sexta-feira, 30 de setembro de 2011

OLHARES MONLEVADENSES

No momento em que a Fundação Casa de Cultura lança seu concurso fotográfico, pus-me a pensar sobre o que agrada olhos e corações na cidade. Qual a imagem mais marcante de João Monlevade? É a igreja de São José dos Operários, com seu desenho ousado e a maravilhosa área verde ao derredor? É a Fazenda Solar, casa de Jean Monlevade, pioneiro e fundador da cidade? É o Floresta Clube, oasis verde no meio do cinza industrial? É o conjunto de casas da vila operária, primeira vila planejada do Brasil? É o conjunto arquitetônico do Cassino? É a própria usina, com suas labaredas azuis? É o por do sol no areão, majestoso como ele só? É a vista do Seara, paisagem lunar no teto do município? É a namorada do vizinho que costuma se trocar distraída, com as janelas entreabertas? Para você, qual a mais bela imagem?  É outra e não tem nada a ver com as que foram citadas? Que ótimo. Vamos então compartilhar esses olhares sobre a cidade. Pegue a sua máquina, registre os seus "olhares e mande pra gente. Você concorrerá a diversos prêmios e a sua foto poderá ilustrar o livro do Concurso Literário Valores da Nossa Gente. Veja no www.

QUEM AMA MONLEVADE LEVANTE A MÃO!


Essa semana estive por duas vezes com o blogueiro, jornalista e poeta Marcelo Melo. Primeiro na rádio alternativa e depois na palestra que fez no auditório da prefeitura falando do seu site caminho de riquezas (www.morrodogeo.com.br). Marcelo é um Monlevadense da gema, apaixonado pela cidade, seus botecos e suas histórias. Num certo momento da conversa ele falou: - não estou nem aí pras questões partidárias ou pras besteiras políticas da cidade.  Meu partido é Monlevade! Caramba, aquilo me deu um click. Na hora resolvi criar o grupo “Meu Partido é Monlevade” no Facebook e o trem bombou! Em pouco tempo pintaram inúmeras proposições interessantes . Existe um mito de que os Monlevadenses não amam a sua terra. Conversando com os mais jovens nas ruas, não tenho colhido boas impressões. Muitos desses jovens falam que não gostam de Monlevade porque a cidade não tem nada. Não tem shopping, não tem cinemas, não tem baladas, lugar pra dançar, namorar. Mas existe muita gente que ama a cidade apesar dos seus problemas. Só não se verbaliza tanto por não existir espaço nem ocasião. No geral, a cidade fala mal de si. Por isso, começou a amadurecer também no facebook a idéia de uma campanha diferente, conclamando as pessoas a declarar seu amor pela cidade.  Pensamos na organização de um show envolvendo artistas locais. Comecei até a convocar a turma e muitos já toparam. Ainda estamos no inicio da organização e vamos ver se tudo vai dar pé. Alguns chegaram a advogar que não deveria haver política no meio. Mas pensando bem, o ideal é que ninguém seja excluído. Os políticos são bem vindos sim. Aliás, seria muito bem vindo o apoio da câmara dos vereadores. Aposto que o pessoal lá também ama Monlevade. Quem sabe também as igrejas, a CDL, a ACIMON, a ACORDAR.  Outra idéia é criarmos um canal no youtube onde as pessoas possam declarar seu amor pela cidade. Pode ser da webcam ou celular.  Uma declaração simples onde a pessoa diz o nome, seu bairro e faz a declaração -  EU AMO MONLEVADE! Alguns mais ferrenhos podem dizer: - mas como amar se eu não concordo com muita coisa? Ora! O amor é incondicional. Toda cidade tem seus defeitos, suas deficiências, seu crescimento desordenado, suas mazelas sociais, suas políticas equivocadas ou não. Mas os Monlevadenses também tem muitos motivos para se orgulhar, como as histórias de pioneirismo, suas personalidades e a vocação para terra de oportunidades onde convivem gentes do mundo inteiro. Vejam que tem a Monlevade dos Franceses, dos Dinamarqueses, dos Luxemburguenses, dos Italianos, dos Ingleses, dos Indianos, dos Alvinopolenses, dos Riopiracicabenses, Novaerenses, Itabiranos, Prateanos, Sãogonçalenses, Saudenses, Santabarbarenses, Cocaienses, Catasaltenses, Ipatinguenses, Belavistenses. Garanto que o povo que veio dessas cidades ama suas terras natais, mas também ama Monlevade como segunda terra. Como Alvinopolense, sempre tive muita admiração pela cidade, pelo arrojo de seus empresários, pela prosperidade, pelos ares de pequena capital. Sempre estive por aqui, seja nos festivais de música, seja tocando com a minha banda República dos Anjos, seja fazendo jingles para o próspero comércio local Tem também os Monlevadenses da gema, das gerações operárias, da descendência dos antigos posseiros. Esses amam com raízes mais profundas, algumas até cortadas pela premência da indústria. Mas as sementes estão lançadas. As “seeds of Love” ( maravilhosa música do Tears for fears) podem ou não dar flores e frutos. Vai depender de nós para regarmos. Sei que vão mais uma vez me chamar de sonhador, de utopista. Tem problema não. O sonho de hoje é a realidade de amanhã. Pior é não tentarmos. Essa cidade é muito generosa tanto com seus filhos quanto com os que aqui vem construir sua vida. Se campanhas parecidas já foram tentadas outras vezes e não deram frutos, talvez seja porque o pessoal parou de regar. Mas desta vez não faltarão “regadores”. E pra não dizerem que não falamos delas, que tal um mutirão para plantarmos flores? Que tal plantarmos árvores? Que tal fazermos camisetas e adesivos para carros? Que tal criarmos sei lá, um “MONLEVADE DAY”, um “DIA DE AMAR MONLEVADE” com shows, teatro, fotografia, muita prosa e declamação de poesias? Por favor, não venham dizer que é uma tentativa de tapar o sol com a peneira. Muito pelo contrário! É uma tentativa de abrir espaços para que o sol possa brilhar. Pra encerrar deixa eu misturar John Lennon com Renato Russo. Vamos dar uma chance a paz e amar a cidade como se não houvesse amanhã. 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

QUAIS SÃO OS VALORES DA NOSSA GENTE?

No ano passado houve a primeira edição do Concurso Valores da Nossa Gente. Este ano acontece de novo e desta vez com prêmios em dinheiro. Peguem o regulamento no www.valoresdanossagente.blogspot.com . Mas vejam que interessante. Este concurso desta vez vem do encontro a algo que intuitivamente estou tentando levantar: o sentido de amor por essa cidade. Há quem diga que isso já foi feito outras vezes, mas não tem problema. Tá sempre em tempo. A partir do momento em que as pessoas amam sua cidade, passam a enxergá-la com olhos amorosos, passam a cuidar, a ver beleza nos detalhes, nas pessoas, nas histórias das coisas. Por isso, por mais piegas que para alguns possa parecer, penso que tá na hora da gente começar a "amar" essa terra generosa que nos oferece tanto e pouco recebe em troca. E uma das formas de amar a cidade está em escrevermos sobre ela, em poetizarmos o cotidiano, em registrarmos as memórias afetivas, históricas, enfim. Pois então? O que você escritor está esperando? E você, caro poeta? E vocês compositores que compõem letras de músicas? Estamos aguardando vocês.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

NOTICIAS DA CULTURA

PALESTRA SOBRE O CAMINHO DE RIQUEZAS

Dizer que foi instrutiva é pouco. Foi um mergulho de ponta na alma monlevadense. Ouvi histórias do arco da velha. Fiquei sabendo de coisas incríveis, sensacionais. Ouvi falar por exemplo sobre Louis Ensch, que viveu poucos anos na cidade e erigiu obras fantásticas. Vi também que os Alvinopolenses vivem pela cidade há muitos anos. Vi a figura de Caetano Mascarenhas, parente dos Mascarenhas da Cia Fabril Mascarenhas de Alvinópolis. Também do treinador do Grêmio, que marcou época. Vi fotos de carneirinhos do inicio da construção das avenidas, vi coisas do arco da velha. A vantagem é que o cicerone do caminho de Riquezas era o próprio Marcelo que ia nos conduzindo por um passeio dentro do site, ao mesmo tempo que ia contando causos sensacionais e engraçadíssimos. O mais legal é que qualquer um pode viajar à vontade pelo site www.morrodogeo.com.br. Só não vai ter a presença do Marcelo como cicerone.

