quinta-feira, 30 de setembro de 2010

CANDIDATOS BONS PARA MONLEVADE


Para presidente, a primeira opção é a Marina, mas prestando bastante atenção para, se necessário for, se minha intuição indicar, votarei na segunda opção, que é a Dilma. É que prefiro o projeto híbrido capitalista e socialista do PT. Serra foi um bom Ministro da Saúde, mas a ideologia neoliberal é desumana e considera que a economia deve estar acima do interesse das pessoas. Para governar o estado, indico Hélio e Patrús por tudo que eles representam. Patrus é uma pessoa muito especial, braço direito do presidente Lula nas questões sociais. Hélio é outro sujeito que aprendi a respeitar, pela sua visão no que diz respeito à comunicação, aliás, um terreno em que Minas é deficitário, posto que não temos nem uma emissora ponta de rede aqui. Penso que a dupla pode trazer um elemento novo para dar uma sacudida no nosso conservadorismo. Eu até pensava em votar no Zé Fernando. Ele tem propostas muito interessantes, mas existe o risco de impossibilitar um segundo turno, então, pode ser que eu vote de forma mais estratégica no Hélio e Patrus. Quanto aos candidatos a senador, vou de Aécio e Pimentel. Os dois fizeram um trabalho magnífico em BH. Quem é de lá sabe o que estou fazendo. Itamar também é bom, mas já deu o que tinha que dar. Já para Deputado Federal, boas opções. Tem o Alexandre Silveira, que é de Ipatinga e é o principal batalhador pela BR 381.Tem o Leonardo Monteiro, que conseguiu verbas importantes pra João Monlevade, tem a Lutécia, candidata da cidade, única que vi levantando a bandeira da cultura, tem o Bernardo, filho do José Santana, o candidato Doró da Saúde. Já para deputado estadual, Agostinho Patrús, que tem feito uma excelente parceria com João Monlevade. Bom pessoal, esses são os candidatos que indico, que em minha opinião, trarão coisas positivas para João Monlevade. No domingo, juízo e voto estratégico.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

LITERATURA, UM VALOR DA NOSSA GENTE

Uma rede de boa vontade foi tecida para que o concurso acontecesse

Tudo fluiu relativamente bem. Aliás, poucas vezes vi um evento em que as coisas fluissem tão bem. Só uma coisa deu errado, mas ninguém percebeu e vou revelar aqui. Na hora de tocar o hino nacional, a Juliana( do Cerimonial da Prefeitura) me deu sinal e acionei o arquivo errado. Era para tocar uma versão maravilhosa, totalmente cultural do hino brasileiro sendo interpretado por artistas de todo o país, cada um com seus figurinos, seus estilos musicais. Executei uma versão instrumental, mas também com um clip muito bonito. Depois tocamos uma versão do Hino de João Monlevade, um clip de belas imagens clickadas pelo fotógrafo Sérgio Henrique. A versão musical eu gravei em meu estúdio, pois sou apaixonado pelo hino composto pela Rita de Abreu. Fiz uma versão singela, ao violão e voz, colocando a minha alma no cantar. O legal da simplicidade ao violão e voz é o destaque que se dá a letra e melodia. Acho que o pessoal gostou. Agora deixem-me falar das pessoas que tornaram possível chegarmos ao livro. Em primeiro lugar, veio a iniciativa da Fundação Casa de Cultura, através do Luciano Rosa e da Rosália. Aliás, já contei essa história. A Rosália me mostrou o regulamento e em princípio estranhei um pouco a temática "Valores da nossa gente". Mas aí fui me acostumando, fomos espalhando e acabou que tematizou bem o evento. Minha participação no projeto foi somar com o pessoal, divulgar e articular. Nesse prazeroso oficio, tive a oportunidade de conhecer pessoas sensacionais, como o Chiquinho Barcelona, Jairo Martins, Rita de Abreu, como mais recentemente o professor Dadinho, como o próprio Marcelo Melo , como a vereadora Dulcinéia, que sem dúvidas representa a cultura na câmara. Todos de uma forma ou de outra acabaram se envolvendo e dando sua parcela de colaboração. Como lembrou muito bem o prefeito Gustavo Prandini em sua fala, foi uma obra com participação de vários segmentos, desde aqueles que tem afinidades com o meio cultural, quanto empresas do ramo automotivo, da engenharia, informática, etc. De forma espontânea, formou-se uma rede de boa vontade que possibilitou a realização do concurso. Gustavo exaltou que ele pensa ser esse o caminho, o pegar e fazer, cada um fazendo a sua parte, chamando a responsabilidade com criatividade e consciência. O Assessor de Comunicação da ArcelorMittal, João Carlos Guimarães, também foi muito feliz ao dizer que a empresa está aberta a projetos que tenham perspectivas de continuidade, no que o prefeito concordou e acrescentou que esta também é uma prerrogativa do governo: de ações que possam representar efetividade e perenidade. Mas voltando à premiação, sua condução esteve à cargo de Gláucio Santos, com a competência de sempre. Os livros parece que foram muito bem recebidos pelo público. A arte esteve à cargo da Elisângela Bicalho da ACOM, com fotos de Sérgio Henrique. Aliás, importante citar que a foto da capa é de um clarinetista que toca na Coorporação Musical Monlevade, banda de música que fez 67 anos este ano e que portanto, transcende a emancipação como tantas outras coisas legais dessa cidade. A ressaltar também o trabalho da Juliana, do Cerimonial da Prefeitura, uma pessoa que conseguiu soluções mágicas e ajudou e muito para que o evento fosse um sucesso. Principalmente para o coquetel. Parabéns a todos e em breve teremos novidades e mais desdobramentos para o "Valores da Nossa Gente".

terça-feira, 28 de setembro de 2010

TOMEI CORAGEM - TEXTO DE RUBEM ALVES


Pessoal, a ilustração ai de cima não tem nada a ver com o conteúdo que vem a seguir, ok? Só achei interessante o fato de encontrar no google uma aguardente chamada coragem. Por isso também o título desse post. Já o texto de Rubem Alves que vem a seguir já tem outro enfoque. Confesso que nem formei opinião à respeito, mas de qualquer maneira, uma boa reflexão que se oferece à nossa análise.

GANHEI CORAGEM


*Rubem Alves

“Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece",
observou Nietzsche. É o meu caso.
Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo.
Por medo.
Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega:
"Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos".
Tardiamente.
Na velhice.
Como estou velho, ganhei coragem.

Vou dizer aquilo sobre o que me calei:
"O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.

Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política.
Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo.
Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável,
é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de TV que o povo prefere.

A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica.
Nada mais distante dos textos bíblicos.
Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas.
Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro.
Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.

E a história do profeta Oséias, homem apaixonado!
Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava!
Mas ela tinha outras idéias.
Amava a prostituição.
Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão.
Até que ela o abandonou.
Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos.
E o que foi que viu?
Viu a sua amada sendo vendida como escrava.
Oséias não teve dúvidas.
Comprou-a e disse: "Agora você será minha para sempre.".
Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus.

Deus era o amante apaixonado.
O povo era a prostituta.
Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável.
O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhe contavam mentiras.
As mentiras são doces; a verdade é amarga.

Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo.
No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões.
E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!
As coisas mudaram.
Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo.

O circo cristão era diferente:
judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas.
As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro “O Homem Moral e a Sociedade Imoral"
observa que os indivíduos, isolados, têm consciência.
São seres morais.
Sentem-se "responsáveis" por aquilo que fazem.
Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas.

Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis.
Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.
Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral.
O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.

Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia.

Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado.
O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão.
Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens.
Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras.
O povo não pensa.
Somente os indivíduos pensam.
Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade.
Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.

Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo.
Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás.
Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung,
o povo queimava violinos em nome da verdade proletária.
Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar.

O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer.

O povo, unido, jamais será vencido!

Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos.
Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche,
de Saramago, de silêncio; não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja,
não gosto de futebol.
Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e a engolir sapos e a brincar de "boca-de-forno", à semelhança do que aconteceu na China.

De vez em quando, raramente, o povo fica bonito.
Mas, para que esse acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: "Caminhando e cantando e seguindo a canção.",
Isso é tarefa para os artistas e educadores.
O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.

*Rubem Alves - Colunista da Folha de S. Paulo

sábado, 25 de setembro de 2010

SABEM PORQUE A 381 NÃO SAI DO PAPEL?

Politizaram a BR381. Essa é a causa da inércia, desse imobilismo, dessa incapacidade, dessa carnificina que vem sendo senão perpetuada, mas mantida anos a fio. Assim, como infelizmente acontece com quase tudo nesse país, basta um lado da política dizer que vai se empenhar pela BR que vem o outro lado pra diminuir, para negativar, para jogar pra baixo. Confesso que quando vi a propaganda política do Hélio Costa na TV, fiquei sensibilizado com os depoimentos e decidi meu voto pelo comprometimento assumido publicamente. Aliás, tô decidindo meus votos pelos comprometimentos assumidos e como cidadão, vou cobrar. Esse negócio de dizer que há uma confusão de esferas, que seria uma prerrogativa federal e não estadual, não cola. A vontade política vem de múltiplos esforços, do reconhecimento da prioridade, da premente necessidade de tantas pessoas. Fiquei muito decepcionado com um site que se diz atuar em prol da duplicação quando percebi politização favorável a certo projeto político . Então, baixaram a bandeira da duplicação e hastearam a do tal candidato? Sinceramente, penso que o governo do estado deveria sim ter dado mais atenção para a 381. Esse negócio de ficar sempre dizendo que as estradas federais não são responsabilidade do governo do estado pra mim é balela. Como é que quando houve vontade política, governos federal e estadual trabalharam juntos para duplicar a Antonio Carlos em BH, pra fazer a linha verde e para várias outras coisas? Quem vai vencer as eleições só saberemos após o dia 03 de outubro, mas queremos sim saber qual o comprometimento de cada um pela causa. Esperamos que os outros candidatos se manifestem também. Agora, confesso que me decepcionei sim com o tal site e suas postagens no twitter. Penso que a causa duplicação da BR381 não deveria ter cores partidárias, posto que já tem a sua cor própria que é o vermelho, cor do sangue das vítimas, que deveria amolocer o coração dessa gente pragmática.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

LITERATURA DE VERDADE

Tive a honra de conhecer o escritor Monlevadense Jairo Martins de Souza, autor da trilogia "BAZAR MONLEVADE", "DOSSIÉ MONLEVADE" e "JEAN MONLEVADE, DO CASTELO À FORJA". Repito o que dia dia desses sobre certas conversas que valem como ler um livro. Conversar com Jairo é como ler vários livros. Dono de vasta cultura, esse escritor hoje residente em Vitória-ES, erigiu uma obra interessantíssima, principalmente para quem se interessa em preencher as lacunas de memórias Monlevadenses. No momento estou lendo o terceiro livro da trilogia, "do Castelo à Forja" e garanto pra vocês: o livro é delicioso. Jairo, com rara habilidade , inventou memórias para o fundador da cidade em sua fase na França. O romance é ambientado na época da revolução francesa. Interessante o ponto de vista da realeza e a pesquisa histórica realizada para que o romance pudesse ganhar forma. Jairo é um desses sujeitos com quem a gente tem vontade de conversar por horas e horas, dada a alta cultura e o papo agradável. Aliás, fizemos isso! Iniciamos uma conversa que começou na Assessoria de Comunicação e foi terminar num almoço no Quiosque das Delícias, em minha opinião, o restaurante que oferece a melhor comida da cidade. Ainda estou no primeiro terço do livro e com uma baita vontade de chegar em casa e prosseguir a leitura. Ele me deu uma explicação genérica sobre os outros dois livros que também devem ser muito interessantes. Um deles, o "Dossié..." faz uma incursão pelo realismo fantástico, criando uma João Monlevade alternativa cuja história se passa em 1950. Jairo ainda me presenteou com uma cópia de um livro em Francês, única literatura encontrada sobre a clã dos Monlevade na França, chamado "JEAN DE MONLEVADE, Pionnier de la sidérurgie brésilienne". Nesse livro, encontrei uma explicação que muitos monlevadenses devem saber, mas que aprendi lendo os textos. Conta que o bairro de Carneirinhos tem esse nome, porque nos primórdios da cidade, os trabalhadores dos campos utilizavam uma roupa toda branca e iam trabalhar nos verdejantes campos das cercanias do lugar. Daí que os franceses olhavam de longe e pareciam carneirinhos branquinhos pastando solenes. Pois é. Jairo veio trazer mais algumas peças do quebra-cabeças pra me ajudar a entender essa cidade. Por falar nisso, ele é convidado de honra na entrega dos prêmios do Concurso Literário Valores da Nossa Gente que acontecerá na próxima terça-feira as 19 horas, no auditório da Leonardo Diniz (Prefeitura). Se quiser saber mais sobre o livro, acesse: www.bazarmonlevade.com.br.

