidade como dessa turma de São Domingos do Prata, o Cabecinha e o Rodrigo. Os caras atenderam muito bem e o som esteve perfeito. Foi um ponto muito elogiado nesta edição do Rock na Rua.

TORCIDA CONTRA

Teve gente torcendo e distorcendo como sempre, de forma velada prevendo um fracasso pela chuva intermitente. Só que esse pessoal em primeiro lugar não gosta de rock. No tempo em que governavam, a cidade parecia um grande rodeio. Só tinha sertanejo, sem lugar pra mais nada. Mas o rock e a diversidade estão  de volta, para desespero desses agourentos. E pra completar, ainda tentam nos jogar uns contra os outros palavras envenenadas. Não adianta, meus amigos. Para o seu veneno nós já estamos vacinados. Para esses urucas, só posso deixar um grito aqui: ROCK AND ROLL!!!

AGRADECIMENTOS

Queremos agradecer e muito ao público presente. Foi emocionante ver tanta gente na praça, mesmo com a chuva, sem arredar pé, curtindo e interagindo com os artistas. Como representantes da Casa de Cultura, da Prefeitura de João Monlevade, nos sentimos gratificados com a presença da tribo do rock. Valeu mesmo, pessoal. Que venha o próximo Rock na Rua...

sábado, 24 de março de 2012

CIDADE DORMITÓRIO ou DORMITÉRIO?


Outro dia, depois do SARAU MUSICAL que fizemos no SINDICATO, uma pessoa me abordou e travamos o seguinte diálogo.
- Martino,  não adianta ficar fazendo esses eventos culturais, meu amigo. O povo aqui não gosta destas coisas.
- Mas por que não? Você não gostou?
- Gostar eu gostei. Mas o povo daqui não vai nesse tipo de eventos mesmo. Nunca foi.
- Mas meu amigo, você está querendo me convencer que a cultura não floresce por aqui?
- Você captou. Essa é uma cidade dormitório, feita pros  funcionários da indústria dormirem.
- Mas não é tanto assim mais. Hoje a empresa emprega bem menos. A maioria na cidade trabalha no setor de serviços. É estatístico.
- Ah...não se engane. Não é bem assim. A economia local ainda gira em torno da indústria.
- Mas será que essa “cultura” não mudou um pouco?
- Mudou nada. A indústria antigamente queria e fazia com que as pessoas dormissem cedo para terem disposição para renderem mais no trabalho. Essa cultura ainda continua viva.
- Mas temos de mudar essa cultura, uai. Estamos tentando fazer alguma coisa...
- Mas não adianta, sô. Veja que nem o pessoal que é ligado na cultura veio. Cadê os escritores, os poetas, os artistas em geral?
- Ora. Talvez a data tenha sido infeliz.  Talvez a falha seja nossa, de não ter divulgado tanto.
- Eu não acho que seja isso. O povo agora só quer saber de política. Vai ser pior pra vocês. Daqui até outubro só se falará em política e a guerra vai ser feia.
- Mas então você quer dizer que a cultura tem de morrer até lá? Que não pode ter poesia, teatro, nem nada?
- Ter até pode. Mas não espere público. O povo a partir de agora vai querer é festa.
- Meu amigo. A cultura não pode acabar por causa da política. Obrigado pelos conselhos, mas não tem jeito, viu. Assim como o oficio da cigarra é cantar, parece que viemos a esse mundo para trabalhar com arte. Vamos adiante com nossos projetos, seja como for.
- Então tá bom. Continuem lutando contra os moinhos de vento.
- Mas você não gostou do que viu aqui?
- Gostei de algumas coisas sim...não de tudo...pode melhorar.
- Pois é. E vai melhorar. Hoje foi só o primeiro sarau. Realmente o povo está desacostumado. A maioria nem sabe o que quer dizer sarau.
- Não sei. Fico até com pena de vocês, da luta. Esse negócio não dá dinheiro. Acaba que o pessoal não continua. É a vida real, meu caro. Esse negócio de cultura não enche barriga.
- Mas que coisa. Por que você veio aqui, se tem tanto negativismo assim?
- Não é negativismo. É realismo. Não sei. Se pelo menos vocês levassem esse negócio para  as escolas? Não acha que a cultura tem de passar pelas escolas?
- É claro que sim. Estamos buscando outros caminhos mesmo. Temos convite para levar o Sarau para outros espaços.  Mas vamos tentar fazer essa ponte com as escolas também.
- Mas aqui. Vocês são muito sonhadores e tem de ter gente assim mesmo no mundo. Mas vou lhes  dar uns conselhos. Coloquem  alguma comida no meio, sei lá, uma feijoada, um churrasco. Mas só isso que vocês chamam de cultura, sinceramente, não dá ibope.
- Já viu aquela música dos Titãs? A gente não quer só comida!
- Mas vocês são teimosos mesmo, hein? Vou dar o último conselho então: Façam um festival de músicas de ninar. Essa é uma cidade dormitório. Não vai mudar nunca.
- Que nada. Vamos fazer festivais é pra despertar.  

