segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O FIM SERÁ NESSA SEXTA-FEIRA, DIA 04

Peguei vocês, hein? Mas não se trata do fim do mundo ainda. Será o fim, o prazo final para inscrições em 3 eventos culturais: o Concursos de fotografia "Olhares", o concurso de literatura "Valores da nossa gente" e para o Festival da Música de Alvinópolis.
Sobre o Concurso de fotografias, os olhares estão chegando e com certeza ainda teremos muita coisa boa até o a sexta. www.olharesmonlevade.blogspot.com

Sobre o Concurso literário, Valores da Nossa Gente, também vem chegando inscrições e tudo indica que teremos excelente nível. www.valoresdanossagente.blogspot.com

E sobre o 31º Festival da Música de Alvinópolis, já existem 5 canções classificadas no Pré-festival realizado em junho. O Festival deste ano teve de diminuir seu tamanho em função das dificuldades financeiras, mas o importante é que se mantém e se adapta à condições, por isso a longevidade. No entanto, os artistas da região, os empresários e comerciantes da cidade  garantem a qualidade, reconhecem a importância do evento e colaboram como pode para que a chama não se apague. www.festivalalvinopolis.com.br

DETETIVES SUICÍDAS

Há pessoas com síndrome 
de detetives polares. 
Ao se depararem com icebergs, 
não seguram a compulsão 
de  mergulhar 
para ver 
o que tem debaixo.
 Conhecerão a verdade 
e morrerão congelados.

domingo, 30 de outubro de 2011

FUNK É MACUMBA

Não pensem que estou esculachando o funk. Muito pelo contrário. O funk brasileiro tem seu valor como expressão cultural. O gênero começou com umas bateriazinhas programadas, com aqueles grupinhos Copacabana Beat e o quase dinossauro Latino fazendo o tal de funk melody. Depois vieram os bondes do tigrão e dá-lhe bondes de todo tipo. Nessa época também pintaram Claudinho e Bochecha com algumas melodias até bonitinhas. As baterias ainda eram programadas e até ingênuas.Depois, as letras foram ficando mais sujas, com o MC Serginho, com o Creu, com Tati Quebra Barraco, mais ousados, abusando das letras de duplo sentido. Um sujeito como Gabriel, o pensador é um capítulo à parte e nem pode ser incluído na tribo. Mais recentemente, pude perceber que houve uma mudança interessante nas percussões. Não sei se vocês repararam mas as batidas deixaram de ser quadradinhas, passando perto das batidas de candomblé. E o mais interessante é que os sons utilizados não são aqueles registros de peças de bateria, mas tudo feito na boca - o pessoal chama de Pit Box. O efeito é interessante E considero uma evolução, afinal, os compassos ficam com mais swing, mais molho. O foda é que o pessoal exagera na dose e fica tudo muito igual. Alguns registros de vozes são melhores que os outros e isso é até natural. Mas a repetição da fórmula já está começando a cansar . Outra coisa. Já está na hora de aparecer gente que saiba criar boas letras. Essa parte aí é que deixa um pouco a desejar, pois o gênero acaba servindo apenas para entretenimento e pouco acrescenta no quesito conteúdo. Mas quem sabe dessa macumba não saia algo de bom no futuro? Vamos aguardar...

VOCÊ TEM FOME DE QUÊ? - Texto da Lutécia.


Copiei o texto no face da Lutécia. Pertinente é pouco para o seu conteúdo. 

"Há alguns meses criei, no site de relacionamento Facebook, um grupo voltado a sugestões e debates, chamado “Idéias para uma Monlevade melhor”, pois são muitos os desafios para que a cidade tenha uma ótima qualidade de vida e as boas idéias, acredito, são o norte para se encontrar o caminho das grandes realizações. Com todas as demandas que tem uma cidade como as do porte de Monlevade, fiquei surpresa com a unanimidade do desejo dos participantes dos debates do grupo: “mais cultura”. Acredito que esse clamor, na verdade, traduz-se em diversão e entretenimento, que é o que falta em nossa cidade. Cultura tem várias definições e ela pode ser religiosa, esportiva, folclórica, de subsistência, de massa, das tradições, intelectuais, morais, orais e tudo o que se faz presente e uma constância no dia-a-dia de uma comunidade, de um grupo, de um povo, e que o caracteriza, o iguala ou diferencia. 

Somos uma cidade de tradição operária, religiosa, de educação de destaque, acolhedora, de muito trabalho, de bons artistas e de política polarizada. Temos bons bares e restaurantes, tradicionais e “sazonais”, alguns raros shows são realizados e muitas festas já se tornam tradição pela freqüência com vem acontecendo. Não somos uma cidade de tradição no ramo do entretenimento. Parece não haver interesse da iniciativa privada em “arriscar” nas produções de grande público. Embora haja projetos, ainda não temos um shopping, um teatro ou uma sala de cinema. Muito menos um parque ou um local onde se possa fazer um agradável passeio gratuitamente. Então, esse clamor é necessário, mas ao mesmo tempo injusto quando cobram essas realizações somente da administração municipal, seja qual seja o grupo político que administre a nossa cidade. 

Os grandes eventos são deixados a cargo do poder público e esse, com todas as suas limitações orçamentárias, não tem deixado a desejar quando o assunto é cultura e entretenimento. Além dos inúmeros cursos que a Fundação Casa de Cultura oferece, fiz um levantamento de todos os apoios e eventos culturais realizados somente nesse ano, contabilizando trinta e seis, uma média de 3,6 eventos por mês. E, curiosamente, a maioria dos meus amigos do Facebook e outras pessoas que reclamam da falta de “cultura” na cidade , não comparece a nenhum desses eventos, 

Estive presente em vários e dentre as realizações culturais “oficiais” de 2011, destaco o Pré Folia, o Aniversário da Cidade, o Festival de Artes Cênicas, o Encontro de Motociclistas, o Circo do Marcos Frota, a Caravana da Artesania, a adesão à Jornada Mineira do Patrimônio Cultural, a abertura do JEMG, o Festiaço, o Brincando na Praça, a Cavalgada (dois dias gratuitos), os investimentos do ICMS Cultural no Congado e Corporações Musicais, lançamento dos livros Portais e a trilogia Jairo, diversas palestras, como a “João Monlevade: caminho de riquezas” e, encerrando no dia 4 de novembro, as inscrições para o concurso fotográfico “Olhares” e o concurso literário “Valores de nossa gente”. Você já fez uma foto ou escreveu uma crônica ou um poema para os concursos? 

Portanto, se os monlevadenses não prestigiam e não comparecem à maioria dos eventos que aqui são realizados e dizem que Monlevade é uma cidade onde a cultura não acontece, resta-me então perguntar a cada um: você tem fome de quê?"

sábado, 29 de outubro de 2011

FESTIVAL DE ALVINÓPOLIS - INSCRIÇÕES ATÉ 04 DE NOVEMBRO


Pessoal, nossos agradecimentos especiais aos patrocinadores. 
Sem eles, não haveria Festival.

