sexta-feira, 30 de abril de 2010

IMAGINEM...

Sonhar é bom, ainda mais sonhos possíveis. As vezes fico pensando no quanto o nível de vida da cidade vai melhorar assim que forem concluídas 3 obras apenas: o Parque do Areão, Centro Turístico e Cultural e o Centro olímpico. Nossa cidade não dispõe de uma área verde com bastante ar puro, pássaros e borboletas, enfim, de proximidade com a natureza . Imaginem a criançada correndo descalça sobre um belo gramado, os casais de namorados, pessoas soltando pipas, showzinhos ao ar livre no Parque do Areão? E o Centro Turístico e Cultural?
Imaginem os bons espetáculos, a exposição de quadros, a formação cultural que teremos? Arrisco-me a dizer que daremos um grande salto rumo ao uma perspectiva superior de civilidade. E pra completar essa tríade teremos o Centro Olímpico...
...que nos dará finalmente condições de formar atletas de alta performance. Sem contar outras coisas fantásticas que vem por aí como os projetos CIDADE DIGITAL, que democratizará o uso da internet e o EMANCIPAR, que promoverá uma grande revolução social em nossa cidade. Por isso, não podemos mesmo dar ouvidos aos Moreirões e Moreirinhas que só sabem desafinar e procurar cabelos em ovos. Precisamos marchar incólumes, sem hesitação, sem sermos pautados pelos inimigos. Se assim fizermos não tenho dúvidas de que realizaremos juntamente com o povo o melhor governo que essa cidade já viu.

MOREIRINHA NERVOSO!

O Moreirinha anda nervoso ultimamente. Suas ultimas postagens estão ficando cada vez mais ácidas. Imagino que passe o dia pensando em qual será sua próxima pedrada no prefeito. Daqui a pouco vai criticar o penteado do prefeito, o corte do terno, o tipo de tênis, vai medir a grama do estádio com régua pra saber se está do tamanho oficial, comparando por exemplo com o Nou camp, do Barcelona. Ai do prefeito se a grama estiver um milímetro acima ou abaixo. Ah...ataca também os aliados. O melhor dos mundos é conseguir jogar o Belmar contra o prefeito, o Pastor Carlinhos, quem sabe também o Wanderley, vereador que sobe à cada dia no conceito geral. Só que Belmar é figura histórica no PT. A estrela vermelha ilumina o caminho do rapaz. O Pastor Carlinhos também pode ter suas diferenças momentâneas, pontuais, mas ainda faz parte da base aliada. Por mais que o Moreirinha queira plantar intrigas, não vai adiantar muito. Melhor mesmo que ele continue promovendo novas duplas sertanejas. Inclusive é grande a expectativa quando ao lançamento do CD de Moreirinha e Moreirão, que levará o título de "Antes Corja do que Corno".

quinta-feira, 29 de abril de 2010

ENTREVISTA COM PITTY


ENTREVISTA EXCLUSIVA COM A ROQUEIRA PITTY

“Não conheço muito a galera do Axé, pois são mundos bem diferentes”

João Monlevade será palco do rock com a cantora Pitty, dia 1º de maio, às 20h30, no estádio Louis Ensch, bairro Vila Tanque. Pela primeira vez, a roqueira virá ao Médio Piracicaba, o que certamente atrairá fãs de toda a região. No atual cenário do rock, tomado pelo romantismo teen das bandas Emo, a Pitty é uma das últimas representantes do verdadeiro rock, ousado , desbocado e instigante. Nesta entrevista, Pitty fala da expectativa em relação ao show, influências na produção musical e de sua relação com os músicos de Salvador, onde iniciou sua carreira.

Marcos Martino: A expectativa na cidade é grande pelo fato de ser o primeiro show na região. O comercial que está sendo veiculado na rádio a coloca como principal nome do Rock Brasil na atualidade e esta opinião é compartilhada por muita gente. Como você tem encarado este sucesso?

Pitty: Fico feliz, claro. Engraçado, já passei por João Monlevade há muuuito tempo, a caminho de Ouro Branco. É ótimo saber que agora voltarei para tocar e, melhor ainda, saber que a galera está empolgada com o show.

Marcos Martino: Como é a sensação de ser rockeira na capital do Axé? Você tem um bom relacionamento com a turma do Axé Music?

Pitty: Essa sensação não faz muito parte da minha vida, na real. Quando estava em Salvador, vivia mergulhada no universo do rock junto com as outras bandas da cena. Pra gente era perfeitamente plausível. A estranheza vem mais de fora do que de dentro. Não conheço muito a galera do Axé, pois são mundos bem diferentes.

Marcos Martino: Quais são as suas principais influências?

Pitty: Livros, bandas, filmes, pessoas. Vai de Black Sabbath a Etta James, de Bukowsky a Stanley Kubrick.

Marcos Martino: Você acha que o "rockeiro brasileiro" continua tendo cara de bandido, como na antiga música “Orra Meu” de Rita Lee?

Pitty: Na geração atual, o que vejo é o oposto disso. Tem imperado o bom mocismo.

Marcos Martino: Como é o seu processo criativo? Como a banda formula os arranjos? Você participa desta parte também?

Pitty: Participo de tudo. A criatividade não tem hora, lugar e situação específica. Costumo compor sozinha com o violão, mas no último disco aconteceu de criar coisas junto com os meninos, no estúdio.

Marcos Martino: Imagino que também pesquise muitas novidades no universo da música. O que sugeriria para seus fãs aqui de Minas?

Pitty: O novo disco do Arctic Monkeys, do Morrissey, Muse, Them Crooked Vultures.

Marcos Martino: O que as pessoas podem esperar da Pitty aqui em Monlevade?

Pitty: Nosso novo show, da turnê do disco mais recente, Chiaroscuro. É rock, mas tem muitas nuances. A gente sempre sobe ao palco dando o melhor de si e aí não será diferente.

Marcos Martino: Uma mensagem para os fãs monlevadenses.

