domingo, 11 de março de 2012

A 381 e o PACE..

Estive num evento muito interessante promovido pela ACIMON com apoio da Prefeitura de Monlevade, da Câmara dos Vereadores e outras instituições do município, do estado e do pais para lançamento do PACE: Posto Avançado de Conciliação Extraprocessual, um projeto realmente revolucionário que pode melhorar e desafogar a tão atribulada justiça do Pais. Depois, quero até me ater ao assunto. Mas agora, não é disso que pretendo falar.  Estávamos no Centro Educacional aguardando ansiosamente pelo inicio da palestra. Á minha frente estava o prefeito Gustavo Prandini, a Secretária do Trabalho Social, Cláudia Paiva e a presidente da Fundação Crê-Ser Cleusa Gomes. Do meu lado, o Secretário de Planejamento Ivo José, o Secretário de Meio ambiente e Advogado Cristiano Vasconcelos e o motorista Wilson. No banco logo atrás a companheira blogueira Eliane Araújo e esposo e um pouco mais atrás o atual presidente da AMEPI, José Maria Repolês, juntamente com um dos prováveis candidatos do PSDB, Lucien Marques. O evento estava bastante atrasado quando o mestre de cerimônias pegou o microfone para dar inicio ao evento:- Senhores e senhoras, nos perdoem o atraso, mas é que estávamos aguardando a chegada da Desembargadora Dra Marcia Milanez, mas como é NORMAL, o seu carro se encontra preso num congestionamento da BR 381. Nesta hora, nao pude deixar de manifestar minha indignação e coincidentemente, o atual presidente da AMEPI, José Maria Repolês veio e me deu um cutucão. José Maria, no início de seu mandato, levantou a bandeira da Duplicação da 381, mas de uns tempos pra cá parece que tem se sentido meio impotente também. Ele até me falou da ideia de uma pressão maior em Brasília, mas entre a teoria e a prática, existe uma grande distância. O evento prosseguiu, aliás muito instrutivo, com excelentes palestras e participações, mas a desembargadora não chegou, o que é NORMAL também. Muitas vezes as pessoas ao constatar que o congestionamento tende a não se desfazer tão cedo, retornam pois percebem que não será possível chegar à tempo. Eu mesmo já fui vítima de situação parecida, quando tinha reunião em uma importante multinacional, deixei a diretoria esperando e perdi o cliente. Lembrei-me de uma passagem do livro do escritor monlevadense Raphael Godoy, onde ele trata das normoses, situações muitas vezes trágicas, que pela repetição, consideramos normais em nossas vidas. Assim, quando morre uma família na 381, a gente lê e nem se sensibiliza, mas considera normal. A não ser que seja alguém da nossa família. Mas aí fiquei pensando comigo. Bom, já tentei contato com a ONU e me sugeriram procurar o Ministério Público e entrar com ação. Mas sou apenas um cidadão. Eu sozinho contra o estado? Não sou louco. Mas quem sabe o PACE? Será que podemos chamar o DNIT, o GOVERNO FEDERAL para sentar numa mesa e tentarmos uma conciliação? Será que o governo topa assinar um documento em que se compromete a finalmente tirar essa obra do papel? Embora que como diz o ditado, papel aceita tudo. Quem entrar no meu insignificante blog e pesquisar lá em cima a palavra 381, vai perceber quantas e quantas vezes já houve o comprometimento do governo, seja por intermédio da mídia, seja por declarações formais, entrevistas coletivas, videos e tudo continua na mesma. 

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