MONLEVADE, CIDADE SHOPPING

A belíssima Rua Coberta em Gramado - RS. 
Já imaginaram o centro de Monlevade assim?


Lendo a entrevista do Luis Valente num jornal da cidade, pus-me a pensar. Há alguns anos, criei um jingle para uma campanha da CDL e demos o nome de CIDADE SHOPPING. O pessoal comprou a ideia. Era exatamente essa a impressão que eu, um Alvinopolense e Belorizontino na época tinha do centro da cidade. Um grande Shopping a céu aberto. Luis tem razão em grande parte da sua abordagem. Confesso que temi quando noticias foram alardeadas de que seriam construídos dois shoppings na cidade, um praticamente ao lado do outro. Parecia irracional. Logicamente, existem batalhas comerciais, jogo de xadrez nos bastidores dessa negociação, mas enquanto isso, que tal os comerciantes do centro aproveitarem para repensar seus negócios. Que tal criar um plano para revitalização do centro? Que tal calçadas bonitas, que favoreçam os portadores de necessidades especiais. Que tal criar espaços de convivência, fechar algumas ruas, criar calçadões de conveniência? Que tal pensar num projeto de cobertura das ruas do centro, como foi feito em Gramado? Como bem disse o Luis Valente, a instalação de shoppings demandaria outras especificidades que não apenas a construção física. Por outro lado, existem empresas especializadas nesse tipo de negócios, que prestam uma consultoria precisa. Além do mais, os empresários envolvidos são arrojados e bem sucedidos e não é atoa. Tem o tamanho que tem pela coragem em ousar no momento certo. No entanto, também tem prudência e visão de negócios para não avançar quando o cenário recomenda cautela. Mas independente de qualquer coisa, seria bom se a turma sentasse pra conversar pra discutir o centro da Cidade. Que tal a CDL propor isso, juntamente com a ACIMON. É um vicio da cidade esperar que tudo venha do poder público. A sociedade civil e as instituições que a representam, podem e devem tomar iniciativas também. Quem se habilita? 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ALVINÓPOLIS ESTÁ DE PARABÉNS - 31 ANOS DE FESTIVAIS É MUITA COISA.

O Festival de Alvinópolis chega a 31 anos pelo amor de sua gente, pelos que amam a cultura, pelos empresários, pelas instituições locais que apoiam. Só olhar para o cartaz e ver quanta gente apoiando. Alvinópolis dá mostras inequívocas de que é uma cidade que ama e abraça a cultura. Houve dificuldades? Sim! Mas houve também paciência e boa vontade, e com essas temperanças, dá pra mover montanhas numa boa. Vida longa ao Festival da Música de Alvinópolis. E quem quiser acessar o site oficial: www.festivalalvinopolis.com.br. Quem quiser acessar um video sobre o Festival, por favor acesse o http://www.youtube.com/watch?v=QvaUZkvWkrw. Já quem quiser saber mais sobre os Festivais passados, entre no .http://memoriafestalvi.blogspot.com/       e quem quiser ouvir músicas maravilhosas dos festivais anteriores, acesse. www.palcomp3.com.br/festivalalvinopolis.

SUPER RICARDO MONLEVADE

Certa vez, estava em Monlevade a trabalho, quando à noite fui até o Buffalo Bill, pois diziam que rolava uma música ao vivo interessante. Cheguei e vi um cara tocando teclado pra caramba. Rolava uma música do Gênesis se não me engano, muito bem tocada. Disseram-me que o tecladista era descendente de Jean de Monlevade, fundador da cidade. Fiquei por ali ouvindo e me deliciando com o excelente som que o Ricardo tirava. Naquela oportunidade, ele tocava e tinha uma cantora participando. Mais recentemente tive oportunidade de conhecer o Ricardo pessoalmente. Ele foi até a Fundação Casa de Cultura para conversar com o Gladevon, que é amigo dele. Como sou um perguntador de marca maior, cheguei junto pra bater um papo. Fiquei surpreso com as histórias contadas pelo moço. Ele na verdade era pedreiro, adorava assentar uma parede, trabalhar na área da construção civil, mas que ele ganhava dinheiro mesmo era tocando e mais recentemente, locando sonorização. Como ele mesmo diz, é um mercado sem fim, pois as pessoas casam todo sábado, tem festas todo dia, de todo jeito.  O sujeito toca muito, não só no sentido da qualidade como na quantidade também. Faz casamento, shows em bares, faz de tudo um pouco, forró, samba, sertanejo, o que pintar ele traça. Quem vê o sujeito tocando samba ao teclado, pensa que está rolando um violão de nylon real, tamanha a destreza e a sensibilidade do mestre. Ele é perspicaz o suficiente para formatar o repertório para aquilo que cada público quer , mas sabe muito sobre música, conhece e trafega por várias ondas e é um cavalo para tocar. Além do mais, toca com uma cara boa, feliz, dominando aquele pedaço como ninguém. Fiquei feliz quando ele me falou que tinha admiração pela minha música "Do Outro lado do espelho", afinal é sempre bom ter a admiração de um mestre...e considero Ricardo Monlevade um mestre. Que Deus me permita muitas vezes ainda estar em locais em que ele esteja tocando, pois é muito bom ver uma pessoa tocando assim, com alegria e pleno domínio do instrumento.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

QUAL A MAIS BELA IMAGEM DE CIDADE ???

Será que João Monlevade é fotogênica? Com certeza! A cidade tem belos visuais que valem à pena serem clicados. Alguns monlevadenses, como o precursor Diló, deixaram seus olhares dos charmosos tempos passados. No site do Marcelo Melo, www.morrodogeo.com.br tem muito desse tempo registrado. Tempos românticos aqueles. Mas tem outros monlevadenses fotografando a cidade com olhos amorosos. Tem outros fotógrafos como Sérgio Henrique, que busca a alma das coisas, o movimento, com um viés jornalístico mas também poético. Tem Bruno Guimarães, que domina várias técnicas, é perfeccionista e tem forte viés publicitário. Tem muita gente bamba que clicka a cidade. Não vou ficar citando, pois muitos vão participar. E tem você também que não trabalha exatamento com fotografia mas tem um olhar diferenciado. Você capturou alguma imagem interessante da cidade? Por interessante entenda-se como original, com ângulos inusitados, com pontos de vista diferentes. Digo isso mas também vale fotos tradicionais, românticas. Eu fiz a pergunta lá em cima, mas quem pode respondê-la é você, com a sua foto. Qual é a mais bela imagem da cidade? Entre no www.olharesmonlevade.blogspot.com, leia o regulamento e mande uma foto, duas fotos, seus olhares sobre a cidade.



