quinta-feira, 30 de junho de 2011

POP ROCK FESTIVAL - 30 DE JULHO - O ROCK ESTÁ VIVO!

Dia 30 de julho Monlevade voltará a reviver os Festivais de Rock, contrapondo um pouco o domínio sertanejo que já vem há tempos. Três bandas das mais representativas da cena local  uniram forças e estão criando o POP ROCK FESTIVAL, que acontecerá no Birabol, contando em sua primeira edição com as bandas INFOCUS, DESARME e UMBIGO TRIO. A Banda Infocus já é bem conhecida na cidade e região. Seu disco recém-lançado vem sendo bem executado em diversas rádios do país, tendo inclusive despertado interesse de grupos empresariais de outros estados. A Banda Desarme faz um show que faz muito sucesso principalmente nos encontros de motociclistas, tocando  standards do rock nacional e mundial, além de  músicas próprias de conteúdo denso, psicológico. Já a UMBIGO TRIO, faz um som realmente diferente, misturando o peso do rock com o improviso do jaz, isso de forma instrumental, mas sempre com convidados fazendo participações mais que especiais. O POP ROCK FESTIVAL é uma iniciativa das bandas, mas que vem contando com apoios de muitos empresários. É impressionante o tanto que o povo gosta de rock. Embora tenhamos mesmo de admitir o domínio de outros estilos, todo menino que entra numa escola pra estudar música quer é tocar numa banda de rock. Chega um ponto em que até se desvirtua, mas na maioria das vezes, os caras estão afim é de rock. Então, amigos rockeiros. Chegou a nossa vez. Dia 30 temos encontro marcado com o bom, velho e novo Rock and roll. E as bandas avisam: o POP ROCK FESTIVAL vai levantar asas e pousar em outras cidades. Alvinópolis está na mira...

VOCÊS JÁ OUVIRAM FALAR EM FOR FUN?


No livro do Raphael Godoy tem um texto muito interessante sobre a filosofia FOR FUN, um modo de vida em que passamos a encarar tudo que venha com bom humor, com disposição positiva. Gostei bastante do texto e até procuro viver o máximo dentro dessa filosofia. Mas tem hora que o FOR FUN fica impossível. Imagine você chegar de viagem, louco pra tomar um banho e fazer um café. Mas ao chegar em casa a sua esposa lhe diz: -Amor! Não tem uma gota dágua aqui em casa.Você pagou a conta de agua do DAE? Na hora, fiquei com a consciência pesada, mesmo sabendo que sempre pago religiosamente em dia. Corri até o arquivo e vi que tava tudo certo, tudo pago. Procurei o proprietário do prédio que foi comigo até os relógios de agua e tava tudo certo. O dono do prédio me pediu desculpas, mas afirmou que o problema só poderia ser resolvido no outro dia cedo. Fui dormir muito contrariado. Pelo menos o Cruzeiro me salvou de uma tarde-noite catastrófica. De madrugada,acordei com um som estranho parecendo agua pingando. Quando coloquei os pés com meia no chão, percebi que havia algo errado. Meu pé ficou totalmente molhado. Acendi e luz e percebi que o apartamento inteiro estava cheio de agua. Deu vontade de chorar. Mas iria juntar mais agua. Fui até a cozinha e percebi que o vazamento provinha de lá, onde já havia vazado antes. Peguei um rodo e de cuecas, as 4 da manhã, tirei grande parte do tsunami do apartamento. Aproveitei para tomar um banho. Aff. Mas o pior estava por vir. Pela manhã chegaram dois bombeiros ao apartamento. Eles olharam, olharam e disseram: - Não tem outro jeito! Vamos ter de mexer na parede. Daí que tacaram a marreta, quebraram, geraram já uma boa quantidade de entulhos e um lamaçal daqueles. Tô pensando em comprar uma bota sete léguas na esquina. Daqui a pouco, vai dar até jacaré aqui dentro. O pior de tudo é que por causa da catástrofe, tive de me ausentar de uma reunião na Fundação Casa de Cultura com o grande Marcelo Melo. O pior é que tive de falar a verdade pra ele: que não iria, pois meu apartamento estava inundado. Ele sabe que eu não moro perto de rio, ou seja, que desculpa danada essa viu. A minha sorte é que tenho um álibi chamado Doca. Perguntem a ele que esteve alguns minutos aqui em casa. Ele viu de perto o meu transtorno Ai eu digo pro Raphael Godoy. Nessas horas, não há FOR FUN que funcione. Tá mais para "Um dia de Fúria". 

SE É VERDADE OU NÃO, DEIXO PROS DETETIVES VIRTUAIS ELUCIDAREM...


domingo, 12 de junho de 2011

A NASA Parece Estar Sabendo de Algo Muito Grave

Crédito: NASA


No seu mais recente projeto, a NASA desenvolveu um plano de preparação pessoal para todas as famílias, incluindo animais de estimação.

Segundo material publicado no próprio site da NASA e em textos e interpretações de diversos outros sites e blogs, apresentamos abaixo um texto sintético.

NASA é a única agência federal, responsável pela segurança do seu povo e bem estar aqui na Terra e no espaço e tem um compromisso de longa data para a preparação de situações de emergência e segurança. Desde o ano passado, o Administrador Bolden, tem enfatizado a importância da preparação pessoal e familiar.NASA, para a família inteira. Segundo o administrador, os planos de preparação pessoal e familiar são essencial para proteger nossas famílias e comunidades durante emergências potenciais, tais como incêndios, inundações, terremotos, furacões, tornados, ataques terroristas e outras catástrofes imprevistas.  O ativo mais importante, para a realização bem sucedida da missão da NASA, são as pessoas e seus entes queridos. A agência desenvolveu um conjunto de guias informativos destinados a prepará-los, tanto a sua família como seus animais de estimação para emergências. Estes guias irão fornecer-lhe o passo-a-passo, sobre como desenvolver seu plano de preparação. Todos os colaboradores são incentivados a fazer o download desses guias, preparar os planos e analisá-los com suas famílias. A agência tem tomado as medidas para preparar a "família NASA", agora é sua obrigação pessoal de se preparar e ou sua família para uma emergência.

Acesse o link da NASA AQUI


Fonte: YouTube
Crédito: currentspider
... Ele fala que "...mesmo as pessoas fora deste planeta" ... O que isto quer dizer? Será o pessoal que está na Estação Espacial Internacional?

NASA e a Agência Espacial Europeia têm vindo a alertar o mundo por dois anos sobre as catástrofes que podem se desdobrar com a aproximação do final de 2011 até 2012. Apresentando resultados de estudos e pesquisas sobre um evento raro, solar, como uma super-tempestade, a NASA de alguma forma está avisando,  que o assassino chamado de "mega-tempestade solar", pode atingir Terra em seu escudo protetor magnético, distorcendo e rasgando nossa magnetosfera, nocauteando assim nossa infra-estrutura tecnológica de todohemisfério norte e fazendo o mundo regredir ao ano de 1800.

A Rússia também manifestou preocupação. E agora o eminente astrofísico, Alexey Demetriev diz que, o que está acontecendo é pior, muito pior do que o que a NASA e a ESA têm admitido.

 Os cientistas da NASA estão assustados, desde quando descobriram, em 14 julho de 2010 que o nosso sistema está atravessando uma nuvem de energia interestelar. Esta nuvem altamente energizada, eletrificada e com um espécie de gás que além de perturbar a estrutura planetária, teria poder para destruir o nosso Sol. Em conjunto a tudo isso a Terra estaria enfraquecendo e movendo o escudo magnético, em consequência disso, nosso planeta poderá estar se tornando indefeso contra as maciças erupções solares e radiação intensa, tanto do sol como de forças desconhecidas do espaço.