sexta-feira, 23 de março de 2012

5ª CULT - SARAU MUSICAL - SEMENTE LANÇADA

Coorporação Musical São Luiz Maria de Montfort. 
Uma banda educada e afinada.

Tudo começou com os Beatles.

Pois é. Em princípio queríamos fazer o Beatles Forever na última quinta, dia 22, mas tivemos problemas e resolvemos adiar. Mas daí começamos a pensar: - puxa, mas temos essa reserva no dia 22 e podíamos fazer alguma coisa. Aí, a Carla sugeriu : quem sabe um Sarau? Pensei comigo: por que não? E assim nasceu a ideia do evento.

Tudo vale à pena quando a alma não é pequena

O público foi pequeno, mas os músicos, poetas e artistas  também foram platéia, um aplaudindo o outro. Faltou muita, mas muita gente mesmo. Mas quem foi curtiu e vamos fazer outras. Provavelmente também em outros espaços, de forma itinerante. Em breve passaremos notícias.

As apresentações

Tudo foi feito de forma intuitiva, improvisada. Chegamos sem roteiro pronto, fomos montando o roteiro à medida que o povo ia se apresentando para as declamações. Funcionou muito bem.

Coorporação Musical São Luiz Maria de Montfort

Abriu a noite. Uma banda diferente. Digo diferente por que quando dizem que uma banda vai tocar, a gente fica esperando uma "furiosa". Furiosa é uma daquelas bandinhas em que os músicos ficam disputando quem toca mais alto, onde algumas desafinam e tal. Mas não era o caso da Coorporação São Luiz Maria de Montfort. Uma banda todinha no chão, tocando com educação e espantosamente dentro do tom, sem desafinar. Chegaram, se divertiram, tocaram , encantaram e foram embora. Ainda ficaram para assistir um pouquinho das primeiras apresentações. Bruno, que foi entusiasta e responsável pela ida da banda, pegou o microfone para descrever como foi seu contato com a banda e a magia que rolou. Mágico.

Declamação de Luando de Abreu

O poeta foi ao palco, fez sua apresentação do seu jeito lânguido, também fez sucesso com sua poesia e seu jeito meio blasé. 

Audio Funcho Acústico

Muito boa a apresentação dos caras do Funcho, Bruno Leal e Jamerson. Aliás, eu conheci ao Jamerson tocando guitarra, mas não o conhecia ao violão. Gostei bastante do que ouvi. As músicas só ao violão explicitam mais a letra e a ideia musical. 

Andréa Abade arrasando...

Depois do Funcho, seria a vez da multi-tarefas Andréa Abade recitar poesia de Maria das Graças Gomes. Ela fez mais. Pegou o microfone e fez sua apresentação no meio da galera. Fiquei impressionado positivamente com uma faceta da Andréia que eu não conhecia. Baixou nela uma contadora de histórias que hipnotizou e conduziu a galera durante um bom tempo, com poesia e humor. Gostei dessa faceta meio Silvia Santas dela. 

Jader do Flying High

Jader é um cantor muito bom e toca violão com maestria. Foi lá e deu seu recado, ainda encontrando espaço para agradecer a oportunidade. Caramba, nós é que tínhamos de agradecer. Mas é um sujeito gente boa, generoso, humilde e ótimo artista

Cia do Salto Infinito

Nataniel Flávio foi lá e deu seu recado. Recitou poesia do Infinito e fez muito, muito merchandising. Ele é o novo super herói do pedaço. Ele é o HOMEM MARKETING.

