domingo, 3 de abril de 2011

DEPENDENTES DA INTERNET

Sou dependente da internet de um jeito que dá até medo. Quando viajo e fico desplugado durante um tempo, fico maluco, doido pra aparecer uma brecha de tempo para conferir minha caixa de emails, as postagens nos blogs, enfim, tudo o que aconteceu no mundo e eu perdi (rs). Não consigo nem imaginar o mundo desconectado. Hoje, sem dúvida alguma, contacto mais as pessoas via net que por via telefônica. Ainda mais que me considero mais lúcido escrevendo que falando. O mais incrível de tudo é que o mundo virtual está apenas começando sua expansão. Onde isso vai parar é inimaginável. Algumas pessoas já foram atropeladas e provavelmente não terão uma, digamos, educação virtual. Nós, que vivemos a chamada transição do mundo analógico para o virtual, conseguimos até um certo grau de desenvoltura no cyberespaço, mas precisamos nos preparar, pois seremos atropelados também. Não somos páreo para a geração y, que já nasceu no mundo dos hipertextos. Se gostamos de aprofundamento, de textos mais longos, essa galerinha se satisfaz com os resumos e quem somos nós para julgar o que é melhor? No meu tempo de estudante qualquer pesquisa exigia uma tour pelas enciclopédias Barsa, Delta Larousse e outros. Hoje, o sujeito faz sua pergunta para o grande oráculo "São Google" e milhares de respostas se apresentam. Onde isso vai parar? Não vai parar!

Mas querem saber de uma coisa? Até certo ponto acho isso é bom demais. Como diz o slogan Amo muito tudo isso. Muito embora que existem situações realmente preocupantes em que a internet substitue as drogas conhecidas. Já existem centros de recuperação para "viciados" e estudos aprofundados sobre o assunto. Embora o tom dessa postagem seja até certo ponto positivo, existem situações extremas que levam familias à loucura. Imagino a preocupação de alguns pais com a alienação dos filhos.


Além do mais, existem pessoas que levam a dependência virtual a extremos desconcertantes.


Temos de nos preocupar até com a gente mesmo. Como diz o amigo Dimdão, bom mesmo é viver melhor com menos. Existem muitas coisas boas no mundo real e muitas delas de graça, como a natureza, as paisagens, o vento, o beijo, o carinho, o amor, a pelada, enfim.



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