quarta-feira, 31 de março de 2010

SÓ FALTAVA ESSA 2

No capítulo anterior, estava eu em minha conversa com o Etvaldo na pastelaria do Chinês. O sujeito me explicou que havia chegado a Varginha numa nave avariada que ainda estava escondida por lá, que seus amigos também estavam espalhados pelo planeta e que se comunicavam regularmente por uma tecnologia parecida com a internet, só que pirateavam os sinais dos nossos satélites. Ele me explicou que eram transmorfos, ou seja, assumiam a aparência e costumes dos povos em que estavam inseridos. Me explicou que existem ETs por todo o planeta, principalmente na ETiópia. Mas eu nem imaginava o que estava por vir. Vamos ao diálogo.

- Puxa, Etvaldo. Mas que história fantástica a sua, rapaz. Mas qual é a real intenção de vocês no planeta, sô. E porque você veio exatamente para Monlevade?

- É simples. Estamos aqui pra dar uma acelerada no desenvolvimento de algumas cidades, de alguma comunidades importantes.

- Uai...quer dizer então que Monlevade é importante?

- Você nem faz idéia. Aliás, hoje já é importante, mas será ainda mais no futuro.

- Pois é. Eu também acredito nisso. Por isso mudei pra cá com mulher, filha, mala e cuia.

- Cuia? O que é Cuia?

- Ah...não adianta eu explicar. Uma tecnologia muito primitiva.

- Trimmm. Puxa...é meu comunicador. Só um minuto: Vix pezzylat pegmizo (bzzt) viztyv.

- O que era isso?

- Nada...só falando com um amigo que ta em órbita do planeta monitorando algumas tempestadades solares.

- Mas esse seu relógio tem tudo hein? Comunicador, relógio...o que mais ele faz?

- Quer saber mesmo?

- Uai...eu adoro tecnologia.

- Já ouviu falar em viagem no tempo?

- Cê ta brincando.

- Tô não. Encoste aqui no relógio.

- Aonde? Aqui....ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

- Opa...chegamos.

- Chegamos? Peraí? Onde estamos?

- Ora...estamos em Monlevade, no ano de 2069 pelos meus cálculos.

- Cara...cê ta maluco? Como faz uma coisa dessas comigo?

- Não se preocupe, sô. Ninguém te vê, ninguém te ouve. A gente só pode ver mas não estamos aqui em atéria...

- Cara...mas aqui tá muito diferente...tudo bacana, com cara de novo.

- Você não viu nada, sô. Veja as pessoas, a prosperidade, as meninas bonitas

- Olha lá, Etvaldo. Não vá se engraçar com as meninas da terra hein? Vá procurar as Etéias.

- Que isso, sô. As terráqeas são lindas. As Monlevadenses então...

- Mas me diga uma coisa. Quer dizer então que Monlevade vai evoluir tanto assim? Além do mais, vejo praças, Vejo muito verde.

- Quer saber mais? Vamos ali ao Centro Holográfico.

- Mas o que é isso?

- Um local onde você vê toda a evolução dos acontecimentos em 3-D.

- Ok...mas não paga?

- Cara.... Tecnologia acessível à todos...e totalmente de graça.

- Puxa vida.

- Isso começou a partir do momento em que um prefeito resolveu colocar internet de graça em toda a cidade. Uma enorme revolução se desencadeou à partir daí.

- Puxa...que maravilha!

- O que você quer ver primeiro?

- Uai...que tal vermos um mapa da cidade?

- Ok...só dizer a palavra MAPA.

- Então vai lá: MAPA

- E aí? O que acha?

- Mas o que é isso?

- Uai...o mapa!

- Mas peraí...que negócio é esse de Região Metropolitana...quer dizer que...

- É o que você está vendo no mapa. A região crescerá tanto que as cidades de João Monlevade, Rio Piracicaba, São Domingos do Prata, Nova Era, Bela Vista, São Gonçalo e Alvinópolis agora formarão uma enorme região metropolitana.

- Meu Deus...quer dizer então que Monlevade vai virar tipo uma capital?

- Pois é.

- Mas e aquela área verde ali em cima?

- O parque ecológico, um pulmão verde onde a cidade respirará, com várias espécies de árvores e ainda um centro cultural.

- Meu Deus...e olhando em volta, vejo os passeios públicos bem cuidados, o asfalto perfeito e o trânsito tranquilo. Não dá pra acreditar. Pra onde foram todos aqueles carros?

- Carro? Pra que carro se as pessoas podem se teleportar para qualquer lugar?

- Deus do céu, Etvaldo. Bom demais ver isso. Mas temos de voltar rápido.