Fontes: NASA.gov, Space.com, UFO-Blogger, YouTube

Tradução, adaptação e texto: Gério Ganimedes

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O JORNAL E O ESPELHO

Só para lembrar um dos textos mais lamentáveis que já li em minha vida. Certo jornalista, para justificar a urucubaca do seu periódico, afirmou com todas as letras que em seu jornal publicava preferencialmente noticias ruins, fofocas, escândalos, desgraças, o pior do pior da humanidade. Segundo esse jornalista, tido como guru por alguns colegas, isso se deve à própria natureza humana. As pessoas não estariam interessadas em conteúdos edificantes, noticias boas, enfim. Que nem vampiros, estão interessadas é em sangue, em traição, em carnificina, na destruição de biografias, no fracasso dos bem sucedidos. Dizem que os jornais são espelhos de uma sociedade. Que péssima imagem refletem, meu Deus!

LENDO ESCRITOS ESPARSOS - DE RAPHAEL GODOY

Ainda no inicio, mas estou me deliciando com os textos ora politicamente corretos, ora rock and roll do Raphael. Parece que um capetinha e um anjo sopraram alternadamene no ouvido do escritor, gerando textos que vão do moralismo ao seu contrário. O texto do Homem Cachorro é delicioso. Do Genro também é sensacional. Mas tem outros. Mas numa pequena brecha de tempo me deu vontade de escrever, direto da Rodoviária de BH. Mas podem esperar que vou detalhar mais...tem material ali pra várias postagens...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O " JÁ GANHOU" !

Erra 
quem se arroga,
quem considera o jogo ganho 
antes do final,
quem comemora o negócio fechado 
antes de ver a cor do dinheiro.
Erra
 quem subestima o adversário,
quem ignora os humildes,
quem não enxerga o valor dos outros.
Erra
 quem tem excesso de confiança,
quem faz firulas, 
dribla próximo da área.
Erra
 quem acredita na sorte,
quem não provê o amanhã,
quem não guarda pro inverno.
Erra 
quem não se arrepende,
quem não pede desculpas,
quem não perdoa nem a si.
Erra
 quem não reconhece os erros,
quem os transfere 
para outros colos,
quem faz pouco 
da inteligência alheia.
Deus
 que nos proteja 
da arrogância.
Deus
 que nos projeta 
dos egos traiçoeiros. 

PARA OS PÁSSAROS NÃO EXISTEM ABISMOS


ENTRE O QUERER E O PODER...UM PRECIPÍCIO


domingo, 26 de junho de 2011

MARK JR e UMBIGO TRIO em SÃO GONÇALO. VALEU!

AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar devo agradecer ao Prefeito Gustavo Prandini, que tem me apoiado no sentido de dar suporte para que os artistas Monlevadenses possam brilhar intensamente. Penso ser este um dos papéis mais importantes que a Fundação Casa de Cultura pode cumprir. Depois, devo agradecer ao Prefeito Nôzinho, à Secretária de Cultura Maria Célia, à Diretora do Centro Cultural Miriam Bronski, ao Assessor de Comunicação Ricardo Guerra, a todo o pessoal do Centro Cultural, o Ailton e ao público presente. 

O CENTRO CULTURAL

Já conhecia o espaço só de visitar, mas trabalhar nele confirma tudo o que se diz sobre São Gonçalo: estrutura de primeiro mundo. Sonorização acima da média, com mesa digital de última geração ( o Ailton não vai gostar, pois com certeza quer muito mais), telão bacana, tudo que um artista precisa para se apresentar bem. Todos ficaram muito bem impressionados. O atendimento por parte de todos foi de máxima cortesia. O Ailton parece o homem aranha, subindo pelas cordas e pilastras, carregando uma escada enorme como se fosse de papel e dando toda a assistência, com a maior calma do mundo.

O PÚBLICO

Foi pequeno nos dois shows, mas atento e participativo. A Miriam Bronski já havia nos avisado de que o feriadão havia esvaziado a cidade e admitido que a divulgação foi pequena. Pra mim, principalmente em função de uma sobrecarga da comunicação logo na semana, envolvida com mais uma notícia muito boa pra cidade: a vinda de uma nova indústria para a cidade. Êta São Gonçalo! Mais prosperidade chegando. Mas de qualquer maneira, penso que as duas bandas deixaram suas sementinhas plantadas nos corações e mentes de quem compareceu. Além do mais, uma pessoa apenas é um universo. Quem sabe em data próxima as duas bandas possam retornar para tocar com casa cheia? 

SHOW DO MARK JR - 24-06-2011

Na passagem de som, todos maravilhados com o Centro Cultural. Mark Jr, acostumado a tocar em vários tipos de espaço não escondeu a sua admiração. Tudo perfeito, som excelente. Tivemos de pegar a bateria com um grande amigo da música local, o grande swingueiro Topete. Fomos até lá e o baterista da banda, que é de Itabirito enlouqueceu vendo os tambores que o artista Gonçalense produz. E justificando o seu nome, o "topetudo" artista nos mostrou outros instrumentos que está produzindo, como violões, violas e bandolins. Topete botou um violão excelente em minhas mãos e ficamos improvisando músicas, ele ao bandolim e eu ao violão. Deu vontade de ficar lá tocando o resto da noite. Mas a obrigação nos chamava. Tivemos de deixar o amigo por lá pra acabar de montar o set para o show. Lá chegando, o batera percebeu que havíamos esquecido o tapete para trás ( o tapete serviria para fixar o bumbo da bateria no chão, que escorregaria se não estivesse bem firme). Falamos tanto do Topete que o próprio Mark Jr quis ir comigo pra buscar o tal tapete. Lá chegando, Mark se encantou com o violino no Topete e cismou de tocar. Ouvindo ele tocar, cheguei à conclusão de que o homem inventou o instrumento tão peculiar ouvindo os pernilongos fazendo seus concertos. Partimos então para o Centro Cultural e finalizamos a montagem do set. Daí a pouco começaria o show. O público chegava muito devagarinho. Curioso, fui conversar com algumas pessoas e a maioria do público era formado por católicos. O povo é mais ecumênico do que se pensa. O show começou e o som estava perfeito. Banda boa, no chão, excelente guitarrista, batera, baixo, teclado. Bandaço. Mark se revelou um excelente mestre de cerimônias, conversando com o público, brincando com astral alto, muito profissional. O público embora pequeno respondia muito bem, dançando, erguendo as mãos, vivendo a alegria da fé. Mark tocou desde as canções de seus dois Cds, que tem tocado no Brasil inteiro, até hinos de louvor conhecidos de católicos e evangélicos. Os ritmos vão do rock às baladas, mas tem uma música que lembra um calipso, que põe todo mundo para dançar. Depois do show, Mark me contou sobre a rotina de shows da banda. Graças a Deus a agenda está sempre cheia.  
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SHOW UMBIGO TRIO - 25 DE JUNHO