O PORVIR

O passado é perfeito e já foi. O que importa é o que virá. Não interessam os campeonatos vencidos, as glórias de ontem. Não adianta falar que o Cruzeiro ganhou a tríplice coroa em 2003. Este ano está à beira do precipício. O Galo já está dentro. Utilizo essa metáfora futebolística no estilo Lula para falar do nosso trabalho na cultura. Conseguimos fazer algumas coisas bacanas, mas o que importa é o que virá. O que foi feito é rapidamente esquecido. Só não vamos matar um leão por dia porque o pessoal da defesa dos animais pode nos multar.

CONCURSO LITERÁRIO E FOTOGRÁFICO

É muito bacana ver  que o pessoal já está com as antenas poéticas ligadas e com as canetas afiadas para o concurso literário. Vai ser muito bacana também ver como o pessoal tá vendo Monlevade hoje, através do concurso fotográfico. São dois concursos muito prazerosos de fazer e já vamos começar a difundí-los com toda intensidade. www.fcasadecultura.blogspot.com .  

CIA DO INFINITO

A troupe está se preparando para viajar com o espetáculo SAPATO. Pelo que me disseram, estão fazendo pesquisas nessas cidades, buscando dicas de dialetos e detalhes que possam incluir no espetáculo para adaptá-lo as circunstancias locais. Essa turma vai longe, viu... 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

MEU PARTIDO É MONLEVADE!

O nome dele é Marcelo Melo. Ontem pela manhã tive a chance de conviver algum tempo com ele quando estivemos na Rádio Alternativa para uma entrevista com o grande Weber Ferreira. Antes da entrevista ficamos ali numa conversa genérica, quando de repente não sei porque falei que o Marcelo era um intelectual. Ele olhou pra mim e retrucou : - opa, não sou intelectual. Eu sou é popular! Eu tentei contemporizar, mas não tem dessas coisas com o Melo. Ele não gostou do termo. Tá certo, Melo. Posso classificá-lo então como  intelectual popular, que gosta de filosofia de boteco, coleciona casos deliciosos que vai emendando enquanto é entrevistado. Melo é como ele mesmo diz, um "monlevadense da Gema". Hoje até o trucamos na rádio. Como ele nasceu antes da emancipação, nasceu Riopiracicabense. Só uma Brincadeira. Ele é realmente um dos monlevadenses mais apaixonados que conheço. Ele não se cansa de dizer que tá se lixando pra política, que seu partido é monlevade. Aliás, tá aí uma campanha interessante de fazer.Tá lançada a ideia. Quero ver quem vai cravar no face, no twitter, no orkut, nos blogs a frase: Meu partido é Monlevade. Pode ser outra frase também. Quem vai criar a marca? Uma viagem? Pode ser. Mas voltando ao Melo, o Cicerone do caminho de riquezas, teremos o prazer da sua presença amanhã no auditório da prefeitura. Na verdade ele estará na parte da manhã no Cônego Higino conversando com os estudantes sobre o projeto e à partir das 14 horas, no auditório da prefeitura, falando sobre o site, sobre o  Caminho de riquezas, contando causos e nos brindando com seu conhecimento. Não se chateie quanto lhe chamo de intelectual, Marcelo. Você trabalha com o intelecto, não é mesmo? Então é intelectual. 

SOMOS NADA

É obvio que tem uns nadas maiores que os outros, tem os nada consta, os nada a declarar, os nada a ver. Mas o certo é que somos grandes nadas, insignificâncias orgulhosas, ególatras, cismados a importantes num mundo pra lá de anárquico. Há quem anseie botar ordem no caos, ter autoridade, poder sobre os outros...mas não adianta! Somos autênticos nadas cheios de nós. Os psiquiatras, psicólogos e afins dizem que é importante termos egos saudáveis, amor próprio e outras coisas mais. O problema é que algumas pessoas levam isso tão a sério que tornam-se nadas com panca de tudo, com marketing, midia e até memorial. Ops. Mas quando tem memorial, quando entram pra história conseguem até ser nadas mais longevos. Mas nem por isso deixam de ser nadas. Não adianta. Nada é para sempre. Tudo volta ao pó para voltar a ser outra coisa ou continuar pó. No meu cado, sou um nada pior ainda...pois não sei nadar...

PREENCHENDO LACUNAS DE MEMÓRIAS



AINDA OS LIVROS DO JAIRO

O lançamento da Trilogia do Jairo Martins foi muito bacana mesmo. Tipo de evento que tinha de ser gravado, dados os conteúdos ali disseminados, as falas dos presentes, as próprias pessoas presentes, de muitas e muitas gerações. Ali estive com Rio Piracicabenses, Alvinopolenses, Saudenses, Prateanos, Majorenses, Valadarenses, gente de todas as partes. Isso prova que Monlevade são várias. Agradeço a Deus por vivenciar momentos tão importantes. 

CAMINHOS DE RIQUEZAS

O nome do projeto do Marcelo Melo em si já é emblemático. Por que Caminhos de Riquezas? Tenho certeza que o Marcelo tem a sua concepção. Mas quando eu vejo a importância do trabalho do Marcelo com seu Morro do Geo e esse seu site, chego à conclusão que o Caminho de Riquezas está justamente no resgate do passado, nas histórias de pessoas que construíram essa cidade em torno da Usina, assim como os livros do Jairo, preenchendo lacunas de memórias. 

VAMOS CONHECER ESSE CAMINHO DE RIQUEZAS

Quem quiser imergir mais no trabalho do Marcelo, terá uma oportunidade de ouro nesta terça-feira. Marcelo estará no Auditório Leonardo Diniz, na prefeitura, dando uma palestra, mostrando tudo sobre o site,  contando como foi construído, falando da Monlevade de ontem para que entendamos "por que que a gente é assim". Vai ser de 14 as 17 horas. Quem puder ir, garanto que valerá a pena. 

