sexta-feira, 12 de outubro de 2012

E A CULTURA NO NOVO CENÁRIO POLÍTICO?


Mudanças radicais aconteceram na política do médio piracicaba e essas mudanças com certeza trarão consequências para a cultura em geral. Em Monlevade, o nome escolhido para diretor da casa de cultura, indicará o perfil do que a nova gestão pensa para a área. Teme-se que tenha um perfil mais voltado para o entretenimento, ao invés da cultura em sua expressão vária, que contempla as artes cênicas, a literatura, a música, as belas artes e o patrimônio histórico-cultural. Nós fizemos algumas coisas no governo Prandini, mas sabemos que cada grupo tem sua maneira de pensar. Em nossa gestão, procuramos valorizar a cena local, os músicos locais, o pessoal do teatro, que aliás é muito participativo. Não deu pra fazer tudo, pois o cobertor é curto. Mas deixamos algumas coisas plantadas. Não se sabe o que o Teófilo pensa à respeito. No grupo político que o elegeu, tem algumas pessoas como o Thiago Moreira, que tem um perfil mais voltado para o universo musical sertanejo, mas parece ter uma boa visão empresarial, de criar eventos que gerem emprego e renda. Tem ainda o Jader, que produz festas muito bem. Cada agente cultural tem seu ponto de vista e vai querer imprimir a sua marca.  Ainda é muito cedo para qualquer avaliação. Penso que fizemos algumas coisas que podem ser levadas adiante. Como os concursos literários, o Festiaço, o Pré-folia, o apoio aos grupos artísticos, parceria com grupos de teatro, eventos que dão vazão ao talento local. Sou suspeito para isso, mas se tem um sujeito que faz muito bem a ponte entre a cultura e o entretenimento, esse nome é Gladevon Costa. Sobre a cultura em Alvinópolis, o que se espera é que a nova administração corrija um erro dos últimos anos, com o deslocamento do Festival da Música para fora do mês de julho, quando os jovens estão de férias na cidade. A Festa da Chita também é uma conquista importante, que  todos querem  que continue. O Carnaval também precisa continuar num crescente. E que o Parque de exposições seja repensado. Pode ser transformado em espaço multi-eventos. Milton pode corrigir um erro tremendo de um prefeito anterior, que iniciou um ginásio e deixou inconcluso, ruína do que não ficou pronto. Outra coisa que o Milton pode fazer é uma reforma na praça São Sebastião. Reformada em uma de suas administrações anteriores, a praça ficou prática, porém rústica, deixando muita gente saudosa de tempos em que era mais bucólica, tinha mais verde e um piso melhor. Sabemos que a reforma feita foi com a melhor das intenções, mas se não agradou, porque não mudar? Poderia ser criado um concurso entre arquitetos, para chegar ao melhor projeto. A internet favoreceria isso. Em Santa Bárbara tivemos o fenômeno Leris Braga, que fez uma campanha modesta e conseguiu conquistar o povo com sua sinceridade e empatia com as pessoas. Não se sabe o que ele pensa para a cultura da cidade. Santa Bárbara é uma cidade linda, mas que não atrai turistas. Talvez o turismo de eventos seja uma bela alternativa, com a criação de Festivais gastronômicos, de cinema, de música. Outra coisa fundamental é apoiar os artistas locais. Santa Bárbara tem muitos artistas, violeiros, artesãos, cantores, duplas, artistas plásticos. Falta vitrine para vender essa exuberância. O que digo vale para todas as prefeituras.  Não justifica gastar 300 mil, 1 milhão numa cavalgada e não gastar nem 20.000 com os artistas locais. A exigência da contratação de artistas locais nos grandes eventos, pode até ser lei votada na câmara. Não se pode falar em fazer cultura, sem apoiar os artistas da aldeia. E promover festivais, para que os talentos autorais possam expressar a sua subjetividade. Não adianta ficarmos olhando a vida só pelo retrovisor, falando sobre as glórias do passado, com se só no passado houvesse algo de proveito. É preciso iluminar pra frente, como um farol e abrir espaços para o que virá. Por isso os festivais culturais são tão importantes. Existem outras instancias que poderiam se aproximar, tendo por exemplo a AMEPI como mediadora, para composição de uma rede de compartilhamento de informações culturais, que propusesse um circuito de artes do médio piracicaba, circulando a produção de música, teatro, artes plásticas,  para que além de minério e aço, também exportemos cultura e arte. 

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