sábado, 6 de outubro de 2012

APONTAMENTOS DAS ELEIÇÕES 2012

1) - O povo não está punindo a corrupção. Muitos candidatos que tem problemas com a justiça, que tem suspeitas de corrupção e até casos comprovados de irregularidades estão ponteando as pesquisas. No fundo o cidadão pensa: - Ah, se fosse comigo, eu também não perderia essa bocada. Ele foi é esperto e aproveitou a oportunidade;
2) - Sem os showmícios, diminuiu muito o número de frequentadores das reuniões e comícios. As coordenações tem de rebolar para criar atrativos para atrair e prender a atenção do público. No fundo, foi uma grande besteira proibir os showmícios. Se for por abuso de poder econômico, de nada adianta. Se os políticos não gastam com shows, acabam gastando com outras midias e muitas vezes até mais. 
3) - A maioria dos marketeiros pressupõe que o povo é muito burro. Tem propagandas que beiram o nível da debilidade mental. 
4) - Vê-se poucos discursos, posicionamentos inteligentes, pois a grande massa de eleitores não tem mesmo condições culturais para absorver discursos mais elaborados. O discurso tem de ser traduzido para o linguajar popular.
5) - Quando os marketeiros vão aferir os dados das pesquisas, perceberão que as principais demandas das cidades são pela ordem: Saúde, Segurança Pública, Educação e obras públicas. Depois vem a Assistência Social, o Esporte, o lazer. Em algumas cidades o turismo tem importância. A cultura é importante em poucas cidades do planeta, geralmente as que tem importância histórico cultural como Roma, Paris, Ouro Preto, Tiradentes. No caso da nossa região, é frustrante mas a cultura geralmente é o último item na escala de prioridades. Frustra em primeiro lugar por ser da área. Frustra porque cultura é o conteúdo, é o que faz a identidade de um povo. Só que a massa de eleitores não tem essa percepção, assim a cultura é alijada do discurso e em termos orçamentários, nem se fala. 
6) - A divulgação de pesquisas deveria ser mesmo proibida. Elas tem muitas margens para manipulação e grande poder de influenciar. Utilizadas de forma interna, apenas para municiar o marketing, tem sua valia. Mas quando manipuladas e registradas, dão oficialidade e expõem até a justiça eleitoral, que referendou algo que não tem lastro com a realidade... que maquia os dados para beneficiar A ou B.
7) - Há derrotas, meias-derrotas, derrotas que na verdade são vitórias, quer dizer, muitos desdobramentos a partir dos resultados. Tem gente que sai da campanha aparentemente derrotado, mas com o bolso cheio. Tem aqueles que parecem vitoriosos, mas estão com uma dívida imensa pra pagar. Vitória mesmo é chegar no final do mandato sem dívida, sem processo nas costas e com popularidade. Ai sim o sujeito pode se considerar vitorioso.
8) - Há campanhas que são verdadeiros sambas do crioulo doido. Por comportar diversas forças políticas, com seus caciques e apoiadores, acabam tendo várias vozes de comando. Assim, cada um puxa para um lado e a campanha fica na inércia, sem foco. 
9) - Ficha limpa - o povo não se sensibilizou tanto, prova disso é que tem se manifestado a favor dos "sujos". Parece que o "rouba mais faz" continua prevalecendo. Uma pena. Eu mesmo cheguei a manifestar meu contentamento quando do lançamento do projeto. Mas a própria justiça não está dando  o suporte necessário. No país de macunaíma, justa é a malandragem.
10) - Os egos, as vaidades, acabam matando muitos projetos. Racionalidade passa longe. A punição é severa.
11) - A esquerda me parece meio perdida, sem bandeiras de luta. Quando a direita faz acordos fisiologistas, tá tudo certo. É da natureza da direita se adaptar. Mas quando a esquerda faz isso, parece trair seus ideais e perde todo o verniz ideológico. 
12) - As configurações de muitas cidades vão mudar. Pro bem ou pro mal, só o tempo pra dizer. 
13) - Nos bastidores, a política continuará acontecendo, até atingir o seu neoclimax em 2016, com eleição para deputado em 2014, junto com a copa do mundo. Os candidatos ligados ao futebol vão deitar e rolar. E rola a pelota...

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