domingo, 31 de julho de 2011

PAZ NA SELVA

São muitas tribos nessa selva. Tem os roqueiros, os sertanejos, os forrozeiros,  os fãs de axé, tem os pagodeiros, os sambistas, os funkeiros, o pessoal do hip hop. Tem o povo da mpb, o pessoal do carnaval, as bandas de música. Tem os seresteiros, o pessoal da música gospel, enfim, são muitas tribos. Essas tribos habitam territórios não muito estáveis que são os corações e mentes das pessoas. Será melhor que cada tribo respeite os territórios e culturas umas das outras. Só assim poderemos conviver numa boa nessa grande reunião de tribos chamada NAÇÃO. 

POP ROCK FESTIVAL - QUEM FOI, GANHOU !!!

Vou fazer aqui um espécie de diário do Pop Rock. Pela manhã o Marco da Banda Infocus ligou chamando para panfletarmos numa tenda em frente à Magia do Corpo. Encontrei com ele e com o baixista Nícolas. Ficamos ali panfletando mas pintou um problema que eu teria de resolver. Uma pessoa ficou encarregada de fazer os vídeos para o show do UMBIGO TRIO. Só que o Daniel não conseguia contatar a pessoa e...problemão a se resolver. Passei a  tarde editando vídeos para o show do UMBIGO TRIO. Mas o importante é que consegui fazer os videos. Ufa. Chegamos ao local quase na hora do primeiro show. O espaço ficou bacana. Quando cheguei já me disseram que caberia a mim apresentar o evento. Tudo bem! tudo pelo Rock! Vi que as tvs colocadas no palco permitiriam uma interação muito interessante com o público. Mas chegou a hora e a banda DESARME subiu ao palco tocando o que os roqueiros amam: um  clássico atrás do outro. A música da banda intitulada PARANÓIA também faz sucesso, com um refrão impossível de não gravar. Chegou a hora do Show da banda UMBIGO TRIO. Grande expectativa. A banda já começou tocando uma música própria, a instrumental Woodstock, inspirada no clima do maior Festival de rock de todos os tempos. Nos vídeos, cenas de woodstock69.  A banda debulhou. Devo confessar que passei o maior aperto com o aparelho DVD. A primeira música rolou muito bem. Já na segunda, o video travou e não disparava de jeito nenhum. Eu apertava o play, tentava no controle remoto e nada. Pedi a ajuda a quem estava perto e ninguém do som sabia. Tive de dar um open e tirar o DVD. Assim, apertando no menu a opção 2 consegui tocar o video, enquanto a banda tocava PURPLE HAZE, um clássico de Jimmy Hendrix. Mas imaginem o tempo que fiquei lá estressado com o aparelho DVD. Aff. A banda continuou debulhando, tocou sua fantástica MACHU PICCHU. Eu continuava passando raiva com o DVD Player. A banda tocou Beat It, de Michael Jackson, porém com mais enfoque no seu lado Ed Van Halen, no que tem de Rock. Eu continuava a passar raiva com os videos. Na medida do possível, ia disparando no tempo. Depois ainda vieram outras músicas da banda como PERNADA e C.U, assim como músicas do Led Zepelin e Rusn. Pelas reações, a banda foi aprovada pela tribo do rock. E pra fechar veio a banda Infocus fechar a noite com altas doses de groove. A banda está coesa e incorpora a eletrônica de forma orgânica, sem perder a cancha roqueira. A versão de U QUE FAZER da banda JSJACK com a INFOCUS tem uma pegada mais rock, melhor que dos criadores. A música TUDO VAI DAR PÉ tem tudo a ver com as influências e a filosofia da banda. Ah, me esqueci de contar que subi duas vezes ao palco. Primeiro para cantar METAMORFOSE AMBULANTE com a banda DESARME. Combinamos alguns minutos antes e parecia que havíamos ensaiado. Depois subi de novo para cantar PRONTO com a banda INFOCUS. Foi uma celebração rock and roll. Ao final, várias pessoas no palco com os olhares brilhantes, felizes pelo êxito da festa. Agora é pensar nos próximos festivais. Nos próximos, quem sabe abrindo para mais um dia, com mais bandas. Mas valeu !!! 

Importante dizer que neste post, estou falando apenas das partes boas. Mas há muitas reflexões necessárias, muitos reparos a se fazer. 

sábado, 30 de julho de 2011

ORGASMO ROCK AND ROLL!!!

A banda DESARME toca essa música, um clássico da banda THE DOORS. Caramba, como o povo gosta. A Maioria nem sabe o que quer dizer a letra e canta com uma familiaridade incrível. Para completar o êxtase, o guitarrista emenda com o clássico ERUPTION do VAN HALEN. Sou feliz, viu. ! E pra completar, SMOKE ON THE WATER do Deep Purple; ORGASMO ROCK AND ROLL

OLHAÍ, TRIBO DO ROCK;;;

Estou aqui imerso no FESTIVAL POP ROCK. Show da banda DESARME. Uma aula de rock de todos os tempos. Tive a honra de cantar com um roqueiro de primeira linha,  o vocalista Julio Sartori. Foi fácil demais. Parece que estávamos numa cozinha. METAMORFESES AMBULANTES, o que somos nessa trajetória de vida. Show aula da DESARME. Daqui a pouco tem UMBIGO TRIO. O ROCK ESTÁ MAIS VIVO DO QUE NUNCA..

É HOJE - POP ROCK FESTIVAL - A PARTIR DAS 16 NO BIRABOOL

Ah se você não for !!! O bom é que vai começar cedo. A partir das 4 da tarde lá no Birabool. As bandas vem se preparando bem para fazer apresentações especiais. Parece que o Pop Rock está voltando à moda em várias cidades. O povo tá com saudades das guitarras, do peso, da irreverência do Rock. O bacana é que vai ter rock para todas as idades. Primeiro com a banda Desarme, que toca músicas de várias fases do Rock. Eles também vão tocar a sua música Paranóia, muito elogiada pelos fãs do gênero. Depois com a Umbigo Trio, que vai tocar alguns rock clássicos de bandas consagradas, além do seu interessante Rock Instrumental. Eu já vi e virei fã. E pra fechar, a banda Infocus, mais antenada com os novos sons, com a utilização de samplers e recursos eletrônicos. O menu é bom, pessoal. Estaremos esperando vocês lá. 
Rock and roooooooooolllllllllllll !!!!!!!! 

LICITAÇÃO DA 381 AINDA ESTE ANO? ISSO É INACEITÁVEL!

 
Eles nos fazem de idiotas. O projeto já estava pronto. O DNIT fez várias e várias audiências públicas sobre o tema.Primeiro prometeram a licitação para maio, depois adiaram para junho. agora dizem que poderá ocorrer ainda esse ano? Quer dizer, pode ser até 31 de dezembro. Enquanto isso, continuamos expostos a roleta russa dessa BR assassina. Que mistério tem essa BR que todos empurram com a barriga? Teve agora essa matéria do Jornal Nacional, mas não creio que será bastante para sensibilizar Brasília. O pior é que não tem duplicação, não tem trabalho educativo, não tem fiscalização, não tem punição, só tem MORTES - MORTES - MUTILAÇÕES - CARNIFICINA - TRISTEZA. Vem aí o show do dia 16. Independente do seu efeito, será mais um evento de protesto, o maior de todos até agora. Mas acho que precisaremos de mais. Talvez uma grande caravana para Brasilía, ocupando a esplanada com um exército de pessoas pintadas de vermelho, simbolizando o sangue, simbolizando a vida, denunciando o descaso com a vida humana e com o povo mineiro. 