domingo, 25 de setembro de 2011

JAIRO MARTINS E JOÃO MONLEVADE - UM CASO DE AMOR CORRESPONDIDO

O Jairo confessou ao professor Dadinho que não gosta do termo Trilogia. Ele deve ter suas razões. No entanto, como o Zé Geraldo falou na entrevista em seu programa de rádio, o ponto de encontro entre os 3 livros é João Monlevade. Não sei foi intencional ou espontâneo, mas o fato é que trata-se mesmo de uma trilogia, uma pequena coleção de 3 livros que tem Monlevade como ponto de insersecção. O Jairo deve ter se incomodado por tratar-se de um modismo e os artistas não gostam dessas coisas. Bom, o certo é que o lançamento foi um sucesso, com presença de pessoas de expressão nos cenários literário, musical, teatral, enfim, várias artes representadas. Isso das artes interagindo é muito legal e necessário. Vemos formar-se um público da cultura, com um segmento frequentando o evento do outro. Mas voltando ao lançamento dos livros, pintou um stress minutos antes, pela preocupação do Jairo e sua esposa com a demora da chegada da filha. Mas enquanto o coral se apresentava ela chegou e tudo virou alivio. Tudo fluiu muito bem. O locutor e mestre de Cerimônias Gláucio Santos fez as honras da casa com a competência de sempre. Cumprimentou as autoridades e convidou ao palco o Coral da ArcelotMittal regido pelo maestro Tó Vilela. Eles apresentaram os Hinos do Brasil e de João Monlevade. Depois, foi a vez de chamar ao palco o Professor Dadinho. Foi aí que eu compreendi o porque da reverência que a cidade faz ao mestre. O Professor fez uma apresentação maravilhosa, levou a platéia  por um passeio pelas àguas da história, destacou a importância da obra do Jairo para a compreensão da cultura local e chegou a citar falas do Gustavo no suplemento literário do Minas Gerais e até um texto em meu blog (o que muito me envaideceu). O Professor Dadinho  é um dos maiores oradores que já vi. O homem falava com propriedade tal, com tamanho envolvimendo da platéia, que não se ouvia um pio. E o texto falado fluia como se estivesse sendo lido. Vez por outra ele recorria às anotações por causa das citações, mas só como apoio. Até a noite de ontem eu não conhecia, mas agora entendo e também reverencio a estatura intelectual do Dadinho. Não é atoa que é uma unanimidade, respeitado por todas as facções políticas, acima dessas questões menores. Acabou de falar e entrou o Jairo. Embargado pela sequência de acontecimentos e pela fala do Dadinho, Jairo tratou de ler o que havia preparado especialmente para a ocasião. Tirou do bolso algumas páginas amassadas ( imagino que torcidas e retorcidas pela situação de stress antes do começo da cerimônia) e complementou o que o Dadinho havia falado. Nem precisava falar nada. Jairo já falava com os olhos, com o gestual, falava com o corpo, com a alma inteira. Depois foi a vez do prefeito Gustavo Prandini falar. Ele subiu e xingou o cerimonial:- "Como é que vocês me colocam pra falar depois do Dadinho e do Jairo? Não sobrou nada pra mim! Depois vamos ter de conversar isso, viu?". Brincadeira do Gustavo. Ele falou muito bem que o sentimento que ele tinha - e que a cidade também tinha de ter - era de gratidão, pois o Jairo estava com o conjunto de sua obra ajudando a dotar Monlevade das memórias que lhe faltam e que o mais fantástico de tudo é que ele ao invés de ir até o poder público para pedir alguma coisa, procurou para oferecer, para brindar a cidade com uma obra que inscreve definitivamente João Monlevade no mapa da literatura mineira. Foi uma fala breve, de uma pessoa que realmente ama a literatura e que tem sido sempre solícito e ativo para tudo que envolva cultura em nosso município. Depois, tivemos uma apresentação do pessoal da Cia do Infinito, uma intervenção pra quebrar o protocolo. A turma adentrou o espaço que ficou às escuras usando lanternas e usando de sons guturais, estalos de língua e sons onomatopéicos. Uma grande interrogação plainava sobre as cabeças. Mas a intenção era essa mesmo: configurar uma grande interrogação. Depois, Nataniel, um dos integrantes do grupo começou uma brincadeira instigante, desafiando as pessoas com perguntas e juntando outras interrogações pequenas à outras. Na sua fala captei a seguinte mensagem: um dia tivemos um Jean Monlevade, pioneiro, desbravador. Hoje temos outro Monlevadense aqui lançando esses livros fantásticos. Sejamos nós também artistas monlevadenses novos pioneiros, novos desbravadores, mostrando que temos muito a dar pro mundo. Assim como o minério, como o aço de monlevade está no mundo inteiro, nossa arte também pode ganhar espaços. Só depende de nós. A fala do Nataniel vem de encontro a um pensamento até de certa forma simplista que venho trabalhando: a cultura precisa ocupar espaços. Pintou um espaço mínimo e a gente ocupa com arte. Só assim a cultura será mais valorizada e chegará até um número maior de pessoas. Depois da apresentação da Cia do Infinito, tivemos várias peças com o Coral da ArcelorMittal. Maravilhosa apresentação, mostrando toda a dinâmica de um dos corais mais atuantes da região. Depois houve um coquetel e a certeza de que tivemos ali uma noite mágica, histórica, memorável. A se ressalvar também  o trabalho da sempre eficiente Juliana Albernaz do Cerimonial da prefeitura, a Marta, ao Doca, pessoal da comunicação, aos companheiros da Fundação Casa de Cultura, ao Gladevon, à Rosália, aos escritores e artistas que atenderam os nossos chamados. Eu posso dizer que fiquei muito feliz mesmo por ter ajudado de forma mínima e mais feliz ainda por ver a felicidade do amigo Jairo Martins ao obter o reconhecimento da cidade que tanto ama. Um caso de amor correspondido. ( aguardo as fotos, viu Guilherme de Assis).

DAQUI A POUCO...ROCK NA RUA

Falava agora há pouco com o Marco Aurélio, da banda Infocus. Muita expectativa com relação ao show de hoje. O Rock na Rua é muito emblemático na história da banda. Foi nas edições anteriores que a banda praticamente nasceu ou tomou corpo. Agora, todos estão muito felizes em participar do retorno do Rock na Rua. 
A turma do Legião II chega à tarde e também se prepara para o tributo a um mito do Rock Brasil, que foi a Legião Urbana. O tempo está meio frio e branco, mas não tem problema. Com o calor,  com a energia das bandas, com a satisfação da turma roqueira da cidade nada pode. Rock na Rua hoje, a partir das 18 na praça do povo. É o Rock voltando a ocupar os espaços. 

sábado, 24 de setembro de 2011

CALENDÁRIO CULTURAL - PRÓXIMOS DIAS

  • 24 - LANÇAMENTO TRILOGIA - JAIRO MARTINS - Auditório Leonardo Diniz;
  • 25 - RETORNO do projeto ROCK NA RUA - Com Infocus e Legião II.
  • 26 - EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFIA - Chico Barcelona - na Uemg.
  • 27 - PALESTRA - CAMINHO DE RIQUEZAS - palestra e Bate Papo com Marcelo Melo - no Auditório da Prefeitura - parte da programação da JORNADA MINEIRA - sobre o site e o trabalho memorialista do jornalista e escritor Monlevadense.

HOJE TEM CULTURA - LANÇAMENTO DA TRILOGIA DE JAIRO MARTINS

Os livros do Jairo são um luxo só. Três volumes com encadernamento bacana e todos com histórias que giram em torno de João Monlevade. Não a Monlevade de hoje, mas de décadas passadas, tempos mais românticos, uma cidade que nem existe mais. E também de tempos mais remotos. Um dos livros é um romance sobre a vida do pioneiro Jean Monlevade, contando a história desde a época do nascimento num castelo na frança, até sua vinda para Monlevade e a construção do que viria a ser a Belgo Mineira, hoje ArcelorMittal. São histórias que nos ajudam a entender um pouco mais a alma da cidade. Haverá ainda apresentação do Coral da ArcelorMittal e performance da Cia do Infinito, grupo de teatro que começa a ocupar a cidade com sua arte inusitada. A partir das 19 horas no Auditório Leonardo Diniz, que fica na Prefeitura. Nos encontramos lá...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

MONLEVADE ROCKEIRA !!!


Os sons da usina, batidas de chaves de fenda em chapas de aço, reco-reco nas molas, sirenes que apitam, trem que desponta , ferro-com-ferro, sexo entre máquinas, roldanas rangendo, vapores, guitarra que rosna, tambores de óleo, manilhas e canos, os ventiladores, batera tronante, roldanas nos trilhos, vagões voadores, bondinhos na tirolesa, baixo trovão, vozes bem altas, sem megafone, com megafome de vida. Em Monlevade o rock ferve...e vira aço. 


