sábado, 30 de abril de 2011

PADRE FÁBIO - UM SHOW INESQUECÍVEL


Fui ao show sem grandes expectativas sob o ponto de vista musical. Confesso que não que não conhecia o trabalho do Padre cantor. Cheguei mais cedo para instalar o telão, checar a estrutura junto com meus companheiros e pude acompanhar toda a chega das pessoas. As 19 horas o público ainda era pequeno, mas foi chegando devagarinho, com fluxo continuo e em pouco tempo, um mar de gente já se acumulava defronte ao palco ricamente decorado. Pelo que saiu em um Blog da cidade, a polícia fez um cálculo de 8.000 pessoas. Eu queria saber como é que a polícia faz esses cálculos. No show da cantora Pitty há algum tempo atrás, havia uma enorme multidão e segundo saiu na imprensa, a polícia informou que havia apenas 3.000 pessoas no estádio. Só que as fotografias mostrando o público não davam margem a dúvidas de que havia muito mais gente. No mínimo 10.000, embora alguns teimassem que havia mais de 16.000 pessoas. No show do Padre havia pelo menos o dobro do show da Pitty. Depois de muitos anos, a arquibancada estava cheia e a pista na frente do palco também. Mas não tem jeito. O Blog a que me refiro seria um dos melhores da cidade, com informações instantâneas, jornalístico e tal. Mas infelizmente não pratica um jornalismo isento, ético, sem bandeiras partidárias. Aliás, parece que isso não existe em Monlevade. Inclusive é uma lacuna não preenchida. Bom, mas voltando ao show do Padre, como músico fui surpreendido de forma muito positiva. Logo na primeira música do show pude verificar que os músicos eram excelentes. Duas músicas de Fernando Brant e Milton Nascimento executadas com perfeição, uma harmonização rica, extrema qualidade. Achei o Padre até tímido nas primeiras canções, parece que estava esquentando a voz. Mas devagarinho ele foi tomando conta do pedaço, com seu carisma e sua conversa branda, conversando com a multidão, passando mensagens positivas enquanto desfilava seus sucessos. O pianista dava um show à parte, com muita precisão e execução perfeita. Difícil falar de um ponto alto do show, pois houve vários. Como músico, fiquei muito surpreso com a interpretação que deram para Romaria, de Renato Teixeira. Uma música comumente tocada com viola e instrumentos regionais foi interpretada apenas com piano e voz e foi bonita de doer. Nessa hora, algumas lágrimas furtivas desceram. Vi muita gente com os olhos vermelhos de chorar. Outro momento mágico foi quando a imagem da N.S.Aparecida foi levada ao palco pelos padres da cidade e pelo prefeito Gustavo Prandini. Aliás, uma coisa que percebi até antes do show foi o apoio e aplausos do público para os padres locais, que vem sendo muito hostilizados por parcela da mídia. Parece que o povo ficou com os padres, mesmo com a imensa campanha contra. De onde eu estava, não ouvi vaias também, muito pelo contrário. Mas não tem jeito. A sanha oposicionista sempre vai encontrar um lado negativo. Se não tiver, vai inventar. É a lógica democrática (lógica?) Mas só pra terminar esse assunto, o Padre não tem uma grande voz, mas compensa a deficiência com um repertório muito bem escolhido, com um carisma imenso e com um coral de milhares e milhares de vozes que o acompanham.

11 comentários:

  1. Martino,

    O show do Fábio de Melo foi sem dúvida um espetáculo, agora como você citou a forma em que um blog outros elementosdo evento, quero deixar minha pitacada.
    Quanto a forma em que a polícia faz os cálculos de público em eventos, é através de método científico tendo como uma das referências de medição fotos do local. Existe método científico para isto, mas não sei se a polícia local faz da maneira correta, e independente disto o blog divulgou uma informação passada pela polícia, e se alguém errou foi a polícia. Como você mencionou, o último show tinha mais do dobro de público a relação a outro show, os dados apresentados pelo blog estão coerentes, afinal foram 3.000 e 8.000? Se estes números não são reais, existe um erro na aplicação da metodologia ou má fé da polícia ou do blog, então concordo com você caso exista má fé de alguma das partes, que não acredito.
    Aprendi com você, em uma de suas postagens antigas, mencionar que a imprensa pode trazer matérias não favoráveis à administração, e é assim que quero entender o posicionamento deste blog.
    Acredito que em Monlevade existe necessidade de uma evolução da imprensa e que há lacunas a ser preenchida, porém mencionar que o tal blog e em Monlevade não se pratica um jornalismo isento, ético, sem bandeiras partidárias, discordo totalmente.
    Por último, os aplausos ouvidos no momento em que foi apresentada a imagem tão esperada, não tenho dúvida que foram para a divindade a que a imagem exposta representa e com certeza não foram para os religiosos. Nasci, fui educado e criado nesta cidade e conheço muito bem a atmosfera política e religiosa desta cidade. Nunca um padre foi vaiado aqui, nem mesmo aqueles nada carismáticos, porém todos os prefeitos sem excessão, já sentiram o dissabor de ouvir um coro em vaias, mesmo que muito tímido. Infelizmente já virou rotina vaias ao atual prefeito que em minha opinião é uma grande falta de respeito pela autoridade, mas isto foi construído pelo próprio e sua assessoria não tem tomado o cuidado de evitar que isto ocorra.
    Pitacada dada e que venha a réplica.

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  2. Werton, vamos perder nosso tempo fazendo determinadas análises. Um lado, ou muitos lados, vão mesmo enxergar o copo vazio em qualquer situação. Nem a instalação de roletas com auditoria da Price iria garantir qualquer número. Iriam lançar suspeição sobre a legitimidade da empresa, não tenha dúvidas disso. O que me assusta são alguns exageros que beiram a surrealidade. Por exemplo, você em seu blog chegou a sugerir que a Internet de graça é obra de Carlos Moreira. Viu como funciona? Eu, como um sujeito que está na cidade há um tempo relativamente pequeno, fico aturdido com o ódio que vem sendo cozinhado em fogo nem tão brando assim. Mas como diz o José Henriques, apesar disso, vamos continuar subindo a montanha, mesmo que a passos de formiga, cada um à sua maneira e à partir de seu ponto de vista.

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  3. Fazendo justiça: existe um jornalista na cidade que consegue manter uma linha de coerência mesmo tendo relações mais próximas com a oposição. Este jornalista o Marcelo Melo. A cada dia fico mais fã do cara. Além do mais, faz um inestimável trabalho para a preservação das memórias de João Monlevade, além de ser poeta, ativista cultural, enfim. Mas tem um defeito: futebolisticamente, gosta de sofrer. Não preciso falar mais nada.

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  4. Martino,
    Vai a tréplica:
    Uma vez ouvi o prefeito mencionar que pode-se ter um ponto de vista e a vista de um ponto. Confesso que não entendi o que ele quis fazer entender naquela fala então perguntei a inúmeras pessoas que estavam no local e todos sem excessão, aliados e adversários disseram que não entenderam.
    Então posso eu dinovo não ter entendido eu não conseguido e/ou também não conseguido expressar sobre os números expressos em relação ao público presente no evento e afirmo que o blog pode ter sim potencializado algo que não seja interessante para um lado, porém números são números oriundos de fontes.
    Quanto minha sugestão que a internet gratuita fosse obra do Carlos Moreira, foi pegando o mesmo gancho( gancho político, utilizado pela situação quanto oposição)de que a ETE do Cruzeiro Celeste também é obra do Moreira por esta ter sido iniciada a parte de recursos conquistado pelo gestor anterior e que também teria licitado um sistema para integração das redes de dados e a qual sugeri ao prefeito que a infra-estrutura daquele poderia ser utilizada para implantar a internet gratuita. E é exatamente o que aconteceu, a estrutura da internet gratuita funciona em mesma infra-estrutura da rede corporativa da prefeitura. Minha sugestão foi baseada em informação que recebi de pessoas de linha de frente do executivo ainda no início de 2009. E apesar de acreditar que o sistema é bom, acredito que ouve um erro de redefinição das tecnologias aplicadas, mas não tenho subsídios técnicos suficientes para avaliar no momento. Mas isto é para um outro ...
    Aprendi a muitos anos com o amigo Adv. Teotino Damasceno, pessoa que tenho amizade a mais de vite anos que na política não existe espaço para o ódio e nem para o rancor. E esta semana estava com o Teotino e amigos quando o Pastor Carlinhos se aproximou e cumprimentou a todos e com um forte abraço saudou o Teotino demostrando o respeito à divergência de opiniões. E veja que os dois têm se divergindo publicamente, e teve pessoas fora do meio político que me perguntaram se os dois haviam brigado, mas as divergências ficaram em âmbito político.
    É por aí. A passadas rápidas ou lentas de penas curtas ou lentas vamos nos divergindo, construindo, mas vamos subindo a montanha buscando sempre a evolução.