JORNAL ANTIMIDAS

Não sei com base em que alguns teimam em elogiar um jornal que pratica um jornalismo urubu, absurdamente distorcido e incoerente. Eu já falei e volto a repetir: estou esperando um momento em que vão criticar o prefeito por um sapato sem engraxar ou um botão desabotoado da camisa. Passaram perto mais uma vez. Imaginem que o Gustavo  foi convidado pelo Suplemento Literário do Diário Oficial do Estado, um dos mais respeitados do país, a escrever uma resenha sobre a obra do escritor Monlevadense Jairo Martins. Eis que a resenha foi publicada, aliás, com todo zelo e qualidade que caracterizam a publicação. Foram páginas que deveriam nos orgulhar, pela alusão que faz à saga monlavadense, às lacunas tão bem preenchidas pelo Jairo num minucioso trabalho que mistura pesquisa e ficção sobre a vida do pioneiro fundador, enfim, sobre a memória cultural da cidade. Mas o que fez o jornal? Ao invés de uma matéria positiva, destilou ironia, diminuiu a importância do escritor e de sua obra, tentou ridicularizar o prefeito, negativando algo que deveria ser enaltecido. A premissa é a seguinte: enquanto deveria estar se preocupando com as questões importantes da cidade, o prefeito estava brincando de ser poeta.Que coisa! Em primeiro lugar já há uma agressão aos poetas e artistas, da classificação dos seus oficios como menores, sem importância. Pela lógica do jornal, o prefeito tem de ficar 24 horas mentalizando e pensando nos problemas. Nem tomar um café poderá , pois o jornal poderá dizer: o prefeito, ao invés de se preocupar com os problemas da cidade, está é se empaturrando com café que é pago pelo dinheiro público. Ora , façam-me o favor. Tem jornalista que perdeu a noção. Sem contar a repercussão dos blogs feita em uma página á parte, uma coletânea das críticas feitas durante á semana ao prefeito, como se os blogs só contivessem coisas ruins. Tudo parece surreal, mas infelizmente não é. O jornal subverte aquela história do rei midas, que transformava o que tocava em ouro. Seu objetivo tem sido fazer com que tudo fique pesado, vire chumbo, vire caca. Que lástima!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

UMBIGO NO UMBIGO DE MONLEVADE

ESTE É O TABULEIRO DA PRAÇA DOMINGOS SILVÉRIO
 NÃO SEI SE VOCÊ JÁ TEVE A CURIOSIDADE
 DE LER O QUE ESTÁ ESCRITO
 NAS CASAS PRETAS
 PEQUENOS ANÚNCIOS
 COMO LÁ É O UMBIGO DE MONLEVADE
FOTO COM A BANDA UMBIGO.
 UM DOS POINTS MAIS INTERESSANTES DA CIDADE
SUBINDO A MONTANHA, COMO DIZ O HENRIQUES

FUI CONHECER O CAÇA E PESCA
TINHA DE APROVEITAR A MOLDURA
DETALHE: O PASSARINHO 
VAI CAIR NA CABEÇA DO NÍCOLAS.

INFOCUS - UMA LOCOMOTIVA POP ROCK



Mas uma locomotiva de trem bala. Vejo muitas qualidades na banda Infocus. Em primeiro lugar, a banda vive a sua melhor fase. Os caras estão tocando muito bem, com vigor de rock e intenção pop. A banda ganhou uma pitada extra de vigor rock com a entrada do baixista Nícollas e do baterista Fábio, que também toca na banda Calk. O certo é que para algumas bandas, o disco faz muito bem. A Infocus faz ao vivo um som muito próximo do que foi no CD e isso dá um ar muito profissional ao trabalho da banda. Marco Aurélio, vocalista, é um sujeito muito inquieto, twitta o dia inteiro, vive conectado com um mar de gente, trabalha muuuuito! Todos os músicos estão mandando muito bem. A Infocus  tem vários músicas boas, mas destaco TUDO VAI DAR PÉ, um hino ao positivismo. Joga pra cima com força. Tem outras boas, como a sempre atual "O CAOS e A DESORDEM". Pois é, pessoal. Só lembrando - Começa as 16 Horas - Shows com as Bandas Desarme, Umbigo Trio e Infocus. POP ROCK AND ROLL...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

UMBIGO TRIO E MACHU PICCHU


Já que vai rolar o POP ROCK FESTIVAL NO BIRABOL no sábado, dia 30, deixa eu falar do Umbigo Trio. Amanhã, o alvo será a Infocus. Eu gosto do trabalho do Umbigo Trio como um todo, mas tem uma música deles que é muito, mas muito boa mesmo. Trata-se do rock quebrado "Macchu Picchu". A música é muito interessante. Os riffs de guitarra, junto com a bateria bem casada, o compasso quebrado, a segunda parte meio Black Sabatth, as imagens que suscita, compõem uma ambiência que parece cinema. Imaginem uma turma numa caminhada pelas montanhas até chegar a cidade sagrada de Macchu Picchu. No final, encontram as ruínas, as imagens, a estética Inca, incluindo seus deuses e demônios. Nem sei se foi o pensamento primordial da música, mas foi isso que me passou. Estou trabalhando com a banda para que essa música possa ser gravada em estúdio de boa qualidade, para que possamos colocá-la à apreciação do público. O Umbigo é um trabalho monlevadense em que boto muita fé. A qualidade dos músicos dispensa comentários. Daniel Bahia é um músico original, professor, compositor e grande guitarrista. Fábio Sartori é o baterista do Umbigo. Ele também é baterista da banda Calk e no momento, vem substituindo o baterista da banda Infocus em seus shows. Fábio tem entrosamento perfeito com o Daniel. As composições da banda vem dos ensaios de improviso do Daniel e do Fábio, com o multi-instrumentista André Freitas. Só que o André está seguindo caminhos próprios. O novo baixista incorporado à banda é o Monlevadense Nícollas Ferreira. Baixista de Ofício, Nícollas traz para o núcleo a qualidade de um músico tarimbado, que trabalha com vários músicos e bandas ( Fabrício e Elcimar, Alan e Alex, Infocus) e bebeu de várias fontes, principalmente o jazz, que junto com o rock norteia o trabalho do Umbigo. Em breve a música MACCHU PICCHU estará disponível para audição do público. Enquanto isso, fiquem de olho para assistir aos shows da banda ao vivo. Vale à pena.

POP ROCK FESTIVAL - Umbigo trio vai ser PD


Já falo da banda UMBIGO TRIO há alguns meses. Quem é do mundo musical de Monlevade conhece a qualidade, a originalidade do professor, produtor, incentivador Daniel Bahia. O cara é cultuado e tem a admiração de várias gerações de guitarristas locais. O Baixista Nícolas Torres é um monlevadense que virou cigano, tantos são os convites para tocar em diversas bandas, seja de Pop Rock, sertanejo, axé, seja como for está lá o Nícolas, com todo entusiasmo mandando seu baixo firme e competente. Na batera está Fábio Sartori, irmão do Júlio da banda DESARME. Fábio é egresso da conhecida banda Calk. Técnica e pegada de rock pra ninguém botar defeito. Por aí dá pra sentir a categoria da banda. Só que o Umbigo cismou de fazer um som totalmente diferente do habitual. Em princípio, fiquei até com dificuldade de definir o que faziam. Mas hoje acho que a melhor classificação é ROCK INSTRUMENTAL. Tem algo do jazz, pois as músicas saem quase todos dos improvisos das Jam sessions que a banda faz. Mas a sonoridade é rock mesmo. E tem músicas realmente muito boas, como a climática Woodstock ( na música a gente sente o clima do mítico festival) e a mística Machu Picchu, pra mim um clássico antes mesmo de ser lançada. Mas...para os leigos, não é uma música fácil de ser assimilada. Por isso, no show do POP ROCK FESTIVAL, a banda vai formatar um show com mais clássicos do rock, tendo o Júlio Sartori nos vocais, tocando Rush, Led Zepelin, Hendriz e por aí vai. Nos shows anteriores, o clima foi de work-show. Desta vez a onda é mais PD. Infelizmente, não posso traduzir o PD para vocês.