O ARQUIVO SECRETO DO ZÉ GERALDO

Fui até a Rádio Comunicativa pela manhã com meu amigo Jairo Martins, para uma entrevista no programa do Zé Geraldo do Espinhaço. Fomos no carro do Jairo e já fui avisando que sou um péssimo cicerone, a pior pessoa do mundo pra indicar caminho. Sempre esqueço onde fui, um problema de deficiência de geo-referenciamento intuitivo. Mas enfim. Fomos subindo o morro até o Satélite do alto. Impressionante como é bela a vista lá de cima. Fomos  chegando e o Zé Geraldo veio conversar conosco. Fez uma conversa preliminar com o Jairo pra entrar no mundo dele e fomos para a entrevista. Foi muito light, o Jairo saiu muito satisfeito e impressionado pela forma como o Zé Geraldo deixa as pessoas à vontade. É verdade. O Zé, embora tenha a fama de ser casca-grossa, de ser polêmico, é um sujeito extremamente cordato e tranquilo. Fez perguntas e arrancou coisas do Jairo que nem ele se lembrava. Engraçado que na entrevista percebi, aliás, o Zé Geraldo percebeu que a amarração entre os três livros era o amor por João Monlevade. É isso. A trilogia do Jairo teve como elo, como ponto de intersecção o amor por Monlevade. O Jairo ficou doido com o Zé Geraldo e confessou pra mim que aquela havia sido sua primeira entrevista em rádio. Só falta agora o Zé lançar um livro..."O arquivo secreto do Zé Geraldo". Vocês acham que vai vender?

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

SÁBADO - DIA 24- ENCONTRO MARCADO COM A LITERATURA


Pessoal, neste sábado, dia 24, teremos a honra de receber no auditório Leonardo Diniz o escritor Monlevadense Jairo Martins para o lançamento de seus 3 livros: Bazar Monlevade, Dossie Monlevade e Jean Monlevade, do castelo à forja. São livros marcantes que nos ajudam a preencher algumas lacunas de memórias importantes do passado remoto e até mais recente da cidade. O lançamento acontecerá à partir das 19 horas, quando também teremos a apresentação do excelente Coral Arcelor Mittal e depois uma performance surpresa da turma da Cia do Infinito. Contamos com a presença da comunidade cultural da cidade. Garanto que vai valer a pena. Primeiro, para reverenciarmos um escritor que é da terra e conseguiu realizar um projeto tão importante. Segundo que é sempre um prazer a reunião de pessoas com afinidades culturais. Nos encontramos lá. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ROCK NA RUA - TUDO JÁ ESTÁ DANDO PÉ!

A banda Infocus foi convidada para se apresentar na volta do Rock na Rua com muito merecimento. É a banda de Pop Rock que mais tem marcado presença na região. A agenda dos caras tá sempre cheia. Em cidades próximas tem tido uma excelente resposta do público. Em Monlevade também, mas na terra da banda sempre tem opositores. Em algumas cidades do sul do país, suas músicas vem sendo executadas de forma espontãnea e o pessoal das rádios liga pra banda pra conversar sobre o trabalho, pra coloca-lá em contato com os fãs de lá. Cheguei a ouvir uma entrevista ao vivo pela net. Em Monlevade o Infocus gera alguma controvérsia no meio da galera rock, que acha a banda pop demais. Acho que o pessoal não ouviu direito a música U QUE FAZER que a banda gravou. É rock puro. Ao vivo tá mais rock ainda com o baixo seguro de Nicolas Ferreira. Mas a música "Tudo vai dar pé" é a minha preferida. Gosto muito da letra, uma das que mais joga pra cima que já ouvi, de esperança, mas de quem corre atrás e não desiste. O CAOS também é uma música emblemática dos nossos tempos, tem um riff de abertura interessante e os covers que a banda toca formam um conjunto bem casado, sem furos no repertório, com bom uso dos samplers que ficam orgânicos no show. Eles também também me deram a hora de gravar  a música Pronto, que fiz para o CD da República dos Anjos. Já falei uma vez e vou repetir: a banda está coesa, no chão e tenho certeza que Marco Aurélio, Vinícius, Thiaginho, Nícolas e Fábio vão mandar seu melhor, como sempre fazem. Só uma dica: incorporem urgentemente um técnico de som à equipe. Toda banda tem de ter o seu.

A NOVILÍNGUA CAPITALISTA


O escritor George Orwell lançou um livro profético chamado 1984 que inspirou o espetáculo televiso conhecido como Big Brother. Ele erigiu uma obra de ficção em que todos se vigiavam, todos se delatavam, todos tinham se seguir a doutrina do “grande irmão” (big brother). O livro tem muitos detalhes interessantes e recomendo a todos, sem distinção. Mas quero falar sobre uma coisa presente no livro que não vi em nenhuma analogia. Embora o escritor intentasse fazer uma paródia com o comunismo, pintando um mundo futurista extremamente engessado nos preceitos de estado, acabou que o capitalismo é que se aproveitou de suas lições. No livro, os personagens utilizavam de uma linguagem nova conhecida como novilíngua, que era simplesmente uma simplificação da escrita clássica, visando impedir a reflexão, a análise profunda, o pensamento crítico, anulando qualquer possibilidade de rebeldia ou de questionamento do sistema. Aí fico pensando. Não estaria o capitalismo fazendo a mesma coisa? Quando vejo o conteúdo que é difundido pela mídia, quando vejo o coloquialismo tatibitati da internet, quando vejo os artistas que freqüentam as paradas musicais, quando vejo as falcatruas dos políticos e a impunidade vigente, tenho a impressão de que a novilingua capitalista já está instituída, que o senso crítico está amortecido, anestesiado, anulado. Fico até imaginando como a história vai classificar os tempos em que vivemos. Alguns a chamam de era da informação. Sei não. Tá mais pra era da hiper-alienação.

TUDO É CULTURA!


Se tem um segmento que tem interface com todos os outros é o cultural. Vejam bem. Entre muitas definições, existe uma que diz que “ cultura é o conjunto de conhecimentos acumulados por um povo para adaptar-se a determinado ambiente”. Pois bem. Então saúde é cultura, educação é cultura, esporte, arquitetura, geografia, história, folclore, religião, tudo é cultura. Mas infelizmente a cultura virou o patinho feio da sociedade capitalista. Digo isso pelo seguinte. Cultura virou quase sinônimo de intelectualismo, de chatice filosófica, de arrogância dos eruditos, da elite. Tudo começou quando houve o divórcio entre educação e cultura. Antigamente havia o Ministério da Educação e Cultura. Mas separaram os siameses e chegaram à conclusão de que educação era prioritária e a cultura não. Pegaram o bolo e deram pra educação e deixaram apenas uma fatia...pra não dizer farelos para a cultura. Paralelamente, evoluía a “cultura do entretenimento”. Só que este pra atender aos instintos primitivos apenas. A cultura do entretenimento visa apenas o passa-tempo, o entorpecimento dos sentidos, a valorização do sexismo e do consumo. Em termos de Brasil, temos outra armadilha que é a voracidade eleitoral por parte dos governos. Grandes quantias são investidas em eventos de entretenimento, pão e circo para agradar o eleitorado. E dá-lhe espetáculos nada reflexivos, que nada acrescentam, visando “agradar” os eleitores com a desculpa de que “é disso que o povo gosta, é disso que o povo quer”. Mas vamos e venhamos. O povo realmente tem preguiça de pensar, não quer refletir, só quer sexo, cerveja e rodeio. Então vamos fazer o seguinte. Vamos fechar as escolas. Pra que estudar? O povo não tem saco de ficar numa sala de aula horas agüentando os professores e seus blá-blá-blás. Vamos transformar as escolas em cabarés, com muita cerveja, sexo e diversão. É obvio que estou exagerando nas cores, mas é pra chocar mesmo.  Cada época tem suas prioridades.  Vivemos tempos de radicalização do capitalismo e com isso temos a imbecilização do cotidiano. Só a cultura para nos salvar da Idiocracia.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

POP ROCK É ROCK POP E NADA MAIS QUE ISSO.