Salva vidas

De repente, Luando subiu ao palco e resolveu que iria cantar umas músicas. Pegou Jamerson e o levou para acompanhá-lo. Quando foi cantar, meu deus do céu. Luando tem um jeito meio lânguido de ser e as músicas também estavam ficando lentas que nem ele. Foi quando Bruno Leal subiu ao palco e salvou o moço do precipício. Foi hilária a apresentação.

A onipresente Lutécia

Falou que é cultura, lá está ela com a sua câmara. Ninguém nesses 3 anos que estou em Monlevade teve tanta presença nos eventos culturais. Essa mulher é a própria cultura. Ela foi lá e mandou uma poesia de sua autoria, linda, cinematográfica.

Rose In Black fechando

A banda que saiu de moral alta no METAL ATTACK não decepcionou com violão e voz. Os meninos mandaram bem, com voz forte e definida. Fechou com chave de ouro.

O público

Foi pequeno, mas para o artista, cada pessoa é um universo. Que sejam multiplicadores da ideia. Não vamos parar por aqui. Já temos até alguns convites interessantes para levar o Sarau para outros locais e vamos convocar os poetas, seresteiros, escritores, todo mundo de novo, Uma hora a gente acerta o povo. Em princípio tinha a galerinha da Maria de Montfort. Depois, como eram quase só menores, tiveram de ir embora antes do final. Mas teve presente a galerinha do rock, entre outros. Foi uma delícia.

Carla Lisboa e Bruno Leal

Dois gigantes, dispostos, pró-ativos, dons quixotes que nem eu, lutando contra os moínhos de vento da ignorância. Avante, exército da salvação. A cultura urge!

 Andréia Abade deu um show como contadora de Histórias.  Ela tem o dom. Nas mãos, o livro da poetisa e companheira da ACORDAR, Maria das Graças Gomes
Jader deu seu recado, foi participativo e comprou a idéia. Sujeito de alma pura.
O poeta Luando fez sucesso recitando, 
mas quando foi cantar...foi salvo por Bruno Leal ( a esquerda)



ROCK NA RUA MANTIDO NA PRAÇA DO POVO

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O Rock na Rua está mantido na Praça do Povo para essa edição do dia 25. Tenho certeza que o Daniel Bahia vai gostar da Notícia. Ele sempre sonhou tocar com o Umbigo na praça do povo. O retorno do Concreto também é um grande acontecimento. Agradecemos muitíssimo à Marli, ao Beiço e ao Quirino do Sindicato, sempre solícitos, parceiros em inúmeros projetos.  Mais novidades a qualquer momento. 

ROCK NA RUA SERÁ NO SINDICATO

São Pedro parece que não var dar trégua mesmo. Mais uma vez a meteorologia indica muita chuva para o fim de semana e principalmente no domingo. Como a estrutura precisa ser montada com antecedência, não vemos outra alternativa e ainda bem que temos o Sindicato como parceiro. A estrutura do Rock será montada dentro do mais democrático espaço cultural de Monlevade. Umbigo e Concreto vão detonar e estaremos lá para assistir esse show histórico. 

quarta-feira, 21 de março de 2012

segunda-feira, 19 de março de 2012

ROCK NA RUA - DIA 25 - UMBIGO TRIO

O UMBIGO TRIO é um dos projetos mais ousados já concebidos em João Monlevade. Os caras tem músicas próprias, todas rocks instrumentais de fritar o cérebro e ainda fazem releituras de clássicos do rock. Abaixo, uma releitura de Beat it, de Michael Jackson.
Na gravação, quem toca baixo é Nicollas Ferreira. 
No show do Rock na Rua, retorna o baixista original, André Freitas.

ROCK NA RUA - BANDA CONCRETO

Dia 25, domingo, tem Umbigo Trio e Banda Concreto no Rock na Rua
A banda Concreto prova 
que Rock pesado
 funciona em português

domingo, 18 de março de 2012

QUANTO UM NÃO QUER, NEM SEMPRE DOIS NÃO BRIGAM

Muitas vezes você hasteia a bandeira branca, mas uma saraivada de balas trata de perfurá-la até transformá-la em mulambo. O ditado 'quando um não quer dois não briga" me parece inadequado para o mundo real. Tem gente que quer brigar, quer agredir, que não vai mesmo gostar de você de jeito nenhum. Muito pelo contrário, vai querer te agredir, te aniquilar em todas as oportunidades. Não adianta tentar conciliação com quem não quer a paz contigo. Quando instalado, o ódio não permite concessões nem atenuantes. É um sentimento que costuma nascer de um detalhe, algo imperceptível para você, mas relevante para o outro. Enquanto o amor é etéreo, o ódio é concentrado, focado. Por isso, melhor não ser "pangloss" no mundo, sob risco de ser alvejado e perecer por bom mocismo idiota. Já que é assim, melhor a letra do Barão: chega de passar a mão na cabeça de quem te sacaneia. Que assim seja!