BR 381 e as NORMOSES

Vivendo e aprendendo. Mais uma do livro do Raphael Godoy. Ele aprendeu nas aulas de Semiótica. Eu aprendi no livro dele. Não me era familiar a palavra, mas parece que já conhecia. Já fiz até música à respeito, mas não sabia que havia uma palavra para definir a coisa. Sabem o que é normose? É aquela tendência que temos, principalmente numa sociedade multifacetada como a nossa, de considerar normais certas aberrações. Por exemplo, quando vemos a noticia de que um político roubou milhões que seriam para duplicação das rodovias, pensamos: Políticos roubando? Ah! Mas isso é normal. Também quando ficamos sabendo que mais uma família morreu num acidente na Br 381  pensamos: mais um acidente com vítimas fatais na Rodovia da Morte? Ah. Mas isso é normal. Com relação à essa Rodovia da Morte, resta-nos quebrar, destroçar, alertar, ridicularizar essa normose. Isso não pode ser normal mais. Seria como sermos coniventes com a atrocidade. Precisamos reagir enquanto cidadãos. Existe esse show do dia 16 de agosto. Confesso que estou ao mesmo tempo ansioso e desconfiado. Parece que essa estrada tem uma maldição de adiamentos que extrapola tudo. Estou ficando com medo desse hiato de tempo no meio de sua realização e estou muito distante da organização em si, sem maiores informações. Existem entraves burocráticos e legais no meio e não sei como o pessoal está tratando essa questão. Oxalá tenham pensado nisso, senão, pode ser que o próprio governo ou o DNIT, vetem a sua realização com respaldo legal. O pior é que a maioria vai enxergar como Normose. 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

MISTURANDO AS TRIBOS

Se o pessoal da cultura for mais unido sempre haverá público. Não vou dizer que vai encher o Luis Ensch por que não enche. Mas dá pra lotar uma praça do povo, um sindicato, espaços médios. Digo isso pra mais uma vez provocar e convocar o pessoal da arte para que todos frequentem os eventos uns dos outros. Fui no evento da turma do teatro, da Cia do Infinito. Pergunto pra vocês: quantos músicos estiveram presentes? Quantos artistas plásticos? Quantos escritores? Quantos poetas? Poucos, muito poucos. Pessoal, as artes são intercambiáveis, interativas, intertudo, tem tudo a ver umas com as outras. Tá na hora da gente parar de segmentar tudo e fingir que não é com a gente. Estamos todos na mesma arca. Precisamos misturar as tribos, entender os universos,  trocar mais experiências. Que tal ter teatro nos eventos de música? Que tal os artistas plásticos criarem as decorações dos palcos? Que tal a literatura e o teatro se encontrarem? Pois é! Mais uma vez conclamo o pessoal: vamos nos shows, nos lançamentos, nos espetáculos, nas vernissages uns dos outros. Vamos informar, formar, engordar o público para a cultura. Vamos interagir, criticar, colaborar na evolução da cena. E vamos parar de reclamar, pois coitadismo é a pior coisa desse mundo. 

GIRASSÓIS REBELDES

Entre as preciosidades do livro do Raphael Godoy, e olha que são muitas, encontrei um texto muito bacana sobre os girassóis. Raphael compôs uma metáfora. Ele fala sobre como os girassóis acompanham o movimento do sol. Nada os desvia da fonte de calor e as flores gigantes levam assim a sua existência. Ele compara a gente com os girassóis e o astro rei é Deus. A vida  poderia ser muito mais fácil se acompanhássemos o sol das nossas vidas, que é a sabedoria que vem do criador. Mas muitas vezes, somos girassóis rebeldes e acompanhamos outros astros. Por isso os desencontros e as flores murchas nos jardins.

O PLANO INFALÍVEL



Enquanto isso numa reunião política:

Pessoal, vamos trabalhar em 5 frentes diferentes:

1 - O jornal vai descer a lenha e pautar a rádio.
2 - A Rádio vai descer a lenha também. As noticias do jornal vão ajudar.
3 - Aí é que entram vocês. Vão sair pela cidade, pelos bares, praças, points, espalhando o que vou lhes dizer.

- Mas chefe, o que vamos espalhar?
- Fácil, fácil. Vão espalhar por aí um monte de coisas sobre o prefeito e sobre a prefeitura. Vão descer a ronca na saúde, na educação,  dizer que trata-se do pior governo da história, que eles não ganham mais nem pra síndico de prédio e por aí vai.
- Mas o senhor acha que o povo vai engolir isso?
- Vai sim. O  que a gente repete, repete, repete, repete muitas vezes acaba virando verdade.
- Tá certo, chefe. Mas e a quarta frente?
- A quarta frente é da demolição. 
- Demolição? Como assim?
- É o seguinte. Teremos uma equipe encarregada de não dar tempo pro pessoal se organizar, uma turma que vai se dedicar a criar crises, intrigas, a jogar uns contra os outros,  a criar problemas pra não deixar o governo andar.
- Ah tá. Tipo essa greve que tá acontecendo né? A gente pega carona e bota mais fogo, né chefe?
- Tá ficando sabido, hein? E tem a quinta e última frente.
- É mesmo? 
- A quinta frente é um dinheirinho separado pra amansar os mais alterados, para comprar alguns desgarrados e traíras do outro lado.
- Nossa, chefe. O senhor é mau-mau mesmo,  hein?
- Eu não sou nada. Veja que apareço pouco, dou poucas entrevistas. Não estou nem aqui conversando com vocês. 
- Tá certo, chefe. Ninguém vai saber que é o senhor que dá as ordens. Por falar nisso, não acha que o dono do jornal tá exagerando?
- Acho. Eu já falei que isso não é bom, que deveria ser mais moderado. Mas ele levou pro lado pessoal. Desse jeito tá matando a credibilidade do jornal dele. Mas ele está cego e não quer me ouvir.
- E o nosso candidato?
- Não precisamos ter pressa. Vamos esperar que eles definam pra gente definir também.
- Olha lá, hein, chefe. Eles já fingiram de mortos várias vezes e depois passaram a gente no sal.
- Mas nosso plano é infalível e desta vez está sendo muito bem conduzido.
- Mas chefe...e se a vermelhada juntar? Eles são fortes!
- Não se preocupe. Essa já está ganha. Não tem jeito.
- Não sei não....esse negócio de plano infalível...eu já vi essa história...e nunca deu certo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

CONVERSAS INFINITAS COM JAIRO MARTINS

Com algumas pessoas, temos diálogos infinitos. Difícil parar de conversar e quanto a gente as reencontra , parece que retomamos de onde paramos e desenbolamos o novelo novamente. Uma dessas pessoas com a qual tenho um diálogo sem fim é o escritor Monlevadense Jairo Martins. As conversas com o Jairo são boas, de mão-dupla, instigantes. Sua categoria é das altitudes e dá um baita orgulho poder fazer parte do grupo de amigos de um sujeito de tal quilate. Fiquei muito orgulhoso também do nosso prefeito, da atenção, do carinho com que recebeu o Jairo para uma conversa, de como abriu o coração e a própria prefeitura para acolher o grande escritor. Infelizmente, parte da cidade não dá o devido valor ao Jairo, assim como ignora seus grandes artistas. Mas nós artistas somos seres quixotescos e conduzimos as nossas  obras como uma profissão de fé. Para nós artistas, uma pessoa é um universo e basta que alguém encontre os diamante que escondemos, para que tenhamos uma enorme realização. Mas graças a Deus, boas coisas foram encaminhadas e em setembro, deveremos ter o lançamento da trilogia do Jairo no auditório da Prefeitura. Em breve também vou ler os outros livros do Jairo, a começar pelo Bazar Monlevade. Mas primeiro preciso terminar ESCRITOS ESPARSOS, do Raphael Godoy, que estou bebendo que nem licor, sorvendo pequenos goles pelas manhãs. Com o Raphael ainda não tive oportunidade de conversar pessoalmente, mas imagino que poderemos engatar também uma conversa infinita.Tem outros com os quais as conversas parecem não ter freio. Que a vida me permita mais tempo para filosofar com esses amigos. 

APOCALIPTO - QUE FILME É ESSE...

Sabe aquele dia, depois do almoço num domingo e você pega um filme qualquer pra ver enquanto vai dar uma chochilada? Pois é. Tenho alguns filmes guardados pra ver nas beiradas de tempo. Pois bem. Pus o filme pra ver  e ... não consegui pregar o olho. Que filme bacana! Um filme sobre os indios que moravam do outro lado do continente sulamericano. O filme é forte, com muito sangue jorrando, selvageria pura. Tem cenas de pessoas comendo um porco selvagem no dente depois de abater com armadilhas engenhosas e rudimentares. Mas não é só isso. No meio do filme tem lugar para romance, pra desolação da escravidão, da idolatria religiosa extrema que levava aos sacrifícios humanos, aos designios das profecias, de heroismo e enfim, da chegada dos espanhois à costa do continente. Tudo isso costurado por Mel Gibson. De tirar o fôlego...

