quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ENTREVISTA COM DANIEL BAHIA - DO UMBIGO TRIO


Pois é, fiz umas perguntas provocativas pro Daniel Bahia, do Umbigo Trio e as respostas foram do mesmo tamanho. Leia e entenda porque o UMBIGO é o trabalho mais instigante da cidade no momento.
Ah...e eles estarão nesta quinta na primeira edição do  5ª CULT, junto com a banda THE TRAVEL.

1) - Por que o nome UMBIGO? Por acaso vocês fazem música pro próprio Umbigo?

Umbigo não tem significações e não queremos isso. Como todo nome de banda, esse nome veio à tona e ficou. Depois é que vieram os signicados. Por exemplo, por onde nasce toda matéria sonora?

2) - Não acham muito perigoso fazer música instrumental, num país tão acostumado aos estilos mais populares?

Eis a questão. Não fazemos parte de nenhum modismo, tendênicias, movimento...sendo assim não temos o que temer. Eu CREIO que o contrário, o avesso, o não convencional podem vingar e dar mais certo do que vc se entregar a estéticas pré-estabelicidades pela mídia. A música instrumental é tão grandiosa quanto a música cantanda. Temos exemplo de vários músicos que vivem de música instrumental. Eu estou pouco me lixando para rótulos, se tenho vontade eu faço. E foi assim com o Umbigo.

3) - O que vocês fazem não pode ser considerado jazz, uma vez que não tem improviso, mas convenções. Como pode ser classificado o som de vocês?

Classificações deixam o som pasteurizado. Não pensamos em estilo para compor. A única coisa que pensamos é não sermos iguais aos nossos ídolos, buscarmos caminhos próprios. Por isso, fica difícil enquadrar a banda em algum estilo. E no fundo o grande barato é esse. Cabe tudo. O Umbigo quer renascer dos estilos que bebemos na barriga da ''Mãe Música''.

4) - Tem uma música de vocês chamada MACHU PICCHU, que é realmente muito boa. Foi a música que inspirou o nome ou o nome que inspirou a música?
Umas das nossas inspirações é o cinema, paisagens. Um dia estava vendo um documentário sobre o Machu Picchu e isso me inspirou muito. Daí canalizei essa inspiração em música. Não fazemos música para provar que somos os melhores, com solos virtuosos, passagens de entortar a cabeça. Fazemos música porque somo sensívéis ao que nos cercam. Seja uma palavra, uma montanha, uma curva de uma mulher ou uma cultura...

5) - A banda no inicio tinha André Freitas no baixo. Depois o André esteve dedicado a alguns projetos pessoais e Nicollas Ferreira o substituiu. Mas o André participou da criação das músicas. Qual o diferencial dos dois?

Ambos são excelentes músicos. O André é multi-instrumentista e isso ajuda muito. O Nicollas é um baixista fenomenal que preenche todos os vázios da música. Não tem comparação. Prefero dizer que os dois têm o Umbigo em si...


6) - Nos shows, além das músicas instrumentais, que são muito legais, você tocam clássicos do Rock. Isso ajuda a linkar a galera e azeitar para ouvir as músicas autorais de vocês. Mas as músicas que tocam são escolhidas a dedo, geralmente músicas que quase nunca estão no repertório da maioria das bandas. Quais os critérios para essa escolha?

O critério é a energia da música. Não colocamos qualquer música no repertório. Ela tem que estar no msm nivel das instrumentais.

7) -Vocês tocam Beat it do Michael Jackson, mas enfatizando mais a guitarra. O Ed Van Halen é uma influência?

Claro. Assim como todos os grandes guitarristas. Assim como a poesia. Assim como a dança do Michael Jackson. Assim como o groove dos guetos. Assim como os Planetas, ou seja, o universo intrisecamente nos inspira.

8) - Até onde estudar música interfere no som do Umbigo?
Interfere na qualidade. Daria para compor sabendo um acorde, mas se tivermos mais técnica, o leque é maior. Daí dá para colorir nosso som.

9) - Como vocês avaliam o cenário do rock de hoje em dia?
Cenário desunido. Pronto. Mas não perco a esperança.  Queremos ''botar nossa música na rua e brincar de tocar''.

10) - Vocês sempre estiveram antenados com relação à cena local. Quais bandas vcs apontariam como representativas na cena monlevadense?

Gosto de ajudar as pessoas, de dar o braço e apostar na musicalidade dos amigos. Monlevade é rica musicalmente, falta espaço. Temos a The Travel, O Esboço, Roses in Black, Infocus, Desarme, Audio Funcho, Isabela Leles, Phelipe Godinho e Cila Cordelli, João Roberto e Ronivaldo, nossa, tem gente boa demais. Alô alô galera, vamos musicalizar as esquinas de João Monlevade.
11) - Vocês entrarão em estúdio em breve para gravar o primeiro CD da banda. Quantas músicas e o que o público pode esperar?

Iremos gravar 6 músicas e uma faixa ruído. Muita gente pergunta se já temos cd gravados, entao quer dizer que eles querem a fonte sonora para terem devaneios intimos, ora escutando em casa sozinhos ou com os amigos, ou no carro, no celular. Esperem por multiplicidade sonora.


12) - Vocês tem agendado um show no dia 25 de dezembro no Rock na Rua, junto com a consagrada banda CONCRETO. Qual a expectativa para este show? Será um desafio levar o show  para a praça, já que não foi testado perante grande público?

Será o grande show do Umbigo. Estamos preparando um show especial, com um repertorio com musicas novas e uma performace bem energética. O Concreto é uma referencia, será um prazer dividir o palco com eles. Tenho a seguinte ressalva:  se nosso show funcionou bem em lugares pequenos, em lugares grandes iremos matar a ''PAU''.

13) - Quantas músicas próprias vocês tem? Tem outras no forno?

Temos 7 músicas prontas. Mas temos o privilégio de compor com muita facilidade. 

14) - Como professor, o que diria para a moçada que está começando?
Estudem, olhem para as montanhas, leiam o livro das ''Ignoranças'', não tenham medo, compre uma passagem para saturno.