ESTRADA IRREAL

Um dos maiores engodos dos últimos anos atende pelo nome de Estrada Real. Quando lançado, quem é que não achou a idéia fantástica? Um projeto ousado de Turismo que prometia trazer para Minas Gerais e para as cidades do trajeto, muitos benefícios econômicos. E com certeza, foi gasto um enorme volume de dinheiro. Vários portais e marcos foram inaugurados, muita divulgação na mídia, parecia que seríamos realmente um destino turístico sem volta. Na esteira dos investimentos, muitos empresários acreditaram e investiram. Muitas pousadas foram inauguradas e houve até um trabalho de consultoria e certificação, quer dizer, fabricantes de cachaças, de doces, de comidas típicas tiveram de gastar um pouco mais para se adaptarem às exigências . O pessoal gastou, investiu...e o que aconteceu? Ora, no primeiro mandato do PSDB em Minas, a estrada real foi a principal bandeira. Mas no segundo mandato, simplesmente trocaram de bandeira. Resolveram apostar na plataforma do choque de gestão e simplesmente pararam de investir e divulgar a estrada real. Imagino a quebradeira, quantos empresários decepcionados, enganados por uma plataforma-propaganda que foi simplesmente abandonada, como se nenhuma importância tivesse. Será que chegaram á conclusão de que Minas não tem atrativos? Será que concluíram que o projeto não daria lucro e acharam melhor abortar? E as pessoas que investiram, acreditando em um projeto que parecia não ter volta? Engraçado que não vi ninguém falar nisso. Por que será?

sábado, 17 de março de 2012

381 EM FORMA

Vocês repararam que ultimamente 
estamos tendo pelo menos 
um acidente com mortes 
por dia na BR 381?
E os radares? 
Parece que o povo 
não tá nem aí para os pardais.
A duplicação, agora emperrada
pelos dinossauros.
E a rodovia assassina está em forma...
em forma de caixão!

sexta-feira, 16 de março de 2012

AGENDA CULTURAL - PRÓXIMOS MOVIMENTOS

Dia 22 DE MARÇO - 5ª CULT - SARAU MUSICAL
DIA 25 - ROCK NA RUA - UMBIGO TRIO E BANDA CONCRETO
DIA 31 DE MARÇO - MC CATRA - ABERTURA INFOCUS

DIA 05 DE ABRIL - 5ª CULT - BEATLES FOREVER
14 DE ABRIL - NENHUM DE NÓS
DIA 1º DE MAIO - SÉRGIO MALLANDRO
DIA 26 DE MAIO - RAIMUNDOS