SOS 381 - O SHOW PELA VIDA

Depois dizem que o Facebook é uma bobagem. Ignorar sua utilidade é que é uma besteira. Não conheço o Aggeu Marques pessoalmente. Jamais troquei meia palavra com ele, mas nos irmanamos na causa da BR 381, assim como uma legião de pessoas no Face. Tudo começou após dois acidentes consecutivos num final de semana, que geraram mais uma onda de comoção. Através do face do meu amigo Marco Aurélio, vocalista da banda Infocus, tive acesso a postagem do Aggeu manifestando sua indignação com a carnificina instaurada na BR. Foi ai que iniciei uma conversa com ele e sugeri a realização do show, um espécie de "We are the world". Quem sabe um "We are the life?". Sei que o movimento começou a engrossar e hoje já existe um pequeno exército de artistas dispostos a somar forças. Temo por algumas liberações que precisam ser feitas. Será que o DNIT vai permitir? Será que não haverão entraves burocráticos? Será que a Rede Globo vai cobrir, juntamento com a BAND, O SBT e a RECORD? Não sei dizer. Não estou participando da coordenação e não sei o que o pessoal anda programando. Penso que a visibilidade será fundamental. A voz pela vida deve ser ouvida e reverberada por todas a mídias, pela internet, seja como for. Ah. E  acho importante que participem também atrações populares. Até já enviei um email pro AGGEU sobre isso. Quem sabe César Menotti e Fabiano, Gino e Geno, Eduardo Costa ou outros. E tem as atrações locais que não podem faltar. Dependendo do tanto de boas atrações, já vou concordar com o Marcelinho: pode ser um evento de muito mais de 5 horas. Que tal pararmos até o governo federal fazer um pronunciamento público, (quem sabe a própria Dilma, que é mineira), garantindo que a obra vai recomeçar, que a fiscalização vai aumentar, que haverá punição rigorosa para os infratores? Do jeito que está, ninguém aguenta mais. E que Deus ilumine o caminho dos motoristas. Principalmente daqueles que andam direito e que muitos vezes pagam pela irresponsabilidade alheia.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Partido cultural



A arte é longa e a vida breve. 
Mas todos nós que trabalhamos com cultura precisamos refletir sobre uma coisa vital para a sobrevivência dos nossos valores artísticos: precisamos nos organizar como PARTIDO CULTURAL.
Digo isso porque a cultura tem realmente grande dificuldade de fazer com que as pessoas percebam sua importância. Vivemos tempos imediatistas e as pessoas, hipnotizadas pelos apelos da sociedade de consumo, tem grande dificuldade em perceber valor na arte .
As pessoas, acostumadas com a chamada cultura popularesca, tem muita resistência com a cultura um pouco mais elaborada. Geralmente consideram qualquer forma de intelectualismo como tediosa,  assim como acham chatos a literatura, o balé, a arte em geral. 
Ai a gente fica pensando: qual deve ser o papel de das fundações e instituições culturais ? Dar ao povo apenas o que deseja, ou seja: pão e circo,  shows sertanejos, pagode, axé ou funk ? Oferecer espetáculos de grande valor artístico, capazes de gerar  reflexão e depurar o senso artístico das pessoas ?
Dificil responder a essa pergunta  ?
Pois eu respondo: as duas coisas são importantes.
Que o povo tenha entretenimento nos eventos de entretenimento e que tenham cultura
e arte nos festivais culturais.
O que quase sempre fica desequilibrado é o quanto se investe em cada tipo de evento.
Para os eventos de entretenimento, desde sempre se investiu grandes somas em dinheiro.
Isso acontece em quase todos os municípios brasileiros.
A cultura, há tempos anda de pires na mão, atrás de migalhas para sobreviver.
Nesse sentido, foi muito danoso o divórcio entre cultura e educação.
E sejamos realistas: cultura não traz votos. 
Mas também ficarmos chorando não vai nos fazer avançar. Para que a cultura possa conquistar seu lugar ao sol, é preciso que ocupe espaços políticos e econômicos. É preciso haver mais gente consumindo cultura, mais difusão da cultura nos ambientes propícios, principalmente nas escolas. Só assim, teremos no futuro uma geração mais antenada, mais afeita aos conteúdos interessantes e só assim a cultura se tornará atraente e viável economicamente.  
Mas não chegaremos a lugar nenhum se deixarmos que os interesses  Culturais sejam atropelados pelos interesses partidários. 
Conclamo a todos da cultura que tenhamos um horizonte comum ao invés de entrarmos no jogo dos que tentam implodir tudo que se tenta construir nessa cidade.
Integro um governo que tem viés cultural. O Prefeito Gustavo Prandini é uma pessoa que ama a poesia, a literatura, a música, o teatro. Pelo esforço do Gustavo, tivemos aqui o Festival de Artes Cênicas, o Artesania, Concurso Literário e vem mais coisas boas por aí, não tenham dúvidas. Mas não se pode esperar de um prefeito a onipresença. No entanto, sou testemunha da sensibilidade dele.  Penso que devemos é aproveitar o momento propicio para nos articular e não ficarmos criando arestas . Vamos levantar a bandeira do Partido Cultural e fazermos a diferença. Quem vai se filiar ?

O ROCK E A ANTROPOLOGIA MUSICAL DA GALERA

Uma coisa bacana que tenho visto é que tem muitos jovens fazendo um trabalho de garimpagem sonora, buscando referências musicais nos anos 60,70,80 e até em anos bem anteriores. Vi uma prima hoje  comentando sobre o Flettwood Mac. Caramba, nem eu vivenciei esse trabalho tanto assim. Mas não para por aí. A turminha se amarra nos sons antigos. Led, Black Sabathh, Deep Purple Rush, Stones,Beatles, Pink Floyd, Yes, Gênesis, Hendrix, Iron, continuam sendo os sons mais baixados na net. Parece que as últimas décadas não conseguiram imortalizar tantos riffs e hits. Por outro lado, nunca antes na história desse planeta, tivemos um tempo em que tudo está disponível a um toque. E isso é bom demais. Uhúúúú!  Forever young, meus amigos. Pela net, Robert Plant e Jimmy Page ainda são jovens e esbanjam sua beleza Power flower com o frescor daqueles tempos. Aliás, o vintage está na moda com toda força. Quanto ao que é produzido hoje, acaba que a cultura dos arranjos pré-fabricados, dos templates, dos samplers, deixa a galera desconfiada. Muitos robots interagindo. Robôs e criaturas, parafernárias virtuais de todo tipo. Parece que a turma antenada prefere música feita por gente de carne, osso e emoções genuínas. Ainda bem. ROCK AND ROLLLLLL!!!!!!!!!!!!!!!

BANDA DESARME - NO POP ROCK FESTIVAL

Desarme o espírito, meu caro amigo. Prepare-se para ouvir o que a banda DESARME tem a dizer. Os shows do DESARME desfilam o mais autêntico rock and roll. Não é atoa que a banda vem sendo convidada para todas os encontros de motociclistas. A cozinha de guitarras é poderosa. O baixo e a batera garantem o peso e o vocalista Julio não tem medo de soltar o vozeirão. No menu, iguarias de primeira pra quem curte Pearl Jam, Pink Floyd, U2, Ira, Nenhum de Nós, entre outros. Ah...e tem as músicas da banda também, como o triller psicológico PARANÓIA, uma viagem pela mente de um psicopata, que em certo sentido pode ser qualquer um de nós. O Desarme será a primeira banda a se apresentar no POP ROCK FESTIVAL à partir das 4 da tarde no Birabool. ROCK AND ROOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLL!!!!!!!!!!

domingo, 24 de julho de 2011

SEMANA POP ROCK

Que venha o bom rock and roll pra sacudir a cidade. No próximo sábado no Birabool vai rolar o POP ROCK FESTIVAL. Três importantes bandas da cidade estarão presentes. A primeira a se apresentar será a banda DESARME, que vai tocar músicas de várias fases do rock, desde os anos 70 até o novo milênio. Quero ouvir também a excelente PARANÓIA, de autoria própria. Depois vai rolar o show com o UMBIGO TRIO, uma banda butantã ( só tem cobra), contando com o professor Daniel Bahia na Guitarra, Nícolas Ferreira no baixo e Fábio Sartori na batera. A proposta do Umbigo é diferenciada. Os caras fazem um rock instrumental, tocando também clássicos do rock ( Rush, Hendrix, etc). E pra fechar com chave de ouro, apresentação da banda Infocus, que vem conquistando o Brasil com seu PopRock dançante e pra cima. Tô é com inveja. Ô vontade de estar no palco também. Mas estaremos lá aplaudindo a valer. 