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  6. A frase do prefeito é relativamente fácil de entender. Se você observa a vista à partir de um ângulo, terá uma visão. De outro ponto,pode ser completamente diferente. Dando um exemplo concreto. A Serra do Caraça de alguns pontos de vista, tem realmente a forma de uma enorme cara humana. De outros, apenas um enorme paredão de minério. Voltando para metáfora, quem observa a vista à partir de algum sectarismo, vai enxergar o que quiser. Para o ambientalista, uma mineração não representa desenvolvimento, mas um câncer. Mas concordo contigo quando diz que temos muitos pontos de convergência. Agora, sobre a internet e outras coisas, seja como for, a história é como uma corrida de revezamentos. Quem vem depois, pega o bastão do corredor anterior. Se formos raciocinar nesse sentido, o asfalto, as avenidas, tudo que temos foi feito por alguém e os que vem depois se beneficiam. Já o mérito pela internet, ninguém pode tirar do Gustavo. Tive a honra de participar de parte dessa história. Logicamente, alguns ajustes terão de ser feitos gradativamente, até funcionar 100%. Agora, caramba, sô! Será que não dá pra ver algo de positivo nisso? Isso é que me causa estranhamento.

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  7. Mesmo se não funcionasse 100%, coisa que não acredito, acredito que tecnicamente será ótimo, não tem como negar que o serviço de internet gratuito é algo excelente. BOLA DENTRO!
    Mas continuo vendo falhas no projeto de forma global que não impacta neste serviço aberto ao público, mas sim na gestão ao pública a médio e longo prazo. Se algum dia juntamente com o Juninho Henriques que assim como eu também é profissional da área de automação e o Célio Lima que entende de segurança um tiquitinho a mais que nós, tivermos a oportunidade de discutiremos sobre o assunto será com grande prazer.
    Pegando carona em seu poste em que faz justiça em relação ao Marcelo Melo, confesso que tenho uma admiração muito grande pelo Marcelo Melo por fazer um jornalismo claro, isento de vícios e sempre que exprime sua opinião, ele a faz com a grandeza de Urso. Uma vez um leitor do Pitáculo me perguntou se eu era inimigo do Marcelo, simplesmente por ele der um dado uma tamancada em mim no blog dele. Na opinião do Marcelo eu tinha dado uma escorregada das bravas e ele simplesmente deu a opinião dele, tinha que respeitar gostando ou não. O Marcelo além do valor profissional e cultural que ele tem para João Monlevade, ele é atleticano como eu e sabe o que é fazer parte da não alve-negra das alterosas.
    Continuando na mesma linha de raciocínio, já foi questionado porque retirei links de blogs que defendem o atual governo e mantive o link de seu blog. Justiça seja feita: Você sempre apresentou opinião e mesmo que eu discordasse e me sentisse incomodado, e se me senti ofendido soube compreender o momento, porque todas declaração que você tenha fez em relação a mim estava envolvida com elementos da política com tempero além do adequado e por isto tenho que respeitar, mesmo quando me incomodou. Infelizmente os links retirados continham agressões que extrapolavam os limites da responsabilidade e da decência.
    Por isto reconheço que tenho admiração por sua pessoa e principalmente sua competência profissional e respeito sua opinião, mas infelizmente tenho que declarar que você jamais saberá o que é ser ATLETICANO como o Melo.