AMEU


- Eu não acredito em nada. Não acredito em fantasma, ectoplasma, vida após a morte, isso tudo pra mim é besteira.
- Olha, na verdade eu sou holístico. Acredito em tudo, incluindo até o seu nada.
- Ah..,tá...uma dessas religiões modernas que adoram extraterrestres...
- Já vi que você não sabe o que é holismo.
- Peraí que eu vou dizer na lata: olismo pra mim foi aquele negócio que teve na copa do México, que o povo levantava as mãos no estádio e faziam a ôla. KKK
- Boa. Mas você sabe do que falo. O Holismo contém tudo...
- Sei. Uma religião salada né? Olha, pra mim  esse negócio de Deus é puro medo da morte, uma tentativa idiota de enganar o tempo.
- Medo da morte? Pra que ter medo da morte se ela nem existe? A morte é uma passagem.
- Passagem pra mim só se for de avião para um lugar bem bacana. Mas só rola se você se aplicar no trabalho...mas não é trabalho de encruzilhada não tá?
- Pois eu acredito em macumca, boa bumca, catacumba, falou que é cumba é comigo mesmo. Tem de ter trabalho nos dois planos.
- Tá vendo a contradição? Não dizem que não se pode adorar a dois senhores?
- Mas o holismo é uma nova maneira de olhar e se relacionar com o sagrado,
- Sagrado pra mim é o churrasquinho com cerveja, o motelzinho com a namorada...
- Olha, você está equivocado. A religião humaniza. Veja o caso dos nazistas que mataram tanta gente sem nenhum freio moral ou religioso.
- Pois é. Mas por causa da religião também se mandou muita gente pra fogueira, destruíram Alexandria e diversas civilizações.
- Tá certo. Realmente o homem errou demais em nome de Deus. Mas ao mesmo tempo, ai do homem se não tivesse as religiões. Aliás, a civilização ocidental é totalmente alicerçada na bíblia cristã.
- Os povos do oriente médio também tem o Alcorão como constituição. E aos nossos olhos, são moralistas ao extremo, radicais, fundamentalistas.
- Mas concorda que sem Deus o mundo vira uma barbárie?
- Não concordo não. Acho que as religiões atrasam a humanidade e que vocês são uns iludidos.  Eu só acredito no físico, no palpável. Se depois que eu morrer tiver mesmo esse negócio de espírito, que bom né? Serei um fantasma gente boa. Mas por enquanto, vou do meu jeito, só no concreto. Eu quero é viver bem aqui mesmo.
- Mas e se a ciência e a religião um dia se encontrarem? Se finalmente for comprovada a existência do divino?
- No dia em que isso acontecer, vou acreditar que "São Nunca" existe.
- Tá bom então. Tá de boa. Meu objetivo é evoluir, me lapidar, me fazer melhor, seja como ser humano, seja como ser espiritual. Mas em certo sentido convergimos.  No final tudo é física.
- Ok. Então vamos ficar só no físico que a conversa flui. Só peço que respeite o fato de que sou ATEU.
- Tá combinado. Contanto que também respeite o fato de que sou AMEU

quinta-feira, 15 de março de 2012

5ª CULT EDIÇÃO ESPECIAL - 22 DE MARÇO - SARAU MUSICAL

Atenção poetas e poetisas, artistas em geral, atores e atrizes, músicos e músicas, humoristas, escritores, todos convocados para a próxima edição do 5ª CULT - SARAU MUSICAL, que vai acontecer no Sindicato na próxima quinta, dia 22 de março. Quem quiser se apresentar deverá fazer contato com a produção pelo email quintacult@gmail.com ou pelo telefone 88151041. Será um enorme prazer receber a todos lá. Até eu pretendo me arriscar a todas algumas músicas minhas lá, só com banquinho e violão, de forma intimista. Espero que Jacqueline Silvério, Francisco de Paula Santos (Barcelona), Marcelo Melo, Raphael Godoy, Maria das Graças Gomes, Wir Caetano, o pessoal das Cias do Infinito e O Salto, Daniel Henriques, Mike Santos, Júlio Sartori, Daniel Bahia, Natália Grigório, Andrea Abade, Daniel Ventania, Marco e o Infocus, Audio Funcho, The Travels, Simple Songs, Afonsinho, Cyla Cordelli, Felipe Godinho, Andrea Carvalho, Rômulo Rás, João Roberto e Ronivaldo, Nadja Lírio  e outros que quiserem ( me desculpem se eu esquecer alguém). Como diz uma música do Beto Guedes..."vamos precisar de todo mundo". 

MULHER CENTOPÉIA

Eu escrevi no face que se o homem evoluiu dos macacos, as mulheres devem ter evoluído das centopéias. Deu um ibope danado. Ai fui pesquisar no Google e vi que tem até Troféu Mulher Centopéia. Se bobear, até ducentopéias, trezentopéias. E pelas nossas bandas, quem tem chances de faturar o troféu? 
Contemplem algumas mulheres centopéias e babem de inveja...
 
Quantos pares?
 