Pitty: Grande beijo a todos e espero vocês no show. Que seja uma grande noite pra todos nós.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A MIDIA URI GUELLER ATACA NOVAMENTE

Lembram-se de um paranormal que assombrou o mundo entortando garfos e outros objetos há alguns anos atrás? Pois bem. Temos em Monlevade a mídia Uri Gueller. Impressionante a capacidade desse pessoal em distorcer o que dizemos. Há alguns dias atrás um jornal da cidade publicou matéria insinuando que o Centro de Especialidades Odontológicas estava fechado, contrariando informação passada pela Secretária de Saúde que havia dito que já estaria funcionando. Só que o jornal publicou a matéria mas não checou a informação correta. Na realidade o CEO atende á partir das demandas agendadas. Se o jornalista tivesse se dado ao trabalho de pedir informações no local, teria descoberto à verdade. Só que ao jornal não interessava a verdade, mas um argumento para achincalhar o governo mais uma vez. Posteriormente foi solicitada uma retificação por parte do jornal, que no entanto não foi publicada. Para os nossos onipotentes jornalistas, seus jornais ISO 9000000000001 são à prova de erros. Casos parecidos são frequentes. Eu também ja fui vítima da mídia Uri Gueller. Certa vez uma repórter me fez uma pergunta e quando fui ler o tal bi-semanário, saiu manchete completamente distorcida com relação ao que falei. Era com referência ao Pré-folia. Perguntaram-me se o carnaval seria no areão e respondi que não. No outro dia saiu a manchete: Assessor de comunicação diz que não tem certeza se haverá carnaval. Liguei para a repórter que alegou que havia entendido dessa maneira. Tenho pena desses repórteres que tem de obedecer ordens e passam a mimetizar o comportamento equivocado dos patrões. Passei a só responder questionamentos por escrito. Embora que não adianta muito. Eles publicam o que lhes interessa, do jeito que querem. Aliás, agora deram para xeretar meu blog para pinçar trechos e usar contra mim. Primeiro tentaram me jogar contra o vereador Belmar Diniz. Volto a dizer que não tenho nada contra ele, que é maior de idade, faz as opções que acha justas, tem suas opiniões sobre o mundo e eu tenho as minhas. Tomara que ele continue cerrando fileiras conosco. O outro lado está tentando seduzí-lo a todo custo. Daqui a pouco vão oferecê-lo coluna no jornal e programa na rádio. Mas sei que no fundo o coração dele bate à esquerda. Só falta recuperar o brilho próprio e não se deixar levar pelo lado negro da força. Volto a repetir que não vamos concordar em tudo. Por exemplo, sou cruzeirense e ele é atleticano, mas temos uma relação cordial. Mas...voltando a mídia Uri Gueller, falei numa postagem anterior que o frio está chegando e que com ele deve diminuir a incidência da Dengue. Agora saiu uma ironia em um blog adocicado dizendo que o governo estaria torcendo para o frio chegar para acabar com a dengue. Se tivesse se aprofundado melhor na leitura, teria visto um alerta que fiz: já está na hora de pensar nas doenças do frio que virão com força. E nos preparar pois a mídia Uri Gueller vai torcer para que tenhamos muitos casos de Gripe Suína, caprina, equina, aviária, bovina, etc. Assim terão mais algumas culpas para jogar no prefeito Prandini.

domingo, 25 de abril de 2010

É BOLA PRA FRENTE

No fundo no fundo é muito simples. O Governo Prandini está nos últimos dias inaugurando uma série de obras, coincidindo com as comemorações dos 46 anos da cidade. Se conseguir manter o ritmo e a onda positiva, rapidamente ganhará o apoio popular e deslanchará. Espera-se muito desse governo. Aliás, é bom que se diga: não é apenas Monlevade que espera, mas a região inteira. É sabido que a cidade é a locomotiva do desenvolvimento regional. Tudo que acontece no munícipio reverbera em todo o Vale do Piracicaba. Por isso, a responsabilidade desse governo extrapola nossos limites físicos. São muitos projetos estruturantes já contingenciados com verba. Em breve, acontecerão interferências radicais na geografia da cidade. Não tenho dúvidas de que obras como o Centro Olímpico e o Centro Cultural e Turístico, além do Parque Ecológico do Areão e da Cidade Digital transformarão radicalmente a vida da cidade para melhor. Mas antes disso, precisamos fazer o básico. A despeito da inauguração das praças, existe um grande clamor popular pela limpeza do mato, para muitos, principalmente para a oposição, a causa dos índices alarmantes da grande incidência de Dengue na cidade. O governo teve mesmo dificuldades com a proibição do uso de capina química. Tudo estava planejado para ser feito em pouco tempo e com eficiência, porém a proibição pegou o governo desprevenido. A capina convencional está sendo feita agora, mas a essa altura a Dengue realmente aumentou em todo o país e principalmente em Monlevade. Outra coisa que pesou foi que o enfoque na gripe suína acabou fazendo com que o cidadão comum se descuidasse dos cuidados básicos para com os focos dos mosquitos atleticanos, que chegaram devagarinho e tomaram conta. Agora, com a chegada do frio, a Dengue vai dar uma hibernada até o ano que vem e o segredo é não deixar que o mesmo problema se repita. Aliás, à partir de já, o pessoal da saúde tem de se preparar para as doenças do frio, que costumam lotar os hospitais públicos. De uma coisa eu tenho certeza: a mídia do contra vai continuar sendo do contra, vai procurar defeito em tudo, vai continuar distorcendo o que dizemos, derrubando troncos em nosso caminho, mas continuaremos firmes em nosso propósito, olhando para frente e perseguindo os objetivos.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

FALEM MAL DE MIM !

Caramba! De repente virei a bola da vez. Levei bordoada na câmara, no jornal e na rádio da oposição. Tudo porque emiti uma opinião sobre uma situação em particular. Aliás, essa terra é engraçada. Por aqui, a mídia "Uri gueller"da corja continua distorcendo as informações e tentando através das suas ilações maldosas intrigar, jogar as pessoas umas contra as outras e confundir a opinião pública. Importante dizer que não tenho nada contra o Belmar. Muito pelo contrário. Desde o primeiro contato temos uma relação muito cordial. Em uma situação particular discordei da posição dele. A crítica do Guilherme Assis tinha endereço certo. Quando ele cunhou a frase: "comissionados em estado de graça e efetivos em estado de greve", não mirava em todos os efetivos, mas naqueles que são confessos opositores, que torceram pela queda do prefeito, que organizaram uma greve em hora errada para agravar ainda mais uma crise em curso. Esse foi o contexto da declaração do Guilherme , também revoltado na época pelo impedimento dos comissionados votarem na assembléia. Quanto ao Belmar, entendo muito bem a tática opositora. A idéia é aliená-lo cada vez mais, seduzi-lo , procurando ganhar quem sabe mais um voto favorável aos objetivos do grupo. Mas ainda tenho esperanças de que ele se desgarre dessa turma e se torne o que todos esperam dele: uma liderança combativa que venha a somar por Monlevade e pelo grupo de que faz parte, senão um novo Leonardo Diniz mas simplesmente Belmar. Quanto a falarem mal de mim, não tem problema. Meu telhado é de borracha. Vamos que vamos.