SENADOR: MEU VOTO VAI PRO PIMENTEL

Meu voto para senador vai indubitavelmente para o Pimentel. Pessoal, o sujeito conseguiu fazer em BH a maior administração que a capital já teve. Eu estava lá e presenciei. Pimentel demonstrou ter um forte espírito conciliador. Em seu governo, conseguiu com que trabalhassem conjuntamente os governos municipal, estadual e federal, coisa muito rara em se tratando do Brasil. Sabendo administrar as convergências em prol da cidade, conseguiu transformou Belo Horizonte num gigantesco canteiro de obras. O resultado foram obras perenes, que vão servir a cidade por várias décadas. Pimentel conseguiu, por exemplo, viabilizar um projeto como a Linha Verde, uma obra gigantesca que levou BH até o aeroporto e ainda gerou intervenções viárias periféricas importantes. Conseguiu também viabilizar a duplicação da Av Antonio Carlos. Quem morou em BH por muitos anos entende o que vou falar. A duplicação da Antonio Carlos foi muito complicada em função das desapropriações e das complexas intervenções. Uma obra muito mais complexa que a nossa BR 381, que não sai do papel. Foi uma obra esperada por muitos anos que Pimentel viabilizou e Márcio Lacerda inaugurou. Uma vez em Brasília, tenho a certeza de que se for aliado para resolver o problema da BR 381, essa duplicacão sai. Além do mais, pela amizade do prefeito Gustavo Prandini com ele, João Monlevade terá um gabinete importante em Brasilia para buscar recursos para Monlevade. Itamar teve seu papel histórico, gosto dele, mas penso que em termos de parceria com Monlevade, o Pimentel vai ser mais participativo. O Aécio, vai ganhar mesmo e é sabido que ele também se dá muito bem com o Pimentel, quer dizer, com Pimentel Minas sai fortalecida, Monlevade sai fortalecida, todos saimos fortalecidos

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

MONTILLO, O NOVO ÍDOLO AZUL

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Sou uma besta quadrada e quase sempre algumas lágrimas teimam em descer quando leio histórias emocionantes, como a do Argentino Montillo, atual ídolo do maior clube do País. Este texto está num dos milhares de orkuts azuis e mostra a grandeza humana desse meio campista. Nós Cruzeirenses estamos acostumados a duas coisas: futebol de alto nível e títulos. E Montillo veio para preencher o vácuo deixado por artistas da bola como Alex, Dirceu Lopes e outros. Mas vamos ao texto...

Por Matheus Nerys

Fala Nação Azul! O que falar do melhor camisa 10, quem sabe até o melhor meio campo, desde 2003, do saudoso Alex? Um meio campo com um toque de bola preciso, poucos toques para tirar um marcador, rápido e com visão de jogo. Mas o que mais chama atenção no Montillo é a sua humildade e seu profissionalismo.

Montillo nasceu no sul de Bueno Aires, no município de Lanus, e passou no teste para o time de base do San Lorenzo com 16 anos. Com 18, foi para o time profissional e começou sua carreira no futebol argentino.

Logo no inicio da carreira o baixinho Montillo teve um apelido, dado pelo roupeiro do San Lorenzo: “La ardilla”, traduzindo para o português seria ‘ esquilo’, por ser baixinho, rápido e não ficar preso a só um lado do campo. Depois de passar 4 anos no clube argentino , Montillo se transferiu para o Monarcas onde não teve nenhum sucesso, porque teve 3 contusões e ficou no banco mais de um mês.

Ele foi repatriado pelo mesmo San Lorenzo no final do torneio clausura e, por isso, não jogou muito. Em 2008, Montillo se transferiu para o conhecido por nós: Universidad de Chile, a LaU, Por (pasmem) apenas U$1.000.000,00 . E lá se tornou um ídolo como está se tornando aqui. Mas nessa passagem, o técnico da laU criou mais um apelido para o nosso habilidoso camisa 10 : “El buque insígnia”, que é uma grande embarcação que guiava as outras para que a seguisse, ou seja, Montillo ditava o ritmo do jogo (se seriam jogadas agudas, retas e incisivas para a entrada do gol ou se eram jogadas pelos flancos caso o meio estivesse congestionado).

Mas algo aconteceu com a torcida da LaU, os bullangueros, que não gostaram desse apelido e adotaram o mesmo apelido que Montillo usava no San Lorenzo. Isso o fez ficar muito próximo da ‘hinchada’ (torcida) freqüentando reuniões de torcedores quando era convidado para mostrarem faixas e musicas para ele.

Mas outra coisa ainda faria ele ficar mais próximo da torcida. Montillo tem 2 filhos, um deles, que nasceu esse ano, chamado: Santino Montillo. O pequeno nasceu com síndrome de down, mas isso não foi o que assustou (até porque a anomalia genética é algo dentro de probabilidade de acontecer) mas sim outro caso muito triste.

Santino nasceu com problemas intestinais e que foi diagnosticado com apenas 10 dias, como todo bebê com esse problema, precisa ser operado e é uma cirurgia de risco , e por isso teve que esperar por mais 15 dias. Esse acontecimento se deu semanas antes do primeiro jogo contra o Flamengo, em que Montillo fez um gol de peixinho na mulambada carioca, GOLAÇO! Se pegarem o lance vão ver que Montillo usa uma camisa escrita ‘ FUERZA SANTINO’ que é para seu filho.

Tinha uma rodada no final de semana pelo campeonato chileno e Montillo ficou sabendo desse fato do seu filho menor na noite anterior ao jogo e jogou bem como sempre, inclusive dando uma assistência para um companheiro do time azul. Mas esse texto não é para mostrar a trajetória vitoriosa de um jogador pibe ( garoto , pequeno , moleque) argentino! E sim pra mostrar como a relação jogador/torcida pode ser emocionante e dar mais força para jogar.

A torcida do LaU ficou sabendo dessa situação com o filho do Montillo e fez algo que é raro ver, aqui no Brasil, antes de um jogo. No início da partida do Universidad De Chile, TODA a torcida dos azuis orou a plenos pulmões para que o filho do Montillo se recuperasse. E isso fez com que Montillo sentisse uma conexão muito forte com a torcida. Na mesma partida, Montillo fez um gol de pênalti e caiu no gramado chorando, porque a torcida gritou ‘ Fuerza Santino, Fuerza Santino’ ao invés de ‘ Walter, Walter querido’.

