terça-feira, 11 de dezembro de 2012

POR QUE O ROCK?

Venho percebendo um fenômeno muito interessante acontecendo. Embora os gêneros preponderantes no país sejam o Sertanejo, pagode,funk, axé e romântico, entre a turma nova só dá rock. Incrível o número de bandas que existe na maioria das cidades. Achei que o fenômeno estava restrito a Alvinópolis e João Monlevade , mas ao abrirmos inscrições para o Rock Pira, percebi claramente que o cenário se repete na maioria das cidades. Percebi que em Barão tem muitas e excelentes bandas de rock. Em São Gonçalo também. Itabira também tem banda pra caramba, Rio Piracicaba, São Domingos do Prata. Mas como explicar isso? É o seguinte. Os mais novos querem estravazar a energia, a testosterona, a rebeldia característica da idade e nada melhor que o bom  rock and roll pra liberar essa explosão criativa. O curioso é que o rock já não é moda no Brasil, não é consumido pelo grandecpúblico. Neste negócio  de consumir música, houve uma mudança nos hábitos. Antes as pessoas ouviam música pelo prazer de curtir uma bela melodia, uma bela letra. Hoje, as pessoas querem ser protagonistas. Querem músicas pra dançar, pra zoar, pra curtir. As mulheres querem música para balançar o esqueleto e mostrar os atributos. Os homens querem música para o mesmo motivo, para que as mulheres possam mostrar o que tem de melhor. Vira uma dança do acalamento. No fundo, as pessoas querem é aquilo e tudo vira trilha sonora para gerar o clima propício para o sexo. Já o rock tem algo de narcisista. O guitarrista quando toca se exibe, tem algo de fálico em sua postura, de épico. A meninada fica doida e quer imitar seus heróis. Os bateristas tem o poder do trovão, juntamente com os baixistas, que constroem suas pilastras de graves. Tem algo de muito sexual na coisa também, mas tem diferenças. No rock, as pessoas precisam dar atenção para os artistas no palco, curtirem os solos, os arranjos. Isso não se dá com outros gêneros, como o funk ou o sertanejo. No sertanejo, só as duplas, engomadinhas e bonitinhas tem a atenção do público. No samba e no funk, a atenção vai pras mulheres sambando e mostrando o que tem de melhor. Mas, de qualquer maneira, a galerinha que toca quer saber é de rock. Não venham me dizer que trata-se de um estilo alienígena, pois toda a nossa música é derivada de gêneros oriundos de outras praças. Tem pra todo mundo no self service musical à disposição. E que a galerinha continue curtindo e tocando rock. Mas que façam suas próprias músicas, pois tá faltando renovação no repertório. As bandinhas continuam tocando ACDC, Pink Floyd, Iron Maden, Metallica, Legião, Barão, Capital e por aí vai. Tô sentindo muita falta de coisa nova legal...

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