BARRACA "HIGH TECH"

Estava eu fazendo um lanche na Tia Eliana quando ouvi uma conversa pra lá de inusitada. Apareceu uma rapaziada, todos com idades entre 19 e 23 anos naquele tesão característico da juventude contando as proezas do último final de semana. Notei que falavam sobre um acampamento que fizeram nas imediações do Caraça. Um dos rapazes falava entusiasmado sobre as delícias do acampamento, até que saiu com essa.

- O melhor do acampamento foi a nova câmara em 3-D e a janela holográfica que criamos dentro da barraca. Irada demais.

No que o outro respondeu.

- Véi...a barraca era o máximo, sô. Tinha piso em resina da NASA e forramento refratário.

- Cês não acreditam. Levamos também nossos notebooks envenenados e instalamos antenas que captam internet direto dos satélites. Ficamos lá conversando com pessoas instaladas em Iglus lá na Antártida. Maior barato.

- Nó, veio. Que bacana hein? Mas não tinha games de última geração?

- É lógico, véi. Vê lá se a gente ia ficar sem games? Conseguimos baixar alguns jogos com amigos na Ucrânia e uns plugins importados da China.

- Puxa vida. Acampamento maneiro esse hein?

Não agüentei e intervi...

- Pera aí, gente...vocês estavam mesmo num acampamento? Tem certeza?

- Ann?

- Uai...tô ouvindo vocês falando ai...e não ouvi falar nada sobre mosquitos...

- É lógico que não. Tínhamos ar condicionado e repelente eletrônico importado que emite um som insuportável para qualquer inseto em um raio de 10 kms.

- Ah tá...mas e a natureza? Não curtiram a natureza?

- Uai...nossa natureza é digital. Tínhamos 12 câmeras instaladas no lado externo da barraca. Colhemos imagens de todos os animais. À noite tínhamos até infra-vermelho. Conseguíamos ver até imagens ampliadas da vida micro-bacteriana e até do famoso Lobo Guará.

- Ah tá. Isso é incrível. Mas...e o ar puro da serra? Os sons da natureza.

- Cara...realmente os sons da natureza são incríveis. Gravamos tudo. Tá no meu pendrive, tio. Quer ouvir?

- Não...prefiro ouvir ao vivo e a cores...mas e banho de rio, pisar descalço no mato...

- Vixe...detestamos esses trecos. Na barraca tinha banho a seco...e esse negócio de pisar em cobras e bichos espinhentos não dá.

- Peraí, gente. Não tô acreditando no que tô ouvindo. E quanto a fazer a própria comida? Fazer as necessidades no mato?

- Uai, pra comida a gente tinha microondas...e pras necessidades...ora, a barraca tem banheiro que recicla tudo.

- Ok. Vocês venceram. Quem sou eu pra questionar essa geração nerd.

- Legal, tio. Nós vamos jogar uma pelada ali na quadra agora. Vamos com a gente?

- Não posso. Tenho de ir pra casa ler meus emails e assistir uma palestra pela internet.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

SOLIDARIEDADE E CONFIANÇA

Se conseguíssemos despir os egos e pensar coletivamente, chegaríamos aos objetivos com mais alegria. Atingir os objetivos pisoteando os companheiros em dificuldades, passando na frente para mostrar que se é melhor nisso ou naquilo não leva uma equipe à vitória. Imagine uma partida de futebol, quando um lateral sobe para apoiar, porser veloz e sabe lançar. Quando perde a bola e não tem como voltar, tem de ter alguém na cobertura, alguém que não seja tão perfeito nas subidas ao ataque, mas que saiba preencher os espaços vazios. Os companheiros se completam. Um supre o que falta no outro. Se houver amizade e companheirismo tudo é possível. Mas percebo que tem faltado isso em nossas convivências diárias. Imperam o individualismo, a falta de lealdade, a tendência em delatar, a fofoca destrutiva e a busca pelos erros dos outros para afirmar a própria competência. A convivência é de rapina. Ninguém relaxa. Fica uma guerra fria no ar, sorrisos ocos e falsas cortesias. Os tempos atuais deixaram todos desconfiados. Por isso afirmo que tá faltando blindarmos uns aos outros. Solidariedade e confiança não pode ficar apenas como slogan. Deve se tornar lema, valor a ser trabalhado em todos os momentos da vida, seja na familia, no esporte, no trabalho, seja na vida.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

DIAS REFLEXIVOS

Dias reflexivos,
caminhando
por uma corda bamba
estendida sobre o abismo.
Salto,
dou cambalhotas
mas não caio.
Noutros,
quedo
em superfícies acolchoadas
e me machuco.
Não dá pra prever
o que acontecerá
daqui a 5 minutos.
Pode haver um boing
em rota de colisão
com a minha cabeça.
Também pode ser
uma noticia boa,
uma oportunidade.
Não dá pra saber...
Estabilidade,
palavra
em vias
de extinção.
Não sei
o dia de amanhã.
Então,
deixa eu viver
o de hoje,
este momento
defronte ao notebook.
preenchendo
o espaço em branco
com coisas boas,
prazerosas.
benfazejas.
Falo com amigos
respondo emails
com bobagens
acumuladas.
Revejo recentes
memórias virtuais.
Saudades
de um futuro
que não veio.

OS VENENOS


As vezes usamos venenos para atingir determinados fins. Não venenos letais, mas corretivos. Quase sempre eles surtem efeito pois são radicais. Quando bem administrados, matam apenas as ervas daninhas que atrapalham o todo, mas costumam deixar sequelas, feridas n'alma, males adormecidos esperando a hora do bote. Só conseguimos enxergar isso bem quando provamos do mesmo veneno administrado, quando sentimos em nós os seus efeitos dolorosos , quando nos contorcemos à noite, suamos frio, quando maldormimos ruminando, suando-o. Enquanto passamos pela tortura psicológica cozinhamos o ódio, rememoramos ponto a ponto o que se deu, assimilamos as críticas no que erramos e nos indignamos com as injustiças a que fomos submetidos - afinal as verdades são sempre relativas - e vamos sem querer destilando mais veneno para utilizarmos quando necessário. Há quem diga que o que não mata, nos fortalece. Pode até ser. Mas não sei se nos faz seres humanos melhores. E vamos aprendendo...as vezes dolorosamente.

sábado, 17 de abril de 2010

A ARTE DE DIZER...

