segunda-feira, 5 de novembro de 2012

MEU CORAÇÃO VAI SER REBELDE PARA SEMPRE...

Minha filha é apaixonada pelo REBELDES BRASIL. Ignora a saga dos Rebeldes Mexicanos. Meu conhecimento rebeldiano se resume à versão brasileira. A Rísia vive me mostrando as músicas e essas coisas de música se dão por osmose. Pois bem. Nos últimos dias minha filha anda meio triste porque o REBELDES BRASIL está acabando. Não sei a razão ao certo. Os ídolos juvenis deixam de ser juvenis e começam a ficar mais picantes, com temas mais adultos. Aconteceu há pouco tempo com a cantora Hannah Montana, que deixou de ser uma adolescente meio rockeira pra ousar em novas aventuras, com comportamentos não muito recomendáveis para um astro teen. Com a Britney Spears então, nem se fala. Era uma ninfetinha da Disney e começou a acumular milhas de ousadias sexuais. Com algumas como a Madonna nem chegou a haver uma adolescência. Já foi diretocpara temas adultos.Também seu sucesso começou um pouco mais tarde. No Brasil, tivemos a Xuxa. Primeiro rainha dos baixinhos, depois tentou interagir com os adolescentes. Hoje, difícil saber o que fazer com a carreira. Talvez uma Hebe. A idade é terrível. Mas voltando ao REBELDES BRASIL, na exuberância da beleza física, a turma tem mais é de aproveitar mesmo. Alguns mais puristas podem dizer: Ah, mas é um projeto de marketing e não de música. Ora, é um projeto de música também e com ótimos compositores envolvidos. A produção recrutou e contratou compositores de sucesso para criação das músicas. Há alguma coisa errada nisso? E foi uma fórmula bem sucedida. Não se emplaca tantos hits sem que haja uma identificação, não só com o visual mas com as letras. Por falar nisso, as letras dos REBELDES BRASIL, tem um que de rebeldia que remete mais a esperança, a luta, a persistência, além das questões da juventude mesmo, de querer levar uma vida de Rock Star, de namorar, de ser feliz. Mas continuando esse texto prolixo, no último final de semana, dia 03 de novembro, fui com a minha filha numa aventura inesquecível: ao que seria o último Show dos Rebeldes em Belo Horizonte. Minha filha queria ir pro Expominas as 2 da tarde e eu insistia: - "Que isso, filha. Não vai lotar tanto assim. Os Rebeldes estão acabando por falta de audiência". Mas quando chegamos ao local, uma fila inacreditável serpenteava pelo estacionamento do expominas. Milhares e milhares de adolescentes com seus pais, tios, avós, ficavam naquele sol fortíssimo caminhando até chegar até a entrada, onde seria feita a separação entre quem iria pra pista, quem iria pra área vip. As adolescentes, em sua maioria, usavam um tipo de acessório que caracterizava uma de suas preferidas na banda. Pelo que percebi, a loirinha de cabelo encaracolado Lua Blanco, que interpreta a personagem Roberta era a preferida. Muitas meninas com meias arrastão, marca registrada da Roberta. Algumas usavam roupas mais comportadas, no estilo Alice. E muitas também ostentavam uma bandeira que estava sendo vendida pelos ambulantes, com uma foto dos Rebeldes em Preto e Branco. Por falar nos ambulantes, o pessoal vendeu de tudo: camisetas, brincos, colares, tudo que se possa imaginar. Parece que os ambulantes faziam parte do staff da banda. Na fila, encontramos alguns conhecidos de João Monlevade e Alvinópolis. Quando entramos para a arena da expominas, já estava bastante cheia. Fomos para um ponto mais à frente do Palco, pois minha filha queria fotografar e filmar algumas músicas. Chegando lá dentro, fizemos amizade com algumas pessoas que nos disseram que a banda sempre foi muito pontual. Entramos na área as ¨18:10. Estava marcado para começar às 19 horas. Só que desta vez não foi como os nossos amigos haviam dito. Foi demorando, houve pra mim uma falha de produção. Deixaram uma turma montando o palco às vistas do público, com uma turma muito mal humorada, mal encarada. O público começou a ficar irritado e a vaiar. Mas todo o mal estar foi quebrado com a entrada da banda no palco as 20 horas. E já começaram com o Tema de rebeldes. Deslumbramento só. Havia um telão de led muito bonito atrás. A produção caprichou nos videos que iam sendo exibidos, especialmente concebidos para cada música. O Link com a Tv fica muito claro. As vinhetas, a plasticidade vai pro show. Os artistas ajudam bastante também. São belas moças e rapazes talentosos, todos atores, atrizes, dançarinos, cantores e músicos. Curioso é o carisma da Lua Blanco. Mesmo não sendo a mais bonita, é a que conta com maior fã clube. Talvez pelo fato de seu personagem ser o que melhor personifica a rebeldia, a coragem que todo adolescente que ter de encarar o mundo. A morena, Mel, também é encantadora, tem um sorriso lindo e um jeito de corpo maravilhoso. Já a loirinha Sophia Abrãão. personifica a patricinha, a frágil, mais tímida, que todo rapaz quer botar no colo e toda mãe quer ter. Os meninos da banda cantaram muito bem, se comunicam bem com o público e...ah, não fico olhando muito os rapazes (rs). Sobre a banda, confesso que fiquei surpreso. Imaginava que iriam cantar com Play Back, mas eles são acompanhados de uma excelente banda, com execução segura, no chão, tudo como nos discos. Imagino que tenham recrutado os melhores, que nem fizeram com os compositores. Sobre os cantores e cantoras, no inicio os microfones estavam com um som ruim, as vozes sem consistência. Depois foi chegando. A Lua, por cantar mais músicas, desafinou em algumas. As outras duas cantoras, por cantar menos, não desafinaram. E quando falei em osmose lá atrás é porque percebi que sabia cantar as músicas. Ai, meu Deus, o que meus amigos rockeiros vão dizer? O público também era um caso à parte. Antes do show, levaram milhares de presentes. Bichos de pelúcia, flores, cartas, cartazes. A produção pegou malotes e malotes de objetos. O que eles fazem com isso eu não sei. Os adolescentes não queriam saber. Não dá pra pensar em racionalidade nesta hora. Em certo momento, a banda anunciou que estavam tão emocionados com a acolhida do público, que estava sendo tão legal, que haverá um show extra em janeiro. Se é uma armação de marketing, se é uma cópia de franchising mexicano, se lembra Menudo, Back Street Boys, High School Music, não importa! O que vale é que é uma pequena indústria, que gera emprego para pelo menos umas 200 pessoas. E estamos precisando de um pouco mais de rebeldia, de indignação com o que não achamos justo. 

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