15) -  E como roqueiro, o que recomendaria  

Estudem. Só com estudo um artista consegue chegar próximo a perfeição, seja roqueiro, mpbeiro ou assoviador. 

DAQUI A POUCO - LANÇAMENTO LIVROS DO VENTANIA -

Não sei nem como classificar os trabalhos do sujeito. Só posso dizer que são muito bonitos e lúdicos. Eu estarei lá, logo depois que São Pedro der uma trégua. Vamos nos encontrar por lá? 

PROMOÇÃO - SORTEIO DE INGRESSOS - 5ª CULT

Pessoal, concorram a ingressos para o 5ª CULT. Quem quiser participar, só acessar a minha página no face - 
As perguntas são as seguintes:
- O que vem depois do Um bigo?
- O que significa Travel?
Serão sorteados 50 ingressos.
O sorteio acontecerá as 18 horas de hoje.
BOA SORTE!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Barbarismo Racional


MAIS UM TEXTO FANTÁSTICO DO MEU AMIGO MAGNO MELLO

Vejo a Europa se debatendo em crises e trapalhadas políticas e me vem à cabeça um discurso controverso do existencialista espanhol Miguel de Unamuno que sustentava, lá pela década de 30, que os europeus eram oprimidos por sua própria história. Que carregavam um fardo gigantesco de passado e por isso tinham dificuldade em fazer qualquer coisa antes de hesitar. E que talvez Rousseau pudesse ter alguma razão, já no século XVIII, ao refletir sobre a necessidade de voltas sazonais ao barbarismo, para a libertação desses fardos.
Mudando da água para o vinho, que em nossa cultura ocidental cristã não é algo tão radical, na meditação dinâmica proposta por Osho - o guru indiano – há quatro fases distintas, geralmente com duração de dez minutos cada. 
A primeira é de hiperventilação, na qual se inspira e expira o mais rápido possível, sem parar; pelo nariz e pela boca. O objetivo é gerar um excedente de energia. 
A segunda é de movimentos corporais quaisquer, deixar o corpo levar, como der na telha, e quanto mais desvairado, melhor; pode pular, dançar, rebolar, grunhir, se atirar no chão, rolar, qualquer coisa. O objetivo é bagunçar essa energia ao máximo. E também não se pode parar.
A terceira parte é de pulos ritmados, no mesmo lugar, sob os calcanhares, e emitindo, o mais a partir da pélvis possível, um Uh! gutural, a cada pulo, sempre com os dois pés juntos. Dez minutos sem interrupção. Tem-se por objetivo reorganizar essa energia, agora renovada.
E, na última fase, fica-se imobilizado – alguns praticantes propõem ficar de pé, com os braços para o alto, mas pode-se ficar até sentado, sentindo o contato das costas com o encosto da cadeira, contanto que se mantenha totalmente parado. Nesse momento, você está meditando, a cabeça pára. É uma meditação feita sob medida para o mundo ocidental, segundo o próprio Osho, que a trouxe para o ocidente.
O que isso tem a ver com a reflexão de Rousseau é que nos dois casos a proposição é caotizar, abalar as estruturas, ou seja, barbarizar, a fim de se livrar de energias e procedimentos represados. A diferença é que uma tende a ser coletiva e a outra individual.
O barbarismo pode se dar também por meio de uma noite de dança desenfreada, pelo uso excessivo de álcool ou outras drogas, por agressões físicas ou mesmo verbais, dirigir em alta velocidade, fazer sexo grupal – em alguns casos até mesmo a dois – praticar esportes radicais etc. Mas pode-se dizer que todos esses são barbarismos de curto alcance, ou seja, extravasam, mas não transformam.
Voltando, então, aos que são transformadores, a meditação dinâmica parece ser o que há de mais saudável. Mas, por ser procedimento individual, dificilmente gera qualquer transformação social; a não ser que a maioria dos cidadãos meditasse.
E quanto ao barbarismo social, revoluções, guerras, ou mesmo movimentos radicais, já se mostraram ineficazes para gerar mudanças positivas, a não ser para alguns déspotas, canalhas e outros sanguessugas da sociedade.
Mas há um barbarismo, do qual até agora não falamos, que pode ter significativo poder de revolução – e como a história do mundo e das pessoas parece indicar, alguma revolução de vez em quando se faz necessária, seja do jeito que for; é o tal do sacudir a poeira para dar a volta por cima.
E a Europa deixa claro de que é disso que precisa urgentemente neste momento. Pois, como pontuaram em épocas distintas Rousseau e Unamuno, o negócio, pelo que se vê, já vem meio engessado não é de hoje.
Mas, pelo menos até agora, parece não haver qualquer coisa nos europeus que os façam parar de titubear. Não têm mais o poder de um mergulho de águia, de um bote de cobra, de uma emboscada de leoas? Não foi com essa temeridade que mataram milhões de nativos, saquearam e inauguraram oficialmente as Américas e outras partes do mundo? Não conquistaram o mundo dessa forma? Só que, a essa altura, ainda é possível esse tipo de barbárie? Não. E teriam poder para fazer isso novamente, caso quisessem? Não.
Então, é justamente desse barbarismo, ainda não citado, que quero falar, desde o começo do texto - mas precisava criar alguma base para meu argumento.
Vou chamá-lo de barbarismo racional, que pode servir tanto para o coletivo quanto para o individual. 
O objetivo, como o termo sugere, é esse mesmo: barbarizar a razão. Jogar tudo para o alto, sacudir a moral, os procedimentos, costumes, conhecimentos, regras, leis, diretrizes, tudo. Revirar sem dó toda a cultura absorvida até então – e quase tudo é cultura – e ver o que ainda pode ser realmente válido.
Não é questão de abandonar tudo que se aprendeu, longe disso. A idéia é apenas colocar as coisas à prova. Tentar enxergar mais profundamente o que está emperrado. É o que devíamos fazer dia após dia, assim como varremos nossa casa. Mas estamos sempre negligenciando a tarefa – e foi o que se fez no Velho Mundo; não que o resto do mundo também não o faça permanentemente - países e pessoas - pois são muitas as coisas incômodas que não queremos ver e que vamos empurrando para debaixo do tapete. No fim, vão se tornando um emaranhado viciado, do qual não conseguimos dar conta. Assim é nossa moral, assim são nossos procedimentos e códigos gerais, o que só faz atrasar nossa evolução social e humana.
Por isso tudo, qual o problema de barbarizar a razão de vez em quando? O que se perde, a não ser vícios?
Em uma analogia não tão distante, já que estamos tratando de atitudes humanas, percebo muitos desses comportamentos como tipicamente masculinos. Temos medo de sofrer gravemente e por isso vamos sofrendo a conta gotas; o que é mais próprio do homem.
Já a mulher, quando tem que sofrer, se espalha. Numa separação de casal, muitas vezes o homem se aliena em noitadas, bebedeiras e sexo fortuito. Enquanto isso, a mulher está lá malhando e chorando, saindo e chorando, trabalhando e chorando, comendo e chorando, falando sem parar e chorando. E no final, quem se cura mais rápido? E quando a mulher se cura, não volta nunca mais àquela relação; o homem, às vezes, pode querer voltar – claro que é apenas uma tendência.
Vivemos ainda, portanto, pelo menos em nosso comportamento político cotidiano, externo e interno, sob uma égide masculina. E vivemos ainda, freudianamente falando, a cultura da obsessão; ficamos ali obsecados, interminavelmente rodeando o objeto, num eterno pequeno gozo de dor, sofrendo por problemas milenares, e não conseguimos imprimir mudanças mais profundas, que poderiam nos fazer mais íntegros e felizes.
Daí, pergunto: será que não está na hora de inaugurarmos – ainda freudianamente falando – a cultura feminina da histeria? Algo do tipo: não está bom, não obseque, histerize! Faça o que está ruim mudar sem demora, dê chilique, faça mudar e mude. Questione a relação, as atitudes, os engessamentos, assim como fazem tão bem as mulheres, enquanto os homens ligam a tv para assistir ao futebol, ou vão tomar umas cervejas para espairecer.
Veja, por exemplo – embora não queira me demorar nisso - o caso da situação política no Brasil. Ninguém roda a baiana. Os bandidos fazem o que querem e ninguém dá chilique. Ficamos sempre problematizando as questões e não temos nenhum ataque histérico. Isso não é questionar de fato. Questionar, muitas vezes é sacudir tudo, abalar os alicerces, não deixar pedra sobre pedra, quebrar vasos, rasgar livros, até que algo mude de fato.
As mulheres só tinham medo de certas mudanças – embora conservem alguns medos de outras - quando ainda não eram independentes. Agora a conversa é diferente. E, com relação aos homens, demorou muito, um abraço – tirando as milhões de carentes incuráveis. 
E isso talvez porque elas ainda guardem algo de selvagem, que nós homens deixamos para trás lá pelo século XVII, no máximo, e atualmente só conseguimos colocá-lo para fora em guerras, arquibancadas de estádios – ou mesmo em poltronas – sob efeito de álcool, ou contra seres fisicamente mais fracos. 
Mas quando o assunto é declarar guerra contra o que realmente nos faz mal, somos tão civilizados, indecisos, inseguros e também alheios.
Claro, não podemos deixar de dizer que boa parte das mulheres se encontram viciadas em muitos desses procedimentos masculinos e, nessa direção, também contribuem em larga escala para o mundo ser o que é. Mas, se há alguma chance de avanço mais aprofundado na condição humana, pode estar mesmo nas mãos dessas adoráveis histéricas, pentelhas e maravilhosas.
Quanto aos europeus? Sei lá! Voltem um pouco de onde vieram. Tentem encontrar o que perderam de atitude pelo caminho. E em alguns bons sentidos, barbarizem! Ou, mulherizem-se!
E que isso sirva de farol também para nós indivíduos, a cada vez que começarmos a nos acovardar, a amolecer o espírito, adquirir preconceitos, caretices, emburrecimentos, acomodamentos e, o principal, deixarmos de ver a vida como algo mágico. Nesses momentos, pode ser a hora certa de se chutar o pau da barraca da própria moral, para ver se ela ainda se sustenta.