CULTO AO CAVALO E A SAUDADE DA ROÇA


Enquanto na Índia o povo tem a vaca como animal sagrado, aqui em Minas sagrado é o cavalo. Temos 853 municípios e devemos ter uns 700 clubes do cavalo. E dá-lhe festa do peão boiadeiro, festa do cavalo, leilões, cavalgadas, cavalhadas e cavaladas. Tem também as festas agropecuárias, em que os outros rebanhos como bovinos, suinos, caprinos, além das aves, dominam o pedaço.Tem ainda as festas do milho, da batata, do inhame, etc. Mas o cavalo é soberano. Pode ser muito bonita a relação do ser humano com seu animal. Pode ser um terror também se o sujeito for um torturador contumaz. Engraçado que nas roças, muitos trabalhadores substituíram os cavalos por motos, que são de ferro, não comem e bebem pouco ( gasolina). Com isso, os cavalos vem perdendo seu valor utilitário, passando a ter quase um valor estimativo e ornamental, ligado ao lazer rural. Pelo fato de João Monlevade estar em uma região industrial, mas cercada de cidades agrícolas, acaba tendo uma forte ligação com os equinos. Prova disso é que tem um dos clubes do cavalo mais organizados da região. Por isso, a prevalência da música sertaneja na maioria das rádios, nos bares, nos carros, nos churrascos, nas festas. O curioso é que a cultura é influenciada pelos arredores e não pelo meio. E o danado do cavalo é soberano. Nos dias de cavalgada eles tomam conta dos asfalto, deixam seus rastros de urina e fezes, enquanto os cavaleiros vivem a fantasia de um faroeste caboclo. As amazonas também desfilam seus adereços country e conseguem seus momentos de glória. Saudades da roça? Claro que sim. Muitos vieram das cidades vizinhas pra trabalhar na siderurgia e cultuam os cavalos. Ser chamado de cavalo pode ser até ser considerado um elogio. É sério! Quando um sujeito tem saúde, costumam dizer: - nossa, esse cara é um cavalo. Quando uma mulher é muito bem servida pela natureza, o povo também costuma dizer: - Nossa, essa menina é uma cavala. Levando-se em consideração que o cavalo é sagrado, tudo certo. O que ninguém quer é ser chamado de burro. Já quando o sujeito é chamado de jumento, pode ser até que seja um elogio, dependendo do ponto de vista. Mas pessoal, precisamos respeitar o cavalo. É um ícone cultural muito importante da civilização. Está no jogo de xadrez como importante peça estratégica, no símbolo da Ferrari, que me lembrei agora e em diversas simbologias humanas. E as festas cavalares, independente de não serem as festas preferenciais de algumas pessoas, continuarão existindo e atraindo multidões. Agora, quanto ao local para se fazer esses eventos equinos já é uma outra discussão. 

NÃO VAMOS DEIXAR QUE TUMULTUEM A CULTURA

Sinceramente penso que viemos construindo algumas coisas muito boas na cultura.  Só para ficar nas ações mais recentes, tivemos a volta do concurso literário, a Caravana da Cidadania e o Festival de Artes Cênicas, que acreditamos terem sido eventos importantes, principalmente para os grupos de teatro da cidade, que tiveram boas oportunidades de interação e aprendizado. Infelizmente, algumas pessoas teimam em tirar da prefeitura e da Fundação Casa de Cultura qualquer mérito na promoção do Festival de Artes Cênicas. Pois saibam que se não fosse o empenho do Prefeito Gustavo Prandini, disponibilizando espaços, determinando que a Fundação Casa de Cultura desse todo suporte, nada teria acontecido. O Gladevon também teve um esforço  enorme e todos na FCC estiveram mobilizados. Imagino que o pessoal do Grupo No Ato confirme isso. Também acho que a cultura merece mais. Porém, também não posso concordar com afirmações levianas movidas por interesses pessoais ou políticos, por descontentamentos pontuais, pela torpe tentativa de politizar e mobilizar negativamente as pessoas contra a Fundação Casa de Cultura. A maioria dos artistas Monlevadenses teve espaço no atual governo. Perguntem a Fabrício e Elcimar,  Kenny e Kerlon, Umbigo Trio, Banda Agá, Banda Infocus, Serginho Martinelli, Mark Jr, Maycon e Douglas, Banda Desarme, Banda Vem Sambá, Banda Calk, João Roberto e Ronivaldo, Banda Dirock entre outros que nem me recordo agora. Alguns tiveram reprise, outras não, mas de uma forma de outra, todos vem sendo contemplados e ainda serão nos próximos eventos.  O nosso desejo é estreitar cada vez mais o relacionamento com os agentes culturais da cidade, até com vistas a criar atividades para outras artes. Não nos interessa qualquer tipo de confronto. Precisamos uns dos outros exatamente por sermos minoria. Estamos convencidos de que o nosso grande desafio é com formação de público, que realmente tem preferido o entreterimento simples, em detrimento dos bons conteúdos. Se quisermos que a arte e a cultura conquistem seus lugares ao sol, não será com divisões ou agressões. Corrijam-me se eu estiver equivocado, mas penso que existem pessoas politizando a questão, tentando criar mais um foco de ataques ao governo. Sugiro aos amigos da cultura que abram bem os olhos para não cairem no jogo sórdido da política, para não se transformarem em joguetes,  em cartas nas mãos de algumas pessoas, que muitas vezes nos seduzem com  mimos, mas que depois nos descartam sem nenhuma cerimônia. 

QUEM INVENTOU A CAVALGADA?

Não foi o Gustavo quem inventou a cavalgada. O evento já acontece há 23 anos, portanto, quer queiramos, quer não, já se configura como tradição na cidade. Falo isso com muita tranquilidade pois não sou exatamente adepto do gênero sertanejo. Até aprecio moda de viola, gosto de uma sanfona bem tocada, mas não me agradam as letras clichê do clichê, a industria de multiplicação de duplas pra durar uma temporada, enfim. Mas daí até a dizer que não tem cultura ali, uma enorme distancia. Como já falei, o fundo musical   não me agrada, mas há cultura sim nos rodeios, na ocupação da cidade pelos cavaleiros que vem de todas as bandas, nas bandeiras, na tradição dos tropeiros e na participação das famílias tradicionais cuja história precede até a emancipação da cidade. Para os urbanoides, uma invasão: - Como pode tanta bosta de cavalo no asfalto? Mas para a maioria do povo que tem raízes rurais o evento é fundamental. O que me admira é que o Gustavo, mesmo sendo o prefeito que menos gastou com as cavalgadas, ainda assim é atacado como se fosse o que mais gastou. Parece que o esporte preferido de vários tem sido atacar, detonar nosso prefeito. Li algumas matérias que considero injustas e fora de propósito. Contestar a cavalgada e outras festas populares é contestar o Brasil do Lula, onde as massas, onde as classes C e D ascenderam com grande força. A grande maioria do povo aguarda ansiosamente a cavalgada e a tem como principal evento da cidade. Besteira ficarmos brigando com os fatos. Como diz o ditado, gosto cada um tem o seu, mas o gênero sertanejo não domina apenas em nossa cidade. Já tem alguns anos que é dominante do Oiapoque ao Chuí. Infelizmente para quem não gosta é uma tortura (até me incluo entre os conformados torturados). Outra coisa é que achei de péssimo gosto e desrespeitoso a utilização do termo "Casa de Incultura". Até certas mídias totalmente contrárias ao governo tem elogiado a cultura no Governo Gustavo Prandini. Disseram textualmente que a cultura após anos de marasmo está experimentando um renascimento. Mas temos de relevar certos arroubos. Pelo contrário: que tal positivarmos a relação? Considero o cenário local bastante fértil e não me canso de levantar a bola dos artistas locais e olha que qualidade não falta. Agradar a todos? Nem Jesus! Mas não tenho dúvidas de que avanços vem ocorrendo. Nesse sentido é até covardia comparar o Governo Gustavo Prandini com algumas administrações anteriores.

sábado, 23 de julho de 2011

SAPATO APROVADO!