Se fossemos considerar todas as opiniões dos que vem falar sobre os rumos que o governo deveria seguir, não sairíamos do lugar. Imagine várias pessoas puxando uma corda como num cabo de guerra, cada um botando a mesma força dos dois lados. Iria acontecer o imobilismo, a inércia. Graças a Deus sou um bom ouvinte e gosto de pessoas. Estou sempre atento e quando alguém traz uma peça para o quebra-cabeças procuro encaixar. O problema é que muitas vezes a peça não encaixa e alguns desejos não tem como ser "atendidos". Alguns visitantes são moderados e acham que deveríamos ter uma postura light, estabelecermos boas relações e procurar botar panos quentes em todas as situações. Outros são nervosos e receitam métodos radicais, destratando as pessoas, aniquilando os inimigos, atropelando todos que se interpuserem no caminho . A maioria que chega, em princípio tem uma conversa amistosa , mas acaba descambando para as críticas e quase todos tem planos mirabolantes para apresentar, muitos até pertinentes desde que se aponte como conseguir recursos. Hoje estou dentro de um governo e vejo que a realidade é muito diferente da imaginada pelo cidadão comum. Existe um montante de dinheiro e muitas demandas a serem atentidas. Equilibrar o orçamento é complicado na medida em que os ventos da economia não vem soprando com a intensidade desejada criando o famoso efeito cobertor curto, quando se tem de atacar as prioridades e deixar algumas coisas para quando houver recursos. Só que isso é sempre dificil de explicar para quem precisa da prefeitura e ouve um não como resposta, mesmo que isso seja argumentado com cortesia. Não é sempre não, seja com cortesia ou grosseria. Pode ser até que seja um não provisório, mas tem de ser dito. Na assessoria em que trabalho, gostaria de poder resolver os problemas de todo mundo que nos procura, mas não posso. Estou exercitando a arte de dizer não, por mais que isso me chateie. Temos de ser acima de tudo honestos, ainda mais que integramos uma administração legalista que não dá margens aos antigos "jeitinhos", afinal de contas isso é tudo o que se espera de um governo: transparência e honestidade.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

MOREIRÃO E MOREIRINHA

Já não bastasse o Moreirão, agora temos o Moreirinha. É impressionante a capacidade desses dois em subverter a realidade. Daqui a pouco vão dizer que o Prefeito Prandini lançou o mosquito da Dengue. Eles são que nem o rei Midas ao contrário. Tudo que pegam, ao invés de transformar em ouro, transformam em estrume...quer dizer...tentam transformar. Agora, querem a cabeça do Guilherme Assis. Paralelamente, aparece uma campanha orquestrada via emails distribuídos para várias pessoas, recomendando a "cassação" do jornalista. A artilharia seja na rádio, seja no jornal, seja na internet, vem com insistência tão pesada que já estou me convencendo que não tenho no time o Kleber gladiador, mas o Messi. Sobrou até pra mim que defendi e defendo o rapaz aqui mesmo no Cenários. Vejam bem: pra bom entendedor, um pingo é letra. Agora, pra quem não quer entender ou quer distorcer a realidade, melhor fazer uma volta e superdimensionar um ponto qualquer. Querem pegar uma frase de efeito, interpretá-la de forma pejorativa e jogar toda a cidade contra o Guilherme e até mesmo o prefeito. Sinceramente, espero que ele não engula essa isca. Guilherme erra, como todo ser humano. Ele não precisa ser advertido, mas instruído para melhorar a cada dia, afinal de contas já faz muito bem uma coisa que muitos deveriam fazer e não tem feito, que é defender o governo. É isso. Infelizmente, não podemos ficar livres da música horrorosa de Moreirão e Moreirinha. Resta-nos cantar mais alto pra abafar essa dupla pra lá de desafinada.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

QUEM É GUILHERME ASSIS?


Há alguns meses atrás, fiquei muito indignado quando li uma noticia no jornal Bom Dia sobre Alvinópolis. Uma notinha aparentemente inofensiva gerou um sururu tremendo em minha terra. Quando fui ler o nome do colunista estava lá “Guilherme Assis”. A notinha dizia respeito a supostos boatos de que, indignado com os juros que o governo do estado estava para impor aos empresários, os donos da fábrica da Bioextratus sairiam da cidade, indo se instalar provavelmente na Bahia. Quando li aquilo fiquei maluco. Seria a ruína da cidade, pois a Bio Extratus é uma das empresas que sustenta a economia local. Nesse instante liguei para o Dimdão, dono do Jornal Bom Dia para saber mais informações sobre esse tal Guilherme Assis. Ele me falou que se tratava de um rapaz novo que não tinha medo de nada e que provocava até tremores de terra com o que escrevia. Eu na hora falei pra ele:- Ah, Dimdão. Mas pra mim esse sujeito é um tremendo fofoquista. Quais as fontes que esse cara tem? E o Dimdão me falou que o cara tinha fontes pra todo lado e descobria coisas que até Deus duvida. Olha só a ironia da vida. Por causa de algumas histórias que já relatei no meu blog, vim trabalhar com o prefeito Gustavo Prandini em Monlevade na Secretaria da Comunicação. Depois de alguns dias de trabalho e de observar bem o ambiente, cheguei à conclusão de que precisaria de alguém pra dar uma balançada na equipe, de trazer um elemento novo, mais explosão, mais adrenalina. Nesse ínterim, tive o meu contato com o Guilherme de uma maneira inusitada. Fui certa noite ao Sindicato dos Metalúrgicos para assistir ao show do Tributo à Cazuza. Quanto cheguei à portaria, havia um sujeito parado, de terno, muito ereto, parecendo o Clark Kent. Cheguei perto e lhe passei o ingresso, achando se tratar de um porteiro. O cara me olhou e falou: - Quê isso, cara! Cê ta me estranhando? Eu sou o Guilherme Assis. – Puxa, me desculpe. Também, parado na porta do evento com terno e gravata...tá parecendo porteiro de boate chique. Aí nós entramos, vimos um belo show e cada um seguiu seu rumo. A partir do outro dia, comecei a trabalhar, a conversar com as pessoas sobre um bom nome para levar para a Assessoria de Comunicação, mas já com o nome do Guilherme na cabeça. Consultei vários amigos da imprensa, com alguns secretários, até finalmente conversar com o Prefeito que pediu alguns dias pra pensar, mas que ao final, topou a empreitada. Daí começaram as aventuras e desventuras do Guilherme na ACOM. Muitos imaginavam que ele iria se aquietar, perder credibilidade por integrar o governo, acovardar-se, anular-se, mas aconteceu justamente o contrário. Guilherme está com a língua cada vez mais afiada, continua com o destemor em atacar os mitos e coronéis da cidade e acha até graça quando alguns desafetos vão pras rádios, jornais e blogs falar mal dele. Significa que está dando ibope. Muita gente esperava também que eu como Secretário de Comunicação colocasse mordaças no garoto. Eu hein? Não sou besta nem nada. Guilherme é um centroavante rompedor. Seria o mesmo que um treinador recuar o Kleber gladiador para jogar na cabeça da área. Guilherme leva porrada de todo lado, dos opositores, do fogo amigo, dos invejosos, até de vereadores que nunca vão pra rádio reclamar da mídia opositora que inventa uma mentira atrás da outra, mas que dá entrevista dizendo que ele, o único que defende o governo e ataca a oposição deve ser advertido ( só se confundiu com divertido). Mui amigo esse vereador. Guilherme tem muitos defeitos sim, comete seus erros, afinal é um cara muito novo, uma jóia rara que devagar vai se moldar para se tornar um grande jornalista. Tenho incentivado o garoto a estudar, a melhorar o texto, a ler mais e na medida do possível, passando-lhe um pouco de experiência. Ele tem aprendido muito com pessoas como Gláucio Santos, jornalista e editor de texto primoroso, além de ouvir bons conselheiros como o fotógrafo Sérgio, um dos sujeitos mais sinceros que já conheci, como Emerson Duarte, estrategista e também jornalista de excelente texto e como o próprio prefeito Gustavo Prandini, que além de escrever bem é um dos revisores mais implacáveis que já conheci. Cercado de boas influências, Guilherme tem tudo para melhorar cada vez mais. Só precisa a partir de agora errar cada vez menos, pois quem se expõe tanto cria uma legião de inimigos, todos doidos para puxar seu tapete. E pra prevenir, é bom procurar um bom pai de santo e fechar o corpo.