terça-feira, 25 de outubro de 2011

O BEM E O MAL

Dizem que o maniqueismo já era. Que há mal no bem e bem no mal e por aí vai. Mas tem gente que é mais do mal mesmo. Tem pessoas menos escrupulosas, menos morais, menos humanas que as outras, Isso é fato. E essas pessoas são dissimuladas,  sabem fingir cortesia, humildade, sabem se fazer de ingênuas, aliás, sabem se fingir de tudo. O que diferencia essas pessoas das pessoas normais é que os normais se arrependem dos erros. Aqueles que são desprovidos das interdições morais, são capazes de coisas terríveis e sem sentir a mínima culpa. Alguns são mesmo canalhas assumidos, que se gabam das manobras escusas e caçoam dos bons. Já os bons, coitados! Ficam com crises de consciência por questões pequenas. Mas há também aqueles que só querem mesmo fazer valer seus interesses e pra isso, criam seus códigos de ética próprios, são egocêntricos e totalmente equivocados por causa dos parâmetros, dos pontos de vista baseados em rixas pessoas, da credibilidade prejudicada pelas ações. Há pessoas que são sim do bem, mas se aviltam por causa do ódio acumulado em anos de pequenas malvadezas cometidas. 

TRIBO DA SENSIBILIDADE

José Saramago foi o primeiro a falar da TRIBO DA SENSIBILIDADE. Ele não inventou. A tribo existe independente da vontade do mestre. Existem pessoas de alma limpa, benévolas, do bem. A política como conhecemos, acaba separando alguns tribais, avilta uns, subverte outros. Mas a TRIBO DA SENSIBILIDADE existe e resiste, finge de morta, conspira, respira e age. 

FILOSOFANDO SOBRE CULTURA

Sempre estive de uma forma ou de outra ligado à cultura, seja quando viajava pelo estado participando em festivais com o Grupo Verde Terra, seja com a banda de rock República dos Anjos, seja nos festivais e eventos em que participei. O que venho aprendendo nessa trajetória é a compreender e valorizar a diversidade e a qualidade da cultura da nossa gente. Ao mesmo tempo vem a constatação de que a produção tem qualidade mas é pouco aproveitada pela maioria da população. Mas ai fico pensando. Se você der ao povo a opção de escolher entre o churrasco e o caviar, certamente vencerá o churrasco. ( já viram aquela música que o Zeca Pagodinho gravou : " você sabe o que é caviar, não vi, não comi, eu só ouço falar". O mesmo acontece com a música e com as artes. Os produtores de caviar não precisam se desesperar. Vai ter sempre pessoas de gosto refinado, em número menor, mas que pagam o justo pelas iguarias. Continuando no tema cultura, vou falar agora de um assunto que nem linka tanto. Sobre preconceito cultural. Besteira queremos também ficarmos excluindo certas manifestações do conjunto da cultura. Sertanejo é cultura sim. Pode não ser gênero preferido de um ou de outro, pode ser - e há - exagêros de marketing e da utilizaão de clichês. Mas tem ali um universo estético, lírico, sentimental. O mesmo acontece com o Funk. A temática é mesmo pesada. Choca a sociedade conservadora, mas tem arranjos ali pra lá de hipnóticos, psicodélicos. Tem ainda o Hip Hop que é o que tá salvando a juventude hoje em termos de letras conscientes. Mas como hoje estou prolixo, vou sair do assunto "culturas músicais" pra falar da disseminação de culturas sadias, sobre culturas que costumam ser institucionalizadas nas cidades, nos países. Por  exemplo, a cultura do bom comportamento no trânsito.  Já imaginaram o quanto a nossa vida melhoraria se as pessoas tivessem um correto comportamento no trânsito? Já pensaram se fosse cultural as pessoas transitarem pela cidade de forma civilizada, com seus automóveis com som só pra eles. Por que vai chegar um dia em que as janelas de vidro do meu quarto vão quebrar por causa dos graves de alguns carros tunados que passam na rua. É a cultura do individual se sobreponto ao coletivo. Mas aí vem outra questão. Os caras que passam com som tunado acham bacana a cultura dos carros de som tunados. Então, cabe à sociedade regular, decidir quais as culturas são sadias e interditar as maléficas. Um dia, Hitler também achou boa a cultura de fazer churrasquinho com os judeus. Deu no que deu. Que as boas culturas se imponham. Depende de nós!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O QUE É FANTASIA? - Magno Mello