A galera que se diz roqueira mesmo, radical, purista, detesta o que chamam de Pop Rock. Me desculpem mas acho uma grande besteira. Todos os ídolos do rock tiveram seus momentos Pop. Qual rockeiro não gosta das guitarras estratosféricas de Eddie Van Hallen? O sujeito levou a guitarra às alturas. Mas em alguns momentos a banda deu uma guinada para o Pop, ganhou muito dinheiro e se tornou popularíssima. O Led Zeppelin foi rock, mas foi pop pra caramba. O Metallica fez um som pesadíssimo em certos momentos, mas também teve sua fase pop, também vendendo milhões. O mesmo aconteceu com o Red Hot Chilli Pepers, que compôs músicas preciosas, algo próximo do Funk Metal, mas também flertou com o pop, vendendo muito. O povo do Pearl Jam também teve seus dias de rock pesado e outros pop   mesmo aconteceu com David Bowie. O camaleão tinha uma carreira bacana, fez discos alternativos muito interessantes, mas ficou rico mesmo com Let's Dance,  de altíssima qualidade, mas escancaradamente pop. Tudo bem. Existem bandas que buscam estéticas que podem ser consideradas Pop. Michael Jackson foi Pop. Madona é pop, assim como Rihana, Britney Spearts, etc. E no Brasil, quase todas as bandas de rock são consideradas de Pop Rock. É que embora tenham guitarras distorcidas, baterias com certo peso e atitude rock and roll, tem a eletrônica como pano de fundo, as bateras mais groovadas, mais swingadas. Mas putaquipariu. Estamos no Brasil, né moçada? Terra do remelexo, do requebro. Músicas sem swing por aqui não pegam as pessoas pela pelvis. As bandas brasileira sacaram isso e se pensarmos bem,  o Rock Brasil é muito baseado nisso. Sou até suspeito pra falar. Gosto de bandas virtuosas como Rush, progressivas como Yes, Jethro Tull, Gênesis entre outros. Também gosto do punk rock do The Clash, do Dead Kennedys. Gosto até do P.I.L( som pós-punk que muitos chamam de xarope punk). Gosto também dos esquisitos como King Krinson, do som pesado do Pantera, de outros novos que alguns amigos descolados me aplicam, como Belvedere e outros. E também gosto do Pop Rock Brasileiro. Tudo bem que falta um pouco de contestação, de atitude no rock produzido hoje em dia. Mas é assim mesmo. São os fluxos e refluxos da história, das artes, da atividade humana na terra. Agora, pessoal...deixem a turma do pop rock em paz. Só pra ilustrar o que estou dizendo, certa vez Keith Richards foi questionado se convivia bem com o sucesso. Ele respondeu da seguinte forma: - "Não sei vocês, mas eu gosto muito de dinheiro. Ser pop é uma delicia". 

DIA 24 - LITERATURA - DIA 25 - ROCK NA RUA


Mais um fim de semana com muita cultura em João Monlevade.
No sábado, dia 24, o escritor Jairo Martins estará lançando e autografando seus livros "Bazar Monlevade", "Dossié Monlevade" e "Jean Monlevade, do Castelo à forja", livros muito interessantes que preenchem lacunas, que nos ajudam a elucidar algumas coisas sobre o passado pra entender o presente. O lançamento será no Auditório Leonardo Diniz,( na prefeitura) a partir das 19 horas e contará com as brilhantes apresentações do Coral Arcelor e  da Cia "O Salto" de teatro,  além das presenças de autoridades e pessoas ligadas à literatura. Nós da Fundação Casa de Cultura estaremos lá, com muita alegria.
E no domingo, dia 25, teremos a volta de um evento consagrado: o Rock na Rua, com as presenças das bandas LEGIÃO II, melhor cover do Legião do Brasil e da Infocus, banda Monlevadense que faz grande sucesso na região. A edição marca o retorno do Rock na Rua, que deverá ter edições mensais. Com isso, a Praça do povo também volta a ser ocupada com cultura para todos os segmentos, todos os públicos, afinal, a praça é do povo! 

E viva a cultura Monlevadense.


EU AMO BH, NÃO TÃO RADICALMENTE...MAS AMO.


Estou em Belo Horizonte aproveitando para matar saudades dessa cidade maravilhosa que demorei, mas aprendi a amar. Nós que chegamos do interior levamos um tempo pra nos adaptar. Muda a velocidade, a pressão, as forças telúricas, as ondas de pensamento no ar. É mesmo uma mudança radical. Mas depois de um tempo, aprendemos que aqui é a capital da roça. Tem uma “venda” com produtos da roça em cada esquina. E dá-lhe linguicinha de Mateus Leme, Cachaça de Curvelo, rapadura de Ponte Nova, queijo de todo lado. O trem aqui é bão demais. Mas vou dizer uma coisa pra vocês.  Tá um frio de doer os ossos. Agora, no alto caiçara sopra um vento de 14º. O tempo pirou, minha gente. Mas quer saber? Tá delicioso. Sou de Alvinópolis, lugar que faz um frio danado e até prefiro as temperaturas mais baixas. Mas voltando a falar de BH, trata-se de uma cidade agradabilíssima e hoje, está mais agradável, mais bonita que na época em que eu aqui residia. As obras realizadas nos últimos anos como a duplicação da Antonio Carlos, o Boulevard Arrudas e a linha verde, ligando a cidade ao Aeroporto de Confins, mudaram a cidade de forma radical, mas para muito, muito melhor. Trata-se de uma cidade grande, enorme, mas linda, cheia de árvores, monumentos maravilhosos e muita cultura. E antes que digam: -"Aháaa...dia de expediente e funcionário da prefeitura está curtindo na capitar", devo dizer quer estou aqui por dois motivos: acompanhando a minha filha que sofreu um acidente( mas já está se recuperando bem, graças a Deus) e participando de um seminário sobre Lei Estadual de Incentivo á cultura. Ontem tive a oportunidade também de conhecer o novo complexo da FUNARTE, que fica onde era a RFFSA. Estrutura de primeiro mundo. Devagarinho, vamos buscando outras vias  para levar cultura para Monlex. Pra fechar, posso me considerar um tricidadão pois sou Alvinopolense, Belorizontino e Monlevadense. São cidades muito especiais, que apesar das dificuldades me recebem bem e me proporcionam o pão de cada dia. Ah...e o cafezinho também, pois não vivo sem. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ROCK NA RUA - LEGIÃO II - ROCK COM UM "T" BEM GRANDE PRA VOCÊ...

Uma banda cover que se preza, tem de ser igual!