terça-feira, 13 de abril de 2010

INIMIGO OCULTO

Há mais inimigos ocultos do que possamos imaginar. Andamos por corredores poloneses o tempo inteiro, sem saber que pé irá entrar na frente para nos derrubar. Triste é quando percebemos que pessoas que aparentemente não tem nenhum motivo para nos querer mal nos odeia. As pessoas as vezes tem motivações implícitas, talvez um sentimento de ameaça a alguma posição ocupada. Esses inimigos ocultos costumam nos cumprimentar, dar três beijinhos, até que por um ato falho se revelam, sem bilhetinhos nem presentes: só decepção e menos uma pessoa de confiança no mundo. E a vida segue...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

CONSELHEIRO SUSPEITO

Quando disser que estou indo mal, significa que estou no caminho certo
Quando disser que estou no caminho certo,
significa que preciso repensar minha estratégia.
Quando me elogiar, significa que estou merecendo uma sova.
Quando disser para parar, significa que devo ir em frente.
Quando me mandar recado, significa que não devo responder.
Quando me chamar de incompetente,
significa que o veneno está fazendo efeito.

MAL NENHUM

Cazuza fez uma música que serve de fundo musical para o meu atual momento. "Eu não posso fazer mal nenhum a não ser a mim mesmo". Sou totalmente responsável pelos meus enganos e desenganos nesse mundo. Se vestir a camisa das causas em que acredito for pecado, então devo confessar a minha culpa. Não posso pedir o mesmo de todos. Cada um sabe os seus limites, tem sua ética própria, seus próprios códigos. Algumas coisas, confesso, são intuitivas. Vejo no grupo que integro muitos erros a reparar, mas vejo qualidades que não encontro nas outras alternativas da cidade. Vejo por exemplos perspectivas de futuro, mentes arejadas e pensamentos revolucionários no sentido de configurar uma cidade nova, que respeite a história mas não se prenda a ela, principalmente no que diz respeito às antigas práticas políticas. É claro que as forças regressivas e conservadoras resistem. É natural. Porém, a força do novo é impossível de se conter. É a renovação que se faz, queira sim, queira não. Eu pelo menos, prefiro me colocar nessa corrente. No entanto, não vou mais ficar gastando energia tentando mudar os outros. Prefiro me aplicar a me autolapidar, evoluir, enfim, crescer como ser humano e contribuir com isso para melhorar um pouco a humanidade.

domingo, 11 de abril de 2010

A volta da cigana


Estava eu caminhando pela rua, fazendo um quimo após um almoço delicioso no Hiper, quando deparei novamente com a cigana com quem havia me encontrado alguns dias atrás. Não pude deixar de observar um sorriso maroto por parte daquela senhora. Desta vez eu é que conseguia ler os pensamentos dela. Me aproximei e fui logo dizendo.

- Ahá... agora eu é que vou ler os seus pensamentos.

- Mas é mesmo? Então? O que estou pensando?

- Uai... você está pensando o seguinte: Não falei que o prefeito não seria cassado?

- Ah... você errou. Eu não estava pensando nada disso. Estava pensando em quanto você me pagaria para saber o que vai acontecer a seguir.

- Ah, sua cigana desaforada. Ta querendo tirar mais dinheiro meu, né?

- Até que não... e já que você falou...parabéns para vocês. Foi merecido.

- Nossa Senhora. Mas foi preciso um esforço danado por parte de todo mundo, viu?

- É verdade. A união de todos, as orações e o espírito positivo tiveram muita influência. Eu já havia previsto isso também.

- E a senhora viu que levamos até gozação em alguns blogs da cidade? Disseram que a senhora era de araque.

- Ah... mas isso é normal. Você já viu "já ganhou" ganhar?

- Mas dona cigana... ninguém estava esperando viu. Parecia impossível.

- Meu amigo... nada é impossível para Deus.

- É verdade. Agora eu vejo isso com clareza. Mas... o que vai acontecer a seguir?

- Uai... mas aí já é consulta, né? São 30 reais.

- Ah não... já vem a senhora de novo.

- Uai. Se não quiser saber, tudo bem.

- Mas... 30 reais? Tá bom... toma aqui.

- Então... vamos lá... pode perguntar.

- Bem... deixa eu ver... Ah tá: onde eu vou estar daqui a quatro anos?

- Deixa eu ver aqui...tô vendo um planeta azul....quase 70% de água...um país tropical banhado pelo sol.