O Umbigo já começa peculiar no nome. Quando chegamos, mais uma vez: UAU!Todos estupefados com a beleza e qualidade do Centro Cultural. Fiquei na porta conversando com algumas pessoas e pude perceber que muitos não estavam sabendo dos shows que estavam acontecendo. Quando eu falava que quem iria tocar era a banda UMBIGO, muitos olhavam de forma enigmática. Eu informava que seria um show que mistura rock e jazz. Na passagem de som me deparei com uma coisa que eu não havia pensado. Trem complicado fazer som de banda de rock em teatro. No dia anterior o som estava perfeito, mas a banda tocava um som mais límpido. Já para o Umbigo que tem uma sonoridade mais rock, foi um problemão acertar o som. O baixo apresentava um som não muito definido, o mesmo acontecendo com a guitarra. Eu pedia ao Nícollas, baixista, para baixar o volume pra equilibrar um pouco. Pedia também mais som na guitarra, mas não chegava. Depois de vários testes chegamos a melhor sonoridade possível. Só que no fundo, eu não estava gostando. Como acompanho o Umbigo a algum tempo, sei que o som da banda é mais definido. Só se tocasse com menos volume, mas é demais pedir a uma banda de rock que toque baixo. Acabamos de passar o som quase na hora da abertura das portas do Centro Cultural. Enquanto as pessoas chegavam, iam assistindo a um filme sensacional chamado PURO VOLUME, que conta a história dos processos de criação de 3 dos maiores guitarristas do mundo. Percebi que haviam vários integrantes de bandas locais estavam super atentos ao filme que é realmente sensacional. Mas finalmente chegou a hora do show. Assim como nos shows anteriores fui um espécie de mestre de cerimônias (MC). Confesso que fiquei meio apreensivo. Uma coisa é fazer em Monlevade, com torcida a favor.  Mas começou tudo bem. Desci do palco e fui para o meio do público, onde fui assistindo ao show e interagindo com o pessoal. Enquanto ia assistindo, fui conversando com o pessoal, conhecendo as bandas, conversando com a banda no palco. As pessoas estavam um pouco tímidas e poucos se arvoraram a fazer perguntas. No princípio senti que algumas pessoas estranharam, pois era um show de rock instrumental de músicas inéditas. Mas o povo foi ao delírio quando Júlio Sartori foi convidado ao palco e a banda tocou Purple Haze de Jimmy Hendrix. Ali a banda ganhou a roqueirada. Depois a banda ainda engatou mais uma música daquelas de fritar o cérebro, quando Daniel toca uma guitarra muito louca, que ri, que grita. Não resisti e até pedi que ele tocasse a guitarra em separado pro pessoal ouvir. Nesse momento, fiz amizade com o pessoal da banda Maverick Escarlate, que é de São Gonçalo e toca o fino do Heavy Metal. Perguntei a eles se queriam fazer alguma pergunta pra banda e o cara perguntou: vocês tocam alguma do Led Zepelin? Júlio Sartori subiu ao palco e mandou uma do Zepelin de Chumbo, levando o povo ao delírio novamente. Depois foi a vez da banda tocar a música que considero a mais original dentre as composições próprias: a enigmática e quebrada Machu Picchu. Continuei circulando no meio da galera e descobri mais uma banda local presente. O nome da banda era Dark Roses. Perguntei se queriam fazer alguma pergunta e eles pediram uma do Rush. O umbigo lascou Tom Sowyer. A roqueirada delirou de novo. Quando chegava quase o final do show, perguntei se alguém mais queria falar alguma coisa e um sujeito malucasso pediu o microfone. O sujeito pegou o microfone e disparou a xingar . Falou que eu não tinha de babar ovo no prefeito Nozinho, nem Prandini e nem ninguém. Eu falei pra ele que eu tinha de agradecer sim, pois estávamos lá por causa deles. Ele retrucou dizendo que aquele teatro era dele,que a cidade também era dele e que eu era muito chato. Em princípio fiquei sem ação. Ele fez uma pergunta pro Daniel Bahia, do porque dele ter levado a guitarra Les Paul e não a ter utilizado. Daniel muito delicadamente respondeu pra ele que resolveu na hora não utilizar e o cara continuava falando. Depois esboçou um inicio de pedido de desculpas mas o Daniel falou pra ele que não tinha problema, que era tudo rock and roll e tava tudo certo. Só que o cara começou um novo discurso agressivo e fui forçado a dar um safanão nele e tomar o microfone. Ele dizia que tinha uma banda de heavy metal chamada Black Fire. Sem noção. Mas todo lugar tem alguém assim. Depois a banda ainda tocou a musica Woodstock enquanto um vídeo histórico do Festival em 1969 rolava no telão. Em minha opinião, foi a melhor do show. O show acabou e ainda ficamos por ali, conversando com as pessoas. A conversa com uma dessas pessoas pra mim valeu o show. Encontrei com o Ricardo Rodrigues, germinal da família Rodrigues, sujeito dono de vasta cultura que imagino ser um dos pontos altos da cultura local. Ricardo rasgou elogios ao Umbigo, fez uma série de considerações interessantes e fiquei muito mais tranquilo, pois percebi que ele tem alcance intelectual suficiente para entender a música do Umbigo. Valeu São Gonçalo. Esperamos retornar em breve. 

sábado, 25 de junho de 2011

DIA 25 DE JUNHO - NO CENTRO CULTURAL DE SÃO GONÇALO - UMBIGO TRIO


CULTURA NAS ESCOLAS E FORMAÇÃO DE PÚBLICO

Não penso que a questão da cultura aqui e no Brasil seja tão simples assim, de apenas insistir em promover eventos culturais. Não adianta servir iguarias sofisticadas se o povo nem sabe do que se trata. Zeca Pagodinho canta uma música que resume bem ( por favor pessoal, pensem de formata metafórica, ok?) É aquela música: " Você sabe o que é caviar? Não sei, nunca vi, eu só ouço falar". Resumindo: de que adianta servir cultura se o povo não compreende seus sabores e seu valor nutritivo? Sinceramente, só há um caminho para gerar interesse pela cultura: a interação constante com as escolas, apresentação de peças, shows, criação de um circuito estudantil para ensinar o povo a decodificar os códigos culturais. Se não prepararmos essa turma na fase em que está mais receptiva, teremos outra geração desinteressada no futuro, pois convenhamos, essa geração está perdida, pelo menos para a cultura. Pra esse pessoal, a única iguaria que presta é churrasco com cerveja com fundo musical de música sertaneja. Mas  existem barreiras e uma delas é o precipício existente hoje entre educação e cultura. Precisa haver um diálogo contínuo e o entendimento da interdependência. Se a Educação se considerar mais importante e negligenciar a cultura, como se fosse uma  instancia menor, não haverá esperança. E olha que isso não é um fator monlevadense, mas nacional. Sugiro a leitura do post http://cenariosbomdia.blogspot.com/2011/06/o-dia-em-que-separaram-educacao-e.html que também  aborda o assunto. 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

BR 381 - TÁ PRECISANDO É BENZER

Eu já começo a pensar numa teoria macabra pra tentar explicar o que acontece com a rodovia da morte. Tô achando que existe algo do tipo complô do terror, de espíritos altamente maliciosos agindo na 381. Imagino uma igreja gótica de adoradores da deusa Morte da qual fazem parte diversos integrantes do governo agindo de forma a impedir que a duplicação aconteça. Mas não é só isso. Somam-se a esses, vários espíritos que pereceram em acidentes e que desejam e trabalham por novas tragédias, para que outros sofram o que eles sofreram. O que me fez pensar isso foi o que tive a oportunidade de assistir ontem. Não bastasse a ponte que caiu, a do Rio das Velhas, caiu também a ponte metálica que estava sendo transportada para substituir provisoriamente a ponte antiga, que foi implodida . Com isso, em pleno feriado, houve interrupção de várias horas e mais martírio, mais sofrimento para os motoristas. São tantas forças malignas agindo ali, que já tô achando que a solução nem passa pelo governo federal, mas primeiramente, pela realização de uma missa macro ecumênica, uma benzeção de um exército de padres e pastores, uma procissão por toda a extensão da rodovia para expulsar, exorcizar esses demônios. Ah. Importante também que haja muito alho, agua benta e crucifixos. Vocês vão ver quantos vampiros e lacaios do demônio irão explodir. Mas falando sério...somos um bando de bestas mesmo. Acho que o Raoni é que estava certo. Ele erigiu o seguinte raciocínio: no tempo em que o FHC era presidente, a obra não andava pq o Itamar era governador. Agora não anda porque o Lula e a Dilma não querem dar trela para Aécio e Anastasia. E nós, reféns das briguinhas deles. Só Deus...

