sábado, 28 de abril de 2012

ARA KETU - NINGUÉM PARA KETU


Pesquisem na internet pra ver. Eles escrevem Ara Ketu separado. Tem o bloco e a banda Ara Ketu. Eles também são conhecidos apenas como Ara. Surgiram como bloco de percussão, juntaram com escola de dança, depois adicionaram instrumentos como baixo, guitarra, teclado, metais e vocalista. Eram comandados pelo carismático Tatau. Agora quem tá no comando é Larissa Luz. Havia um temor pela troca dos vocalistas. A cantora  mostrou personalidade. Primeiro porque manda voz mesmo. Curioso que as cantoras baianas de trio tem um tom mais grave pra cantar, com muita emissão vocal. E a Larissa além de cantar muito bem, tem swing baiano no dançar,no cantar, tem um sorriso aberto, tem aquele jeito baiano de se comunicar. Ela ia conduzindo a multidão no swing, que ia repetindo os movimentos, coreografias de mãos pra cima, movimentos do mar,  muita interação e festa. Notei também uma influência de Elza Soares no jeito dela cantar, com uma leve arranhada no final de algumas frases. Na pesquisa da banda, o Cruzeiro deu uma lavada. A banda é grande e precisa. Como sempre, baixista de banda baiana é bom pra caramba. A percussa muito boa também. O grupo vocal que somava com a Larissa também mandava bem, bem ensaiados, com swing em tudo. Gladevon Costa está de parabéns pela ideia do trio. Foi um acerto pela praticidade e som  mostrou-se de qualidade. Aliás, Gladevon merece parabéns por um monte de qualidades. O som do bumbo impressionava pelo grave profundo. Quando somava com o baixo, chegava a ventar para quem estava mais próximo do trio. Chegaram reclamações de que o som não chegava as pessoas mais distantes. Interessante que nos trios tem som também dos lados, mas o povo concentrou-se em um lado apenas da avenida. Mas para quem estava mais próximo teve um som de altíssima qualidade. O trio tem uma engenharia muito interessante. Dentro tem até camarim. A escada parece de navio e o palco é maior do que se imagina para quem está embaixo. Os donos do trio tem uma fábrica de trios na cidade de Elói Mendes. Constroem para o país inteiro. Quem quiser ver o trio acesse o site www.triopadilhao.com.br. O público foi grande. Não arrisco números, pois não sou bom pra esse tipo de contagem no olhômetro. Sei que tinha um mar de gente. Só se colocar roletas pra contar. Vai aparecer gente pra dizer que tinha 3000 e também que tinha 30.000. O que importa é que tive oportunidade de ver um showzaço. Aliás, já vi shows muito bons aqui. Ontem eu me lembrava do show com a velha guarda da mangueira, que muita gente perdeu. Mas voltando ao Ara Ketu, valeu por ver a fina flor do Axé, uma banda que tem um lastro cultural interessante, o Bloco-afro Ara Ketu ou Povo de Ketu foi fundado em 8 de março de 1989 por moradores do subúrbio ferroviário de Periperique. No show do Aka ketu, só alegria. O que conta é a brincadeira, o lúdico, a baianidade. Nada de desvarios intelectualóides.  Gostei de ver o pessoal do Grupo Tambores do Morro no trio. O Aka ketu  pode ser um bom espelho para nossos artistas, quem sabe para uma parceria...

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