domingo, 8 de julho de 2012

ELEIÇÃO É SURREAL

Por mais disciplinados, por mais certinhos, por mais pragmáticos que sejamos, a surrealidade impera. Sofrem os que tem fobia de organização. Por mais que tentemos dominar os impulsos, as loucuras e as perversões sempre dão um jeito de se manifestar, de vazar, de transbordar. Sofrem os que reprimem a natureza. O mundo humano é tudo, menos racional. As pessoas tendem a sair da linha, quebrar regras, atropelar as leis. Pra viver, ai de quem não tiver malandragem e coragem, pois pode ser necessário dar o primeiro tiro. Licença pra matar? Talvez! Em tempos de política, uma psicodelia desconcertante aflora com muito mais força. Num cenário tão multi cultural, tudo é surreal. Quase me atropela o coelho do pais das maravilhas, apressado para fazer um registro. O marketing por enquanto, tímido. Os candidatos aguçam seus discursos, se preparam. Dentro de pouco tempo começa o verdadeiro carnaval. Num primeiro momento, fica um esperando a manobra do outro. Os candidatos a vereador procuram nomes capazes de popularizá-los. Tem o Zé do Cemitério, a Dona Maria do Esgoto, o  NIMIM, o NEU, tem  o Padre Mephisto, nomes que até o capeta duvida. A vida se desfaz em fantasias futuristas, em planos de desgoverno, em tradições soterradas, em partidos desfigurados, uma democracia fake contaminada por interesses coorporativos, quando deveria emanar do povo. Mas quem é que liga se uma mineradora vai patrocinar A ou se uma siderúrgica vai patrocinar B? O que importa é que eleição é uma festa. O povo, em extase acompanha 3 novelas ao mesmo tempo e ainda vai ter a chance de escolher o final...

Um comentário:

  1. Exatamente assim. Conhece algum país onde se faz de outra forma? Essa semana li em algum post na internet, acredito que no Facebook, que não adianta prender políticos corruptos, pois eles vêm da própria sociedade. Logo, segundo o 'sábio filósofo virtual', de nada adianta julga-los e puni-los, outros virão e farão o mesmo.
    Acho que você tocou na ferida. Estão todos analisando o simples caminhar sob a ótica do absurdo, da loucura. Ninguém consegue compreender exatamente o que se passa. Os que têm um objetivo só enxergam o seu objetivo. Os que não têm, geralmente os eleitores, ficam perdidos e tiram conclusões ilógicas e precipitadas. Surreal, nenhuma palavra resume melhor o que vamos presenciar nos próximos meses.

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