Fui à primeira noite da peça SAPATO, com o grupo CIA DO INFINITO. Cheguei por volta das 20 horas e havia uma boa fila do lado de fora do Centro Educacional. Deu um bom quorum o negócio. Na entrada, caixas de sapato com frases de efeito prenunciavam o que iria acontecer lá dentro. Já tínhamos pistas, mas não dava pra imaginar o que aconteceria. Quando liberaram a entrada, adentramos procurando nossos lugares. No chão, pude perceber um vulto deitado. Em princípio, não deu pra ver se era mulher ou uma grande boneca, dessas de borracha. Fiquei olhando para ver se ela se mexia e nada. De repente, irrompeu o som do Plantão do Jornal Nacional e de várias entrevistas editadas, de pessoas falando sobre o sapato, comentários hilariantes, beirando o surreal. Depois de algum tempo, um locutor oculto anunciava o inicio do espetáculo. Mal apagaram a luz, a mulher que estava deitada, a que eu não sabia se era boneca, deu um grito lancinante e deu inicio a peça propriamente dita.( caramba, o que esse pessoal de teatro se sacrifica pelo espetáculo é uma coisa. Ela deve ter ficado ali estatelada pelo menos por uns 30 minutos. Fingir de morta por tanto tempo pode pegar,  viu).  Daí, começaram a desfilar uma série de esquetes de humor, quase todos tendo o sapato como link. Pra inicio de conversa, " baixou" a bela adormecida no palco. A atriz usou bem a metáfora do sapatinho de Cristal, um sapato histórico de que eu havia até esquecido. No geral, gostei da performance de todos os atores. O Marcos Câmara foi muito bem, assim como o Natanael. Alguns atores eu não conheço pessoalmente, mas as duas atrizes também foram muito bem e o rapaz Emo também agradou. Os textos são cheios de gags, com um humor ágil e coloquial. Nada de intelectualismos embotados, nada de devaneios dramáticos. Penso que a turma está esperando também as críticas né? Então vamos a elas. Podem melhorar o som, contratando um sonoplasta para ficar por conta da peça. No primeiro espetáculo, a música era interrompida de forma abrupta. Outra coisa é que senti que ficaram alguns brancos entre um esquete e outro. Mas também temos de avaliar que é uma estréia. Esse sapato ainda vai evoluir muito à medida que a cia for se apresentando. Esperamos que o espetáculo seja apenas o início de uma série de apresentações ao infinito. E humildemente, estarei sempre à disposição da troupe. Quem sabe não possa no futuro até compor uma trilha para um espetáculo deles (isso é que é cantada). Embora que o Marcos Câmara está lá e também é craque na música. Bom, vou parando por aqui pois estou descendo para a capital do universo ( Alvinópolis). E já que falei na capital, quem sabe não possamos levar o Sapato pra lá? Vai ser o máximo. AH...E PRA QUEM NÃO FOI, TEM ESPETÁCULO HOJE.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

SAPATO NOVO

Tô muito ansioso pra ver essa peça SAPATO. Passei os ultimos dias com djavus sapatais. Graças a Deus tenho mais amigos que inimigos. Não tenho aquela barreira invisível de colgate (quem não lembra?), mas não creio ser assim, exatamente um "sapatável". Tem gente sempre querendo pisar na gente, coisa de quem nos olha de cima. Que Deus nos proteja nessa terra de gigantes. Mas é curioso como um sapato pode derrubar um Golías. Lembram-se da sapatada que atingiu o Bush? Engraçado como os sapatos também simbolizam preconceitos. Por exemplo, se uma mulher for chamada de sapatão é xingamento xenofóbico. Se um dançarinho for chamado de sapatilha, também vai se sentir segregado. Mas reportando-me à Eliana do Cutucadas, devo dizer que esse BLÁ-BLÁ-BLÁ todo é para lembrar a todos sobre a peça SAPATO, que vai acontecer hoje à noite no Centro Educacional. Espero que esse sapato nos sirva, que o calcemos e levemos pra casa. E merda pro pessoal da Cia do Infinito. 

EU FM

Podem ficar tranquilos todos os roqueiros, mpbeiros, jazzeiros e outros eiros. Dentro de pouco tempo haverão rádios que tocarão aquilo que a gente desejar. De manhã a rádio vai lhe perguntar; - E aí? O que vai ser hoje? E você responderá: - Bem, pela manhã - quero ouvir clássicos. Mais ou menos as 10, as top teen do planeta, as 11 horas, quero ouvir o noticiário nacional e esportivo. As 12:15, música mais calma instrumental. As M13:00 - Novidades musicais - as 14 - Rock and roll. As 17: 00 - Noticias - As 18(...). A sua rádio entra no ar com locutores apropriados para cada segmento, que nem acontece no Playstation com com o Galvão narrando os jogos de futebol. Enquanto esse futuro não chega, estão aí as rádios com as configurações espelhadas pelos mercados em que estão inseridas. A grande massa da população ainda não está conectada na rede. Essa massa ouve rádio e vê tv. Seu gosto musical é aquele reverberado pelas rádios e tvs, que por sua vez reverbera o gosto do povo, num circuito fechado. Ainda chegará o tempo em que as pessoas ouvirão rádio num aparelho que receberá sinais via internet. Quando esse dia chegar, cada um vai poder escolher as rádios que quiser ouvir e até se programar pra ouvir nas horas desejadas. Será um passo para a concretização da EU FM.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

SAPATOS AO INFINITO

Quando for passar dessa pra melhor, com qual sapato irei? Com que carimbarei o chão entre esse e o outro mundo? Tava lembrando de outros sapatos que me com os quais caminhei até hoje. Um deles foi o sapato velho do Roupa Nova. Música maravilhosa. Lembro-me também dos sapatos do Vitor Ramil, compositor gaúcho de primeira linha ( irmão de Kleiton e Kledir). Ele tem uma música que utiliza o sapato como link para lugares e coisas. Um trecho da música diz: "caminharei os meus sapatos por Copacabana, atrás de livro algum pra ler no fim de semana". Só footing. Lembro-me também dos sapatos com asas do herói Mercúrio. Dos sapatos gigantescos de um palhaço que foi a minha terra chamado Biana. Peraí, tô me lembrando também de alguns sapatos que estavam ficando perdidos na poeira do tempo. De um sapato branco que tive, um mocassim. De um sapato marron que meus amigos chamavam de charuto, pois era marron e roliço. De uma bota furada, onde sempre entrava agua e deixava minha meia ensopada. Dos sapatos que eu deixava próximos a árvore de natal, aguardando presentes. Dos sapatos que foram pro lixo, pra nem sei onde. Por falar nisso...é mesmo! Nunca havia pensado nisso. O que será que aconteceu com todos os sapatos que tive nessa vida? Terão sido reciclados? Terão ido parar debaixo da terra, pra virarem quem sabe...petróleo num futuro longinquo? Sapatossauros da posteridade. Vai saber. Mas...vou parar um pouco de falar de sapato. Já fiz um verdadeiro inventário sapatistico. Agora quero ver é o SAPATO da Cia Infinito. Será amanhã e sábado, 22 e 23 no Centro Educacional. Não percam ou levarão uma sapatada.

Ô LUGAR PRA TER CANDINHA ( looping)

Falar da vida alheia
maldizer
envenenar
intrigar 
difamar
trair
trairar
esfaquear
injuriar
insuflar
ruscar
inceptar
repetir
replicar
treplicar
multiplicar
em looping

COITADISMO NÃO!