O DIA EM QUE SEPARARAM EDUCAÇÃO E CULTURA


Há alguns anos atrás havia o Ministério da Educação e Cultura. Eis que resolveram separar os “siameses”. Num primeiro momento parecia que a separação seria benigna para ambas as partes. Um ministério exclusivo pra Cultura, à primeira vista parecia que seria uma boa pra classe artística. Mas não foi. A Educação fica com 25% do orçamento e a cultura com 1%. Além do mais foi criado um hiato, um abismo entre as duas instâncias. Não deveria ser assim, pois à educação cabe repassar conhecimento e cultura é conteúdo, portanto, conhecimento a ser compartilhado. Inclusive, gostaria de entender porque o Ministério da Educação continua usando a sigla MEC. Só se mudaram a terminologia.  

MONOCULTURA SERTANEJA



Vivemos um tempo estranho de monocultura sertaneja. O povo resolveu que a trilha sonora de suas vidas é mesmo feita pelos Eduardo Costas e Fernandos e Sorocabas da vida. Durante o Festival de Artes Cênicas, um sujeito me falou: - -É uma bobagem esse festival de teatro. Se botassem dois shows sertanejos baratos na praça do povo num dia só, daria o dobro do público de todos os dias desse festival. É duro, viu!

QUEM É QUE ENTENDE O POVO DE MONLEVADE?


Tem gente que vive reclamando que em Monlevade não acontece nada em termos de cultura, mas quando tem coisa boa poucos comparecem. O Festival de Artes Cênicas teve uma programação sensacional. Os poucos felizardos que foram, tiveram a oportunidade de assistir espetáculos de alto nível.  Pelo que fiquei sabendo, a ARCELOR também fazia um festival muito interessante, o “TRILHAS DA CULTURA”, mas  o público também era pequeno. E depois ainda aparece um monte de gente pra detonar a cultura. Aliás, êta povo que gosta de detonar qualquer coisa. E você que está lendo esse texto? Compareceu ao Festival de Artes Cênicas?

PALHAÇOS EM ALTA

Já repararam como os palhaços vem se multiplicando? Não tô falando de algumas figuras, que só faltam transformar os nariz vermelho em uma indumentária obrigatória. Nem do palhaço Rapadura, nem do carequinha. Falo sério. Só em Monlevade este ano tivemos a Caravana Artesania, que faz teatro de rua, mas com ênfase no palhaço. Depois, tivemos alguns grupos no Festival de Artes Cênicas, como o Mamulengo de Juazeiro, e os Irmãos Saúde de Brasília-DF, também palhaços sensacionais e multi-artistas. Tivemos também vários circos e aqui em Monlevade também temos a Cia do Infinito e o Salto, formada por atores que também seguem a tendência. Não dá pra saber se é pelo gosto do público, afeita a comédia ou dos próprios grupos, apaixonados pelo humor e pela doçura dos palhaços. Do jeito que a vida anda dramática, só rindo mesmo pra desopilar e sobreviver...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O PRIMEIRO DESMAIO A GENTE NUNCA ESQUECE...

Eis que aos 46 anos de idade fui sofrer o primeiro desmaio da minha vida. Ainda bem que tinha do meu lado um dos meus melhores amigos, o Jovelino. Aconteceu que fui fazer uma pequena cirurgia dentária, que acabou não sendo tão simples assim. Na volta da viagem, num certo ponto, comecei a sentir uma vertigem estranha,  uma ansia de vômito. Pedi ao meu amigo para dar uma parada. Quando sai do carro, senti minha vista escurecendo e acordei com meu amigo me dando pequenos tapas no rosto. Fui recobrando a consciência e em princípio nem percebi que havia tido um blackout. Pelo semblante do Jovel é que percebi que alguma coisa estranha havia acontecido. Ele me aconselhava a respirar fundo e a me levantar. Como estava meio grogue, demorei a entender o que havia acontecido. Fui me recuperando aos poucos quando percebi que estava com o braço esfolado. Foi ai que caiu a ficha de que havia mesmo desmaiado e que inclusive havia caido, com risco até de despencar num precipício que havia perto. Mas Deus é grande e tudo terminou bem. Acho que o sol quente naquele momento somado ao grande tempo sem alimentação foram os responsáveis pelo apagão. Se Deus quiser, apenas um momento fortuito, sem grandes consequências. 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

LIVRO - OS PORTAIS - RECOMENDO!


Não me surpreenderia se o pessoal da Marvel Comics adquirisse os direitos pela obra "PORTAIS", do monlevadense Ledinilson Ribeiro Moreira.  Em primeiro lugar por incorporar elementos que fizeram da grande editora americana um sucesso mundial. Depois pelo fato de boa parte da história se passar no Brasil, mais particularmente aqui bem perto de nós na histórica Ouro Preto. A história dos portais vai agradar principalmente aos fãs dos Xmens por causa dos poderes dos heróis, que vão sendo percebidos ou recuperados no decorrer da trama. Resumindo, conta a história de estudantes que levavam suas vidas normais em Ouro Preto, no meio das repúblicas, com muita paquera e azaração. De repente coisas estranhas começam a acontecer e a mudar a vida daqueles estudantes. Em principio eles até zombam da situação, mas percebem que a situação é dramática quando aparecem soldados de todos os lados e uma pessoa é assassinada a sangue frio dentro da Faculdade, na presença de vários alunos Ai eles enxergam que algo muito sério está acontecendo. A partir daí os heróis tem de deixar a vida tranquila para traz e seguir numa escalada de aventuras para desvendar uma série de enigmas. Nessa trilha de descobertas, seus poderes especiais vão se revelando . Um tem o poder de manipular a agua, outro consegue controlar o vento, outra domina o poder de copiar qualquer objeto, outros são vampiros super-poderosos. Cada um tem um poder ou habilidade. Eles partem num esforço sem tréguas para não deixar que pessoas de um clã antiguíssimo abram portais dimensionais que poderão destruir o planeta. Nesse interim, muito romance entre os heróis, muita paixão, descobertas, amizade e companheirismo. Ledinilson escreve num tom coloquial, sem pretensões intelectualóides,  preocupado em "conversar" mesmo com a galera mais jovem e passar bons conteúdos nas entrelinhas. Em alguns momentos, o autor exagera na dose de clichês. Nesses momentos o livro alterna entre a paródia e a referência,  dialogando com vários filmes de ficção, como a saga Stargate, que virou série nos Estados Unidos; como o incrível TÚNEL DO TEMPO, sucesso nos anos 60 e como "o Som do Trovão" ( o Buraco de Minhoca), outro filme interessante que assisti recentemente. Ah, também lembra o Alien, o oitavo passageiro com seus casulos asqueirosos. Alguns personagens também mudam de lado de forma brusca, movidos por critérios não muito plausíveis, mas se formos pensar bem, na vida real também é assim. Nossos políticos por exemplo,  mudam rapidamente de lado, se for conveniente. De qualquer maneira, gostei do livro e aguardo ansiosamente pela continuação. O danado do Ledinilson fez questão de nos deixar com aquela interrogação de quem quer ver o que vai acontecer a seguir. Isso é porque vai ter outro livro. Quem sabe uma trilogia...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

COLUNA BOM DIA 17-06 - FESTIAÇO 2011 e SHOWS DE MONLEVADENSES EM SG


Isa Lelis, da novíssima geração. Ótima compositora, ótima interprete. 


CONVOCAÇÃO GERAL: O FESTIAÇO VEM AÍ...