IDÉIAS PARA A 381 - PARALISAÇÃO DE NUDISTAS

Pessoal, já tentamos de tudo. A globo já mandou jatinho, já tivemos megashow, já enviamos centenas de cartas a Brasília, já protestamos, choramos nossos mortos e nada sensibilizou o políticos da capital federal. Mas não devemos desistir. Mesmo que tenhamos ideias extravagantes. Pois acabo de ter uma. Existe um fotógrafo Americano cuja especialidade é fotografar pessoas sem roupa em grandes cenários, algumas vezes para protestar, para chamar atenção para causas justas. O nome do artista é Spencer Tunick. Que tal contatarmos o sujeito e tentar criar uma grande procissão de pelados na BR 381? Você toparia tirar a roupa pela 381?  Quem sabe assim chamamos a atenção de autoridades para a situação caótica da BR da morte?  Afinal de contas, fotografias de pelados fazem um sucesso danado no Brasil e no mundo. Se não resolver, levaremos a marcha dos pelados a Brasília. Vai ser uma foto magistral na esplanada, deixando o Brasil literalmente a nú. Vamos nessa? 






segunda-feira, 28 de novembro de 2011

QUINTA CULT IMPERMEÁVEL

É isso aí, pessoal. Dentro do Sindicato não chove. Nessa quinta estréia o projeto QUINTA CULT. Fazer eventos no sindicato tem muitas vantagens. Primeiro pela localização. Depois, pela excelente acústica. Em terceiro lugar pelo fato de caber bastante gente. Em quarto lugar, porque serão duas bandas muito boas, que tenho certeza, vão agradar geral. THE TRAVEL, como diz o nome, faz uma viagem pelo Rock in Geral e a banda UMBIGO é um dos trabalhos mais interessantes já feitos em Monlevade, original e ousado. O preço é barato para dois shows : 10,00. E os apresentadores, serão dois nomes emergentes da cena teatral local: Nataniel Flávio e Markus Câmara ( mas não dos vereadores). A dupla vai apresentar de um jeito mais solto, irreverente. 