Depois disso, Montillo nunca foi tão grato pela energia positiva vindo das arquibancadas. A torcida escreveu em uma faixa azul e vermelha: ‘ AGUANTE MONTILLO, FUERZA SANTINO’ que traduzido ficaria algo como ‘Seja forte Montillo, Força Santino’.

Na sua despedida do LaU , em que ele viria ao Cruzeiro , por apenas R$ 6.500.000,00, Montillo disse no microfone para o sistema de som do estádio que começaria um desafio maior aqui no Brasil , e só o que poderia dizer a torcida era ‘Muito Obrigado pela força nos momentos difíceis e que espera um dia quem sabe voltar a vestir a camisa azul’. Eu espero que não volte a LaU e aposente no Cruzeiro, pois o craque, o mito, el Ardilla, el mago, el monti tem potencial para se tornar um dos maiores jogadores que já vestiram a camisa azul 5 estrelas.

Nesta quarta-feira, o Cruzeiro joga contra o Ceará, na Arena do Jacaré, e poucas vezes eu vi algo tão bonito na torcida azul como o que querem fazer: gritar ‘SANTINO’, antes da partida para mostrar que a relação que Montillo está construindo aqui pode ser sim de companheirismo, e esse podendo vir das arquibancadas.

É isso nação. Sei que deu muita preguiça de ler esse texto enorme, mas eu confesso que, quando fiquei sabendo disso tudo sobre o nosso camisa 10, eu me emocionei, não por ele ser um jogador do Cruzeiro, e sim pela relação de superação que o Montillo teve e como ele demonstra carinho pelos clubes em que passa.

AGUANTE MONTILLO, FUERZA SANTINO. DESEOS DE UMA BUENA RECUPERACION, SALUDOS!


O PIOR FOI A FOTO


Caramba! Conseguiram me fotografar sem boina. Mas tudo bem! Aliás, ainda estou sem saber se foi trabalhado no photoshop. Nem me lembro de alguém tirando essa foto. Quando ao palhaço carequinha, puxa vida! Considerei homenagem, pois trata-se de um dos mais amados do Brasil em todos os tempos. Quanto ao blá-blá-blá todo, não colou. Gostei mais da poesia. Pelo menos poetizou-se o espaço bloguístico. E vamos poetando pela vida...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

MEUS JINGLES EM MONLEVADE

Bem antes de trabalhar na Prefeitura de João Monlevade, já mantinha uma relação muito boa com o empresariado local. Tive a oportunidade de produzir jingles para algumas das principais empresas Monlevadenses e vou contar cases da produção de alguns que as pessoas ouvem no dia a dia, mas que poucos sabem que foram produzidos por mim. Quem quiser ouvir alguns, pode acessar através do www.palcomp3.com/martinonews . Tá faltando atualizar, mas tem algumas boas amostras.

QUIBES RECHEADOS COM PREGOS

Publicar
poesia
é louvável,
mas utilizá-la
para passar
mensagem
subliminar
negativa
foi um gesto
infeliz.

domingo, 19 de setembro de 2010

UMBIGO TRIO ARRASOU !!!

Pra mim foi muito gratificante participar do workshow do Trio Umbigo no auditório da Funcec. Em princípio, confesso que estava meio apreensivo, por ser uma coisa nova e num local meio distante, mas tudo fluiu bem. Meu temor também se devia ao fato da música instrumental não ser um estilo comum à maioria das pessoas. Principalmente se considerarmos o quase que total domínio da sonoridade sertaneja em nossa região. Mas o público foi bem razoável. Eu contei 80 pessoas na platéia, num auditório onde cabem 150. Se contarmos o pessoal da produção e os músicos, havia umas 100 pessoas. Eu já havia assistido alguns ensaios da banda e ficado de queixo caído com as composições e com a qualidade dos músicos. Ao vivo a coisa fluiu ainda melhor, com mais peso. Como dizem os futebolistas: "treino é treino e jogo é jogo!". Tive um papel até interessante no workshow. Daniel me convidou para ser o "apresentador" do evento, logo eu que sou tímido pra caramba. Mas não fujo da raia e foi até bom pra exercitar a arte de encarar e vencer as deficiências. Acho que não me saí tão mal. Meu papel foi introduzir o espetáculo e depois circular com o microfone sem fio no meio da platéia, para fazer algumas perguntas, de modo a quebrar o acanhamento e gerar interatividade. A cada música executada havia um tempo para questionamentos sobre técnicas e utilização dos equipamentos, matando a curiosidade dos presentes, em sua maioria alunos do Bahia. Pra quebrar o estranhamento com o som instrumental, os umbiguenses tiveram a idéia de entremear o show com clássicos do rock, com participação do vocalista Julio Sartóri da banda Desarme. Uma participação inusitada também foi da trombonista Andréa Carvalho, prova de que tudo é possível em música, tocando com a banda uma versão de Beat it, de Michael Jackson. E falando sobre o repertório da banda, das músicas próprias, não há como não citar Machu Picchu, uma composição em compasso ternário. Trata-se de uma música enigmática que parece trilha de cinema e que desemboca num refrão a la Black Sabath, remetendo a uma subida até as ruínas sagradas de Machu Picchu. Vale ser citada também a música em homenagem à banda Desarme, neste caso com destaque para o baixo a la Chris Squire do Yes, executado com perfeição pelo baixista André Freitas, de apenas 14 anos de idade. A canção Woodstock também é de fritar o cérebro, desta vez com destaque para o baterista polvo Fábio Sartori. O show fechou em alto estilo com Tom Sawyer do Rush, com seus compassos quebrados, bem ao gosto do trio canadense e também do Umbigo. E saibam que eu estou falando sobre o show de forma bem resumida, pois o conteúdo em geral foi muito mais abrangente. Importante destacar também a presença do Guitarrista Remo, ídolo e amigo da banda, que deu depoimentos preciosos e cujo dueto com o Daniel Bahia chegou a arrepiar em certos momentos. Pra mim, ficou a impressão de que nascia ali um trabalho realmente interessante, que ainda tem muito a evoluir mas que já nasce com uma proposta diferenciada, que vai agradar tantos aos iniciados na música, quanto aqueles que gostam do bom e velho rock and roll. Imperativo será que busque espaços em outras praças também, posto que o circuito monlevadense é pequeno. Vital será que seja feito um trabalho de prospecção para mapear os espaços regionais que estejam abertos para o tipo de som do Umbigo e mesmo Belo Horizonte e São Paulo, onde a música instrumental tem muitos adeptos. Importante destacar também que estive representando a Fundação Casa de Cultura, que na medida do possível, vai procurando dar suporte à cena local, uma das suas funções mais importantes. Agora é aguardar o próximo show do Umbigo, que vai acontecer no dia 20 de outubro, desta vez no Real. Neste, pode ser até que eu participe cantando algo do República. Vamos ver. Muita água pra rolar até lá...