MAIS UM BELÍSSIMO TEXTO DO MEU AMIGO MAGNO MELLO

Com esse meu coraçãozinho, ora desocupado, fico tentando imaginar como será meu próximo amor.
Em minhas fantasias, no entanto, a imagem mais recorrente que me aparece é a do Tião Macalé. E nem sou gay, nem perto disso. Mas nada contra, viu? E me remoem as tripas ao ver aquele sorriso vidrado e sem dentes, vindo para cima de mim.
A segunda aparição mais recorrente é de uma loira gostosérrima, dessas de cinema, bem inteligente, culta, independente, cabelos longos, bunda perfeita, seios apontados para a lua, que sabe Ilíada de cor, ama os Beatles, sexo anal, discute Deleuze e é totalmente apaixonada por mim. Mais que isso: lambe meus pés, literalmente, entre os dedos. Tremo diante dessa visão. Quero, mas rechaço. E de repente começa a sair pus de seus ouvidos e infinita quantidade de bosta pelo...bem, por onde tem que sair.
A terceira imagem, lembrando que estamos falando de fantasia, é de uma cabritinha, bem meiga. Esse pensamento, o inibo logo de cara, travo, acho repugnante, sinto-me culpado e sujo; mas não consigo deixar de achar graça. Percebo, pelo conjunto da obra, que meu coração anda meio fechado, embora não tenha havido nenhum episódio traumático recente. Mas podem ser traumas antigos, vai saber, esses fenômenos tão bem escondidos.
E a partir daí as visões se aceleram e tornam-se flashs, cada vez mais rápidos, num vórtice de imundícies e outras asquerosidades. Passa um negão me comendo, eu comendo uma freira, depois uma galinha bicando meu pinto, eu socando um católico dos tempos de Alexandria, depois matando meu pai, então cago, cago, cago, um andróide arranca meu braço, enfio o dedo no nariz do papa, e a culpa aumentando, a vertigem também, mas dali não arredo, quero ver até onde vai meu monstrão interior, e meto a porrada num crente, atropelo uma velhinha, a culpa, a culpa, a culpa, finalmente, ajudo um cego a atravessar a rua, mas logo depois estou numa sessão sado-masoquista, e dá-lhe sexo, escatologia, violência, culpa e religião, até que desmaio.
Jung fazia esse tipo de exercício, que chamava de devaneio, se bem me lembro. Sentava-se em sua poltrona e se deixava levar livremente pelos acontecimentos internos. Depois de cada sessão, fazia suas anotações. Haja estômago.
Mas vamos colocar dessa forma: fantasia não tem nada a ver com a vontade, não quer tornar-se real. Uma mulher que tem fantasias em que é prostituta, não quer ser prostituta. Um cara que tem fantasia homossexual não quer necessariamente ser gay, nem o é - necessariamente. Não é porque alguém sonha que está matando o pai, que quer fazê-lo.
Fantasias são símbolos abstratos, projeções, válvulas de escape, que muitas vezes clamam por uma única coisa: libertação.
E por que temos tanta vergonha de nossas fantasias? Sabemos que todo mundo as tem. Sabemos o que são. E ainda assim, é um dos principais tabus de nossa sociedade e talvez o maior tabu de nossas mentes - não é que não quero me mostrar para o outro, eu mesmo não quero ver.
Mas, afinal, do que temos medo? De enlouquecer? Ou de nos tornarmos quem somos? Ou de perder o que conquistamos? Ou ver que o que conquistamos pode ser mais frágil do que pensamos? Ou, ou, ou?
Olha que curioso: moro com mais dois amigos, numa casa grande e bonita, com três mil metros quadrados de terreno, que tem até mata nativa. Outros amigos estão sempre por lá, nossas namoradas, e temos cachorros e até uma piscininha dessas montáveis, para o verão. Foi uma opção de vida para não nos isolarmos e não endurecermos tanto o coração na dura São Paulo. Dura, mas de muitas belezas também.
Certa vez, estava sozinho em casa, de tarde e, quando percebi, um de nossos cachorros, rottweiler pesadão, bem velho - que agora já morreu – estava entre a vida e a morte. Fiquei agitadíssimo, tentando levantá-lo, reanimá-lo, até que, com a ajuda da faxineira, arrastei-o sobre um cobertor e consegui colocá-lo no carro.
Toquei às pressas para nossa veterinária e no caminho ia conversando com ele, para que permanecesse desperto.
Agora, veja. Durante o trajeto iam se passando três coisas pela minha cabeça. A primeira é que queria muito salvá-lo; amava-o e estava bastante preocupado. A segunda eram imagens de morte, pensamentos de morte, significações e ressignificações sobre a morte, e até que sua morte poderia ser melhor para todos, tudo de forma muito acelerada e vertiginosa. E a terceira...ai ai, a terceira, passavam-se imagens que eu o tinha salvado e ao chegar em casa, com ele de volta, já de noite, meus amigos me davam tapinhas nas costas, me cumprimentavam pela atitude, pela presteza, pela agilidade de minha reação etc, e eu ficava todo orgulhoso ao receber aqueles elogios. Isso no trajeto para a clínica, enquanto meu cachorro estava morrendo - pelo menos não morreu daquela vez.
Não sei o que você pode pensar disso, mas, a meu ver, isso é ser gente. Somos tudo ao mesmo tempo: qualidades, defeitos... e fantasias. Alguém há de negar? No máximo acrescentar. E já vejo você aí acrescentando...
Mas e daí? Quem pode julgar quem? E ainda: sabemos que quem julga está julgando a si mesmo. E mesmo assim temos vergonha desse ser quem somos integralmente. Olhamos para o outro, sabemos que é igual a nós, que carrega os mesmos tipos de sentimentos, fantasias sórdidas, sabemos até que é uma parte ou continuação de nós mesmos, apenas separados pelos corpos, mas racionalmente não conseguimos admitir.
Será que um dia poderemos dizer e ser realmente quem somos? E mais do que isso, dizer: “ei, não é que você sou eu! Agora vejo.”
E aqui estou eu de volta, pensando em como será meu próximo amor. Pois não desisto de amar. Jamais.
Mas sei que só vai aparecer quando eu estiver bem distraído.
Ah! Para fechar: amor de verdade não é fantasia; talvez a única coisa no mundo que não seja.
Bom começo de semana! E não fiquem melindradinhos com o texto, vamos todos morrer um dia.

Por Magno Mello

domingo, 23 de outubro de 2011

ROCK NA RUA ADIADO - PARA 06 DE NOVEMBRO


Pessoal, o ROCK NA RUA, que aconteceria nesse domingo, dia 23, foi adiado para 6 de novembro. As condições climáticas e a perspectiva de chuva o dia inteiro impossibilitam que o grande público possa curtir os shows com o devido conforto. Sendo assim, já está tudo devidamente conversado com as bandas DESARME e PLEIADES que se apresentação no dia 06 de novembro. Só não nos crucifiquem se o tempo melhorar, pois a decisão precisava ser tomada pela manhã, para dar tempo de desmobilizar o pessoal, sem prejuízo para ninguém. 


sábado, 22 de outubro de 2011

ROCK NA RUA - DESARME & PLEIADES

Neste domingo, o ROCK NA RUA retorna com duas excelentes atrações.A abertura será com a banda Desarme, banda Monlevadense que vem crescendo no conceito da galera. Seus shows são um verdadeiro passeio pela história do rock, desde clássicos do Rock Universal (não é do reino de deus) até escolhidas do Rock Brasil. E depois, vai rolar o show com  a banda PLEIADES, uma das mais mais aclamadas de Minas no momento. A banda é composta por uma turma nova, que faz um show super energético, com performances instrumentais bem acima da média. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CONCURSO FOTOGRÁFICO - INSCRIÇÕES PRORROGADAS - ATÉ 04 DE NOVEMBRO



Foram prorrogadas até o dia 04 de novembro as inscrições para o Concurso Fotográfico Olhares. Com isso, os fotógrafos terão mais tempo para clicar a cidade em vários ângulos.A iniciativa vai unificar a data de encerramento das inscrições para os concursos fotográfico e literário, promovidos pela Prefeitura através da Fundação Casa de Cultura. Tudo a ver, afinal os dois remetem a certos “Olhares”: o literário e o visual, não menos poético. Nos próximos dias queremos conversar mais com as pessoas sobre o concurso. Não precisa ser profissional para participar. Todos tem seus olhares, sua sensibilidade. É claro que o domínio de algumas técnicas fazem a diferença, mas o olhar humano é mais sofisticado que a máquina, o olhar que transcende as pupílas, pois é ele que processa o sentimento. Mas nos próximos dias, vamos dialogar, vamos exercitar mais esses esses olhares. Pode ser aqui, pode ser no face, em qualquer lugar...
Fiquem atentos.

O ROCK ESTÁ VOLTANDO COM FORÇA TOTAL

BAND PLEIADES
ROCK NA RUA NESTE DOMINGO


A segunda edição do Rock na Rua promete. Serão duas bandas de estilos diferentes mandando ver na praça do povo.

BANDA DESARME

A Desarme vai mostrar o porque de sua agenda sempre lotada tocando clássicos do Rock Brasil e Internacional.e mostrando a música PARANÓIA, que será gravada em breve.

BANDA PLEIADES

A Pleades tem sido uma das bandas mais aclamadas pela Cena Rock de Minas.Não é atoa que tem sido convidada para abrir grandes show internacionais como Deep Purple e Sepultura e e Sepultura.