Traduzindo: ROCK COM TESÃO! Pra lhes dizer a verdade, prefiro sempre as bandas que tem composições próprias pois sou ávido por novidades, mas devo abrir uma exceção para os covers da LEGIÃO II e vou dizer por que. É o seguinte. Estamos carentes de bandas de conteúdo, que tenham letras reflexivas, instigantes, provocativas e poéticas. Infelizmente, depois dos anos 90 parece que os temas foram se resumindo aos romances. Nada contra o amor. Mas você pega o pagode e só vê romances. Pega a música sertaneja e dá-lhe romance. Pega o axé, mais amor. E pega o rock e só tem amor também. Com a turma Emo então, nem se fala. O cornismo teen chegou ao rock. Deus me livre. O pior é que o povo não enjoa de tanto açúcar. Daqui a pouco vai dar diabete intelectual numa geração inteira. Mas voltando às bandas dos anos 80. o Legião Urbana, junto com Cazuza e o Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Lobão e o Titãs, formaram a turma da prateleira de cima do Rock Brasil . Cazuza, talvez tenha sido o poeta mais visceral, mais físico, porém mais pele, mais superfície. Os Paralamas, uma banda que inaugurou o diálogo do Rock Brasil com a MPB, os melhores músicos da troupe. Lobão foi a voz da contravenção,  da potência roqueira, Os Titãs podem ser traduzidos por um dos seus discos Tudo ao mesmo tempo agora”. Foram a síntese do Rock Brasil. Mas o Legião foi a profundidade. Renato Russo, com sua força poética, foi a voz da geração coca-cola, dos filhos que não entendem os pais, da indignação dos que perguntam Que País é esse?. São muitos achados poéticos escondidos nas belíssimas melodias, nos arranjos fáceis de se tocar, das canções de apelo folk, que podem ser bem acompanhadas só com um violão. Reviver a música do Legião será de lavar a alma da geração que viveu aqueles anos maravilhosos. Estou contando as horas...

EU ME SINTO UM ET...PASSAGEIRO DE ALGUM TREM...PARA AS ESTRELAS...


WIR CAETANO E A XENOFOBIA

Se tem uma coisa recorrente em João Monlevade é o hábito de xingar todos que vem de fora de estrangeiros, forasteiros e outros eiros. Isso numa cidade onde a grande maioria vem de outras terras, isso onde o próprio Jean Monlevade veio de fora.  Tem um texto interessante do Wir Caetano em seu blog Monlover que já tratava do tema em 2007. Essa história é antiga...O texto está abaixo:


"O escritor britânico George Orwell, o homem que imaginou o “Big Brother” em seu livro “1984”, detestava futebol. Para ele, esse esporte alimentava o nacionalismo exacerbado e a xenofobia. E Orwell está entrando neste post não pela crítica ao futebol, mas pela referência à xenofobia.

Vez por outra, me deparo com artigos na imprensa local criticando os “estrangeiros”, no caso, pessoas que não são de Monlevade e estariam supostamente querendo ocupar mais espaço do que deveriam ou sendo beneficiadas, etc. Acho isso uma bobagem.O que acontece é que, narcísicos que somos, achamos feio o que não é espelho. Mas o que é preciso mesmo, como diz um artigo do jornalista Luiz Ernesto publicado recentemente, é “pensar grande”, para além da adjetivação negativa do mundo dos outros. Façamos e deixemos que faça quem quer que seja, de onde for, mesmo que, uma bela hora, esses outros peguem as malas (sem grana dos outros, é claro) e piquem a mula. Ora, a vida é esta: hoje estamos aqui, nesta terra; amanhã, ali, ou lá. É como o amor nos versos de Drummond: “hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será”. Anteontem mesmo, eu ouvia um rapaz, um tanto afetado pelo álcool (ele, não eu), repetir com insistência aos seus colegas: “monlevadense, sou monlevadense. Se você é monlevadense, então temos que estar juntos”. É verdade, temos mesmo. E se não formos?" 

www.monlover.blog-se.com.br/blog/conteudo/home.asp%3FidBlog%3D14997%26arquivo%3Dsemanal%26inicio%3D25/2/2007%2

domingo, 18 de setembro de 2011

FALANDO DE CULTURA

Estamos, na medida do possível, buscando criar condições para que a cultura local possa ter espaços de fruição. Algumas ações vem obtendo um bom reconhecimento e ficamos felizes por isso. No entanto, temos consciência de que pelo menos por enquanto, estamos trabalhando mais com a chamada cultura pop, de fácil assimilação. Mas não tenham dúvidas. Num mundo cada vez mais idiotizado pelo capital desembestado, já é alguma coisa. Pelo menos temos um pouco mais de diversidade, conseguímos em algumas situações  escapar do avassalador domínio da monocultura sertaneja. Estamos trabalhando para re-acostumar ouvidos, corações e mentes com músicas de conteúdo diferente, com um pouco mais poesia e reflexão. O mesmo acontece com as outras artes. Vem aí os concursos literário e fotográfico. O teatro também vem se desenvolvendo, com as ações dos Grupos Cia do Infinito e o Salto. Aí eu pergunto para vocês: o que fazem esses grupos? Dramas? Monólogos? Nada disso! Fazem comédias cheias de gags engraçadíssimas. Eles também são pop. Quanto aos eruditos, ai sim temos de admitir que pouco ou nada fizemos ainda. Mas convenhamos: falar de erudição, de ópera, de teatro dramático pelo menos por enquanto é prematuro em termos de Monlevade. Mas vejo como muito importante a criação de grupos independentes como o ACORDAR. A cultura não pode, não deve ser refém da política. Quando isso acontece, existe sempre o risco dos grupos políticos no poder cismarem que cultura não dá voto e limar qualquer iniciativa ( graças a Deus, não é o caso da atual administração). Até penso que o povo da cultura deveria se politizar um pouco mais, brigando por espaços, pelo reconhecimento de sua importância. Muitas vezes os artistas tem preguiça, pra não dizer asco da política. Mas ai é que está. Se observarmos bem, em todos os círculos políticos, nas câmaras, nas assembléias legislativas e no congresso tem lobbys pra tudo. Tem bancadas evangélicas, dos ruralistas, dos transportes, de tudo. Mas e o lobby da cultura? 

sábado, 17 de setembro de 2011

ROCK NA RUA - O SUCESSO DE VOLTA

Sou testemunha do sucesso do Rock na Rua. Tive oportunidade de tocar em uma edição com a minha banda REPÚBLICA DOS ANJOS. Foi um dos shows mais legais que fizemos. Lembro-me de detalhes desse dia em que tocamos. De uma coisa jamais vou esquecer. Levamos um técnico de som que era apaixonado por rock, o Pingo. Ele fez pra nós um som do jeito que convém a uma banda de rock: com muito peso e volume. Só que o volume era tanto que poucos se aventuravam a ficar muito próximos do PA. Acho que foi o show em que tocamos com volume mais alto até hoje. A platéia respondia muito bem e fizemos um show memorável.Agora, muitos anos depois, o Rock na rua volta com duas excelentes atrações: o Legião Urbana 2, um dos melhores covers do Legião no país e a  Infocus, uma das mais ativas bandas de pop rock da nossa região. O Legião vai tocar as consagradas de Renato Russo e cia e a turma da Infocus deve estar preperando coisas muito especiais para fazer bonito na praça do povo. E a partir de agora, vai ter sempre Rock na Rua, pra alegria da tribo roqueira da cidade. Inclusive, se vc tem uma banda ou conhece alguém que tenha, vá aperfeiçoando seu trabalho e leve pra gente ver na Fundação Casa de Cultura. Quem sabe a sua banda não entre num próxmo Rock na Rua...Estamos aguardando as inscrições, ok?