- Como é que é?

- Você estará no Brasil. Dá o dinheiro pra cá.

- Mas, peraí... a senhora tá de gozação comigo?

- Uai... você perguntou e eu respondi. Mais alguma coisa?

- Já sei... me responda se o Cruzeiro será campeão da Libertadores.

- Vai me desculpar, mas não entendo nada de futebol. Mas faça outra pergunta...

- Ta certo... esse governo vai entrar no eixo agora?

- São mais 30 reais.

- Você é uma cigana muito gulosa. Mas, tá bem então. Toma o dinheiro.

- Me dá pra cá... bom... mas você quer ouvir a verdade mesmo?

- Uai... é pra isso que estou te pagando.

- Esse governo vai bombar, meu amigo. Tem um papel muito importante para o futuro da cidade e de agora em diante, sem travas, vai rodar macio e marcar a história do município. Ta satisfeito?

- Uai... to, né ? Valeu, dona cigana. Mas e a senhora? Dizem que os ciganos não param em cidade alguma. Vai ficar mais tempo em Monlevade?

- Não. Tô pensando em voltar para Varginha... e depois para o meu planeta. Já cumpri minha missão por aqui.

- Ah tá... o quê????????

MAL NECESSÁRIO

A política é um terreno pantanoso, cheio de cobras e escorpiões escondidos à beira dos caminhos. Mas não dá para evitá-la. Há os que se prestam ao exercício da hipocrisia, das conveniências momentãneas, dos embrustes, do chão que falta e da ponte que surge do infinito, permitindo a passagem dos malabaristas. É habitat de malandros master, mafiosos, contadores inescrupulosos, pastores de Deuses tortos, empresários donos de almas, jogadores, entre outros demônios encarnados. Há poucos e raros homens de bem na política. Quando surgem, muitas vezes são engolfados por chantagens, por armadilhas travestidas de corrupção, por seduções dos lobos com suas peles de cordeiro ou mesmo ceifados em emboscadas, muitas vezes mortos em companhia de mulheres que nunca viram, associados a crime passional que nunca aconteceu, para simplesmente limpar o caminho para os donos dos pedaços, coronéis no anonimato, hoje mais perigosos porque invisíveis. Por isso, políticos do bem, tá na hora de se graduarem em algum tipo de malandragem, se pós-graduarem em métodos maquiavélicos, na arte da guerra e em métodos de guerrilha, isso sem se bandearem para o lado negro da força. Dizem que o maniqueismo é uma das cegueiras do mundo. Maior cegueira é deixar que o inimigo chegue com a arma em sua casa, derrube a sua porta, mate a sua familia e leve embora a sua dignidade. Que Deus esteja do nosso lado.

sábado, 10 de abril de 2010

A MALDITA CULPA

Viver é surpreendente pelas múltiplas conexões e desconexões que se processam o tempo inteiro. Os fractais, o imprevisível, as desarmonias, os desvios desafiam nossa busca pela evolução enquanto seres humanos. Nunca consegui entender por que certas pessoas nutrem antipatia gratuita por quem não só não lhe trata mal, como lhes estende a mão. Não entendo porque certas pessoas se arrogam tanto, se consideram tão mais importantes, tão superiores ao ponto de desprezar as faculdades alheias. Entendo menos pessoas que não conseguem de maneira alguma ter humildade para reconhecer que erraram . Mais fácil perdoar quem erra que ouvir as pirotecnias dos que querem maquiar, desviar, refratar o erro, culpando algo no processo mas nunca assumindo a humana possibilidade. Mais irritante ainda quando essa pessoa se encolariza e procura mirar no primeiro alvo frágil à vista para transferir a maldita culpa. Meu estômago à essa altura é um brejo, repleto de sapos que venho engolindo.

SEM PERDER A TERNURA

Seria ideal que pudéssemos levar a vida na cortesia, tratando todo mundo como gostaríamos de ser tratados. Aprendi com a minha mãe o valor do sorriso, da benevolência, da democracia, da diplomacia como filosofia de vida. Porém, a vida nos traz outros aprendizados e somos forçados a rever nossos conceitos, saindo dos personagens que gostaríamos de representar para assumir papéis mais duros, tomando atitudes que contrariam nossas naturezas. Mesmo porque nem todos gostam de ser tratados com educação. Existem por exemplo os masoquistas que precisam dos maus tratos e até da dor para sentirem prazer. Gostaria muito que houvesse uma motivação natural, voluntária, do íntimo de cada um para cumprimento dos objetivos comuns. Mas infelizmente, tem pessoas que não respeitam os “bonzinhos”. Aliás,”bonzinho’ é quase sinônimo de bobo. Confunde-se democracia com libertinagem e o que era para ser liberdade, transforma-se em caos e conspiração. Há pessoas que não trabalham para a equipe, mas para si próprias. Não funcionam se não for debaixo de chicotes, amedrontados por comandos autoritários, tementes dos castigos ou das perdas decorrentes da desobediência. Como disse um dia o grande Che , não tem outro jeito: temos de endurecer, sem perder a ternura.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

MARTINELLI

Quando cheguei à Monlevade, muita gente andava me chamando de Marcos Martinelli. Depois fui entender a razão. Havia um cantor que se apresentava nos bares que se chamava Sérgio Martinelli. Algumas pessoas me diziam que o cara era muito bom. Continuei minhas andanças pela cidade, sempre passando por cartazes com o nome do cara, até que tive finalmente oportunidade de ouvilo tocando numa festa de aniversário. Fiquei de queixo caído. O sujeito é muito diferenciado. Conseguia alternar de um grave cheio de presença para os agudos mais extremados. Além do mais, tocava um violão redondinho, sendo apoiado por arranjos musicais programados. Aliás, um recurso interessante quando o artista sabe conciliar tecnologia e virtuosismo, o que é o caso do Martinelli. O mais curioso é que a pouco tempo a Prefeitura contratou o artista para figurar como atração da Festa de Aniversário da cidade e já tem gente criticando. Mas o povo critica qualquer coisa, né? Ainda mais se for artista da cidade ou radicado por aqui. No entendimento de muita gente, pelo fato de se apresentar em bares, churrascarias ou festas, não tem o mesmo valor. Além do mais, tem aquela máxima do santo de casa, né? Me chega agora a informação de que ele nem é da cidade, que veio de BH, porém a cidade já o adotou e ao adotá-lo, desvaloriza. Mas sinceramente, achei o cara muito bom mesmo. Sem demérito dos outros ótimos artistas que tem por aqui. Aliás, me surpreendi muito positivamente com os talentos monlevadenses. E pelas informações que me chegam, ainda existem outros talentos que ainda nem conheci, mas que ainda farei questão de conhecer. Por falar nesses artistas, num próximo post, vou falar do Ricardo Monlevade, outro virtuoso que debulha seu talento nas noites.