OCUPANDO ESPAÇOS

O rock está voltando a ocupar corações e mentes. Prova disso são os festivais de Rock que estão voltando com força.

METAL NIGHT

Estive reunido com a turma do Metal, Guilherme, Naldinho e Rodrigo de Castro ( Zóio). Vamos ter um festival de metal, com bandas do Brasil inteiro.Deve acontecer em janeiro.

POP ROCK FESTIVAL

Dia 12 de novembro, o POP ROCK FESTIVAL estará invadindo Santa Bárbara. Shows com bandas  Infocus, Desarme e Umbigo Trio. Pop Rock Monlevadense pra ninguém botar defeito.

ROCK PIRA em JULHO

Projetado para julho, o Festival deverá repetir e multiplicar os primeiros festivais da década de 90.

IGREJA UNIVERSAL DO REINO DO ROCK

A turma do metal me apresentou a banda Motorocker, de Santa Catarina. Uma opção, quem sabe para um futuro rock na rua. Quem quiser conhecer, tem humor, tem festa, tem guitarrras a la ACDC. - http://cenariosbomdia.blogspot.com/2011/10/igreja-universal-do-reino-do-rock.html


31º EM ALVINÓPOLIS TEM FESTIVAL - dias 11 e 12 de novembro - inscrições até 04 de novembro.

Resistência cultural pura de uma cidade que consegue manter um evento cultural por mais de 30 anos, fato raro hoje em dia. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ENTREVISTA COM JULIO SARTORI - VOCALISTA DA BANDA DESARME


Na foto, Júlio, Willian e Sadam mandam ver no Festiaço

1) - Como surgiu o nome DESARME?

Surgiu através de um convite que Júlio Sartori teve para cantar junto com Marcelo Sadan, aluno da escola Daniel Bahia. A partir deste evento teve-se a idéia de montar uma banda para tocar as composições musicais de Júlio. A partir deste momento criou-se a Banda Desarme.


2) - Como vocês classificariam o som da banda?

A predominancia no repertório é de Rock n´ roll.

3) - Vocês poderiam citar algumas influências ou referências para formatarem o som de vocês?

Led Zepellin, Deep Purple, U2, Van Hallen, Pearl Jam, Nirvana, ACDC, Barão, Titãs, AudioSlave, Alice in Chains, Beatles, Rad Hot Chilli Pepers,


4) - Vocês tem sido muito convidados para tocar principalmente nos encontros de motociclistas. Como é a relação da banda com a turma das duas rodas?



Sim, tocamos nos ultimos três anos e a relação é muito boa, e neste ano tocamos além de João Monlevade em Bela Vista e Rio Piracicaba, um sinal que a banda esta sendo reconhecida entre os motociclistas. Ficamos muito contentes com estes eventos. Agora estamos mais contentes com o retorno do Rock na Rua, uma oportunidade a mais para apresentarmos o nosso trabalho.

5) - Como vocês avaliam a situação do rock produzido no Brasil hoje?

Existem muitos estilos de rock com muita qualidade produzidos no Brasil.  Graças a internet a divulgação está sendo possível. O que esperamos é que, quem aprecia o Rock possa ligar para as emissoras de rádio e solicitar que as músicas de suas bandas preferidas possam ser tocadas.

6) - E sobre o projeto POP ROCK FESTIVAL, que desenvolvem com a Infocus e Umbigo Trio. Quais são os planos para o futuro próximo?

A ideia principal desta ação é o de provocar o desejo contido dos apreciadores de rock e fortalecer o movimento pró Rock e POP. Pretendemos expandir este projeto para o Médio Piracicaba, envolvendo também as bandas dos municípios onde serão realizados os eventos.

7) - Vocês tem uma música que considero muito, mas muito boa mesmo, que inclusive foi uma das vencedoras no FESTIAÇO. Como surgiu a inspiração para fazer essa música, que parece ser confessional. O compositor parece ter incorporado uma pessoa com problemas mentais e quem tem por perto pessoas assim, se identifica com a música de imediato. Fiquei sabendo que estão pensando em gravar essa música em estúdio de última geração em Belo Horizonte. O que tem a dizer à respeito?

Ficamos honrados pela sua crítica. A sua opinião é muito importante para o nosso trabalho. A música Paranóia foi idealizada para descrever os sintomas da paranóia e inserí-la no meio artístico, para quem sabe  contribuir com quem esteja ouvindo e possa estar atento para corrigir uma possível deformação psiquica. Estamos iniciando já neste mês a gravação desta musica em BH, com o músico Augusto Nogueira.

8) - Passem pra nós a ficha dos integrantes do DESARME.

Marcelo Sadam toca guitarra e violão e é o responsável pela venda de shows
Fabricio, Batata, é o nosso guitarrista base e solo e é professor na escola Daniel Bahia.
Juninho é o nosso baterista.
Willian é o nosso baixista
Júlio Sartori é o vocalista e compositor.

9) - Quais foram os melhores shows que fizeram?

Um dos melhores show foi no Festival Pop Fock e no Dedé Folia, foi onde sentimos mais a energia da galera.


10) - Estão compondo músicas novas? Poderemos esperar um CD da banda?

Sim, temos 12 músicas, porém cinco estão sendo trabalhadas pela banda. Pretendemos um CD para 2012.

11) - Vão preparar alguma coisa especial para esse show do Rock na Rua? 

Sim, incluímos novas músicas no repertório que acreditamos gerar um bom impacto na galera.

12) - Como vocês tem visto o atual cenário cultural da cidade?

A partir de 2010 vemos um crescimento considerável na cidade destacando todas as áreas artísticas e a valorização dos artistas. Principalmente para nós músicos, o retorno do Rock na Rua esta sendo um espaço aberto para apresentarmos o nosso trabalho.

13) - O que diriam para o pessoal que está começando, principalmente para as bandas novas de Monlevade e região?

Por mais difícil que possa parecer, lutem muito pelos seus sonhos e procurem estudar a música, as melhores bandas são formadas por grandes conhecedores da música. 


IGREJA UNIVERSAL DO REINO DO ROCK

Essa banda catarinense é fantástica. Verão que o som se aproxima do ACDC ( inspiração da banda) e ao vivo eles fazem covers da ultramegabanda. Uma boa pedida para uma próxima edição do Rock na rua. Não acham?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

UM EXCELENTE TEXTO SOBRE CULTURA


MAGNO MELO é um grande poeta, compositor, letrista, crítico, filósofo e se não me engano, professor de tênis ( ou ex). É uma das mentes mais lúcidas com quem tive a honra de conviver por um bom tempo na vida. Por sorte, o facebook voltou a nos conectar e com isso, posso novamente me deliciar à luz dos seus textos e reflexões sempre pertinentes sobre cultura e arte. Vejam abaixo um texto bem bacana que ele escreveu sobre um tema que é recorrente aqui no Cenários: Educação & cultura. A educação sem cultura fica pobre, sem nexo, sem conteúdo. Mas fiquem então com o texto como sempre provocativo do Magno Melo.