Alô alô poetas, compositores, intérpretes, músicos, bandas, etc. Comecem a preparar as suas canções, pois em setembro teremos a volta de um evento que será uma verdadeira vitrine para o cenário musical da cidade e do país : o Festival de Música de João Monlevade. Alô, alô pessoal do samba, pagodeiros, chorões, etc. Queremos a poesia e o swing de vocês. Alô André e João Freitas. Por favor, mandem suas músicas. Alô, Isa Lelis. Sabe que sou fã das suas músicas.e não aceito que fique de fora. Alô Carolina Albuquerque. Sua bossa nova é imprescindível. Alô Daniel Bahia. Mande a sua turma. Alô  alô Chico Franco. Revire o seu baú. Imagino quantos tesouros tem lá dentro. Alô Jacqueline Silvério. Você também tem boas coisas guardadas que eu sei. Alô Roilson. Cadê você, meu bom? Alô Rômulo Rás, um dos melhores intérpretes que conheço. Alô pessoal do Funk, Serginho, Bob Tury, JB, Pit Bull, Xocolate. Poesia consciente, valeu? Alô Kenny e Kerlon. Sertanejo também tem vez, rapazes.Alô também Maycon e Douglas, grandes amigos com vocal sertanejo diferente. Alô Ronivaldo e João Roberto. Vocês devem ter muitas músicas boas guardadas. Alô, Cyla Cordeli. Nos traga o seu canto diferente. Alô Felipe Godinho, violonista da primeira. Alô poetas, seresteiros, namorados, correi. O festival vem aí. Alô turma de São Gonçalo, Topete, Família Rodrigues, Banda Wisck and blues. Alô turma de Alvinópolis, Porão 71, Thulio, Fator Alma, Vovó Piluca, Luluth, Junei, Marcela de Belinha, Ponto Morto, Tatiana, Quarrygirls, etc. Alô turma de S. Domingos do Prata, de Nova Era, Rio Piracicaba, Bela Vista. Alô Ana Maria e José Maria de Dom Silvério. O Festival de Monlevade está voltando. Vocês tem ideia de como os festivais são nascedouros de novas bandas, novos artistas?  Alô professores de música, de português, universidades. Nos ajudem a difundir o festival. Provoquem os alunos a se expressarem através da música, a participar de alguma forma. Alô artistas que ainda estão no anonimato, que não mostraram seus trabalhos. Venham tocar suas músicas. Alô empresários da cidade. Precisaremos da parceria de vocês. Estamos numa fase inicial da organização, elaborando o projeto, ouvindo as pessoas e em breve estaremos fazendo um lançamento oficial do Festiaço. Mas já podemos adiantar que será realizado pela Prefeitura de Monlevade, através da Fundação Casa de Cultura, em parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos com data prevista para 02,03 e 04 de setembro.( Ah...e o 31º Festival de Alvinópolis será em outubro)

MONLEVADE EXPORTA SEUS TALENTOS

No próximo final de semana (24 e 25 de junho), dois trabalhos Monlevadenses de altíssimo nível estarão se apresentando no Centro Cultural de São Gonçalo : o cantor gospel MARK JR e a banda de jazz rock UMBIGO TRIO. 
Mark Jr é sucesso em todo o país, já tendo lançado dois CDs, muito bem executados em diversas rádios pelo Brasil.




Já o Umbigo Trio, faz  um som muito diferenciado e um show com conceito novo, que agrada principalmente aos músicos pela performance instrumental e pelo tipo de apresentação interativa.


 
Umbigo Trio

No decorrer da semana, iremos passando informações detalhadas para vocês, mas desde já, todos estão convidados para se deslocar para SG para ver os dois shows. Dia 24 com Mark Jr e no sábado, dia 25 do Umbigo Trio, os dois as 20 horas. Conheço os dois trabalhos e recomendo. Não sei se vocês concordam, mas fazer cultura é isso também: circular a arte produzida em nossa cidade, abrir vitrines em outras praças e esse é outro papel importante que a Fundação Casa de Cultura está procurando fazer. Esperamos vocês lá. 

O QUE TE MOVE?




Cada um tem sua força motriz, vontade soberana que faz com que se levante de onde está, que aja num sentido qualquer. No entanto, importante é refletirmos sobre o que nos move. Serão realmente objetivos nobres, edificantes, positivos? Serão sentimentos de ódio, mágoas, desavenças de toda sorte? Há quem considere a raiva um excelente combustível. O problema é a combustão rápida. Preferível uma energia sustentável, menos agressiva. Mas quem sou eu pra julgar. Cada um com seu cada um. Há quem até prefira ser movido pelo motor do ódio, da guerra. E você?  O que te move?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

AMBICIONAR OU ALMEJAR, EIS A QUESTÃO...


Hoje uma pessoa me perguntou se eu sou ambicioso. Caramba! Pergunta difícil! Pensei, pensei, pensei e cheguei à conclusão de que não gosto da palavra. Ser ambicioso definitivamente não é um elogio. Sou de armar estratégicas,  para chegar a algum objetivo, mas ambicioso acho que não sou e explico. O sujeito ambicioso é como um rolo compressor. Passa por cima de tudo e de todos para fazer valer suas vontades . Costuma não ter escrúpulos e as pessoas são apenas degraus para a escalada até o topo. Há mais psicopatas á solta do que se possa imaginar. Deus que nos proteja. Como falei, não gosto da palavra ambicionar. Prefiro "almejar", que significa querer com a alma.  

domingo, 12 de junho de 2011

ULTIMO DIA DO FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS 2011

O domingo teve atividades já pela manhã. As 10 no Centro Educacional aconteceram as apresentações de dança, da turma da Ação Social de Alvinópolis, com a coreografia Burguesinha e logo depois da Escola Rose Machado, de João Monlevade. A primeira coreografia foi da turma lá da minha terra. Achei bem legal e fiquei surpreendido com a qualidade da equipe. As meninas mandaram muito bem e arrancaram muitos aplausos. Confesso que fiquei emocionado ao ver as dançarinas de Alvipa. Depois fui cumprimentar a Secretária de Ação Social da Prefeitura, Selma, que tem feito um belo trabalho por lá e quem fazendo um belo trabalho de socialização através da arte. Achei curioso que o coreógrafo, que é de Dom Silvério passou por nós e a Secretária comentou com ele que uma das meninas estava mascando chicletes. Também, coitadas das meninas. Imagino o nervosismo de uma primeira apresentação fora de Alvinópolis. Depois teve a apresentação da Rose Machado Escola de Dança. Apresentaram um número mais no estilo jazz de academia, com figurino moderno e músicas pop. Ficou ao final um gostinho de quero mais, pois foram apenas duas apresentações e um bom tempo de espera. Agora seria esperar a tarde chegar pra ver a turma do Mamulengo. Enfim chegou a hora. Infelizmente, chegando ao local vi um inicio de uma confusão. O pessoal montava o cenário, quando um senhor cismou de tocar a sanfona da turma. Deu um trabalhão pra convencer o moço a sair. Uma senhora dessas que ficam mendigando ali pelo centro também ficou por ali fazendo muita confusão. Mas enfim chegou a hora do espetáculo e a "família mamulenga" já ganhou o público de cara. Simpatissíssimos, os atores contaram rapidamente a história da cia com encantamento e humor. Mais uma vez tivemos a confirmação de que a polivalência vem sendo cada vez mais requisito para os artistas. No grupo, todos sabem atuar, cantar, tocar algum instrumento, andar em pernas de pau, fazer acrobacias, enfim. Tudo transcorria bem, até que a senhora mendiga resolveu aprontar. Começou a responder em voz alta a tudo que os atores falavam. No inicio, todos até acharam engraçado, mas com o tempo começou a incomodar. O público começava a parar de olhar para os atores pra prestar a atenção na dona. Gentilmente pedi a ela pra parar. Ela não parou. Falei que iria chamar a polícia, mas ela nem ligou. Como vi que tava mesmo complicado, fui mesmo atrás da polícia. Só que é aquela história: a cavalaria chega sempre atrasada. Mas felizmente, uma menina do Grupo No Ato, que é também filha do Rubinho do Vale, teve a brilhante idéia de comprar o silêncio da dona por 2 reais. Ela deu um tempo. Depois retornou empurrando todo mundo e arrumando um lugarzinho lá na frente. Fiquei com dó do pessoal, pois ela estava toda suja e exalando um perfume nada agradável. Mas...ela no fundo estava maravilhada, uma das que mais curtiu a apresentação e desta vez, um pouco mais comportada. O público respondia da melhor forma possível e tudo transcorreu com tranquilidade. A Carroça dos Mamulengos é uma maravilha brasileira. A cia é formada por pessoas de várias partes do país, de Natal RN, do Rio de Janeiro, Brasília, etc. Bonito ver tantas gerações no teatro, domingo o picadeiro do solo com inteiro domínio. A Felinda do espetáculo também é muito interessante. A máscara tinha uma cara de triste que comovia. Interessante também o ônibus que trouxe a troupe. Por fora, uma furreca véia, mas por dentro tudo novo e confortável. E para encerrar o festival em grande estilo, teve o show com Rubinho do Vale. Alegria pura. Rubinho trouxe uma banda de alto nível e escolheu um repertório à base de marchinhas, frevos, baiões, etc. Caiu muito bem pra embalar a alegria do pessoal do grupo NO ATO. Foi bonito assistir a alegria e a justa comemoração da turma. São jovens cheios de atitude e com grande capacidade de articulação e realização. Agora é preparar o próximo ano...