terça-feira, 6 de abril de 2010

SENSACIONANTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Há quem diga que é preferível esperar pelo pior, pois nada como sermos surpreendidos com boas noticias. É obvio que estávamos apreensivos com a votação anterior. A sensação que tínhamos era que estávamos jogando na casa do adversário, com juízes, gandula e torcida contra e perdendo de 3x0 no primeiro tempo. Mas aí entrou em campo a justiça divina. Os juízes pensaram melhor e corrigiram um erro que estariam cometendo. A virada para 3x2 entra para a história da justiça de Minas Gerais. Gustavo Prandini seguirá agora celere juntamente com sua equipe para promover o que as pessoas que lhe confiaram o voto esperam: fazer junto com o povo, a melhor administração que essa cidade já viu. A emoção me impede de escrever mais no momento, mas não poderia deixar de aparecer por aqui para compartilhar essa alegria com os amigos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

JESUS POLÍTICO

Jesus veio a terra fazer a política de Deus. Veio principalmente praticar a justiça social e ensinar seus fundamentos à toda a humanidade. Em seus ensinamentos estão principalmente a partilha, a democracia plena, o poder para as pessoas simples. Jesus ousou encarar os poderosos , aqueles que se encastelavam, coronéis daqueles tempos que possuiam tudo e exploravam os mais humildes. Jesus teve em Poncio Pilatos um juiz inclemente, que lavou as mãos para o que era justo para fazer o jogo dos reis e mafiosos da sua época. Grande semelhança com os dias atuais, não concordam? Só que o calvário Monlevadense tem nuances diferentes. No tempo de Jesus houve um tipo de eleição em que o povo poderia votar para salvar Cristo ou Barrabás da crucificação. Barrabás era ladrão, encrenqueiro, falava pelos cotovelos, era caloteiro, porém popular. Naquela época, o povo votou a favor de Barrabás. Na situação Monlevadense, o povo rejeitou os Barrabás e elegeu Prandini e seus apoiadores. Só que a corja derrotada não desistiu e vem usando de todas as armas para infernizar a vida do prefeito. Como se não bastasse a perseguição em jornais e rádios, tentam cassá-lo com argumentos pifios, contando segundo se diz, com instancias que até Deus duvida.Quanto a Jesus, reitero ter se tratado sim de um político, porém muito diferente de alguns que costumam vomitar seus impropérios numa rádio que não passa de um grande comitê. Sei que vão distorcer minhas palavras amanhã, alegando que estou relegando o filho de Deus a um papel terreno, que estou praticando um maniqueismo barato, mas não tem problema. Jesus foi um político honesto e foi perseguido por isso, assim como nosso prefeito. Mas a luta continua...

FESTIVAL DE BOBAGENS I


CRISTO NÃO ERA POLÍTICO

O Messias que inspirou toda a religiosidade ocidental foi político até o último dia de sua vida terrena. A justiça social era sua plataforma. Sua atuação política influencia nossas vidas até os dias de hoje. Além de filho de Deus, foi o maior político de que temos notícia.

A IGRÊJA NÃO É COMITÊ POLÍTICO

A igreja nos últimos anos está mais participativa , se postando como parceira do que considera bom e justo para o rebanho. Há muito a igrêja deixou de fazer conluios com os coronéis, para se postar ao lado dos anseios legítimos do povo. No caso da nossa cidade, quase todos os padres e pastores estão solidários com Gustavo Prandini.

Torcer, pode! Distorcer é sacanagem!

domingo, 4 de abril de 2010

SEMANA QUENTE PELA FRENTE

Interessante como a cidade pareceu tranquila neste final de semana, nem dando a perceber a turbulência que se avizinha. Agora é decisivo! Na terça-feira teremos o desfecho da novela, pelo menos em nível estadual, pois existem outras instâncias. Um jornalista da cidade aconselhou: "quem perder não deve recorrer", se colocando como paladino da sensatez. Porém, estamos falando de paixão, de política e de interesses. Duvido muito que o perdedor, seja ele quem for não recorra nas esferas superiores. De um lado, a situação embora atordoada com os 3 primeiros votos, se sentiu aliviada com o fato do quarto juiz ter pedido vistas ao processo. Sinal de que tinha dúvidas com relação ao rumo que as coisas estavam tomando e pode não só dar um voto contrário a cassação, como demover o juiz que votou anterior do seu voto, caso apresente um argumento plausível, influenciando também a juiza que vai votar depois dele. Neste caso haveria uma virada. Num cenário um pouco menos otimista, Prandini tendo 2 votos contra a cassação, teria maiores possibilidades de entrar com embargo e protelar a posse do Railton, com tempo também para conseguir liminar em Brasilia e levar a decisão para o TSE. Já a oposição espera que o quarto juiz, após examinar o processo, retorne e também vote pela cassação, sendo seguido pelo quinto juiz, totalizando 5 votos e praticamente selando à cassação. Em contra-partida, existe muita gente atônita, sem entender como um erro de prestação de contas pode ensejar uma cassação, enquanto faltas muito mais graves nem julgadas são...e quando são, quase nunca penalizam os réus. Haja vista o número de processos contra o ex-prefeito que se gaba de dizer que não existem provas contra ele, quando na realidade o Ministério Público o vem condenando seguidamente. Este é o Brasil, que põe na cadeia um sujeito que rouba um pão numa padaria para matar a fome e deixa livres centenas de beneficiados do mensalão, mensalinhos e outras benesses.

sábado, 3 de abril de 2010

OVO, UMA OVA!

