sábado, 31 de março de 2012

HISTÓRIA DA ESQUERDA MONLEVADENSE

Antes que já comecem a despejar uma pedreira sobre mim, já vou humildemente dizendo que não tenho pretensão nenhuma de escrever uma linha que seja à respeito de um assunto que não domino. Só ouço histórias gloriosas e não sei se existem registros dessa saga. Toda vez que entro no salão do Sindicato dos Metalúrgicos, sinto como se estivesse num santuário. Aquelas fotografias trazem instantâneos de momentos históricos e ali estão os personagens que escreveram páginas importantes da história do sindicalismo e da esquerda monlevadenses. Ai, fico pensando no site do Marcelo Melo, o Caminho de riquezas. Foi uma ação maravilhosa do Marcelo, mas falta alguém pra contar a história da esquerda. Esses dias estive conversando por um bom tempo com o Sr Zé João, pai do amigo Marcelo Sadam. Ele me contou histórias saborosas dos tempos do João Paulo, que foi deputado constituinte eleito por Monlevade, sendo inclusive responsável pela lei que garante a licença maternidade para as nossas grávidas. Falou-me também sobre o estilo Leonardo Diniz, que segundo ele aprendeu muito com João Paulo. A história do movimento sindical e do Partido dos Trabalhadores se mistura. Por aqui passou-se até grande parte da história do PT Nacional, com presenças do próprio Lula e de outros líderes do partido da estrela vermelha. O Sr Zé João me falou também que as bases partidárias precisam ouvir os mais antigos, aqueles que participaram da fundação do partido lá atrás, que viveram épocas como da luta pela tabela francesa, conquista na época do João Paulo para os operários, que depois foi estendida a outras indústrias em outras cidades e que acabou morrendo em Monlevade, onde nasceu. Ai, fiquei pensando na riqueza, na força desse pessoal, das bases que até hoje são a pilastra maior de sustentação da esquerda. O Sr Zé João também se preocupa muito com o divisionismo, uma deliberada tática da direita de dividir a esquerda para vencê-la com facilidade. Naquela hora pensei comigo: puxa vida. Devia estar gravando essa conversa. Seria um material e tanto para uma entrevista. Mas isso ainda pode ser providenciado. Quem sabe entrevistando vários nomes históricos? Conclamo os jornalistas e escritores que militam na esquerda monlevadense! Tá na hora de contar essa história direito. Escrevam um livro, criem um  documentário em vídeo, quem sabe  um site, enfim. Assim como o Marcelo chamou seu site de Caminho de Riquezas, o livro da esquerda pode se chamar "Caminhos do Trabalho". Mas façam isso rápido, pois se continuar sendo mantida a opção do divisionismo, do partido se considerar auto-suficiente, com uma postura arrogante a agressiva com possíveis aliados, vai por tudo a perder e entregar a rapadura aos adversários. 

Um comentário:

  1. Meu Caro Blogueiro Marcos Martino, uma grande abraço!
    Primeiramente repito para você que sou leitor assíduo do seu blog,do leunan,Célio Lima, resistindo e muitos outro que escrevem sobre nossa região.
    No seu texto, você fala que eu te disse, que Leonardo Diniz foi aluno de João Paulo.Eu confirmo, e acrescento mais ainda: todos nós metalúrgicos fomos alunos de João Paulo. Mas o Leonardo foi um aluno diferenciado, especial, devido à sua coragem, capacidade e vontade de ajudar o próximo.
    No seu texto,você fala também sobre a tabela francesa, eu trabalhei nela nos meus últimos cinco anos antes de aposentar. A tabela francesa eu considero como a maior conquista trabalhista, que os metalúrgicos de João Monelvade conseguiram em toda a sua história. Eu falo isso Marcos Martino com muito orgulho, pois sou monlevadense, meu pai foi metalúrgico, vindo para João Monlevade na década de 30. E eu amo esta cidade! Aqui meu pai criou sua família e aqui também criei a minha família.
    A história da conquista da tabela francesa é simplesmente maravilhosa.
    Como já havia escrito, sou leitor do blog resistindo, é um blog espetacular. Denúncia muito bem, é isso mesmo PSEUDO PP. Só tem um porém, caro PP. Você pode estar mal informado sobre nosso caríssimo forasteiro João Paulo. Digo forasteiro em nome de todos forasteiros que ajudaram a construir a nossa João Monlevade. Você deve ser um rapaz muito novo, acredito que na época dos grandes movimentos populares você ainda não tinha nascido ou ainda estava muito pequeno. Agora você já sabe um pouco de quem é João Paulo. Se você quiser saber mais sobre João Paulo, venha à minha casa, tenho alguns acervos sobre os trabalho de João Paulo a favor dos trabalhadores monlevadenses e do Brasil.
    Atenciosamente,
    Zé João.

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