Existem várias formas de exclusão e algumas chegam a ser cômicas. Algumas pessoas se consideram intelectualmente acima por gostar de determinado estilo musical em detrimento de outros. Digo isso sem medo, pois talvez um dia já tenha até pensado assim. Mas o que não sou é orgulhoso de ficar mantendo uma opinião por orgulho, pra não dar o braço a torcer. Tenho meu gosto musical, aprecio certos estilos, mas nem por isso vou ficar detonando o gosto dos outros. Digo isso porque, se não sou fã do gênero sertanejo, devo respeitar quem gosta, mesmo porque nem adianta eu não gostar. O povo gosta mesmo, se identifica e não sou eu quem vai mudar isso. Outra coisa é que conheço pessoas muito bem dotadas intelectualmente que amam o gênero. Gostar de MPB, de Rock, de Música Clássica não garante título de intelectual pra ninguém. Minha postura crítica não é com o sertanejo em si, mas com a monocultura de um gênero dominante apenas. Esta sim uma exclusão, mas que infelizmente é chancelada pelo próprio público. Agora, não vou persistir também numa postura de coitadismo, de ficar chorando que a cultura não tem apoio, que ninguém quer saber da arte, etc. Essa postura gera passividade e inércia. Prefiro pensar que existe um enorme desafio para nós que militamos na área. Falo isso não apenas como uma pessoa que hoje integra uma Fundação, mas como ativista que sempre fui. O grande desafio é a formação de público. Só existe esse enorme contingente de adoradores do boi e do cavalo porque existe uma indústria, um exército de operários do gênero sertanejo, que suou a camisa, que comeu muita terra e que ocupou o espaço. Se quisermos ocupar corações e mentes de novos públicos, precisaremos ir as escolas. Lá está a juventude de amanhã, que poderá usufruir de um menu cultural mais variado e nutritivo. Mas isso não vai acontecer enquanto persistirmos no coitadismo. E aí? Vamos as escolas?

HISTÓRIAS DE SAPATOS III - MUITAS EMOÇÕES ...


Tava lembrando de alguns sapatos que tive. Os famosos Vulcabrás pretos  tive aos montes. Mas o primeiro que me me marcou mesmo foi um sapato preto de borracha preta furadinho. Quem tem por volta de 46 anos  deve se lembrar. Os danados davam um chulé infernal e deixavam os pés pretos também nos lugarzinhos dos furos. Meus sapatos geralmente ficavam esfolados nas pontas, pois eu tinha o hábito de chutar pedras nas ruas. Minha mãe xingava direto, mas não adiantava. Fui crescendo e sapateando pela vida afora. Da Vulcabrás, dificil não lembrar também dos famosos Kichutes. Quando ganhei um me senti um super-herói. Lembro-me de um comercial da época, em que uma pessoa usando o fantástico calçado corria de uma pantera. O mais interessante é que na minha época de criança, ia para os matinés carnavalescas no Alvinopolense, onde a meninada brincava era de dar bicudas uns nas pernas dos outros. O Kichute era o calçado mais cobiçado nessa época. Com meu Kichute, joguei partidas memoráveis no campinho da rua de Cima. Mais à frente um pouco, pintou a moda dos sapatos bico fino e bico de agulha. Foi na época da Discoteque. Quando mais fino o bico, mais na moda estava o cocotão. Eu tinha um de bico tão fino, que se fizesse um furo na ponta e botasse linha, dava pra costurar a discoteca inteira. Mais à frente um pouco, aderi à moda das alpergatas, sapatos de pano hiper confortáveis, à moda dos Ninjas chineses. Parecia estar descalço. Depois, virei rockeiro e comecei a usar botas fechadas tipo militar. Ganhei uma que foi como um objeto de tortura. Meu pé é 41 e a danada da bota era 40. Ficavam os dedinhos apertadinhos. Mas a bota era muito boa, robusta e calçava bem. Tinha uma outra qualidade. Quando chovia, não entrava uma gota de agua  e eu odeio ficar com o pé molhado. A tortura compensava. Depois desse tempo, aderi a moda dos Sapatenis, calçados mixtos, que juntam o conforto dos tênis com a formalidade dos sapatos. Caminhei meus sapatos por esse mundo afora e hoje tenho alguns de excelente qualidade -escolhas da minha esposa-e 3 pares de tênis. Confesso que nunca tive tantos pisantes em minha vida. 

E pra completar, tem a peça SAPATO, nesta sexta e sábado no centro educacional. Tô doido pra ver o que essa galera do teatro anda aprontando. 

POP ROCK FESTIVAL - CONTAGEM REGRESSIVA



Faltam 10 dias para um dos mais importantes eventos de rock da cidade em muitos anos: o 1º Pop Rock Festival em Monlevade. Três bandas muito boas com estilos diferentes, mas totalmente integradas, vão levar ao Biraboll um evento muito bacana, que vai com certeza balançar a cena local. A Infocus tocando Pop Rock, Desarme, tocando standards do rock e o Umbigo Trio com seu Rock instrumental, mas com participações especiais. Para quem curte o gênero, um evento imperdível. Vai rolar à partir das 16 horas no Biraboll e a turma está trabalhando direto para oferecer ao público roqueiro um espetáculo pra ficar pra história. ROCK AND ROLL, GALERA!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

HISTÓRIAS DE SAPATOS - A SAPATARIA DO MEU PAI

Vou levar a conversa lá pra Alvinópolis agora. Meu pai era sapateiro. Ele teve uma sapataria que se tornou point da cidade. Minha avó ficava maluca, pois na saparia dele os jovens da época se encontravam para contar casos, falar das fofocas do último baile, do futebol, etc. Ela achava que daquele jeito ele não teria tempo de trabalhar. E ela não estava errada, mas a sapataria do Sr Tony Anemia era uma instituição Alvinopolense. Quando eu era bem pequeno ainda peguei um tempo da sapataria. Depois ele passou o oficio para o meu primo Nivota, pois foi admitido na prefeitura. Foi ali naquela sapataria bem rústica que aprendi as primeiras notas no violão. Meu primo era cabeludo e gostava de Roberto Carlos e Renato e Seus Blue Caps. Ele me ensinou a tocar a música "Aonde a vaca vai, o boi vai atrás". Tinha uma parte da letra que eu adorava que dizia assim" Eu não vou na sua casa pra você não ir na minha, você tem a boca grande, vai comer minhas galinhas". Como veem, desde muito pequeno, os sapatos são importantíssimos na minha vida. E quem duvidar, dê uma olhada no link http://www.alvinews.com.br/coluna/Literatura/Vidrilho/FabricaCalcados/Fabrica_calcados.htm. Essa história está retratada lá. 

E não esqueçam - Dias 22 e 23 - sábado e domingo - Todos estão convocados para a Peça O SAPATO, que será representada no Centro Educacional. 

CONVERGENCIAS

Uns são roqueiros, outros MPB
Uns são urbanos, outros sertanejos. 
Uns diversão, outros cultura. 
Em que convergimos?
Uns são feitores, outros escravos. 
Uns são famintos, outros comida
Uns são petistas, outros tucanos. 
O que sonhamos juntos?
Uns liberais, outros socialistas. 
Uns são governo, outros são contra
Uns  são católicos, outros protestantes. 
Divergimos 
até nas convergências.
E aí?
Dá pra tomarmos 
um cafezinho na paz?

O SAPATO CALMANTE


Certa vez peguei ônibus com o Manoel, amigo de infância, companheiro do Verde Terra e do inicio da República dos Anjos. Todos que conhecem o Manel sabem o quanto ele é super ativo, agitado e surpreendente. Pois nesse dia estava eu sentado atrás no ônibus, ele na carteira da frente. Ele ia fazer um concurso público e estava com uma mochila na mão. Resolveu abrir a mochila e de dentro saltaram várias folhas de papel que ele manuseava com grande velocidade, lendo e relendo as anotações. O ônibus deu um solavanco e a papeleira do Manel voou pelos ares. Ele recolheu tudo com muita rapidez e voltou a arrumar a maior confusão e uma barulheira informal com a sua papelada. Falei pra ele: - Relaxa, Manel. Ele retrucou. Tô calmo, cara. Falei de volta: - Calmo nada. Tá fazendo uma confusão dos diabos com essa papeleira toda rabiscada. Ele virou-se pra mim e falou: - Tô calmo, pois estou de sapato. Olhei pra ele atônito e ele retrucou: - Eu sou desse jeito. Quanto eu tô de sapato, fico calmo. Daí passei a avaliar mais profundamente a psicologia dos sapatos.

CONVOCAÇÃO GERAL - Se você gosta de cultura e arte - não deixe de prestigiar a peça SAPATO - Será nos dias 22 e 23 - sexta e sábado - no Centro Educacional. A gente se encontra lá. 