ROCK PIRA - UM SUPER FESTIVAL DE BANDAS


Para quem não sabe, o Rock Pira foi uma promoção do Dimdão que levou até Rio Piracicaba grandes nome do rock na época. Estavam lá presentes Phil Mendes, Guitarrista Português muito bom mesmo, show de rock pra ninguém botar defeito. O palco era em cima de uma chaminé. Aliás, o espaço chamava-se chaminé. Teve outros shows legais também em estilos bem diferentes. Na segunda edição teve Nauplio, banda do baixista Ricardo Koktus, que depois estaria junto com Fernanda Takai no Pato Fú. Teve também Bob Faria, hoje comentarista esportivo da Rede Globo com sua banda Sustados por um Gesto. Bob tocou em várias bandas. Entre elas a bandas Chemako, de rock pesado e a genial banda belorizontina Último Número. Tocaram também as bandas Apolium, de Heavy Metal, Católicos e Protestantes, República dos Anjos, entre outras. Dimdão vai me refrescar a memória. Mas então, deixo um desafio ao Dimdão. Temos hoje um cenário musical sensacional. Só em Monlevades temos muitas bandas boas. Em Rio Piracicaba também tem bandas muito legais. Em Alvinópolis, mais uma penca, em São Gonçalo também tem. E aí, Dimdão. Vamos fazer outro Rock Pira? Parceiros é que não vão faltar.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

VISITA AO JENNY FARIAS...JENNYAL...

Juntos e misturados: Gladevon, eu, a professora Mirlane e os alunos.
Nas mãos do Gladevon, o fruto do trabalho.

Eu e o Gladevon, estivemos na manhã dessa quinta-feira, dia 15, visitando a Escola Jenny Farias a convite da professora Mirlane, da turma do 1º ano. A professora havia feito com os alunos um trabalho de pesquisa chamado Projeto Artistas Ocultos, em que levantaram um cadastro dos artistas no entorno de onde residem. O trabalho ficou muito legal, coincidindo com um projeto que já estamos amadurecendo há algum tempo, da criação de um Super catálogo dos artistas monlevadenses em todos os segmentos artísticos, para acesso amplo e irrestrito pela internet e outras mídias. O levantamento dos alunos já vai direto para esse cadastro que estaremos divulgando em breve. Mas foi bacana a conversa com os alunos. Eu tive a oportunidade de discorrer sobre alguns projetos importantes que estamos trabalhando, principalmente voltados para a juventude, como o Cenas da Periferia, o Rock na Rua, Festival de Música, Concurso Literário e Fotográfico, entre outros. Ressaltei a importância dos estudantes começarem a frequentar mais os eventos culturais, se inteirarem sobre os espetáculos, se dedicarem a alguma arte. Gladevon também falou sobre a importância da cultura para a reflexão, para a formação da cidadania e colocou a Fundação Casa de Cultura á disposição, com seus diversos cursos. Foi uma oportunidade mágica e agradecemos a professora Mirlaine e a Diretora Dirce que foram muito simpáticas e atenciosas. Esperamos participar cada vez mais dos eventos nas nossas escolas. É só nos chamarem que estaremos presentes, com muito prazer. 
Descontração, alguns chifres e a satisfação pela oportunidade

ELCIMAR TÁ PRODUZINDO DEMAIS

O cara está produzindo tudo muito bem. No Festiaço, chegaram algumas gravações com excelente qualidade de gravação, ótimos arranjos e execuções instrumentais muito boas também. Muitas dessas músicas tinham a griffe Elcimar. Todos conhecem o cara da dupla Fabrício e Elcimar, mas é também um grande produtor, músico e um dos maiores vencedores do Festiaço, com certeza. E o Fabrício que não fique com ciúmes, pois também é muito bom músico. Uma dupla de enorme qualidade, que muito orgulha a região. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A CRISE ESTÁ AÍ...MAS SERÁ APENAS MAIS UMA

Não tenho dúvidas que ela está no meio de nós. Outro dia na banca de revista do centro da cidade, vi um senhor falando: -"É...a crise tá aí. A bergo vai mandá 50 mil pessoas embora". O sujeito viajou um pouco, mas o povo exagera mesmo. A questão é que parece que o problema tá lá fora. A Europa tá endividada e comprando menos. Os Estados Unidos também desacelerou. Só a China continua comprando, mas também desacelerou um pouco. Com isso, muitos mercados tiveram retrações. Por exemplo:se não vende aço lá fora, as siderúrgicas não faturam. Se não faturam, tem de avaliar e cortar em alguma coisa. O dinheiro circula menos. O comércio vende menos. O capital circula menos. Conversando com um comerciante, ele me falou que isso está geral. Chamem o Lula, pelo amor de Deus. Ele tinha habilidade de transformar tsunamis em marolinhas. Outras crises também acontecem por causa da tecnologia. Por exemplo, já estou vendo que o Youtube está lançando uma ferramenta para edição de video. Com isso, todos terão como editar videos com boa qualidade, bons efeitos, enfim, tudo o que as produtoras oferecem. Iniciativas como essa, acabam gerando crises e destruindo os mercados das produtoras. O mesmo acontece com o mercado de sites. Existe ainda uma demanda considerável por sites feitos sob encomenda. Mas vou contar uma coisa pra vocês. Surgiu uma ferramenta para criação de sites que oferece qualidade e personalização e o mais importante: gratuitamente. Por isso precisamos ficar atentos para não nos deixar atropelar pelas novas tecnologias, mas sim utilizá-las a nosso favor. 

TREM QUE FAZ RAIVA,,,

Tem trem que faz uma raiva danada. O nosso trem Azul nem se fala. Tá dando dó. Se escaparmos da segundona esse ano, poderemos comemorar. Mas tem outros trens que também dão muita raiva. Dá vontade na hora de xingar alto, mandar para a PQP, se possível dar umas porradas, uns pontapés. Por isso fazem sucesso essas academias de luta. O sujeito vai pra lá, pega um dos bonecos de areia, fecha os olhos e entra de porrada, de repente imagina o chefe, o jornalista perseguidor inescrupuloso, a crise, a crase, a mulher que implica, a amante que complica, o jornalismo candinha que assola a cidade.  Lembrei até de um debate que tive com um compositor local no facebook, o Emerson Junior. Ele faz um espécie de elogio ao ódio. Argumenta bem, dizendo que muitas vezes o ódio é necessário e até benéfico. Não consigo pensar no ódio como uma coisa boa. Sou careta demais, embora  reconheça a importância de certos movimentos que cresceram à partir de muito ódio acumulado. O ódio se fez presente nas revoluções. Voaram muitas cabeças de reis e rainhas. Também saqueou, discriminou, violentou, agrediu. Continuo achando que o ódio torna as pessoas reféns dos que não tem ódio, estes com objetivos definidos e determinação para atingí-los. Os odientos aparentemente são vilões, mas são controlados sem saber por pessoas frias, estrategístas, sem escrúpulos, capazes de matar ou mandar matar se necessário. É bom abrir o olho, pois essas pessoas vivem na moita, não aparecem, não dão entrevistas e só ficam pelas esquinas da cidade, assuntando e comprando almas.

REVELAÇÃO NO FESTIAÇO - O SERTANEJO DE ÁLVARO E VINÍCIUS

Essa dupla foi uma das sensações do Festiaço. São jovens talentosos que estão chegando com fôlego novo na cena sertaneja da cidade e na região. Sugiro a todos os contratantes de show, Ana e José Maria de Dom Silvério, Ricardo de São Gonçalo, Samuel da Promoshow,  turma de Alvinópolis. A dupla é superafinada e agrada geral, principalmente as meninas ( ops. devem ter namoradas e as ditas cujas não vão gostar). 

Seminário Diálogo Cultural faz capacitação para elaboração de projetos da LEIC


A Secretaria de Estado de Cultura - SEC, por intermédio da Superintendência de Fomento e Incentivo à Cultura - SFIC, da Diretoria da Lei Estadual de Incentivo à Cultura - LEIC e apoio da Superintendência de Interiorização - SI, continuam promovendo em Minas Gerais uma série de ações entre artistas, produtores culturais e as empresas incentivadoras com objetivo de aumentar o diálogo entre o agente cultural e o incentivador.