ENTREVISTA COM A BANDA THE TRAVEL ( DIA 1º NO QUINTA CULT)



THE TRAVEL - NOVIDADE NA ÁREA

1) - Porque o nome THE TRAVEL?

THE TRAVEL - O nome "The Travel" surgiu em um momento de desespero (risos); tínhamos que pensar de imediato em um nome que caracterizaria a nossa banda. Surgiram várias ideias, mas a que nos identificamos melhor foi A VIAGEM pois todos nós somos viajantes. Como a maior parte do nosso repertório é composto por músicas internacionais, decidimos portanto colocar o nome em inglês.

2) - Quais os nomes dos integrantes da banda e suas idades?

THE TRAVEL - Clara Albuquerque é a vocalista e baixista e tem 15 anos; Maria Cecília que toca guitarra e gaita, tem 14 anos; Tamires Nunes que também toca guitarra tem 17 anos, já André Freitas, baterista tem 15 anos.

3) - Quais as principais influências da banda?

THE TRAVEL -Os integrantes da banda são influenciados por The Beatles, Nirvana, The Strokes, Los Hermanos, enfim... 

4) - Parece que vocês gostam e tocam músicas dos Beatles. De onde vem essa ligação com a banda inglesa?

THE TRAVEL -Gostamos e tocamos sim músicas dos Beatles. Alguns de nós são influenciados por linhagens familiares, já outros, foram descobrindo e identificando-se com a banda sozinhos.

5) - Quais outras bandas vocês curtem e quais as músicas tocam no repertório de vocês?

THE TRAVEL - Entre as bandas que gostamos e não fazem parte do repertório, está The Doors, AC/DC, Pearl Jam, Pink Floyd, entre outras. Já no repertório, tocamos 3 músicas dos Beatles -são elas Love me Do, Hello Goodbye e Come Together-, In Bloom e Polly do Nirvana, Sex On Fire da banda Kings Of Leon, My Hero do Foo Fighters e até mesmo Back To Black da Amy Winehouse.

6) - O que levou vocês a montarem a banda?

THE TRAVEL - Foi criada a partir de uma ligação feita pela Tamires para a Clara com a intenção de tocar apenas como hobby, depois, convidamos a Maria para fazer parte, e o André surgiu de imediato depois da saída de Matheus Henrique (o antigo baterista da banda).

7) - A gente percebe que a maioria das bandas se liga mais nas bandas dos anos 60 e 70. Porque isso? 

THE TRAVEL - Porque nesta época estão concentradas as maiores e melhores bandas do mundo, não desmerecendo as mais atuais.

8) - Vocês acham que o rock feito atualmente está num bom nível ou não tem apresentado nada de novo?

THE TRAVEL - As bandas atuais rotuladas como ''rock'', vão contra os aspectos do rock para nós, não apresentando a qualidade merecida.

9) - Vocês tocam algumas coisas mais recentes?

THE TRAVEL - Sim. Tocamos algumas músicas de bandas formadas depois dos anos ''2000'', como Strokes e Los Hermanos.

10) - Vocês ouvem rádios?

THE TRAVEL - Às vezes.

11 ) - O que acham das programações das rádios?

THE TRAVEL - Sinceramente, as músicas pedidas e tocadas nas rádios não nos agradam muito.

12) - Vocês acham que a internet hoje ajuda ou atrapalha os músicos ?

THE TRAVEL - Ajudam no aspecto de divulgação, mas, atrapalham justamente pelo fato da pirataria. Várias pessoas fazem downloads das músicas, o que dificulta a venda de cd's.

13) - Vocês costumam ler alguma revista de música? Qual a principal fonte de informação de vocês?

THE TRAVEL - Lemos livros biográficos e histórias de algumas bandas.

14) - Como vocês classificariam o rock que fazem? Mais pop, mais rock, mais melódico?

THE TRAVEL - Ah, rock é rock, né? Não tem definição.
   
15) - O cenário do rock é muito dominado pelos “machos”. Como é ser uma banda feminina de rock?

THE TRAVEL - É um pouco complicado. Tem muita gente que duvida da nossa capacidade, mas isso faz parte de toda banda.

16) - Todas da banda tem escolta ( ou seja, namorados ciumentos fazendo segurança ).

THE TRAVEL - Não. Nenhum de nós.

17) - Vocês tem planos de gravar cds e clips?

THE TRAVEL - Não no momento, pois não temos verbas o suficiente para isso. Mas, quem sabe se surgir alguma oportunidade.

domingo, 27 de novembro de 2011

CRÁSSICO É CRÁSSICO...

Em 1982, o Atlético passava por uma frase esplendorosa, com um time formado por jogadores como Reinaldo, Cerezzo, Angelo, Marcelo ( que hoje treina o Curitiba), Alves, Danival, uma seleção mesmo. O Cruzeiro estava numa fase terrível e pra piorar, só contratava jogadores com nomes que davam margem a muita gozação. Chegou um tal de Dedé de Dora, um outro que se chamava Dadá Peito de Isopor. Teve ainda Flamarion, Toby, Bendelack, só jogadores desconhecidos e que levavam uma pancada atrás da outra do escrete atleticano. Neste ano, o atlético ganhou o campeonato por antecipação e ia jogar contra o Cruzeiro no final de semana. Pra complicar, o time do cruzeiro estava totalmente desfalcado. Se com os titulares já levava pancadas, imaginem com o time reserva? Pois bem. Mas o Cruzeiro ganhou o jogo por 1x0, com gol de um jogador chamado Jacinto. Os atleticanos antes do jogo, passaram a semana gozando o Cruzeiro. Diziam que o nome do jogador era Jacinto Dores Aquino Pinto. Não é que o Cruzeiro venceu os cacarejantes com um gol do tal de Jacinto. Não tenho certeza, mas acho que o Edu Lima bateu um escanteio e a bola bateu na bunda do Jacinto e entrou. Isso é só pra nos dar um pouco de esperança pra domingo. Afinal, como diria o Newton Cardoso, Crássico é Crássico. 

sábado, 26 de novembro de 2011

QUINTA CULT - VIDEO DIVULGAÇÃO


QUINTA CULT - INGRESSOS ANTECIPADOS

Pessoal, o QUINTA CULT tem tudo para ser um sucesso e contamos com a presença de todo mundo da cultura pra prestigiar, para emplacarmos mais um projeto cultural importante para a cena local. Quem quiser adquirir ingressos antecipados pode passar num point no centraço de Carneirinhos, na loja DE REPENTE 21, do meu grande amigo MARCO AURÉLIO, da banda Infocus. Marco, além de ser vocalista e compositor da banda, é outro batalhador, amigo e incentivador das bandas. Aproveite para passar lá, bater um papo, comprar umas camisas e o ingresso antecipado para o QUINTA CULT. 