SÁBADO NO FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS

 
O primeiro espetáculo do dia aconteceu logo pela manhã, próximo à gruta da praça da Igreja de S.José dos Operários, um dos cenários mais bonitos de João Monlevade. Foi uma apresentação inesquecível para quem esteve presente, principalmente para a criançada. Os palhaços do Grande Circo Popular dos Irmãos Saúde deram um show de simpatia, envolvendo a platéia, cantando, fazendo acrobacias e principalmente, arrancando muitas risadas do pessoal. Interessante também a sonoplastia da apresentação. Ficava um sujeito tocando sanfona e fazendo os efeitos o tempo inteiro. Diga-se de passagem, um excelente músico. Após o espetáculo, fui conversar com os palhaços atores, que me disseram que os shows tinha algumas esquetes prontas, mas que a maior parte do espetáculo era improvisado, a partir da própria percepção dos palhaços. E que percepção viu. Sensacional. Bacana também perceber o envolvimento da cena local, dos artistas locais, que naturalmente fez opção pelos palhaços como forma de expressão artística. Já à noite, fui ver o espetáculo "Os Faladores", de Belo Horizonte.


No inicio, infelizmente tivemos um comportamento inconveniente por parte da platéia. Em primeiro lugar, porque alguns presentes continuavam a conversar alto, embora a própria atriz tenha até improvisado um pedido de silêncio, sendo até mais enfática mais á frente. Essa parte do público só sossegou quando começou uma parte da peça ( peça ou dança ou tudo junto), Quando começou uma parte de dança, em que todos cantavam alto e faziam evoluções diferentes, finalmente a platéia sossegou. A arte se impôs. Enquanto isso, prosseguiam as danças tortas, iconoclastas dos Faladores ( estavam falando com o corpo). Nada daquelas dancinhas sincronizadas de jazz de academia de ginástica ou coreografias de axé. Tudo quebrado. Mas na medida em que o espetáculo evoluia, entendemos o porque do nome "faladores". O povo falou em dialétos franceses, japoneses, indígenas e imagino que até em linguas inventadas. O bacana do espetáculo também foi a multi-habilidade dos integrantes. Todos tocam instrumentos, cantam, atuam e dançam. A coreografia foi por eles classificada como Dança Contemporânea. Pode até ser. Mas notei elementos de capoeira, de maracatú, de  rock, de tudo um pouco. Se o logos do contemporâneo é o da fusão ou incorporação, tá tudo certo. Sai do teatro e desci pro show com o ator Monlevadense Marcos Câmera. Trocamos idéia sobre vários assuntos e naquela conversa, já percebi com clareza como tudo está valendo à pena. O festival está sendo precioso para a cena local e isso é muito, mas muito legal mesmo. Chegando no espaço dos shows, mais uma grata surpresa. Tive a oportunidade de conhecer o pessoal de São Domingos do Prata que estava trazendo a orquestra Arte e Som. Enquanto a banda tocava, me encontrei com um velho amigo festivaleiro e ele me contou a história da orquestra e da Fundação Monique Leclair. Conheci o Sr Matipó, presidente da fundação e ele me contou como funcionava a instituição, me convidando para uma vista que farei com o maior prazer. A orquestra Arte e Som é formada principalmente por crianças carentes e apresenta um repertório composto por clássicos e canções da MPB. A apresentação em Monlevade foi levemente prejudicada por causa do frio. O Maestro afinou todos os instrumentos várias vezes antes do show, mas nem assim conseguiu que a afinação se mantivesse. De qualquer maneira, como a platéia é formada quase que exclusivamente por leigos, essas questões técnicas acabaram passando batidas para a maioria. Pra mim foi uma prova inconteste da pujança da arte produzida em nossa região, quase sempre tendo como força motriz o amor, melhor combustível de que se tem notícia.

sábado, 11 de junho de 2011

AS ULTERIORES E OS ICEBERGS


Quando você negocia com alguém, o mais difícil é ler as ulteriores, as intenções que estão atrás por trás do que se diz. Hoje em dia quando vou conversar com alguém, me divirto tentar interpretar essas "entrelinhas", tentando entender o que as pessoas querem realmente.Impressionante como se faz rodeios, como se faz curvas para se chegar ao ponto crucial. Além do mais, existe a dissimulação e a hipocrisia reinantes no convívio social desde sempre.  A vida em sociedade é como a metáfora do iceberg, onde a parte aparente é quase sempre irrelevante se considerarmos o colosso submerso. Quanto à hipocrisia, irônico é admitir que, se não fosse essa abjeta atitude humana, um inimigo jamais apertaria a mão do outro, mas o esfaquearia sem dó nem piedade. 

MONLEVADE SE RENDE AO DOM QUIXOTE

Pode até ser que o famoso Dom Quixote não consiga vencer os moínhos de vento, mas conseguiu parar Monlevade. O espetáculo de rua AS SABOROSAS AVENTURAS DE DOM QUIXOTE...impactou a cidade de tal jeito, que tão cedo os presentes esquecerão. Foi tudo muito inusitado, pegando o público de surpresa. Imaginem a cidade em sua normalidade, no meio do dia, quando as pessoas estão saindo pra almoçar e acontece aquela loucura, de um monte de mulheres vestidas de noivas no meio da rua, do Dom Quixote e das noivas desncendo dos prédios pela tirolesa, depois um escavadeira como protagonista, fazendo papel de um dragão raptor de noivas que é atacado pelo Dom Quixote. (O prefeito deve ter pensado: Ai, meu Deus do céu. Tomara que não danifiquem a escavadeira da prefeitura). Mas graças a Deus deu tudo certo e o espetáculo está sendo muito comentado e o será por diversas semanas. A noite, infelizmente não pude acompanhar a peça Apareceu a Margarida, no Centro Educacional. Mas fui ver os show do palco perto da câmara. O show do "Pagode Mais" começou até bem. O cantor tem uma voz límpida, a banda tocando com correção, até que me pareceu que cantores cansaram, desafinando um pouco. Imagino que o esforço físico tenha sido enorme. De qualquer maneira, o grupo tem potencial e a percussão tava excelente. Mais um interessante trabalho local que, confesso, eu não conhecia. Os vocalistas é que precisam ensair juntos, só vocal. Já a segunda banda, 1000 watts, teve alguns dados interessantes. Pra mim, o que mais marcou foi uma letra de uma música própria chamada Kátia,que fala sobre uma menina que faz "fio-terra" no namorado, que gosta e aprova, apesar da dor. Hilária Essa galerinha tá muito "muderna". Falando um pouco mais da banda, vi muitas virtudes. A cantora é muito boa e tem uma voz que enche uma praça. Um dos vocalistas tem uma queda natural para o humor, interpretando várias músicas da banda Mamonas Assassinas. O interessante é que a banda tem uniforme. Há muito tempo que eu não via isso. No geral, as vozes dos integrantes são  agradáveis enfim, muitos ingredientes para que a banda evolua a cada dia. Foi válida a iniciativa do Grupo No Ato de abrir o palco principal, para os artistas regionais. Ontem foi mais um dia intenso. Hoje tem mais atrações interessantes. A primeira delas, será as 10:30 da manhã na Grutinha na Igreja de São José dos Operários, desta vez mais voltada para as crianças, com o Grande Circo Popular dos irmãos Saúde, de Brasília-DF. As 20 horas tem o interessante espetáculo "Os Faladores" e às 21:30, show com a Orquestra Art&Som, de São Domingos do Prata. 