A importância da arte e a cultura na vida cotidiana e na economia.

A cultura no Brasil é considerada tão pouco importante, que ainda hoje, em 2011, mal conseguimos associá-la ou analisá-la como ferramenta de educação. Nesses tempos em que o tema “educação” ocupa lugar de destaque nos discursos de correntes sociais e políticas, não consigo me lembrar de ter ouvido uma única vez a palavra “cultura” associada a esses discursos. Mas porque a cultura seria tão importante? Somos um país que mal chegou à educação! Não deveríamos primeiro cuidar do mais básico para, aí sim, buscar outros graus de refinamento?
Minha resposta é NÃO! Definitivamente NÃO! Pelo simples fato que a educação, por si, não ensina a pensar. 
Quando digo pensar, falo sobre o pensamento independente e individual, a sabedoria e, possivelmente, até mesmo sobre o conhecimento e não apenas a informação. Conhecer algo é tornar-se capaz de transformar, o que quer que seja, a partir desse conhecimento. E a educação, pelo menos como a conhecemos, não tem essa qualidade de ensinar a transformar, ensina apenas a proceder.
O que ensina a transformar, portanto, é a cultura, pois esta não é apenas construção, é também desconstrução. E é transformação permanente, o que não acontece com a educação, que tende a ser mais estática.
Claro que precisamos da educação, é a base, assim como precisamos da proteína e do amido. Mas sem vitaminas e sais minerais não há corpo que se sustente.
A cultura, e aí incluímos também a arte, nos instrumenta de conhecimentos múltiplos, de áreas diversas, e isso nos ajuda a cruzar informações, racionais, emocionais e sensoriais, a fim de obter o que existe de mais caro no mundo de hoje: idéias; e, especialmente, idéias originais. Num mundo em acelerada e irreversível transformação nada pode ser mais importante que o pensamento original.
Esse cruzamento de informações, por exemplo, nos faz antever; que ao pé da letra quer dizer “ver antes”. E enxergar mais rápido, claro, torna-nos mais competitivos. Simples assim.
Um dos maiores problemas do conhecimento atualmente é o que se chama de “obsolecimento”, ou seja, o conhecimento obsoleto, que é um grande depósito de lixo dentro de nossas cabeças e do megacérebro global – como diria Toffler - de informações ultrapassadas. Nunca, em nenhum momento da história, o volume de obsolecimento foi tão grande. E continua aumentando em proporções avassaladoras a cada dia.
Chegará o momento – se é que já não chegou – que o volume de conhecimento obsoleto será muito maior que o de conhecimento válido. E o que fazer com tanta informação perdida?
Acontece que são informações perdidas apenas no pensamento linear, que é pelo qual somos educados. No pensamento não-linear ou cultural, digamos assim, essas informações podem ser ressignificadas, reorganizadas, reestruturadas e recicladas a cada momento, tornando-se novamente idéias, não apenas válidas atualmente, mas com relação ao que está por vir, ao que ainda não foi pensado.
E não podemos deixar de nos perguntar neste momento: por que Steve Jobs conseguiu mudar o mundo com suas idéias? Certamente não foi por meio do pensamento linear.
O pensamento linear é limitado, assim como a educação sem cultura. O pensamento atual, portanto, não pode prescindir da razão aliada ao sentimento, à intuição e às múltiplas informações e sensações.
Uma última pergunta: o que faltou ao genial François Quesnay, que estendendo seus conhecimentos para áreas tão variadas quanto medicina, economia, línguas, agronomia e política, entre outras, não conseguiu – nada próximo, muito pelo contrário, apostou todas suas fichas num perpétuo modelo agrícola – prever a revolução industrial, apenas alguns anos antes dela eclodir?
E a última resposta: faltou-lhe arte!
E ainda tem gente que acha que matérias como música e filosofia jamais deveriam retornar ao currículo escolar, pois mal conseguimos ensinar a matemática.
Os tão bem adestrados economistas americanos e europeus que o digam.

CONCURSO FOTOGRÁFICO - ÚLTIMA SEMANA

Até sexta-feira, dia 21, aqueles que capturarem imagens interessantes tendo Monlevade como tema, poderão se inscrever no Concurso Fotográfico Olhares. Para se inscrever, acesse o www.olharesmonlevade.blogspot.com. Algumas pessoas como Lutécia, Sérgio Henrique, Chiquinho Barcelona, Diló, entre outros, tem registros fantásticos sobre a cidade. A coleção de fotos históricas no site www.morrodogeo.com.br é fantástica. Mas queremos  novos olhares, outras visões de como os Monlevadenses veem sua terra, suas coisas. E então? Já clickou, ainda não? Ainda está em tempo. Pegue sua máquina e mande ver.Estamos aguardando suas fotos até na sexta-feira. 

FUI ENTREVISTADO POR UMA RÁDIO DA AMAZÔNIA

Fui surpreendido na semana passada quando recebi um email me requisitando para uma entrevista na Rádio Nacional da Amazônia, para falar sobre o blog CENÁRIOS. Pensei até que fosse trote, devido á distância. Mas eis que recebi também uma ligação da produtora do programa, confirmando que queriam mesmo a entrevista. Eles tem um programa chamado Mosaico, que fala sobre ciência, tecnologia e sobre aplicações de internet. O programa no caso seria sobre sites e blogs que divulgam a cultura pelo país. A Rádio Nacional, transmite para toda a região norte do país e faz parte da EBC - Empresa Brasileira de Comunicação.Para quem não sabe, a Empresa Brasileira de Comunicação foi criada para suprir uma lacuna no sistema brasileiro de radiofusão com o objetivo de implantar e gerir os canais públicos que, por sua independência editorial, distinguem-se dos canais estatais ou governamentais. De acordo com o próprio Regimento Interno, a EBC (Empresa Brasil de Comunicação S.A.) “é uma empresa pública, organizada sob a forma de sociedade anônima de capital fechado, vinculada à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República”. Para que se tenha uma ideia, é ela quem produz a "Voz do Brasil". A Rádio Nacional da Amazônia é um canal de comunicação popular que fortalece o ele entre as comunidades da Amazônia, valorizando e divulgando a diversidade cultural da região. As pautas nascem das demandas da população amazônida por inclusão social.Inaugurada em 1 de setembro de 1977, a emissora transmite em ondas curtas para a região amazônica, com cobertura de mais da metade do território nacional. Atinge, potencialmente, 60 milhões de habitantes, com um sinal que chega em toda a região norte, além de Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e outros estados.  A entrevista durou certa de 30 minutos e tive oportunidade de tive de contar um pouco sobre a realidade cultural de João Monlevade e região, sobre o porque da existência do blog, sobre a importância dos blogs e das redes sociais na vida contemporânea, enfim, foi um bate papo muito agradável com o apresentador Moreno Carvalho. Interessante que o tempo inteiro o apresentador se referia ao blog como Cenários Bom Dia. É que o blog começou mesmo para repercutir a coluna que assino no Jornal do meu amigo Dimdão. Depois é que acabou servindo para repercutir as coisas da cultura e da política na internet. Aí, aqueles do copo vazio vão dizer: - Mas que bobagem. O que uma entrevista na Amazônia, que não tem nada com o contexto local pode representar? Bom, pra quem pensa pequeno e não vê conexões possíveis em nada, realmente pode ser uma besteira. Já para quem tem pensamento holístico e acredita que tudo está de alguma forma conectado, já é outra história. Agradeço à produtora Débora e ao apresentador Moreno pela gentileza. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