sábado, 18 de setembro de 2010

A MELHOR COMIDA DO PLANETA EM MONLEVADE

Desde que aqui cheguei, peregrinei pelos principais restaurantes da cidade, provei de muitos temperos, mas fui encontrar o paraíso do sabor monlevadense há bem pouco tempo. Bom, deixe-me contar como cheguei a essa conclusão. Eu já conhecia o Sucupira e o Búffalo Bill, onde sempre almoçava quando vinha a Monlevade. Nesta minha nova fase, inicialmente almoçava no restaurante da Maísa, apresentado pela Regiane que trabalha comigo na comunicação. Lá, além de ter uma boa comida mineira, tem preço camarada. Quando minha familia mudou-se para Monlevade, passamos a almoçar no Buffalo Bill, que tem um bom cardápio de comida mineira. Almoçamos também no restaurante do Pão e Tentação, que tem um excelente tempero. Depois, passamos um bom tempo comendo no restaurante Lareira, também com a boa comida mineira e preço excelente. Mas de tanto recomendarem, passamos a almoçar no restaurante do Hiper. Minha filha gostou bastante, acho que por saudades dos Shoppings de BH, com aquele ambiente cheio de gente bonita e muito movimento. A comida também é boa, embora padronizada, assim como acontece nas praças de alimentação espalhadas por esse país. Mas foi numa dessas idas ao shopping, que comecei a namorar um quiosque que fica do outro lado da rua, um quiosque bonitinho, com cadeiras brancas, mas pouco frequentado. Todo dia eu passava do outro lado da rua onde minha filha gosta de brincar com os cachorrinhos de uma loja de animais e pet shop. Eu passava e ficava namorando aquele quiosque. Até que certa noite, minha filha me chamou para fazer um lanche no Hiper e lá fui eu de braços dados com minha princesa. Na volta, me deu uma baita curiosidade de atravessar a rua e conhecer aquele local, para nós ainda misterioso. Lá dentro, uma senhora de rosto bondoso me olhou e vi que estavam com uma promoção de caldos. Saimos rapidamente e ao chegar em casa falei com a minha esposa sobre os caldos, que ela adora e a convidei para irmos no quiosque um pouco mais tarde. Naquela noite, minha amada estava com uma dor de cabeças daquelas e não topou, mas no outro dia, ao passarmos na porta, resolvemos conhecer o tempêro da casa. Meu Deus do céu. Haviam pratos muito bem dispostos sobre uma chapa. Não eram tantas opções, como nos self services tradicionais, mas tudo muito bem feito. Depois de comermos, não sei porque, mas eu só conseguia me lembrar da Ana Maria Braga. Aquele huuuunnnnnn não saia do meu pensamento. Pagamos e saímos dali maravilhados. Passamos a ser clientes habituais do local que só depois fiquei sabendo que se chamava "Quioske das Delícias". Depois desse dia, nossas horas do almoço passaram a ser muito mais saborosas. Imagine almoçar num local em que quase não se repetem os pratos? Onde todo dia tem uma surpresa mais apetitosa que a outra? Pois é! Como não poderia deixar de ser, acabamos ficando amigos da Dona Graça, responsável pelas maravilhas lá encontradas. Ela é chefe de cozinha, dá cursos de economia doméstica e culinária e tá doida para encontrar alguém que possa somar com ela, assumindo a gerência do negócio. Na realidade, a Dona Graça domina mesmo é a arte da cozinha. Nisso eu garanto pra vocês: não tem melhor na cidade. Mas tá faltando alguém pra ajudá-la no marketing e na gestão do restaurante, mesmo porque ela tem trabalhado quase sozinha, com poucos colaboradores. Eu até confidenciei pra ela que hoje, fica até complicado se pintarem clientes demais, pois com tão pouca gente ajudando, ela terá dificuldade em atender uma grande demanda, mas ela diz que se houver , está acostumada a produzir para demandas maiores, afinal, já foi chefe do restaurante do Shopping do Vale. Bom, mas pra finalizar esse post, só tenho de dizer o seguinte: já viajei por muitos lugares, por muitas cidades, mas em nenhum desses lugares, encontrei uma comida tão gostosa como a da Dona Graça e do Quioske das Delícias.

Dona Graça " o principal ingrediente é o amor" .

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O POETA PREFEITO

Feliz da cidade que tem um poeta prefeito. Durante minha trajetória de vida, conheci bem poucos. Ser poeta pressupõe alguns requisitos. Requer sensibilidade, empatia com as pessoas, visão artística apurada, reconhecimento da arte e da cultura como fatores de desenvolvimento de um povo. O sujeito para "poetar" precisa dominar a magia das metáforas, das metonímias. Precisa acima de tudo ser intuitivo, impetuoso. Precisa fazer cinema com as palavras e transformar esse filme em atos concretos. Poetar não é defeito, muito pelo contrário: é ter uma lente, uma espada, pra ver e lutar no mundo. Há muitas verdades condensadas nas poesias e "só a alguns é dado lê-las". Alguns jornais e blogs da cidade utilizaram o termo "prefeito poeta" de forma irônica, para diminuir o valor do prefeito perante a população, como se fazer poesia fosse apenas um "relax" ou coisa de alienado. Não me canso de dizer que quando esse pessoal não tem nada pra falar, lança mão de qualquer argumento, por mais absurdo que seja. Essa atitude atual foi de extrema grosseria e acabou desrespeitando até os próprios poetas. Mas não tem problema. Vamos continuar poetando pela vida...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

VOCÊ VAI PERDER ESSE UMBIGO?