Haja pernas
Nú...
 Campeoníssima



ROCK NA RUA - DIA 25 DE MARÇO - CONCRETO E UMBIGO TRIO

No dia 25 de março, domingo, o ROCK NA RUA, um dos projetos mais aclamados pela juventude, traz ao palco da praça do povo duas bandas de raízes Monlevadenses: A banda CONCRETO e o UMBIGO TRIO.
A Banda Concreto é  muito respeitada no cenário alternativo. Além do som pesado, a banda peitou aquela máxima de que rock pesado  não funciona em português. Vai ser muito bom ter de volta essa banda que marcou época nos antigos Rock na Rua. É como se tivéssemos de volta um pouco daqueles tempos. Imagino o tesão da banda para esse show. Virão com tudo. Quero ver se faço uma entrevista com os caras. 
Já a banda UMBIGO TRIO, é uma das minhas preferidas entre as novidades Monlevadenses. Os músicos são todos muito bons. Daniel Bahia é de uma inventividade acima da média. André Freitas é multi-instrumentista precoce e rockeiraço e o batera usina Fábio Sartori segura a cozinha com muita propriedade. O show do Umbigo é para iniciados. Não tem meio termo. E eles tem uma música chamada Machu Picchu que para mim, se lançada de forma adequada será sucesso Mundial.

Daniel Marciano Bahia
André Multi Freitas
Fábio Usina Sartori

quarta-feira, 14 de março de 2012

HOJE À MEIA NOITE, UMA NOTICIA QUE MUITOS ESPERAM...

Para ser mais preciso, meia-noite e um ...

PEDIDO DE AJUDA

Pessoal, é sério. Leiam com atenção o pedido a seguir. Trata-se de assunto de grande urgência

"Quero comunicar aos distraídos 
às crianças que brincam pelas ruas,
aos mendigos que vagueiam,
aos andarilhos
o meu pedido de ajuda.

É que perdi um poema na rua
e, desde então,
toda vez que saio,
levo papel e caneta
na tentativa de atraí-lo.

Eu o senti,
pude tê-lo por segundos,
mas não pude atá-lo
na memória.

Não sei se ficou pelo chão,
impregnado nas árvores
ou pelos céus da rua
por onde passei.
Dele só sei que ficou 
este desejo incontentado
de procura.

( Por favor, se alguém o encontrar,
trate-o com carinho)".

Pessoal, este é um poema do livro ANTOMANIA, da Monlevadense Maria das Graças Gomes.

EU, HEIN...

Caverna dos ursos

Sabe o mito da caverna de platão? Pois é! Chega a hora de nos libertarmos das amarras e nos desvencilharmos das ilusões fabricadas. Após libertos, melhor corrermos até uma distância segura para não corrermos o risco de sermos novamente tragados pela gravidade da caverna. E ao fugir da prisão, tem também de ter sorte e esperteza para escapar do urso que a vigia. É osso. Quer dizer, se não escapar, o blau-blau chupa até os  ossinhos. 

terça-feira, 13 de março de 2012

LIMITES DO AUDIO FUNCHO

A banda Audio Funcho vem em sua trajetória evolutiva, experimentando no estúdio, fazendo laboratório, juntando pérolas, ensaiando, tocando e a coisa vai evoluindo. Eles gravaram a música "limites" no estúdio do Vitor Merlo. Eu particularmente gosto muito da música, das ideias musicais da banda. E olha que o Audio Funcho ainda tem muito espaço para crescer. Eles ainda nem começaram a trabalhar as composições do filósofo Bruno Leal. Pra mim é muito gratificante também ver o crescimento do rapaz, que conheci no Festiaço tocando um blues só com seu violão. Ali eu já pressentia o talento do garoto. Depois ele fez amizade com as meninas do The Travels, com as quais chegou a trocar figurinhas, chegando até se apresentar com as meninas nu, Festival de Música. Finalmente, Bruno foi aportar no Funcho. O Audio Funcho tem ainda em sua formação o criativo baterista e compositor Lakinho, o Guitarrista Jamerson,  que segura a onda da harmonia e das distorções, o baixista e SS Willian Vitor e o Bruno Leal nos vocais. Em breve a banda estará se apresentando no intervalo cultural da FUNCEC e num palco perto de você. Fique atento.