Uma das atividades é o Seminário Diálogo Cultural, referente à Lei Estadual de Incentivo à Cultura- LEIC, com Edital 2011 aberto até 29 de setembro para receber projetos. O Seminário Diálogo Cultural  é um  programa de capacitação gratuito que tem o objetivo de treinar de forma continuada profissionais da área artístico-culturais, qualificando-os por meio de informações para a criação e desenvolvimento de empreendimentos próprios, com a utilização da metodologia adequada na elaboração do projeto, atendendo ao Edital LEIC-2011. Detalha também para os representantes das empresas incentivadoras como é fácil incentivar e investir em projetos culturais. 

Além disso, visa  a ampliação da democratização do acesso às informações pertinentes do uso do incentivo por meio dos recursos da renúncia fiscal do ICMS, destinados anualmente a projetos culturais aprovados em Minas Gerais.

As próximas capacitações serão realizadas conforme cronograma abaixo, terminando em Belo Horizonte no dia 20 de setembro. 

Para o treinamento em BH as vagas são limitadas, portanto faça logo sua inscrição pelos telefones: (31)3915-2682, 3915-2718 ou 3915-2647.
  

FESTIAÇO - MÚSICAS DE ALTÍSSIMA QUALIDADE - ARREDIO - BANDA ZAZU - BETIM

Essa vai em homenagem a todos aqueles que teimam em descer a lenha no Festiaço e de tentar diminuir sua importância. Foi um evento muito bacana, não apenas por servir de vitrine para os nossos talentos, mas por nos permitir interagir com artistas tão interessantes que vieram de outras bandas. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ISA LELIS - 20 DE AGOSTO - BRILHOU NO FESTIAÇO

Isa tem duas características marcantes: voz doce e melodias desconcertantes. Essa parceria foi com Heráclito de Paula, mais conhecido como Lakim. O arranjo nesta gravação é dos irmãos André e João Freitas ( uma usina de produção). Depois vou postar outras músicas da Isa, pois vale à pena conhecer mais a fundo o trabalho dessa Monlevadense da gema. 

DIA 24 DE SETEMBRO - LANÇAMENTO DA TRILOGIA DE JAIRO MARTINS

O dia 24 de setembro será um dia de muita felicidade para nós da Fundação Casa de Cultura e da Prefeitura de João Monlevade. Teremos a honra de participar do lançamento da TRILOGIA do Escritor Monlevadense Jairo Martins no auditório Leonardo Diniz, na Prefeitura. Jairo até já fez o lançamento de um de seus livros aqui, mas desta vez é diferente. Jairo estará lançando 3 livros ao mesmo tempo: Dossié Monlevade, Jean Monlevade, do Castelo à Forja e Bazar Monlevade. Os livros do Jairo são de enorme importância para compreensão de uma parte da história monlevadense. O livro Jean Monlevade, do Castelo à Forja, embora seja de memórias imaginárias, faz uma reconstituição de época muito interessante, nos transportando para o mundo físico e psicológico do pioneiro da cidade. Os outros dois livros da Trilogia eu ainda não li, mas o farei em breve. Jairo já é um amigo. Tivemos a oportunidade de conversar por diversas vezes e é sempre uma conversa agradabilíssima. Há alguns meses atrás, sua obra teve grande espaço no prestigiado suplemento literário do Estado de Minas Gerais, inclusive com a polêmica criada em torno dos comentários do prefeito Gustavo Prandini, também apreciador das obras do Jairo. Para quem ama a cidade acima de qualquer coisa, foi muito bacana ver a obra do Jairo reconhecida numa das mais importantes publicações do gênero. Já para alguns orgãos de imprensa da cidade, a publicação só teve ênfase  no comentário do prefeito e mesmo assim pejorativa. Lamentável! 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

DESCOMPASSADO - JOÃO FREITAS - JOÃO MONLEVADE

O projeto Esboço é um dos excelentes grupos da nova cena monlevadense. As harmonias do João Freitas, o apoio luxuoso do irmão André, a letra rotativa,  a voz da cantora Carol Albuquerque, o video diferente, a melodia orgânica, tudo é encantamento no trabalho dessa turma muito talentosa.

CONVERSA COM A CIGANA

Pessoal, aconteceu uma coisa incrível. Estava preparando a bolsa para sair, para pegar um tx e descer a 381 mais uma vez, quando tocou a campainha do meu ap. Surpreendi-me quando ouvi a voz da amiga cigana. Abri a porta
e ela chegou, pisando macio como é comum às ciganas. Abri a porta e ela entrou, me cumprimentou e me olhou fixamente:
- Preciso conversar com você.
- Peraí...quer tomar um suco, uma agua...um cafezinho?
- Não, muito obrigada. Só quero saber se você comentou com alguém sobre a nossa conversa.
- Uai, por que?
- É que depois que você publicou aquele negócio no seu blog, veio uma pessoa aqui me oferecendo uma boa soma para que nada vazasse.
- O que? Mas você só pode estar brincando!
- Não...é sério. E eu preciso desse dinheiro para pagar uma dívidas...
- Puxa...mas eu já estou com o texto até pronto...é nitroglicerina pura!
- Ah...por favor...não posso perder esse dinheiro
- Ihh...mas tem muita gente esperando...
- Ah...faz isso pela nossa amizade...olha, pode me perguntar qualquer coisa...
- Então tá bom...o Cruzeiro vai cair pra segundona?
- Peraí...deixa eu ver...não vai não.
- Ufa...pelo menos isso.
- Aqui...mas então...trato é trato hein?
- Só me diga uma coisa: quem foi que te deu o dinheiro?
- Ah...ele era de um instituto lá...não  lembro o nome. Agora eu tenho de ir.
- Só me diga mais uma coisa...o galo vai cair?
- Ah não! Aí eu tenho de cobrar- 70 reais.
- Agora eu tô duro. Deixa pra próxima.
- Valeu, viu? Tô indo pra BH agora. Mês que vem eu volto.
- Peraí...a última coisa...
- Ahn?
- Boa sorte lá, tá?

FESTIVAL - TALENTO JOVEM GOSPEL EM JOÃO MONLEVADE




INSCRIÇÕES: INÍCIO 27 DE JULHO DE 2011                                FINAL 17  DE SETEMBRO DE 2011




AS INSCRIÇÕES TODOS OS DIAS LIGUE

CONTATO:
TIA VAL :  (31) 93587040
LUIZ CARLOS: (31)93587800
SOLICITE A FICHA DE INSCRIÇÃO PELO E-MAIL: festgospeljm@gmail.com

OBJETIVO  DO EVENTO:

LEVAR A PALAVRA DE DEUS AOS JOVENS ATRAVÉS DA MÚSICA GOSPEL.
GANHAR ALMAS DOS JOVENS, DEMONSTRAR  O TRABALHO DO FORÇA
JOVEM DO BRASIL. COM O INTUITO DE LEVAR AOS JOVENS SOFRIDOS A
PALAVRA DE DEUS.

1ª SELETIVA: DIA 18 DE SETEMBRO,
TODOS OS INSCRITOS DEVERÃO  COMPARECER NO ENDEREÇO: PRAÇA SETE, N°47, CENTRO. HORÁRIO: ÀS 14:00 HORAS

SELETIVA: DIA 24 DE SETEMBRO  

NO ENDEREÇO: PRAÇA SETE, N°47, CENTRO. HORÁRIO: ÀS 14:00 HORAS


A FINAL TERÁ 3 FINALISTAS
TALENT FEST JOVEM GOSPEL DE JOÃO MONLEVADE
DIA 2 DE OUTUBRO NA PRAÇA DO POVO
a  partir das 14 horas
NESTE DIA HAVERÁ:

MUITOS BRINDES E PRÊMIOS

MÚSICAS DE VARIOS ESTILOS

APRESENTAÇÃO DO FINALISTA