domingo, 17 de abril de 2011

FICAREMOS OBSOLETOS. VOU MAIS LONGE. JÁ ESTAMOS.

Jamais pensei que me sentiria careta. Gosto de rock, gosto da contracultura, gosto da música punk, do cinema maldito, da literatura, da ousadia. Mas me sinto sinceramente chocado com o que parece que será normal entre as gerações que estão assumindo o poder: a sexualidade unisex. Me explico. Hoje estava vendo uma entrevista com Lady Gaga na TV. Talvez o paralelo que possamos fazer com a ousadia da Ultra-Mega artista é com a Madonna. A material girl foi ídolo de uma geração e responsável por uma onda de liberalidade feminina, de costumes, do fetiche, do homem objeto e até de pitadas de sadomasoquismo. A loirassa fez com que algumas meninas se sentissem - me perdoem a palavra - mais putas (rs). Enquanto isso, Lady Gaga, ídolo da nova geração é bissexual confessa e professa isso, diz abertamente, faz discursos anti-homofóbicos e faz com que as meninas se sintam mais liberadas para se amarem sem medo. Outros ídolos como o Portoriquenho Rick Martin se declaram gays e vejo uma campanha sendo veiculada em que várias pessoas disponibilizam suas fotos na internet com o carimbinho -SOU GAY. Trem danado, né? Tenho muitos amigos gays, sempre os considerei divertidos, inteligentes, ótimos papos. No fundo, sempre desconfiei que um dia a bissexualidade seria a coisa mais normal do mundo. Só não imaginei que esse dia chegaria tão rápido. No fundo, o sexo é uma coisa lúdica, uma grande brincadeira com final pra lá de feliz. Antigamente este happy end as vezes vinha com a procriação, planejada ou não. Agora, nem é mais preciso sexo pra procriar. Onde isso vai parar, não dá nem pra imaginar. Talvez saibamos nas próximas encarnações. Isso, se os espíritualistas estiverem certos. Enquanto isso, só seguindo o conselho da Marta Suplicy: relaxar e gozar.

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