MEMÓRIAS VIVAS

Resido hoje em uma dos pontos mais movimentados da cidade, quase defronte a ULETE MOTA. Trata-se de uma loja diferenciada. Usualmente, as lojas do gênero são meio bagunçadas, com as coisas dispostas de forma não muito organizada, mas na ULETE é diferente. A loja parece uma boutique, com as vitrines sempre limpas, tudo muito bonito e bem cuidado. Com a passagem do Sr Ulete, a cidade perde uma de suas fortalezas, mas seu legado permanecerá através dos seus descendentes. A Ulete Mota continuará sendo referência e nos provando que não é porque é uma loja de material de construção e acabamentos, que precisa ser rústica, suja e desorganizada. Consterno-me com a dor da família, ao mesmo tempo em que presto uma pequena homenagem a um comércio símbolo da cidade. Outra pessoa também nos deixou, que nem conheço mas imagino a importância, tamanha a reverência das pessoas, foi a Dona Petiche, também chamada Dama da Educação pelo Marcelo Melo. Outras pessoas importantes e inesquecíveis também vão passando para outros planos, mas deixando suas marcas de amor, trabalho, paixão e fé. Não vou dizer apenas que Deus os tenha, pois quem os tem somos nós, como exemplos e inspiração.

domingo, 16 de outubro de 2011

BR 381 - FALTAM 75 PARA O FINAL DO ANO

Tô doido para ter meu ceticismo atropelado por fatos concretos. A licitação para a duplicação sairia em maio, foi adiada para junho, depois para julho, depois para agosto e depois do escândalo do DNIT, foi divulgado que a licitação sairia até o final do ano. O tempo dos políticos é mais elástico que o nosso. O que não é elástico é o tempo de vida de alguns sorteados, que perdem a vida debaixo de um bitrem ou  em uma batida frontal com algum Airton Cena Macabra. Neste tempo já foram feitas várias paralisações, a Rede Globo mandou seu jatinho do JN, já foi feito um MEGA EVENTO com a presença de diversos artistas, inclusive do 14 Bis, que foi vitimada há pouco tempo. Mas estamos ainda no terreno das promessas. Alguns amigos Petistas dizem que agora vai. Fico me perguntando: -Agora vai pra onde? Pro cemitério? 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

AÇÕES CULTURAIS SOMADAS

Não sou um expert em história recente de Monlevade para afirmar, mas imagino que a cidade poucas vezes teve tantas ações culturais acontecendo por iniciativas diferentes, porém conectadas. A Prefeitura e a Fundação Casa de Cultura tem feito bastante coisa. Só pra citar algumas realizações, tem os Concursos Fotográfico e Literário, Festival de Música,  Lançamentos de livros, Rock na Rua, Prefolia, Aniversário da Cidade, Festival de Artes Cênicas, Caravana Artesania, Tombamento de bens imateriais, além das aulas disponibilizadas na própria fundação. O cenário artístico cultural também passa por excelente fase, com bons nomes aparecendo na música, no teatro e na literatura. O memorialismo também vem sendo bem trabalhado, através de iniciativas como a construção do site Caminho de Riquezas e das exposições de Chiquinho Barcelona. A ArcelorMittal também tem nos agraciado com uma bela programação teatral, com conteúdos direcionados principalmente para as crianças e pré-adolescentes. Surgiu também a ACORDAR, Associação de Artistas de João Monlevade, que tem promovido invasões culturais em diversos espaços, praças, qualquer lugar é lugar pra turma da Acordar atacar. A cultura tem ocupado seus espaços com muita potência. Mas tem uma coisa que ainda incomoda. Em quase todas as pesquisas que se faz, muitas pessoas quando indagadas sobre como está a cultura da cidade dizem que tá indo mal, que na cidade não acontece nada. Mesmo com tudo que foi citado acima. Traduzindo: o povo não tem a percepção do que seja cultura e arte. As pessoas confundem Cultura com Lazer. As duas matérias podem até ser simbióticas, mas não sinônimas.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

TIRADAS (coluna no Bom Dia)


A PRAÇA VOLTOU A SER DO POVO

Leonardo Diniz fez no peito e na raça uma obra que ele mesmo nomeou de Praça do Povo. Mas sabem como é a política, né? A praça do povo deixou de ser do povo durante um bom tempo e ficou marginalizada, abandonada.  Felizmente voltou a ter vida e a ser do povo. Vários eventos foram realizados lá e com públicos diferenciados. Já recebeu dois Prefolias, eventos do Natal da Gente, Feirinha, evento do ministério público,  hows gospel e católicos, eventos do Jimi, espetáculos de teatro, o mega show pela duplicação da 381, o Festiaço, o Rock na rua e agora o Brincando na Rua, uma festa do dia das crianças como há muito não se via. Sem dúvidas,  um acerto da atual administração.

ESSE FACE DÁ MEDO

Caramba! O Msn já era um perigo. Esse negócio de poder conversar instantaneamente é muito legal. O Orkut também era bacana. O lance de conversar nas comunidades, enviar fotos, mensagens. O Google também é uma coisa fantástica. Você encontra tudo. O youtube então...tem tudo lá. Desde aulas de mandarim a manuais de rádios valvulados da década de 40. Mas aí um maluco yuppie, nerd ou sei lá das quantas resolveu juntar tudo em uma página só. Esse tal de face vicia de um jeito que até assusta. Se desligar os tubos, quer dizer a conexão, perigas neguim morrer.

CONCURSO FOTOGRÁFICO

Pessoal, só pra lembrar: as inscrições para o Concurso Fotográfico Olhares  encerram-se na próxima sexta-feira, dia 21 de outubro. Dá tempo ainda. Vejam no www.olharesmonlevade.blogspot.com

CONCURSO LITERÁRIO

Venho obtendo confirmações de excelentes escritores que estão preparando seu material e outros já estão inscritos. Inscrições até dia 04 de novembro.www.valoresdanossagente.blogspot.com

ROCK NA RUA – 20 de Novembro.