E pra quem quiser ouvir a música limites, recém gravada pelo AF, só clicar no link: 

DIVERSIDADE CULTURAL

Durante minha estada em João Monlevade, tive oportunidade de aprender muitas coisas. Entre os aprendizados, está a demolição de qualquer preconceito cultural. Eu digo isso porque parece que agora serei assombrado por anônimos. Recebi msg de um desses sem cara nos condenando por estarmos apoiando determinado estilo. No que diz respeito à música, há cultura em todos os gêneros e pode ser um erro a gente achar que só gosto da gente é que é bom. Cada um sente a arte segundo seus pontos de vista, suas culturas familiares, comunitárias, visuais, enfim, A realidade circundante formata a cultura do sujeito, bem como sua interação com outras tribos. Fico pensando comigo. O povo roqueiro odeia o funk. O povo funkeiro também odeia os roqueiros. Os roqueiros também não gostam do sertanejo, do axé, assim como as meninas que gostam da sensualidade do axé não gostam de heavy metal. A intolerância é grande. Quem for da tribo x não pode gostar do estilo da tribo y e ponto final. No que diz respeito ao teatro, a mesma coisa. Existem diversos estilos, como teatro de rua, comédia, drama, intervenções performáticas, teatro do absurdo, etc. Tudo é teatro. Com relação às artes plásticas nem se fala. Primitivismo, cubismo, realismo, abstrato, várias expressões. Na dança, tem o balé clássico, capoeira, dança de salão, jazz, hip hop, samba, funk, axé, enfim, diversos estilos. Pois é. Podemos até ter as nossas predileções. Eu gosto mais de certos estilos de música por exemplo e não ouço todos em minha casa, mas daí até dizer que não existe arte no que não ouço, uma grande distância. Cada um com seu cada um.

5ª CULT - BEATLES FOREVER MUDA DE DATA...

O espetáculo BEATLES FOVERER que aconteceria no dia 22 de março, teve sua data alterada para 05 de abril. A mudança ocorreu por causa de alguns atrasos no cronograma. Com o adiamento, os músicos terão mais tempo de ensaiar e deixar tudo dentro da qualidade proposta. De qualquer maneira, No dia 22/03, data em que seria realizado o 5ª Cult Beatles Forever, faremos um Sarau Musical em formato Palco Livre, aberto a todos os artistas e agitadores culturais da nossa cidade. Quem quiser participar, que faça contato. Ah...a entrada será franca. E logo em seguida, haverá o 5ª Cult Tropicália.


MÚSICA PARTIDO - VEJAM SE TEM A VER

Quando essa música foi feita, o governo ainda era do PSDB. O video com fotos foi editado mais recentemente. Vejam se procede...

PROS FESTIVALEIROS

Pessoal, Rio Casca é uma cidade bem musical. Vale à pena...

segunda-feira, 12 de março de 2012

DESCEREBREM-SE


Fico observando as equipes de promoção de algumas festas que acontecem em Monlevade. Dá gosto ver a garra dessa turma. Formam um verdadeiro exército, plotam carros, fazem camisetas, panfletam, fazem blitz promocionais, anúncios,  montam  tendas pela cidade, quase sempre ocupadas por moças e rapazes de boa aparência de shorts e sorrisos fartos, vendendo ingressos e fazendo auê. Fico impressionado com a organização dessa turma e sua logística. Pelo que me contam, essas festas são sucessos e geram um bom lucro para seus realizadores.  Alguém já me disse que costumam ganhar um carro por evento. E as festas são bem produzidas, com uma programação visual bacana e boas atrações musicas. Nada de perspectiva cultural. O objetivo é o lucro. Aliás, a maior parte dos jovens não procura festas por causa de conteúdos culturais. Quer um ambiente bonito, música alta e muita paquera. Por isso o sucesso dessas festas que oferecem bebida à vontade ( energéticos para aguentar a maratona e álcool pra amaciar a carne), muita dança (onde as moçoilas exibem os corpitos sensuais e os rapazes tiram as camisas e rodam) e  música descerebrada ( pra que cérebro nessa hora? O cérebro ficou em casa.) Nessas festas a azaração rola solta. É lógico que alguns vão e se satisfazem apenas se descabelando na pista. Outros tomando todas até desmaiar. Outros gostam é do humor, de zoar, de rir e festejar. Ok.  A turma se mata de estudar, de encher a cuca com fórmulas, com decorebas, com teorias de um monte de cientistas, filósofos, historiadores e na hora de dar um tempo pro cérebro, vem um chato de um bom blogueiro questionando o direito ao lazer selvagem. Mas peraí: quem falou que estou...questionando? Vocês estão é certos. Descerebrem-se!