PALAVRA DITA, REPUTAÇÃO MORTA

Acabo de ler um texto no excelente site "Observatório de Imprensa". O texto discorria sobre a frivolidade da sociedade do espetáculo, que da mais valor ao fim do casamento do Robinho, que de uma pesquisa científica sobre agrotóxicos, por exemplo. Aliás, assuntos sérios e investigativos não dão ibope. O fofoquismo está mais vivo do que nunca. Mas o pior não é isso. O pior é a difamação, a destruição de biografias como aconteceu no caso do  ex-presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, acusado de assédio sexual nos Estados Unidos. Como vivemos em uma aldeia global, a acusação pipocou imediatamente em todo o mundo. Investigações realizadas posteriormente à denúncia mostraram que tudo não passava de um blefe da arrumadeira. Kahn perdeu a presidência do Fundo Internacional e viu manchada sua imagem para as eleições francesas. Aconteceu também no caso de uma escola aqui no Brasil, cujos donos foram acusados de maltratar os alunos e até de pedofilia. O boato fez-se verdade por um bom tempo. A escola fechou as portas, seus donos faliram e depois ficou comprovado ter se tratado de um noticia falsa. A imprensa denuncista e faminta por escândalos passou incólume. É isso. Palavra dita. Reputação morta. Aqui em Monlevade isso também acontece com muita frequência. O linchamento midiático que vemos acontecer por aqui não tem paralelo, pelo menos que eu me lembre.


HISTÓRIAS DE SAPATO I

Dias 22 e 23 de julho, teremos a peça "Sapato" no Centro Educacional, com realização do Grupo Cia do Infinito. Estarei lá e espero que toda a comunidade artística também esteja presente. Mas sendo sincero, o nome da peça pra mim soou como uma provocação e vocês vão entender porque. Minha relação com os sapatos é profunda.  Só de contar o inicio da minha história com meus andantes vocês vão entender porque. Como desde sempre abdiquei dos automóveis,  o sapato tem sido meu principal meio de transporte. Mas quando pequeno, tive uma relação estranhíssima com os pisantes. Por um desses mecanismos mentais que a gente não entende , criei um complexo com relação ao meu pé. Certa vez, ao ficar sem sapato na escola, alguém caçoou de mim me chamando de pé branco. Daquele momento em diante fiquei com vergonha de mostrar o pé. Só andava calçado por onde ia e não ficava descalço na frente dos outros de maneira alguma. A loucura era tanta que certa vez minha familia viajou para Fonseca, distrito de Alvinópolis num final de semana. Um dos melhores programas por lá era nadar no rio rasinho que tinha praia de areia e aguas cristalinas. Lá chegando, vi todo mundo pegando seus shorts e eu naquela: e agora? Olhei para um lado e para o outro, não tinha ninguém olhando. Escolhi um ponto do rio e entrei na agua...mas de sapato. Inacreditável, aquele recato era coisa de doido varrido, mas não estava em mim. Algum tempo depois foi feita uma campanha em minha escola. A professora e meus colegas fizeram uma vaquinha para me comprar uma sandália franciscana, mas eu não quis saber. Iria mostrar parte do pé e isso eu não iria permitir. Certa vez juntaram vários colegas e me seguraram tentando tirar meu sapato, mas busquei forças não sei de onde e consegui me desvencilhar dos meus dessapatantes amigos. Com os anos, nem sei como, mas naturalmente fui vencendo o preconceito. Deixei para trás o complexo com relação a minha champra 41. Mas outros sapatos vieram e muitas histórias mais. E tem sapatos com histórias muito pitorescas mesmo. Em próximo post vou contar a história de um sapato de um amigo meu, do grande Neo Gemini ou Manel, como o conhecemos. Ele tinha um sapato, que segundo ele era calmante. E aproveito para lembrar: todos lá no Centro Educacional na sexta e sábado hein? Quero ver o que essa turma tem a nos dizer sobre os sapatos. Enquanto isso, vou lembrando as histórias dos meus...

BR 381 - OS POLÍTICOS E OS PALANQUES

Apoio todas as manifestações, mas gostaria de ver mais ação e menos apropriação de palanques. A BR 381 é um assunto que já ultrapassou todos os limites de urgência e ainda tem gente querendo faturar em cima. Se tem uma classe que tem sido ineficaz, omissa, irresponsável, proteladora é a classe política. Sem tirar nem por. Não salva um partido.  As mortes que acontecem, as comoções, a indignação coletiva geralmente duram alguns dias, algumas horas para a grande maioria, até que caem no esquecimento, voltando a tona quando inevitavelmente vem os próximos acidentes e mais luto . Apenas os familiares dos que perecem na rodovia realmente criam cicatrizes para o resto da vida, cicatrizes na alma, ódio eterno dos governos assassinos que se revezam no poder e não se sensibilizam com as vidas ceifadas. Que prioridade pode ser maior que uma vida humana? Ao invés de subirem em tijolos virtuais para fazer discursos oportunistas, que tal nossos políticos proporem algo mais construtivo, como por exemplo montar barraca em Brasília, fazer greve de fome, conclamar a sociedade civil a reivindicar com força, mas sem ficar fazendo proselitismo, campanhas insossas, fogos de palhas que não duram uma semana? E os nossos caciques ? Que fraqueza, que falta de moral, que incompetência para representar os interesses da  região. Só dão de ombros e culpam outras instancias. Sinceramente, melhor deixar os políticos fora dessa. Tem alguns artistas mineiros se mobilizando para fazer um show, um espécie de S0S 381, capitaneados pelo músico Aggeu Marques. Querem um conselho? Não deixem nenhum político subir ao palco. Se abrirem os microfones teremos um festival de bizarrices, de egos enlouquecidos querendo aparecer. Não deixem também que vire um palanque anti-governo com o PSDB à frente. Mesmo porque o tucanato não fez quando teve chance, portanto não tem legitimidade para cobrar. Se isso acontecer, cairá por terra  o objetivo original e mais uma vez os políticos pegarão carona  Não precisamos de confronto. Precisamos é de soluções, de uma resposta clara e objetiva, de uma ordem direta da Dilma para que a licitação aconteça imediatamente, assim como o inicio das obras de duplicação. Por que colocaram ratos pra tomar conta do  DNIT? Vai saber. Que inclinação para o crime tem esse povo. E crimes mais que hediondos, que dilaceram famílias e interrompem as vidas de tanta gente. Que os artistas soltem as suas vozes , que soem tão alto que sejam ouvidas até no exterior, que os grandes jornais do mundo repercutam a nossa guerra rodoviária. Tomara que os shows realmente aconteçam, com transmissão pela tv e muitos artistas voluntários. Quem sabe o que não se conseguiu pela politicanalha, se revolva com a sagrada arte? Que o bom Deus interceda por nós. 

terça-feira, 19 de julho de 2011

SELO DE INQUALIDADE NA OI -VELOX



Fui pedir uma transferência de endereço pra OI e Velox. Naquele instante, entrei num redemoinho, num cipoal de ligações telefônicas, de senhas, de códigos e protocolos. Até aí, até que tudo bem. Mas o sofrimento maior foi que hoje estou completando 15 dias sem velox. No dia 4 fizemos a solicitação de mudança de endereço. Eles acordaram que em 3 dias úteis a instalação seria feita. Só que passou o 3º dia e nada. Na sexta fui até a OI pra me informar e disseram que havia uma conta vencida de 2010 no valor de 4,14, de uma linha telefônica já desativada. Informaram se tratar de um resíduo da finalização da conta. Meu Deus. Porque não me avisaram nem enviaram essa conta pra mim? Mas tudo bem. Imprimi e bendita conta e me disseram que eu teria de aguardar mais 3 dias úteis para que houvesse tempo do pagamento constar no sistema, para então fazer um novo pedido. Assim foi feito. Depois de 5 dias, veio o técnico e instalou o telefone fixo. Achei que a velox vinha junto mas não veio. O moço falou que instalariam em 3 dias úteis, que foi na quinta passada. Na sexta liguei de novo para a Oi, novo protocolo, tudo de novo e me informaram que em 3 dias úteis instalariam a Velox. Isso foi no sábado, mas até agora, as 12:49 da terça, nada feito. Como já estava contando com esse atraso, fui até a TIM e adquiri um modem, pois pra mim é impensado ficar sem internet. Só que o modem não tem a mesma velocidade e lá se vai a agilidade. O que vou querer saber depois é o seguinte: já são quase 20 dias sem velox, mas é provável que depois me cobrem por esse tempo sem os serviços. Vou ficar de olho. Selo de inqualidade neles.