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  8. Martino
    Vi seu comentário sobre a matéria postada no blog Popular sobre o show do padre-cantor Fábio de Melo e quero deixar aqui algumas explicações.
    1º Segundo informações, a Polícia Militar, numa multidão, é comum calcular em torno de 4 pessoas por metro quadrado mas, quando há aglomerações, como em shows, comícios, etc, este número dobra, o que não foi o caso do show de ontem. Eu andei por todo o estádio fazendo imagens e confesso que realmente próximo ao palco, cerca de 10 metros talvez, estava bem congestionado, mesmo assim cheguei até com certa facilidade próximo do palco. Da metade da metade do gramado para trás, até onde estava montada a torre com a mesa de som, havia muito espaço entre as pessoas e a circulação estava normal. Nas laterais do gramado, principalmente próximo às barracas montadas à direita do palco, estava muito vazio.
    Nas arquibancadas realmente havia um número bom de pessoas talvez um número aproximado dos que estavam no gramado, algo em torno de 4 a 5 mil pessoas.
    Consultei a Polícia Militar para ver sua posição, uma vez que a PM está bem mais acostumada com esse tipo de evento. O PM de disse era difícil precisar porque o público estava espalhado entre gramado e arquibancada, mas que acreditava ter algo em torno de 6 a 7 mil pessoas. Disse a ele que imaginava algo em torno de 8 a 9 mil ele disse que poderia sim. Perguntei também ao padre Marcos Rosa e ele também me disse que acreditava ter em torno de 7 a 8 mil pessoas, o que é um bom público.
    O blog então baseou nessa média, podendo ser um pouco mais ou um pouco menos. Você acredita em 20 mil pessoas, respeito sua posição.
    Quanto ao blog ser partidário, não sei de onde você tirou isso. Tanto o blog Popular quanto o site opopularjm.com.br não recebe verba nenhuma de políticos atuais ou ex-prefeito, como você mencionou. Faço porque gosto, assim como você tem o seu blog e tantos outros na cidade possuem. Admiro o seu trabalho, mas essa sua afirmação não procede.
    O mais importante de tudo é que o show foi muito bom. Como disse na matéria que fiz. Tenho certeza que para as pessoas que estiveram presentes sejam elas 8, 9, 10, 20, 30 mil pessoas, os números de presentes foi o que menos importou, mas sim o espetáculo.
    A Prefeitura acertou em cheio trazendo o padre cantor, quero parabenizar o prefeito e sua assessoria por isso. Mas faltou aquele bom senso com a imprensa e você sentiu isso também.
    A Casa de Cultura não se esforçou em nada para que a imprensa tivesse acesso a palco simplesmente para fazer algumas fotos, o que achei um absurdo. Pessoas eram colocadas para dentro sem nenhum critério pelo Gladevon e a imprensa, que estava ali cumprindo seu papel foi barrada, segundo ele pela equipe do padre.
    Mas valeu, espero que não fique chateado comigo por uma simples questão de números, que o show foi bom, isso foi.

    Abraços

    Bell Silva

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  9. Pessoal do blog O POPULAR. Repito o que falei. Vocês conseguiram erigir o blog noticioso mais interessante de Monlevade, com muita instantaneidade, quer dizer, preencheram uma lacuna e saíram na frente, já que a cada dia as pessoas estão buscando informações por intermédio da internet. Por isso, merecem parabéns. Mas sugiro que dêem uma olhada remissiva sobre algumas matérias e façam uma autocrítica. Nessa questão da isenção, realmente tudo leva a crer que tem comprometimento político com determinado grupo. Nada de errado com isso, posto que isso já acontece com todas as mídias da cidade. Porém, se vocês conseguirem isenção de verdade, garanto terão o melhor blog/site da cidade. Sabe o que acontece? Do jeito que a mídia age na cidade, imagino que cause um grande dano na mente das pessoas. Há uma confusão enorme na manipulação das notícias e a verdade acaba não sendo depurada, mas empurrada guela abaixo da população. Pra mim, tem sido um aprendizado enorme a vivência na cidade, pois confesso que nunca havia visto tanto ódio em suspenção. Mas estamos todos aqui pra aprender...e pra fazer né? Continuemos subindo a montanha, sabendo que atrás de uma, vem outra.

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. O Gladevon não determinou quem poderia ou não se aproximar do palco. A produção do Padre é que foi realmente muito rigorosa. Eu sou "presidente" da Fundação Casa de Cultura e não tive acesso. Pra dizer a verdade, nem tentei para não tumultuar mais. Só pra vocês terem uma idéia, até os Padres da cidade tiveram dificuldades pra entrar pois a segurança era de fora e não conhecia ninguém da cidade, uma exigência da produção. Para que pudessem ter acesso, teve de haver interveniência junto à produção. O Gladevon é um sujeito humilde, que trabalha muito, um excelente executivo. Nesse sentido, penso que vocês do Blog Popular também foram bastante infelizes.

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