UMBIGO NO AUDITÓRIO DA FUNCEC - DIA 18 - 19:30 HORAS

O nome Umbigo de cara nos remete a certas imagens. Mas no caso deste trio de de Monlevade, quer dizer música. Daniel Bahia (guitarrista), Fábio Sartori(baterista) e André Freitas(Baixo), resolveram unir-se para expressar musicalmente o que vai em suas almas. O resultado é uma música autoral com várias nuances. Algumas composições nos remetem às trilhas para cinema, nos instiga a transformar mentalmente aquelas composições em imagens. Tem uma pitada rock também, com guitarras arranhadas e swing. Tem compassos truncados, virtuosismo do jazz, quer dizer, uma boa pedida para quem tem noção de música e procura algo novo. Daniel Bahia é professor de guitarra em Monlevade, exímio na execução de seu instrumento. Ele vem muito bem acompanhado pela cozinha segura de Danilo Sartori e André Freitas. Quem quiser conhecer o som do Umbigo ao vivo, num espetáculo bem diferente, pode entrar em contato e retirar convites. O interessante é que eles se apresentarão no formato workshow, ou seja, um tipo de show entremeado de intervenções, seja de depoimentos, seja de abertura ao debate, seja de demonstração de alguma técnica, enfim: uma variedade de conteúdos interessantes. O Workshow acontecerá neste sábado, dia 18 de setembro no Auditório da FUNCEC à partir das 19:30 horas. Você vai perder esse umbigo?


terça-feira, 14 de setembro de 2010

CARAVANA DO OP - QUARTO DIA

Após recebermos o candidato a senador Pimentel pela manhã, tivemos de almoçar rapidamente e saímos ao meio dia para mais uma caravana, desta vez pela região do Loanda, Belmont e imediações. Dia claro e aquela secura de sempre. Caramba, como essa cidade é grande. Não custa repetir que as caravanas estão sendo uma oportunidade de muitos monlevadenses, moradores há muitos anos, de conhecer paisagens não comuns às suas vidas. A diversidade é grande, entre grandes pedras que emolduram horizontes, entre altos, mirantes de onde se contempla a cidade de vários ângulos, paisagens de verde exuberante, de aridez lunar, estradas de chão e poeira, tudo ao mesmo tempo. Dentro do ônibus, um clima agradável capitaneado pelo Menderson e muitas conversas sobre prospecções políticas. De mão em mão, exemplares de jornais que citavam a briga de dois cidadãos da mídia, um acusando o outro de mentiroso. Bom, mas vamos falar de verdade e a verdade é que o povo, mais uma vez, foi bastante pragmático e escolheu obras cirúrgicas, que resolvem seus problemas do cotidiano. Calçamento de ruas que viram brejos, iluminação de trechos escuros, manutenção e construção de escadas, iluminação de quadras. Num certo ponto, uma coisa curiosa aconteceu. Ao descermos do ônibus em certo ponto, o Gladevon viu em meio a uma plantação de milho ressecada, alguns pontinhos vermelhos e exclamou: - Meu Deus...veja quantos tomatinhos. Aquilo ali é uma delicia e custa caro nos supermercados. O sujeito ficou sem lugar e não sossegou enquanto não conversou com o dono do terreno e retornou com um saquinho cheio de tomatinhos. O interessante é que acabou engatando uma conversa com o senhor dono do terreno, um italiano falante pra caramba, como é comum à maioria dos oriundos da Bota. Quando o prefeito se aproximou da cerca próxima a casa deste senhor, o mesmo se aproximou e abordou o prefeito: - Quero agradecer muito ao senhor viu? Lembra quando lhe procuramos e o senhor ainda era advogado? Ainda nem era candidato e mesmo assim nos ajudou. A senhora dele apareceu à janela e também agradeceu. Para todos nós fica a lição. Quando a gente ajuda alguém, um dia tem algum retorno, seja como for. Agora é esperar o Quinto e último dia da caravana.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

COMECEI A PRESTAR ATENÇÃO NA VEREADORA DULCINÉIA

Pois é. Em princípio, me surpreendi quando em uma reunião, ao me ver, a vereadora Dulcinéia cantou inteira a letra da música "Interior", com a qual eu e o Grupo Verde Terra de Alvinópolis vencemos um Festival da Música em Monlevade. Este festival aconteceu no Grêmio, organizado pelo Wilson Vacari ( a quem eu devo uma visita e o farei em breve, juntamente com meu amigo e companheiro de música João Carlos, da Rádio Alternativa) e pelo saudoso Guido Walamiel. Pois bem! Naquele dia na reunião de vereadores fiquei imaginando: "meu Deus, como essa moça conhece essa música"? Parece que já passei uma eternidade em Monlevade, conheci centenas, milhares de pessoas e a Dulcinéia foi me ganhando por diversos aspectos. Primeiro por falar sempre baixo, qualidade rara para quem lida com política, mas também pelo ar de professora interativa, imagino que meio psicóloga dos alunos. Ela me falou sobre um lado social, que não conheço. Mas conheço a Cultura e cheguei à conclusão de que entre os vereadores de João Monlevade, Dulcinéia é a única que levanta de verdade as bandeiras da educação e cultura. É isso aí, Dulcinéia! Se eu votasse em Monlevade, seria seu eleitor. Continue assim e vamos tecendo uma rede de boa vontade.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

OS VALORES MONLEVADENSES

Fragmentos de sonhos, personagens inesquecíveis, história e geografia, romances, enxurradas de palavras, caleidoscópio de sentimentos, de imagens, de pontos de vista. O Concurso Literário "Valores da Nossa gente", traz poetas e escritores conhecidos e algumas novidades também. Acho tentadora a idéia de publicar as não agraciadas na internet, mas existem implicâncias que ainda precisam ser avaliadas. De qualquer maneira, as não agraciadas ajudam a completar o painel dos "valores da nossa gente". Houve críticas pertinentes. Uma delas com relação a termos criado um limite temático. Foi até o João Carlos da Arcelor que nos alertou ( a Jaqueline já havia feito a mesma crítica). Se o tema fosse livre, poderíamos ter um número muito maior de inscrições. (tivemos 39). Depois, pode-se criar uma categoria "Valores da terra", como categoria e não como a regra única. Mas por falar no João Carlos, tivemos uma reunião, eu, ele e o Luciano da Fundação Casa de Cultura .Muito bem humorado, João Carlos falou dos tempos em que trabalhou na comunicação e na cultura. Nos relatou casos engraçados, nos apontou caminhos, enfim, foi extremamente positivo e construtivo. Nossos agradecimentos a ele e a Arcelor. Nossos agradecimentos também a uma pessoa especialíssima, Chiquinho Barcelona, que abraçou a causa e está conosco de corpo e alma na empreitada. Nossa gratidão às empresas que apoiaram, os participantes, a mídia local, o pessoal da ACOM, enfim, a todos que contribuiram de alguma maneira. As perspectivas futuras são de mais diálogo, aperfeiçoamento constante, linkar mais com a educação e outros nichos, inclusive com criação de outros concursos literários, que iremos divulgando à medida que tivermos novas noticias. E pra não perder o costume, vou deixar a pergunta-desafio para vocês: Quais são os valores da nossa gente? Seriam o que está na ilustração do post? Mandem as suas opiniões.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

OVERDOSE DE BICHO DE PÉ


Enquanto isso, num ponto de ônibus...