Vem chegando o ovo, quer dizer, a páscoa. O coelhinho se prepara para esconder a ovaiada e a meninada, alvoroçada. É bonito ver as crianças vivendo a fantasia, mas existe algo sinistro por trás dessa "inocência". O sentido da religiosidade é substituido pelo lúdico e pelo consumismo. Uma espécie de ternura embalada e marketada. No natal também é assim. Papai noel abafa o aniversariante . Além dos presentes tradicionais, tem ainda os amigos ocultos. Dia 12 de outubro é dia das crianças é dá-lhe presentes, fazendo o povo esquecer N.S.Aparecida . O capitalismo enraizou-se em todas as atividades humanas. O medo de Deus já não existe. O medo real é o de não ter crédito. Aliás, até Deus virou um produto, vendido em butiques evangélicas, em igrejas geométricas, quadrangulares, retangulares e por aí vai. Chega-se a vender desencapetamento, curas pela internet e tudo que se possa pagar com cartões. Deus foi processado, produzido, embalado e está nas prateleiras, pronto para ser consumido. Mesmo assim, vamos deixar que ressuscitem os seres humanos sensíveis que hibernam dentro de nós. A morte é um estado transitório. Vamos deixar na prateleira o Deus-produto e nos colocar na correnteza do Deus que é vida e luz. Apesar da força da grana que ergue e destrói coisas belas, uma boa páscoa para todos.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

NÃO EXISTE MÍDIA IMPARCIAL

A Revista "Isto é', dificilmente falará mal de um patrocinador. A 'Veja' também é assim. O mesmo acontece com os jornais " O Estado de Minas" e "O Tempo". Cada um com seus interesses econômicos e políticos. Durante muitos anos, o 'Estado de Minas' perseguiu o ex-governador Newton Cardoso. Por ideologia? Não! Por interesse mesmo. Newton criou seu próprio jornal, o decadente "Hoje em dia," para combater a turma dos associados. Depois, o multi-milionário Vitório Mediolli criou seu jornal "O Tempo", também com o objetivo de abalar a hegemonia do Estado de Minas, o que só foi conseguir quando lançou o tabloide "SUPER NOTÍCIAS". O efeito foi devastador. Aquele jornalzinho colorido, com manchetes populares na capa e com o preço de 25 centavos foi como um terremoto sobre o antes poderosíssimo e onipotente Grupo Associados. O golpe foi tão pesado, que obrigou o grupo antes hegemônico a fechar o tradicional "Diário da Tarde". Aliás, comportamento ético e imparcial nunca foi "possível para os jornais que precisam sobreviver e por isso fazem seus acordos, seus conluios. Além do mais, milhares de pesquisas feitas principalmente ligadas às vendas em bancas revelaram que o povo gosta mesmo é de notícia ruim, sangue, mulher pelada e futebol. Assim, da-lhe perversidade. Prova disso é que um empresário de BH sonhou e colocou na praça um jornal chamado "Felicíssimo". Naquele jornal positivista só eram permitidas noticias boas, edificantes. Resultado: o jornal durou pouco tempo e quebrou. Trazendo para a esfera Monlevadense, seria demais querer que nossa imprensa tivesse comportamento exemplar.Vamos deixar a hiprocisia de lado. Está muito claro para todos que os jornais "A Noticia" e "Gazeta" são oposicionistas, juntamente com as Rádios Cultura, Global e Alfa de Nova Era. Apostou-se que poderia haver uma trégua contínua negociada. Valeu a metáfora do escorpião, cuja natureza é ferroar. Foi só vislumbrarem a possibilidade da cassação que desceram do muro. Além do mais, existe a máxima de que todo marketeiro tem de ter um lado. O lado desses atores sempre foi claro. A amarração atende pelo nome Mauri. Já a turma da situação tem como parceiros os jornais Bom Dia, Alô Cidadão e o Celeste. Em termos de rádio, praticamente não tem mídia de sustentação, pois a Alternativa não faz política. José Santana jamais utilizou sua rádio para fazer nem suas campanhas e a Rádio Comunicativa também não é tão politizada quanto as concorrentes do outro lado, que entram pra valer no embate. Outras mídias ficam mais ou menos em cima do muro, como o Jornal de Monlevade e alguns outros que circulam mais em nível regional. Aliás, diga-se de passagem: nunca vi uma cidade com tantos jornais. Cheguei a contar pelo menos 26 entre representativos e menores. Muita estrela pra pouca constelação. No final, a impressão que fica é que a oposiçao consegue mais eficiencia no seu oficio de minar a atual administração, pois principalmente a Rádio Cultura com seu estilão antigo de AM acaba tendo uma penetração incrível e há quem a considere a "Rede Globo" de João Monlevade. De qualquer maneira, a administração precisa ignorar um pouco dupla cultura/a noticia. Se Lula fosse se importar com a perseguição de que foi vítima, jamais teria chegado à presidencia nem teria conseguido o sucesso econômico e social que caracteriza o seu governo. Ele seguiu sem dar bola para as críticas, firme em direção aos objetivos, com otimismo inquebrantável e por isso merece a popularidade alta. Eu tenho dito uma frase repetidamente: é preciso agir mais e reagir menos. Que Deus nos conceda tempo para isso.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

NADA QUE UM MURRO NA MESA NÃO RESOLVA.


Chegamos a um ponto em que parece que não há mais o que dizer no episódio envolvendo a famigerada tentativa de cassação do governo Gustavo Prandini. É importante e até vital lembrar que não apenas o prefeito está ameaçado, mas dezenas de assessores e cargos de confiança. Algumas pessoas nem se deram conta disso ou ficam debaixo dos muros, aguardando um desfecho para finalmente posarem ou de oposição adormecida ou situação arrependida. Postura covarde, embora humana. Não se espera que haja um clima de velório, mas algumas pessoas agem como se tudo estivesse às mil maravilhas ou como se já estivessem avisados de que estariam seguros em seus postos, seja qual for o resultado. Eu pelo menos, nunca consegui relaxar. Tenho comigo que o que está em jogo não é apenas o meu emprego e dos meus companheiros, mas o futuro de João Monlevade e de toda a região. Prandini governou desde o primeiro dia sob ameaça. A oposição descobriu o tal erro de prestação de contas e superdimensionou a questão de maneira a fazer parecer se tratar de falta gravíssima, argumento que vem sendo sustentado no próprio julgamento. Sinceramente, não deve estar sendo fácil estar na pele do prefeito. Ele não teve um dia sequer sem pressão, sem a perseguição implacável de uma oposição que não se conformou com a derrota e procura recuperar no tapetão o mandado perdido através do voto. Além disso, ele tem contra ele alguns jornais e rádios que dedicam grande parte de seu trabalho a falar mal do governo. Os ataques são tão sistemáticos, tão constantes, que o governo acaba ficando na inércia, pois tem de dispensar grande parte do tempo para responder alguns questionamentos dos jornais e acaba pautado, ao invés de pautar. Mas tenho fé de que a situação vai se resolver e depois disso, nada que um murro na mesa não resolva.