ELOGIO FAZ MAL

Peço aos amigos que não me elogiem mais. Elogio em Monlevade faz um mal danado. A cada elogio que você recebe, imediatamente pipocam dezenas, centenas de anti-elogios em várias frentes. Em primeiro lugar, por aqueles que não nos querem bem por nos saber afinados com determinado político. Em segundo, daqueles que não simpatizam conosco de graça,  por detalhes que não conseguimos identificar. Em terceiro, daqueles que não gostam de gente por pensar que invadimos algum território ou pra nos atacar, levantando a moral de algum adversário ou até mesmo de um aliado, para alimentar discordias. Mais uma vez agradeço o apreço, mas peço que não me elogiem mais. E vamos subindo a montanha...mas do outro lado, pra ninguém ver...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

SOBRE A CULTURA - JUSTIÇA SEJA FEITA

Com relação à cultura, agradeço as manifestações de apreço, mas não me sintiria confortável se não dissesse o que vou dizer agora. Em primeiro lugar, devo ressaltar a aposta do Prefeito Gustavo Prandini, que tem nos dado total apoio para realizarmos os projetos da Fundação. Em segundo lugar, não tenho a menor dúvidas de que grande parte desse êxito se deve à proatividade do Gladevon, um dos melhores executivos que conheço. Devon é uma máquina de trabalhar, se multiplica em vários, sempre gentil no trato e bastante conhecedor de tudo que envolve uma produção. Pesam positivamente as experiências anteriores em produções de todos os tipos. Na Fundação, tem ainda a Rosália, que vem atuando em projetos importantes, como o Concurso Literário, que foi um sucesso, também com o patrimônio histórico, etc. Tem a Laura, que cuida dos cursos e dos aspectos legais, administrativos e do MC Serginho, que é pau pra toda obra. O time é bom e se Deus quiser ainda vai dar muita alegria pra torcida.Os funcionários, professores, alunos, trabalham num clima muito positivo, graças a harmonia que reina. Vamos trabalhando em duas linhas simples: trazer espetáculos de qualidade e proporcionar suporte para que os artistas locais possam mostrar seus trabalhos para sua própria gente e também para difundir seus trabalhos além das fronteiras do município. De qualquer maneira, agradecemos as boas palavras e vamos adiante...

URBANÓIDES E VELHA GUARDA DA MANGUEIRA: ENTRE A VANGUARDA E A TRADIÇÃO

 
À tarde, já fiquei maravilhado com a passagem de som da Mangueira. Passei o resto do dia imaginando como seria o show à noite. Pelo menos de arte, não houve greve. Primeiro teve o espetáculo URBANÓIDES 2.0 no centro cultural. No inicio do espetáculo, bem no inicio mesmo, começou a soar um som estranho, como se fosse de chuva forte caindo. Imaginamos que fosse efeito especial do inicio do espetáculo. Aliás, uma sequencia bem urdida de coreografias inusitadas, com movimentos bruscos, ora poéticos, ora robóticos, retratando o que é a vida numa metrópole, de pessoas cheias de pressa na competição do dia-a-dia, pessoas conectadas, digitando, todos num ritmo alucinado, lembrando o filme Tempos Modernos, do Chaplin, mas um "Tempos Modernos" contemporâneo, digital, acelerado. O roteiro tem vários momentos retratando a sisudez do dia-a-dia, o alivio do happy hour e a volta à rotina no outro dia. Um espetáculo bastante diferente em termos de João Monlevade. Quando saímos do teatro percebemos que o som de chuva no início não foi efeito especial. Caiu o maior pé d'agua mesmo. Pensei comigo: Ô, São Pedro. Não era dia. Fiquei pensando no surdo e nos instrumentos de percussão da Velha Guarda. O curioso é que depois do teatro, fui caminhando até o local do show da velha guarda, juntamente com o Prefeito Gustavo Prandini. Ele preferiu ir a pé e eu, um caminhante inveterado adorei a ideia. Bom que fomos conversando sobre diversos assuntos, principalmente sobre o Festival. Quando chegamos ao local do show, o pessoal do som nos contou que estavam há um tempão tentando enxugar os instrumentos de percussão. De repente, começou a chover de novo. Chuva fina, mas que dava pra molhar. Ninguém arredou pé. Valeu à pena. Infelizmente, o som não estava tão bom como à tarde pois a chuva sempre prejudica em alguma medida. Achei também que em alguns momentos, a mixagem deixou a desejar. As vozes, principalmente das cantoras estava alto demais, escondendo o som do instrumental. Mas há de se considerar a chuva, que acaba jogando no chão todo o trabalho feito na passagem de som. De qualquer maneira, o som foi se ajustando no decorrer e ademais, parece que ninguém parecia se importar. Aliás, poucos percebem esses detalhes. Só mesmo chatos como eu (rs) . Estávamos diante da nobreza do samba. 


Havia ali um grupo de músicos magníficos, batuqueiros da nata carioca.  Emocionante ver e ouvir músicos históricos na ativa. Ali eram no mínimo 5 que passavam dos 70 anos. Show de bola. A bateria então, que coisa sensacional. Houve ainda uma interrupção de energia. Mas nada que diminuisse o entusiasmo. O cantor, compositor e mestre de cerimônias do grupo dava um show de simpatia e hipnotizava a platéia, enquanto sambas históricos iam sendo tocados.De repente, o cantor  começou a chamar várias muladas para sambar. Delírio total. Lindas meninas da cor de chocolate deixando os marmanjos de cabelo e outras coisas em pé.  Eu sai de lá com a alma literalmente lavada, com a sensação de que vi um show que levarei para o resto da vida, feliz, muito feliz. Os felizardos presentes, também se esbaldaram e sambaram como há muito tempo eu não via. Bonito também ver como nossa gente gosta de samba. E não um sambinha tipo pagode comercial, destituído de qualquer poesia e sentimento legítimo. Samba genuíno mesmo, da nata. Quero de público agradecer ao pessoal do NO ATO CULTURAL, ao destino e a Deus, que por vias tortas nos proporcionou tão belo espetáculo. E vem mais por aí...olhos e ouvidos atentos, pessoal.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

PASSAGEM DE SOM DA VELHA GUARDA

Vim em casa tomar um remédio, pois peguei uma gripe daquelas. Sorte minha!  O pessoal que mora ou trabalha aqui na região próxima à câmara e ao Hiper  teve a oportunidade de ouvir a passagem de som do pessoal da Velha Guarda da Mangueira. Ouvi algumas canções que nem sei se estarão no show. Clássicos e mais clássicos. O batuque é de primeira. O cavaquim, uma coisa de louco. As vozes, lindas. Sinto que será uma noite mágica. E salve a Verde Rosa. Ah. A dor de cabeça melhorou um pouco!

FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS - HOJE

Hoje vai ter o espetáculo URBANOIDES 2.0 de São Paulo, no Centro Educacional e logo depois, o show com a Velha Guarda da Mangueira - em frente â Câmara dos Vereadores. IMPERDÍVEIS...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

ENERGIA LIMPA - INDIANOS LANÇAM LAMBRETA MOVIDA A ENERGIA SOLAR

Segundo os inventores, veículo tem autonomia para até 60 km.

Tio e sobrinho agora oferecem o serviço por cerca de R$ 950.

Da France Presse
scooter índia energia solar (Foto: Sajjad Hussain/AFP)O indiano Ayub Khan Pathan e seu sobrinho Imran Khan Pathan levaram três anos para transformar uma scooter usada em uma máquina movida a energia solar. Segundo a dupla, o veículo percorre até 60 km com uma só carga na bateria. (Foto: Sajjad Hussain/AFP)

TEXTO FANTÁSTICO SOBRE IMPARCIALIDADE DA IMPRENSA


O MITO DA IMPARCIALIDADE

Jornalistas e alienígenas

Por Mário Bentes 
Lá se vão quase 50 anos desde que o roteirista Stan Lee, patricarca da Marvel Comics, criou o personagem Uatu, o Vigia, em parceria com o colega Jack Kirby. Uatu, que apareceu pela primeira vez em uma das estórias do Quarteto Fantástico, em 1963, pertencia a uma raça de alienígenas cuja única missão em vida era observar os acontecimentos dos planetas e de seus habitantes em todo o Universo. O alienem questão, que vivia literalmente no mundo da Lua, ficou com a missão de observar o nosso planetinha azul. E um detalhe importante: Uatu e seus colegas alienígenas deveriam apenas observar, sem jamais interferir nos acontecimentos.
Recordo este personagem forjado do meio da cultura pop dos EUA como a analogia mais que perfeita para ilustrar aquilo que acreditam ser alguns jornalistas: seres dotados da capacidade de observar os acontecimentos sem interferir ou se deixar influenciar. No meio jornalístico, tal característica alienígena ficou chamada de imparcialidade e, mais interessante ainda, virou fator fundamental para quem se diz ser um bom profissional. O tema, apesar de cansado, batido e tão antigo quanto Stan Lee e seus personagens, sempre volta, de alguma forma, ao centro do debate entre jornalistas (e não jornalistas). E assim foi no dia 11 de maio, quando participei de uma atividade com alunos de Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Na ocasião, a convite da jornalista e professora Mirna Feitoza, compareci à atividade inerente à sua disciplina – Tópicos Especiais em Jornalismo –, chamada “Convergências Jornalísticas”, cujo objetivo era debater, sobre pontos de vistas diferenciados, um mesmo assunto: a convergência dos meios a partir das tecnologias em comunicação. Além de mim, jornalista e blogueiro, participou o empresário Dissica Calderaro, diretor-presidente da Rede Calderaro de Comunicação (RCC) – grupo de mídia do qual faz parte aTV A Crítica, afiliada da Rede Record em Manaus.
Causas e consequências
Após cada um de nós falar sobre seus pontos de vista sobre o tema – o empresário, citando as ferramentas high-tech-web-social-media usadas pela emissora, entre elas um helicóptero; eu, tentando dizer que convergência também deveria abranger o espectador, e não apenas as empresas de comunicação –, a jornalista Mirna Feitoza, como é de praxe em todos os eventos do tipo, abriu para perguntas e o tradicional debate. Não lembro exatamente como acabamos por pairar sobre o tema imparcialidade, mas o fato é que o debate foi, no mínimo, interessante.
Enquanto o empresário Dissica Calderado, contrariando toda a História da Comunicação e dos nem tão recentes acontecimentos políticos-partidários-midiáticos locais, defendeu que a imparcialidade existia, sim, eu, de minha parte, disse exatamente o contrário. Dizia o empresário que o jornalista deve saber separar o que é fato, notícia, do que é opinião. E citou alguns exemplos, entre as próprias matérias da capa daquele dia do jornal A Crítica, pertencente ao grupo. De minha parte, comecei minha defesa por questionar o conceito de fato. Recordo ter argumentado que era características dos jornalistas o imediatismo e a quase constante separação de acontecimentos de seus contextos mais amplos e que, teimosamente, chamam isso de fato. Ou de notícia.
Em outras palavras, disse que nada – absolutamente nada – do que acontece no mundo se trata de um fato isolado. Taxar desse modo a dinâmica da própria História em andamento, na minha avaliação, é fazer de conta que não há causas e consequências relacionadas, assim como outros tantos, variados e imprevisíveis fatores. Arrisco a comparar isso com o que diz a Teoria do Caos, que tenta explicar o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos: “O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova York.” Para ver o que seria isso na prática, mesmo que em contexto ficcional, o filme Efeito Borboleta, de 2004, é interessante.
Mera convenção técnica
Outra coluna argumentativa que usei é que, além da impossibilidade de se “recortar” um acontecimento (notícia) de seu contexto maior (a linha do tempo; História em andamento) sem comprometer parte de sua compreensão – que os jornais e jornalistas fazem todo dia –, há ainda outro fator, porém não tão externo: o próprio jornalista. É sabido que o ser humano, ao longo das várias etapas de sua formação pessoal, é submetido a uma série de experiências que, juntas, moldam e determinam de maneira objetiva o seu modo de enxergar o mundo. Como tais experiências são pessoais e intransferíveis, é possível dizer que a maneira como cada ser humano (o que inclui os jornalistas) enxerga o mundo é única.
Em outras palavras: nem todos analisam um mesmo acontecimento sempre sob o mesmo prisma. Enquanto uns o avaliam e o apreendem a partir de uma visão econômica e política, outros podem fazer o mesmo, porém sob o olhar cultural e social. Ou tudo junto. Ou por nenhuma destas. Ou seja, cada um verá um fato diferente, e seu recorte do contexto será variável. É mais ou menos por isso que lemos coisas como “Caminhada católica atrai um milhão de fiéis às ruas” e “Evento evangélico atrapalha a rotina do trânsito” (exemplos livremente adaptados de matérias reais).
Quando defendo que não existe imparcialidade, diante do exposto, não defendo, porém, a falta de ética na profissão. Pelo contrário: reconhecer a existência de tantos mecanismos em nossa mente capazes de nos darem leituras variadas dos acontecimentos é a única defesa que temos – nós, os jornalistas – para buscar o mínimo de equilíbrio na apuração e redação de reportagens. Ignorar a existência de tais mecanismos, inerentes à nossa própria natureza, e nos fecharmos no mantra da ilusória imparcialidade, é dar vez ao tendencionismo e à miopia jornalística. Não à toa, a regrinha do “ouvir o outro lado” acaba mais sendo mera convenção técnica que necessariamente coisa de jornalista imparcial ou ético. Do que adianta ouvir o outro lado se o discurso está pronto no lead?
Interferência no curso da História
O saldo disso tudo, em minha avaliação pessoal e intransferível, é que imparcialidade – ou seja, apenas observar sem interferir ou se deixar influenciar – está mais para Uatu e seus amigos alienígenas que para jornalistas e seus amigos seres humanos. Não estou chamando Dissica Calderado de alienígena, evidentemente. Longe de mim. Estou dizendo que se ele realmente acredita em imparcialidade, de verdade, ainda mais sendo proprietário de um grupo de comunicação (e com seus interesses, o que é inegável), é porque vive no mundo da Lua, tal como Uatu, o Vigia.
***
Em tempo: no universo ficcional da Marvel Comics, o alienígena Uatu já interferiu, por várias vezes, no curso da História terrestre, quando achou que era necessário ou mesmo por ter se deixado influenciar pelo que via. Se Uatu, o Vigia, de uma raça alienígena imortal e super-poderosa, não se comporta como deveria nem na fantasia, como vamos cobrar o mesmo de reles jornalistas mortais, na realidade?