IMPACTADO PELA MEDALHA LEONARDO DINIZ

O melhor é perceber que a cultura é capaz de unificar o que aparentemente não se mistura. Várias correntes políticas presentes, como se fosse uma família monlevadense apenas. O pessoal foi chegando, muitos com roupas de gala ( foi engraçado ver o Daniel Bahia vestido de pinguim - rs). Mas o evento era mesmo de gala. Tanto que a minha esposa brigou comigo dizendo: - Não acredito que você vai com a sua boininha. Pois bem! Deixei a boina para trás. Imagino que o pessoal da câmara deve ter ficado muito feliz com as obras de artes distribuídas pelos corredores. Foi muito luxuosa também a música, tão bem apresentada pelos excelentes João Roberto e Ronivaldo. Pelos discursos, foi muito acertada a ideia de dar à medalha o nome do grande político Leonardo Diniz. Nas falas principalmente do Francisco Barcelona e do Pastor Carlinhos, pude perceber a importância do Leonardo para a cultura da cidade 
( já tive a honra de criar um jingle pra ele). Na fala do filho Belmar, ficou a certeza de que seu grande legado foi o amor que ele colocava em tudo o que fazia. Muitos felizes também as escolhas dos premiados. Cada um teve méritos mais que suficientes para justificar as premiações. Estiveram presentes outras pessoas que também mereceriam a honraria. Mas calma! Se Deus quiser, vão haver mais premiações para destacar os que mais se empenharem pela cultura. Importante dizer que me senti muito honrado em proceder a entrega das medalhas  representando o Prefeito Gustavo Prandini. Nosso prefeito tinha um compromisso agendado com maior antecedência e me pediu que o representasse. Tomo a liberdade aqui de publicar o discurso que proferi em nome do Prefeito e da administração municipal.


DISCURSO MEDALHA LEONARDO DINIZ

Em nome do Prefeito Gustavo Prandini cumprimento o Presidente desta Casa, Pastor Carlinhos e através dele, a todos os presentes.
No mundo pragmático em que vivemos, muitas vezes as artes são vistas como questões menores no contexto das prioridades.
Mas graças a Deus, no caso específico de João Monlevade, temos sido testemunhas e agentes de um ressurgimento cultural da cidade, com eventos e iniciativas acontecendo em diversas frentes.
Assim tem sido com a música, com o teatro, com as artes plásticas e com a literatura.
Nós que integramos o governo Gustavo Prandini temos uma imensa satisfação em fazermos parte desse momento tão auspicioso e temos a convicção de que tem de ser este mesmo o papel do poder público no que tange a cultura, de dar suporte e abrir vitrines para que os nossos artistas possam brilhar intensamente.
Com a realização da Semana Cultural do Legislativo, estabelecemos um marco importante no sentido de integrarmos legislativo e executivo no esforço comum de promover a cultura em nosso município.
Consideramos muito importante o fato de termos aqui, na casa do povo, expostos os trabalhos dos nossos artistas plásticos, além de palestras voltadas para os interesses dos nossos artistas, show musical e programação diversificada, que se Deus quiser, iremos ampliar nos próximos anos.
E ficamos muito felizes em estarmos aqui nessa noite, reconhecendo através da medalha Leonardo Diniz, os trabalhos de pessoas de inestimável valor para a nossa cultura, nomes estes escolhidos democraticamente por jornalistas e pessoas do meio cultural da cidade. 
Falar do professor Daniel Bahia é muito fácil. Trata-se de um músico de primeira linha, dono de técnica apurada, mas que tem como principal mérito a formação de diversas gerações de músicos da cidade. Sua escola de música é referência na região e eu diria que ele nem tem alunos, mas fieis seguidores, que se inspiram não apenas na sua musicalidade, mas em sua formação moral e intelectual.
É um prazer também falar do Fotógrafo e memorialista Francisco de Paula Santos, conhecido na cidade como Francisco Barcelona. Logo ao chegar a Monlevade, tive a honra de conhecê-lo e a identificação foi imediata.  Barcelona é o maior depositário da história visual e escrita dessa cidade, um trabalho que faz de forma voluntária, movido apenas pelo incondicional amor a cidade.
E o que dizer de Aggeu Marques? Aggeu é um músico do mundo, mas que adotou e foi adotado pela cidade. É conhecido o seu trabalho de resgate da música dos Beatles, sendo considerado um dos maiores intérpretes do planeta na discografia dos 4 rapazes de Liverpool. Mas é destacado também o seu trabalho como compositor, com músicas gravadas por artistas como Flávio Venturini e como a nossa Infocus. Além de todo currículo e dedicação à cidade, através de sua amizade e influência, foi responsável por trazer a João Monlevade, talvez um dos eventos mais importantes das últimas décadas, que foi o show pela vida em prol da duplicação da BR 381, uma luta que continua, mas que teve naquele show um capítulo muito especial.  
Essa premiação é muito especial, viu Pastor Carlinhos. Esta casa está realmente de parabéns e se Deus quiser, a medalha Leonardo Diniz será perene, tão imortal quando a memória do grande Leonardo que a inspirou e cujo espírito, tenho certeza, se alegra onde estiver ao reconhecer o trabalho de Monlevadenses tão especiais em prol de sua cidade.
E pra finalizar, eu quero deixar pra vocês uma frase de Hipócrates, que fala sobre a importância da arte na vida da gente : Em Latim ele dizia – "ARS LONGA, VITA BREVE". Ou seja  A VIDA É CURTA E A ARTE É LONGA.
Muito obrigado a todos.


