quinta-feira, 28 de abril de 2011

MAIS SELO DE INQUALIDADE


Eu sou até um sujeito paciente, procuro sempre pequenas estratégias para não me estressar no cotidiano, mas tem hora que é irritante você ser atendido por pessoas mal humoradas, que olham pra gente e nos consideram as pessoas mais ignorantes, mais mal informadas do mundo. Muitas vezes, você realmente confessa a sua ignorância e pergunta algo para se informar e a outra pessoa só falta lhe chamar de burro. Mas vamos aos fatos. Minha filha levou um tombaço ao chegar da escola. Foi descer do ônibus e descer correndo a rua da minha casa, quando de repente deixaram o portão de uma casa aberta e o cachorro de tamanho considerável saiu pra rua. Minha filha, que tem um medo danado de cachorro se apavorou e disparou ainda mais morro abaixo. Resultado: caiu e esfolou-se toda. Ela ficou chateada ainda, pois embora a rua estivesse cheia, ninguém nem ao menos esboçou qualquer reação ou teve iniciativa de ajudá-la. Monlevade já tem mesmo alguns sintomas de comportamento de cidade grande. Bom, mas quando chegou mais à noite, minha esposa pediu que eu fosse à uma farmácia pra comprar um pozinho branco, cujo nome não me lembrava, mas que sabia ser algo relacionado à Sulfa, que quando usado sobre machucados com casca, ajuda a cicatrizar com mais rapidez. Cheguei na primeira farmácia e pedi para duas atendentes. As duas disseram ignorar a existência de tal produto. Elas me disseram que não fabricavam mais. Pelo menos me atenderam com cortesia. Sai dali com esperança de encontrar uma farmácia com uma farmacêutico, se possível de cabelos grisalhos, que tivesse a famosa experi. Cheguei à outra farmácia de plantão e pra meu azar não tinha ninguém mais experiente. Apenas duas meninas atendendo e com caras não muito boas. Aguardei que atendessem algumas senhoras e quando chegou a minha vez, expus para a menina o que queria. A atendente também afirmou nao conhecer tal produto, disse que havia cicatrizantes, mas em pomada. Ela simplesmente me abandonou e passou a atender outro cliente. Mas como sou teimoso, ainda fiquei por ai olhando os remédios e cheguei a parte dos mertiolates, dos antisépticos. Eis que lá estava o produto que eu queria. Só que dentro de uma caixa. Perguntei à menina se eu poderia abrir para verificar e ouvi um não rotundo. Arrisquei-me e graças a Deus era exatamente o que eu procurava. Mostrei pra menina que me mais uma vez ignorou-me completamente. Depois de algum tempo, voltou, colocou o produto dentro de um malote e me entregou ainda sem me olhar. Fui ao caixa, paguei e fui embora. Nada contra a juventude, mas tenho saudade dos farmacêuticos de roupa branca, cabelos grisalhos, que sabem de tudo e que passam confiança. Alguns jovens é que deveriam se aposentar. Selo de inqualidade neles.

Um comentário:

  1. rapaz tem um senhor chamado machado. o cara é otimo.
    ele fica aki na farmacia central perto do correio,é o tipo q voce tá querendo,e mais ele entende do assunto.

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