- Peraí, amigo. Tô lendo isso no jornal mesmo? Mulher morre por causa de um bicho de pé?
- É verdade!
- Mas o que aconteceu? Infeccionou?
- Não...foi senvegonhice mesmo.
- Mas como assim senvengonhice?
- Uai...cê não ficou sabendo não?
- Não...o que aconteceu?
- Vixe...babado fortíssimo. Essa menina tinha um problema muito sério. Andava muito triste.
- Mas o que ela tinha? Depressão?
- Não, sô! Ela era triste porque não conseguia ter orgasmo.
- Ah...pois é...mas dizem que muitas mulheres não conseguem isso.
- Mas só que no caso dela, isso mudou quando ela pegou um bicho de pé.
- É mesmo? Mas o que aconteceu?
- Uai...certo dia ela pegou um bichim...começou a coçar ...a coçar...começou a sentir algo diferente...uma sensação gostosa e de repente...
- Não brinca! Um orgasmo?
- Pois é! Tem coisas muito estranhas nesse mundo.
- Peraí...mas no jornal tá falando que ela morreu por causa do bicho de pé...
- Pois é...aí é que tá...ela resolveu radicalizar.
- Mas como assim radicalizar?
- Uai...ela seguiu o seguinte raciocínio: se um bicho de pé no dedão causou tamanha satisfação, já pensou no gre...
- Não brinca...ela não fez isso...
- Pois é. Ela estudou, pesquisou até que conseguiu que um bicho se instalasse onde desejava.
- Nossa...e o que aconteceu depois?
- Uai...quando o bicho chegou num certo tamanho ela começou a coçar...a coçar e coçou tanto que aconteceu.
- Aconteceu o que?
- Ela começou a estrebuchar e teve um orgasmo fatal.
- Meu Deus do céu. Eu já vi muita coisa estranha nessa vida, mas confesso que overdose de bicho de pé eu não esperava.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

DECLARANDO MEU VOTO PARA GOVERNADOR

Pois é! Vou seguir a trilha do Marcelo Melo e declarar meus votos. Apenas não estou seguro com relação a deputados, senador e presidente. Sinceramente ainda não decidi embora tenha boas opções. Mas após ouvir o grande Gilberto Gil ontem à noite, não tenho dúvidas de que para governador meu voto será para Zé Fernando de Oliveira. Minha opção é muito simples de explicar. Todos estão propondo os mesmos temas. No programa do Hélio e do Patrús, falaram de Saúde e Educação. Depois entrou o programa do Anastasia. Parece que até sabia o tema dos antecessores. Anunciou descoberta de uma jazida de gás natural, mas inseriu o assunto também nos eixos saúde e educação. Pois é, pessoal. É muito fácil a equipe de coordenação de campanha pegar uma pesquisa e direcionar os discursos para os temas apontados como principais demandas. Tá bom. Tá certo. Só que numa eleição, vamos e venhamos: cada um vota em si. E se eu voto em mim, vou optar pelos candidatos que apresentem as melhores alternativas para o universo em que eu estiver inserido. Ai eu explico meu voto em Zé Fernando. Apenas ele tem um histórico de luta pela cultura. Apenas ele tem a cultura como plataforma e se sou pela cultura, estou com Zé Fernando. Mas ele não é só isso. Também tem propostas diferenciadas para as políticas mineral e agrícola. Muita gente pode dizer: - mas esse cara tá querendo só fazer uma média com o chefe. Ledo engano. Foi uma escolha muito pensada e inclusive com perspectivas futuras. Sabe-se lá o que acontecerá? Imaginem um segundo turno com apoio do Zé Fernando numa composição construtiva? Não seria um excelente Secretário e até Ministro da Cultura? Mas para isso ele precisa se cacifar. Pois já me apresento como uma formiguinha nesse projeto.

PUXÃO DE ORELHAS CONSTRUTIVO

Não me importo em ter a orelha espichada ao infinito se o puxão for construtivo. Pois bem! Conversar com um sujeito como Chiquinho Barcelona quase sempre se equivale a ler um livro. O sujeito esteve comigo na comunicação e tivemos mais uma conversa animada, quase gritada de tão entusiasmada. O sujeito é um dínamo cultural e eu também me entusiasmo muito com o tema. Mas ele me chamou a atenção para um fato. Com a sinceridade que lhe é peculiar ele falou: "Martino, as vezes você fala desse concurso literário como se fosse o único, o primeiro, como se fosse novidade por aqui. Saiba que antes deste já tivemos vários outros, com temáticas e com premiações até melhores? Do jeito que você se coloca, parece que inventou esse negócio de Concurso". Naquela hora caiu a minha ficha. Puxa vida! Embora não tivesse a intenção, penso que passei pra muita gente uma imagem de presunçoso, de querer trazer pra mim todos os louros de um possível sucesso do concurso. Caramba! Se passei essa impressão, realmente não tive a intenção. Importante explicar, se isso não ficou claro, que peguei o bonde andando. O Concurso literário já vinha sendo planejado e as etapas sendo executadas antes da minha participação, muito por ação da Rosália. O que aconteceu foi que o Luciano, diretor da Fundação Casa de Cultura saiu de férias e me pediu que na sua ausência, cuidasse juntamente com a Rosália das questões referentes ao concurso. Só que sou dessas pessoas movidas pelo entusiasmo. Quando me mostraram o projeto, já fui me inteirando e acabei me entusiasmando com a temática. Achei o tema "Valores da Nossa Gente" extremamente pertinente. Principalmente pra quem vive num esforço intensivo de compreender a alma monlevadense, como é o meu caso. Daquele instante em diante, pedi ajuda ao pessoal da Comunicação, à Elis, que mais uma vez deu show na arte do cartaz, liguei para meu amigo Joãozinho da Alternativa, escrevi várias matérias para os jornais locais, utilizei minha coluna semanal no Bom Dia ( Dimdão é sempre um parceirão) e até o jornal a Noticia participou de forma espontânea. O resultado foi que, pelos esforços somados, tivemos uma participação bem bacana e deveremos divulgar os vencedores até na próxima sexta-feira. De qualquer maneira, agradeço muitíssimo ao toque do Chico Barcelona, pois sei que ele me falou de coração, por também estar curtindo uma amizade nova, que deve mesmo ser construída na sinceridade ( só os amigos falam as verdades mais duras). Aos outros agentes culturais e intelectuais da cidade, peço minhas sinceras desculpas se em algum momento passei essa idéia de arrogância ou presunção. Vou procurar dosar o meu entusiasmo e ser mais cuidadoso com as palavras de agora em diante.