MEDALHA LEONARDO DINIZ - FESTA MUITO BONITA

Foi muito bacana a entrega das medalhas Leonardo Diniz às personalidades que mais se destacaram no ano de 2011, escolhidas à partir de votação por um grupo de jornalistas e pessoas ligadas a cultura na cidade. Tive a oportunidade de participar de um evento de amenidades e principalmente de civilidade e aconchego. Mais tarde, postarei comentários mais detalhados sobre a festa. Fiquei muito feliz de estar presente representando o prefeito Gustavo Prandini. É muito bom ver a cultura voltando a ordem do dia. É isso aí, minha gente. O negócio é ocupar os espaços com cultura. Estamos no caminho certo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ORKUTARAM O FACEBOOK

Tem uma coisa que não tem jeito. Quase sempre a quantidade mata a qualidade. O Facebook começou muito bem. Como um rolo compressor atropelou o orkut, o msn, o youtube, foi canibalizando, engolindo tudo. Mas como todos os modismos virtuais, era questão de tempo até chegar a exaustão. Tá certo. A culpa nem é da ferramenta em si, mas do uso que se faz dela. Se pensarmos bem, o orkut também é genial. Começou bem e virou uma febre, mas foi ficando lotado dessas mensagens de pseudo romantismo, pseudo politica, propaganda de todo jeito, até um ponto em que todos se encheram. Chegou o twitter e inicialmente também fez enorme sucesso. As pessoas tinham 140 letras para se expressar e tava indo bem, todos se informavam e postavam rapidamente.Só que o pessoal começou a twittar tudo. Coisa chata. Rolava um gerundismo de doer. Era um tal do sujeito ficar dando conta de tudo que estava fazendo. Já vi sujeito twittando que estava ouvindo tal música, que estava comendo buchada de bode e até...desculpem o palavrão...cagando. O Twitter começava a cair no ridículo. Até que pintou o filme "A rede social", que popularizou  o facebook no país. Deus do céu. A febre foi tomando conta. As pessoas ficaram vorazes no sentido de adicionar levas de amigos e amigos dos amigos dos amigos e assim como aconteceu com o Orkut, o face começou a saturar. Seus criadores já fizeram algumas modificações, mas a opinião geral foi que as mudanças foram para pior. Já vimos essas história com o orkut. Eu mesmo brinquei na internet que o face tava virando face horse ( cara de cavalo). Postei o seguinte: "Não sei não, mas acho que o FACEBOOK já está se encaminhando para ficar chato. Poluído demais, cheio de cultura inútil, bobeirinhas sem proveito, além de estar se tornando um rato ladrão de tempo. Já está me dando vontade de desintoxicar. Apareceu muita gente solidária pensando o mesmo. Quer dizer: não estou sozinho. Muito embora que tem gente ainda apaixonada pelo ORKUT. A garotada então, nem se fala. Muita gente também está chegando no face, outros são viciados ao extremo ( aliás, viciozinho perigoso), quer dizer, tem muita gente que vai me contestar e isso é normal. Já vi uma noticia que vem aí a terceira geração do face, mas a julgar pelas mudanças do orkut e outros, deve ser pra incrementar e isso quase sempre dá errado. Um amigo até me falou que o segredo é ser seletivo com quem você adiciona ou com quem se relaciona. Pode até ser, mas no fundo, todos querem ser populares, querem difundir algo e serem lidos por muita gente. Por enquanto será o face mesmo, pois não temos outro. Mas tá dose esse negócio das pessoas postarem fotos de qualquer coisa, fotos antigas, fotos de si mesmos em todas as situações imagináveis, além das intermináveis campanhas, correntes, orkutices de todas sorte. O jeito é esperar que inventem algo melhor. Enquanto isso não acontece, teremos de continuar tentando nos desviar do lixo virtual até que apareça algum pós-face. Aguardemos...

( Coluna do Bom Dia)

PALESTRAS SOBRE DIREITOS AUTORAIS E CIDADANIA


As palestras sobre DIREITOS AUTORAIS e CIDADANIA, durante a Semana Cultural do Legislativo foram muito boas mesmo. Eu pelo menos tirei o máximo proveito. Além de extremamente instrutivas sobre o tema em questão, tivemos verdadeiras aulas de história dos direitos e muitos debates em torno das questões mais polêmicas. Antes de falar das palestras propriamente ditas, vou falar um pouco sobre os palestrantes.


REJANE SCHNEIDER

Tive a honra de acompanhar a Rejane Schneider no almoço. Descobri que ela é Gaucha radicada no Rio. Já ficou fácil a conversa quando percebi que ela conhecia a música do gaúcho Vitor Ramil, pouco conhecido nas nossas bandas, mas que pra mim é um dos mais sensíveis compositores do país. Neste pequeno tempo de almoço, começamos a filosofar sobre liberalismo e socialismo, kant entrou na conversa, Freud, Aristóteles, Jung. Pra vocês sentirem o nível da dama. Depois Gladevon chegou e a conversa ganhou mais substancia. Por mim, ficava a tarde toda conversando, mas haviam as obrigações. Rejane viajou do Rio de Janeiro para João Monlevade. Chegou aqui as 11 da manhã. Ela proferiu brilhantemente a sua palestra, participou  ativamente dos debates. Foi embora às 3 da manhã do outro dia, para pegar o avião em Confins e estar hoje à tarde no Rio para compromissos. Isso é que é dedicação.

GIOVANI VAZ e JOSÉ DIAS

O violonista e consultor Giovani é um camarada gente boa pra caramba. Foi o produtor executivo de um livro que muita gente tem, do BEMGE em SERENATA, que  produziu quando ainda tinha 22 anos. José Dias, que veio com ele, é um dos mais consagrados baixistas de Minas Gerais, tocando com nomes como Marku Ribas, Rubinho do Vale, Pereira da Viola, além de ter integrado o famoso grupo Raízes. Hoje é diretor da Ordem dos Músicos do Brasil

AS PALESTRAS

Chegamos ao local um pouco mais cedo e ficamos conversando e tomando café sobre a gigantesca mesa redonda que existe no interior da câmara. Nem o Rei Artur teve uma Távola redonda tão grande. 