Confirmadas as bandas DESARME, aqui de Monlevade e PLEIADES de Belo Horizonte. A Desarme faz um passeio pelo rock, de Pink Floyd a U2, do Ira a Nenhum de nós. Tem a excelente música própria PARANÓIA. A Pleiades tem uma vocalista feminina, mas não se enganem pensando que o som é levinho. O pessoal toca pesado e com muita propriedade.

31º FESTIVAL DE MÚSICA EM ALVINÓPOLIS

Muita valentia de uma cidade fazer um Festival de Música por mais de 30 anos. As inscrições vão até o dia 04 de novembro e os classificados irão se apresentar nos dias 11,12 e 13.

POP ROCK FESTIVAL – em Santa Bárbara

Serão 3 bandas Monlevadenses agitando o Social: Desarme, Infocus e Umbigo Trio. O pessoal de SB já conhece o Infocus, que já se apresentou bastante por lá. Irão conhecer agora o rock do Desarme e as experimentações do Umbigo Trio. Será no dia 12 de outubro. 

AULA DE POLÍTICA


Enquanto isso, numa escola de política ...

- Professor, nós sabemos que o senhor é presidente do seu partido há 40 anos e nunca foi sequer deputado. Qual é a seu segredo?
- Segredo a gente não conta. Mas tudo bem. Olha, alguém tem de operar as marionetes. Você vê o jogo político e acha que os personagens estão no comando, Não é verdade. Tem gente extremamente capacitada movendo as peças.
- Professor, é possível apoiarmos projetos do governo quando forem bons e aceitos pela população?
- Não devemos apoiar nada desse governo que está aí, pois precisamos tomar o poder para colocar na mão de um prefeito nosso. Se asfaltar, o asfalto prejudica o meio ambiente. Se investir na saúde, falaremos no aumento das doenças. Se investirem em educação, incitaremos greves.
- Professor. Sobre coligações. Podemos nos envolver com o pessoal do PSPT?
- Nem pensar. Eles são capazes de coisas que até o diabo reprova. Muito barra pesada.
- E o PN do B?
- Também não. Eles tinham fama de comedores de velhinhas no passado.
- Tudo bem. Mas e o PDHdoBH?
-  Esse é o pior de todos. Defendem os direitos humanos, para desespero dos canhotos.
- Mas professor. Vamos nos coligar com quem então?
- Ora, tem centenas de partidecos microscópicos. Tem o PPB, Partido Pequeno do Brasil, tem o PNI - Partido Nacional Invisível  e o novo Partido Secreto, tão secreto que ninguém ficou sabendo de sua existência.
- Mas professor, nosso prefeito vai concorrer por um partido nanico?
- Não. Concorrerá pelo Partido Mais Dilatado do Brasil, aquele que se adapta pra encaixar em qualquer governo.
- Mas sobre o candidato escolhido ? E se ele depois resolver mijar fora do pinico?
- Olha. Bola de cristal a gente não tem. Se ele vai ser bom ou ruim, se vai fazer a política do grupo é uma coisa pra ver depois. O importante é tirar esses que estão lá e ajeitar a nossa turma na prefeitura. Agora, se o outro que entrar lá não dançar conforme a música, a gente tira ele na próxima também.  
- Mas professor...não deveria ser mais importante pensar em fazer um bom governo? Montar um bom secretariado?
- Ah. Isso é detalhe. O importante é ganhar. Depois que ganhar, desde que o prefeito não atrapalhe os interesses da nossa turma, a gente deixa ele fazer o que quiser. É só não atrapalhar os nossos negócios. Se ele andar direitinho, a gente reelege ele. Se desafinar, a gente faz a caveira e elege outro. 
- Mas professor. E se aparecer do outro lado um daqueles sujeito que o povo cisma de eleger?
- Uai, se aparecer a gente vai perceber e dá um jeito de botar umas fichas na campanha dele. É lógico que tem de arrumar um laranja pra isso. Mas seja qual for o candidato, o importante é dar um milho pra ganhar depois. Uma coisa eu lhe garanto: seja qual for o vencedor, nós estaremos juntos de um jeito ou de outro, dando as cartas, como sempre fizemos.
- Professor. O nome disso não é máfia?
- Máfia? Não! O nome disso é poder.
- Professor. Mas o coronelismo não acabou?
- Coronelismo? Que bobagem. Isso nunca existiu. 
- Professor, uma ultima pergunta: o que o senhor aconselha a alguém que queira fazer carreira política?
- Aconselho que arrume dinheiro pra comprar um monte de gente. Sem dinheiro, ninguém vai longe.
- E quem não tiver dinheiro?
- Ora. Tem muitas maneiras de arranjar dinheiro. Só buscar algum financiador bem sucedido. Pode ser por exemplo do ramo do entretenimento sexual, da venda de substancias psicoativas, de diversas fontes seguras de dinheiro não declarado.
- Mas isso não é ilegal?
- Ilegal? Você deve estar brincando! Ilegal é aquilo que não é legal, certo? Pois uma coisa eu lhe garanto. ser pobre é que não é legal. 

CONCURSO FOTOGRÁFICO OLHARES - INSCRIÇÕES ATÉ DIA 21

Atenção, pessoal, não percam o prazo. As inscrições para o Concurso Fotográfico OLHARES vão até a sexta feira da outra semana, dia 21. Mandem seus olhares pra nós. Queremos ver como vocês veem a cidade. E de quebra, vocês ainda podem faturar prêmios em dinheiro. Então vamos lá: www.olharesmonlevade.blogspot.com. Estamos aguardando, hein?

AGENDA CULTURAL DINÂMICA




Pessoal, criei a AGENDACULT, um blog pra deixar a turma inteirada. 

A ideia é deixar o público atualizado sobre os eventos culturais em Monlevade e região. Portanto,  mandem suas notícias e vamos compor uma rede pra fazer a cultura ocupar espaços. 


A agenda vai abordar não apenas os eventos em Monlevade, mas também de Monlevadenses que se apresentarem fora da cidade, com espaço ainda para eventos interessantes da região.


Já de cara, vou passando pra vocês algumas datas importantes.  

21 de outubro - Sexta-feira
Encerramento das inscrições para o Concurso Fotográfico - "Olhares". 
28 de Outubro - Sexta-feira - 
Resultado do concurso fotográfico - "Olhares".
04 de Novembro - Sexta - feira - 
. Encerramento inscrições - Concurso Literário "Valores da Nossa Gente".
. Encerramento inscrições - Festival de Música em Alvinópolis.
07 de Novembro - Segunda - feira.
Divulgação das músicas classificadas para o Festival de Música de Alvinópolis
09 de Novembro - Sexta - feira - resultado do Concurso Literário " Valores da Nossa Gente".
Dia 11 a 13 de novembro - Sexta a Domingo
Festival da Música em Alvinópolis
Dia 12 de novembro - 
Pop Rock Festival - em Santa Bárbara - Bandas Infocus, Desarme e Umbigo Trio.
20 de Novembro - Domingo - Rock na Rua.
25 de Dezembro - Domingo - Rock na Rua.