O SARAU POÉTICO E LITERÁRIO

A semente foi lançada. Realizamos o primeiro Sarau Poesia e Música no Santuário Bar, o aconchegante bar cultural da Rita, autora do Hino da cidade, que fica no bairro Nova Esperança.Um local que tem tudo a ver com esse tipo de evento. A primeira edição para nós era uma incógnita, pois não dava pra dimensionar a fluência de público, mesmo porque há muito não se faz algo do gênero na cidade. Tínhamos outros detalhes que pesavam contra, como o fato de ser na sexta-feira, com feriadão pela frente. Mas não esmorecemos. Sabíamos que precisávamos fazer o primeiro ( lançar a sementinha), pois fazendo a gente vai avaliando e aperfeiçoando. Graças a Deus, na primeira edição, contamos com algumas pessoas muito importantes, como o novo amigo Chiquinho Barcelona, como Francis Jr ( que a cada dia sobe no meu conceito, se é que isso vale alguma coisa), como a Dulcinéia, única vereadora que realmente levanta a bandeira da cultura, como meus companheiros da Fundação, Luciano Rosa e Rosália com sua alma gêmea Geraldinho. Pra abrilhantar ainda mais, nomes importantes da cena musical deram canja, como o multi instrumentista Daniel Bahia, o cantor João Roberto, que tem uma das melhores vozes da região e o rockeiro Julio Sartori e o pessoal da banda Disarme. Tivemos declamações de poesias, com Chiquinho Barcelona e Francis Jr e eu também me arvorei a tocar violão, cantar e apresentar o evento. Logicamente, pudemos observar o que funcionou e o que podemos melhorar para o próximo sarau que deve acontecer em outubro. No evento deste mês, tivemos como tema "os Valores da Nossa Gente", reverberando mais um pouco o tema do concurso literário. No evento do próximo mês, pretendemos trabalhar com o tema SERENATA, tradição tão comum em nossa região que vem caindo em desuso, mas que mexe tanto com as nossas memórias afetivas. Vamos desafiar os seresteiros adormecidos, camisolados. Vamos ver que poesia sai desse mato. Quem sabe depois, não saiamos pelas ruas cantando e revitalizando esse costume tão gostoso? Ah...só pra finalizar, desta vez não vou abrir mão das presenças de pessoas como Marcelinho Torres, Marcelo Melo, Rômulo Rás, Joãozinho e Weber da Rádio Alternativa, Cristiano da Prefeitura, Prefeito Gustavo Prandini, Dimdão e dos que foram no primeiro. ( Obs - desta vez vou buscar alguns cantadores seresteiros de Alvinópolis para reforçar o time).

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

VIDEO COM O HINO DE MONLEVADE

Muitas razões para comemorarmos. Bacana termos o encerramento das inscrições do Concurso Literário e o Sarau amanhã (simbólico o dia 03 de setembro). Aproveitando esse dia, ousamos lançar também um vídeo fotográfico editado com o Hino de João Monlevade. O hino me foi apresentado pelo Gladevon, da Fundação da Cultura e depois o Gláucio da ACOM me enviou uma gravação em mp3. Recebi, ouvi algumas vezes e fiquei com a melodia na cabeça. A música colou em meu cérebro de um jeito, que quando peguei o violão comecei a harmonizar automaticamente e fiquei cantando e solfejando seguidamente. Cantei e me encantei tanto, que numa noite dessas resolvi gravar. No outro dia, enviei para a Rita, a dona da música. Queria ouvir a opinião dela, pois na minha versão livre mudei algumas notas. Graças a Deus ela aprovou.Comuniquei a ela que iria disponibilizar imediatamente na net. Só que cheguei em casa e comecei a brincar com algumas fotos do ótimo fotógrafo Sergio Henrique. Acabou virando este clip que compartilho com vocês. Trata-se de uma primeira versão que vai evoluir, ser lapidada. Penso que "retrata" bem o momento vivenciado pela cidade. Acho que ficou bacana. Espero que gostem ... Só clicar no link a seguir: http://www.youtube.com/watch?v=6odtJRmwxUk. Sugiro que vejam com definição 480 p - só clicar no controle que fica logo embaixo à direita no youtube. Quem quiser uma versão com qualidade ainda melhor, AVI, outro formato ou DVD, só me pedir que darei um jeito de disponibilizar.

PUXÃO DE ORELHAS, NA CLASSE !

Pessoal! Ficamos aqui todos tentando defender nossos argumentos, mas creio que poucos de nós passaríamos no teste do rigor da língua portuguesa. Eu mesmo devo confessar que passei por uma saia justa dia desses. Fui fazer uma mensagem, na pressa, para um grupo de professoras de literatura e, sem tempo para revisão, imprimi as mensagens e enviei por carta. Eis que me retornou uma das cartas, cheia de observações de erros. Fiquei olhando para as correções e vi que todas procediam. Prometo que vou me policiar mais. Trem danado o português...parece que sempre escapa uma pulguinha. Sempre há o que aprender...sei que nada sei...e por ai vai...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

MARCELO MELO, O FIEL DA BALANÇA II

Marcelo tem suas predileções políticas, suas amizades, suas afinidades, as vezes é ácido em suas críticas ao governo, mas nem por isso deixa de puxar a orelha dos que exageram no oficio de politizar até espirro. Vejam comentário no blog dele sobre o aumento da tarifa do rotativo:

setembro 1, 2010 por blogdoleunam

Todos somos contra qualquer tipo de aumento, porque dói em nossos bolsos. Por isso, obviamente, os proprietários de veículos de Monlevade estão insatisfeitos com a administração municipal com o reajuste de 100% aplicado no preço do estacionamento rotativo. Ou seja, a hora de estacionamento passa de 50 centavos para um real, e começa a vigorar a partir de amanhã.

Por outro lado, o preço estava congelado faz anos. Posso até estar enganado, mas há mais de 10 anos. E todas cidades do interior onde há o estacionamento rotativo, o preço já é de um real faz tempo. E também há outro lado positivo: alguns comerciantes que adoram deixar seus carros em frente às suas lojas durante quase todo o dia vão repensar na questão. Portanto, entre mortos e feridos, sobreviverão todos e sem essa de a oposição querer ganhos políticos e fazer politicagem por causa desse reajuste.