COMPOSIÇÃO DA MESA

Foram convocados os palestrantes, tive a honra de sentar-me ao lado do Pastor Carlinhos e da Rejane. O Pastor Carlinhos mostrou-se um pouco frustrado com o público pequeno. Mas sinceramente, não achei de todo ruim. Haviam muitos multiplicadores, radialistas, produtores de eventos, maestrina de orquestra,  músicos enfim, pessoas realmente interessadas, um público precioso. 

A PALESTRA SOBRE OS REGISTROS DE OBRAS

Rejane Schneider passou em revista a história dos direitos autorais no país, saga que começou em 1898. Foi discorrendo, contextualizando, um assunto puxando outro. Lembrou-nos de que a consciência dos direitos é um fator relativamente recente na história do Brasil, que até 1950 pouco se falava sobre direitos. Como filósofa de formação e até por opção de vida, lançou interrogações, deixando muitas reflexões no ar, que cada presente deve ter levado consigo para ruminar nos próximos dias ( pelo menos eu continuo com as interrogações flutuando). Sua palestra foi fundo na questão dos direitos, tanto no que diz respeito à música, como de obras literárias e até científicas. Talvez tenhamos pecado em não gravar o conteúdo, pois seria interessante de disponibilizá-lo na internet para compartilhar com todos. Pra mim, uma das coisas mais interessantes que ela falou, diz respeito ao compartilhamento dos direitos. Por um lado ela falou da importancia dos registros até no sentido dos direitos familiares, de inventário. Imagino uma música como
Garota de Ipanema. A família continua dona do fonograma e enquanto houver um herdeiro, continua faturando com direitos autorais sobre a música. Porém, em muitos casos, é preferível o compartilhamento, a liberação para as finalidades mais diversas, como forma da difusão dos trabalhos. Tem gente que por medo não disponibiliza, guarda a sete chaves as obras que assim nunca se popularizam. Ainda sobre a palestra da Rejane, pela profundidade e riqueza,  merecia um post à parte, mas não vou me estender mais em respeito aos leitores.

PALESTRA SOBRE RECEBIMENTO DOS DIREITOS

Giovani Vaz falou sobre a necessidade dos músicos ao gravarem um fonograma, terem o assessoria de uma empresa que faz acompanhamento e gestão das execuções das músicas pelo país afora, para que o valor devido seja revertido para os compositores. Deixou claro também que os artistas devem se associar a essas empresas que fazem acompanhamento e preencher o formulário de ISRC, onde fica claro quais os músicos gravaram, de quem é a letra e a música, produtor, etc. É que existem também os direitos conexos. Quando da execução, ganha o compositor e todos que participaram da produção. Mas sem o preenchimento do ISRC nada feito. É um ponto fundamental, importantíssimo para que o compositor receba pela execução de suas músicas. É importante que se diga. Tem muita gente no Brasil que vive exclusivamente do recebimento dos direitos autorais.

PALESTRA SUPLEMENTAR - SOBRE A ORDEM DOS MÚSICOS

As palavras do Diretor da Ordem dos Músicos, José Dias, deixaram uma certeza. Ao contrário do que se imagina, a carteira de música ainda é fundamental para o exercício da profissão, por uma razão muito simples: o artistas quando se apresenta munido de sua carteira, tem oficialidade para estabelecer contratos e garantir seus direitos. Se o artista se apresenta sem ter a carteira, os contratos feitos não tem nenhum valor legal. Em certo momento, José Dias foi questionado sobre o fim da exigência das carteiras, quando o mesmo deixou claro que não foi exatamente isso, que o que ocorreu foi que uma pessoa ganhou uma causa na justiça, o que foi alardeado pela mídia como fato genérico. Porém, deixou claro também que não é o pensamento da Ordem cercear o trabalho de ninguém, que não há registro de nenhum músico que tenha sido impedido de tocar por não ter carteira, mas que existem instancias que exigem as carteiras. Por exemplo, para se registrar uma obra, para se fazer o ISRC que dá direitos conexos sobre as obras gravadas, é exigido o número da carteira de músico.

O ECAD representado pelo representante regional, Edson "Faísca".

Infelizmente o ECAD não pode enviar um palestrante, em função de outros compromissos assumidos. No entanto, o representante Edson Faisca, foi muito corajoso ao estar presente e se dispor a responder as perguntas dos presentes. Principalmente pela polêmica envolvendo o pagamento do ECAD. Talvez a polêmica resida principalmente no fato de ser um imposto cobrado à parte. Por exemplo, quando a gente compra um telefone celular, já está pagando no ato da compra os royaltys dos fabricantes, ou seja, os direitos autorais a quem criou o design, o sistema operacional, enfim. No caso da execução musical, os direitos são cobrados à parte...e cá pra nós...ninguém quer pagar nada. Houve muito questionamento, o Faisca respondeu muitas coisas e algumas perguntas ficaram sem resposta. Primeiro porque existem certas questões que o Faisca realmente não tem autonomia para responder. Algumas questões ficaram claras e contaram com o auxilio da Rejane para entendimento. Por exemplo, houve questionamento de alguns presentes sobre o porque de academias de ginástica e lojas terem de pagar o ECAD. A Rejane ajudou o Faísca nesse sentido. No caso das lojas, porque desde que as músicas e até videos sirvam para ajudar nas vendas, são obras intelectuais de outrem sendo usadas  portanto passíveis de cobrança. O mesmo acontece nas academias. Se a música é utilizada até para marcar o tempo de alguns exercícios, se auxiliam na criação de um clima que gere lucro para seus proprietários, também é passível de pagamento. O problema é que as pessoas não consideram justo, pelo fato da música ter sido tão banalizada. A internet com a cultura da pirataria colabora muito pra isso. Se as pessoas tem tanta facilidade pra baixar qualquer coisa na net, não consideram justo pagar para executá-la em seus estabelecimentos. Foi questionado ao Faisca quais seriam os procedimentos no caso do não cumprimento das determinações. Ele deixou claro que a primeira medida era simplesmente um contato, que depois poderiam advir autuações e a partir daí já seria com a justiça. Houve um questionamento também por parte da Marisa, que é coordenadora de cultura da FUNCEC. A instituição recentemente foi comunicada que algumas atividades tradicionais que eram realizadas por lá teriam de pagar ECAD e que isso simplesmente inviabilizaria o projeto. Houve um clamor por parte de alguns presentes para que houvesse uma flexibilização. O Edson deixou claro que o problema é que ele não tinha autonomia para tomar essa decisão, que a instancia correta pra isso seria o escritório de Belo Horizonte. Que hierarquicamente, se o escritório a qual está submetido determinar, ela acatará de muito bom grado. 

PERSPECTIVAS

Começamos a conversar tanto com a BIBLIOTECA NACIONAL, quando com o pessoal da ORDEM DOS MÚSICOS no sentido de criarmos postos avançados em João Monlevade, para que os artistas da cidade não tenham de se deslocar para Belo Horizonte ou mesmo Rio de Janeiro no caso do registro de obras intelectuais. Vamos levar o assunto para avaliação do Prefeito Gustavo Prandini, para ver se trazemos esses benefícios para os nossos artistas.


QUEM FOI GANHOU

Não sou de ficar reclamando a ausência das pessoas em palestras e outros eventos. Embora tenhamos convidado bastante gente, não me iludo. O povo está por demais ocupado em seu exercício do dia-a-dia para dedicar um tempinho a absorver conteúdos que não os que considera pragmáticos, essenciais para o seu dia-a-dia. De qualquer maneira, quem foi, creio que tirou proveito dos conteúdos apresentados. Não diria que se chegou à alguma conclusão sobre assuntos tão polêmicos. Mas os temas foram lançados, muitos esclarecimentos passados e algumas coisas ficaram muito claras para todos. 

1 - O Registro das obras autorais é importante na medida em que é uma certidão que o autor tem de sua autoria, de que realmente é proprietário de determinada obra.
2 - O ECAD é muito importante, fundamental para que os artistas recebam seus direitos. O que incomoda é o fato de não ficar claro como é que o dinheiro vai parar no bolso dos compositores. A forma como é feita essa distribuição é que é questionável, pois por exemplo, se uma academia de ginástica toca determinado artistas nas aulas, como é que o dinheiro das execuções vai parar nas mãos dos artistas? Como o Ecad consegue saber isso para distribuir da forma correta?
3 -  A legislação na questão da arrecadação de direitos tem perspectiva de reformas em breve. Essas reformas facultarão às instituições públicas e educacionais o direito da execução de obras em eventos de natureza cultural e social.
4 - O Brasil ainda terá de avançar muito para chegar a um nível médio de entendimento e de eficiência na gestão dos direitos autorais, mas são eventos como este que nos ajudam a dar pequenos passos no sentido da compreensão dos mecanismos e assim, no exercício da plena cidadania.

AGRADECIMENTOS

Toda a comunidade artístico-cultural agradece aos palestrantes pelo despreendimento. 
Agradecimentos também ao Prefeito Gustavo Prandini, que tem sido um parceiraço da cultura, nos dando todo o suporte necessário para que possamos fazer uma boa gestão na Fundação Casa de Cultura.
Obrigado também ao Pastor Carlinhos,  ao Heverton, ao Silvan, aos vereadores Dulcineia, Vanderlei Miranda e Belmar, a todos os funcionários da câmara envolvidos. 
Esperamos que eventos como estes possam acontecer mais vezes.
Como bem disse o Pastor Carlinhos, foi apenas o primeiro de, se Deus quiser, uma série de palestras que faremos em parceria com a casa do povo, criando uma cultura que esperamos seja útil para toda a comunidade cultural.  

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

É HOJE - À PARTIR DAS 18 HORAS NA CÃMARA...DIREITOS AUTORAIS E CIDADANIA

Hoje na câmara será uma oportunidade de ouro para nos inteirarmos sobre temas fundamentais para quem tem dúvidas sobre Direitos Autorais, Ecad, ordem dos músicos, etc. Estarão presentes dois palestrantes conceituados, a Rejane Beatris Schneider, da Biblioteca Nacional e Giovani Vaz, da Ordem dos Músicos do Brasil. Será importante principalmente para que as pessoas tenham a percepção de quem instituições como o ECAD não são vilões, mas parceiros dos artistas. Estará presente também o representante regional da ECAD, Edson Faísca. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

SEMANA CULTURAL DO LEGISLATIVO - EXPOSIÇÃO DE ARTES

Pessoal, os quadros e fotos a seguir
 estão expostos na Câmara dos Vereadores
Esse quadro eu gostaria de comprar.
 Uma casa antiga de pau-a-pique. 
Que lugar terá inspirado o artista?
 A dona cosendo na janela. Parece foto.
 Auréolas da bondade. 
 Natureza viva.
 Nudez e recato
 Revelações entre lençois
 Girassóis luzindo
 Viagem interrompida
E agora, algumas fotos do incrível Chiquinho Barcelona.
Esta daí nos dá uma idéia.
O muro do Estádio Louis Ensch
todo pintado por artistas da época.
Podíamos repetir a dose. O que acham?
 A República Literária foi proclamada há bastante tempo. 
 Êta cidade que mudou
No dia 25, será concedida a Medalha Leonardo Diniz
 para 3 destaques culturais da cidade. 
Na foto o Leonardo,
um dos políticos mais amados da cidade em todos os tempos.
 Não estão todas as fotos aqui.
Quem quiser ver mais,
terá de ir até a Câmara dos Vereadores.
Por falar nisso, nesta quinta, 24,
a partir das 18 horas,
vão acontecer as palestras
sobre Direitos Autorais e Cidadania.
E na sexta, 25, a entrega da medalha Leonardo Diniz.
Estão todos convidados.