- Mas não quer ficar mais um pouco?

- Nada disso, meu amigo. Temos de voltar agora mesmo.

- Mas pra que tanta pressa?

- Temos de voltar correndo pra construir esse amanhã.

NEM CARTÃO AMARELO MERECIA...


Vou dar uma de Lula e usar uma metáfora futebolística para dizer o que penso desse processo envolvendo o prefeito. " Companheiros, essa falta foi tão pequena que não merecia nem cartão amarelo. Talvez uma advertência pequena e olhe lá". Não é possivel que queiram cassar um mandato por causa de um erro tão reles. Lendo a coluna do Célio Lima em seu Blog e no jornal Bom Dia então é que conseguimos dimensionar o exagêro da pena que tentam imputar ao prefeito. A oposição se agarra ao argumento de que : regras são regras. Logo eles que tiveram um ex- prefeito que pode ficar corcunda, de tantos processos que tem nas costas.

terça-feira, 30 de março de 2010

GUIDO WALAMIEL E VACARI


Desta vez vou passar ao lardo da política para falar de dois monlevadenses que foram muito importantes nos meus tempos de festivaleiro: Guido Walamiel e Wilson Vacari. Nem sei se escrevi o nome deles direito. Sei que nos idos dos anos 80 eu tinha um grupo musical em Alvinópolis chamado VERDE TERRA, que viajava pelo estado participando nos festivais. Nessa época, havíamos vencido um festival em Itabira e de repente pintou o anúncio do Festival em Monlevade. Ficamos felizes, pois Monlevade era pertinho, gastaríamos pouco e poderíamos nos apresentar num dos festivais mais quentes da época. Inscrevemos 4 músicas, duas com as quais havíamos vencido os últimos dois festivais de que participamos, uma música nova e uma terceira, que não dávamos tanta importância por se tratar de uma marchinha, ritmo não muito normal nos festivais da época. Essa música na verdade foi inscrita em nome de um dos integrantes do grupo, o Jovelino, que na época residia em Governador Valadares. Tivemos de fazer a inscrição dessa música como concorrente de Governador Valadares por causa do regulamento, que só permitia 3 músicas por grupo e por cidade. Eis que numa tarde recebi um telefonema do Vacari nos comunicando que havíamos classificado as 4 músicas, mas que para ele a favorita era exatamente a marchinha Interior, que ele classificava como um verdadeiro hino à vida nas cidades pequenas. Ficamos muito felizes e rumamos para Monlevade. No dia do festival, o Ginásio do Grêmio estava lotado e quando apresentamos a música interior, o público aplaudiu efusivamente e todos os jurados levantaram as tabuletas dando 10 de cabo à rabo. Naquele instante ficamos sabendo que venceríamos o festival, pois só nós obtivemos nota total. No dia da final, o resultado se confirmou e comemoramos com muita alegria. Naquele momento, um dos jurados, o sr Guido Walamiel veio nos cumprimentar e a partir daí se tornou nosso amigo, passando a ser um dos grandes incentivadores do Verde Terra. Vacari também veio nos abraçar e disse que desde o momento em que ouviu a música pela primeira vez, sentiu que seria a vencedora. O duro foi quando foram nos entregar o troféu e anunciaram que a música Interior era da cidade de Governador Valadares de autoria do Jovelino, que levou toda a glória e até arranjou uma namorada. Mais recentemente, numa reunião de vereadores em Monlevade, fui surpreendido pela vereadora Dulcinéia que cantou toda a letra da música. Memória prodigiosa a dela. Mando um abraço para o Guido, que deve estar no infinito nos observando e também para o Vacari, com quem nunca mais me encontrei.

PAPEL PICADO


Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois, descobriram que era inocente. O rapaz foi solto, após muito sofrimento e humilhação, e processou o homem. No tribunal, o homem disse ao juiz: - Comentários não causam tanto mal. E o juiz respondeu: - Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel. Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir a sentença!O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse: - Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!Não posso fazer isso, meritíssimo! - respondeu o homem. O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar. Já não sei onde estão! Ao que o juiz respondeu: - Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem espalha-se a ponto de não podermos mais consertar o mal causado. Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada! E você, tem espalhado muito papel picado por aí? ainda bem que não né.

PESSOAL, RECEBI ESSE TEXTO E FIQUEI PENSANDO...INFELIZMENTE, NÃO EXISTE POLÍTICA IMPARCIAL. MAS VALE REFLETIR SOBRE O QUE DIZEMOS. SERÁ QUE UM DIA SEREMOS RACIONAIS...OU HUMANOS NO SENTIDO DE FAZERMOS REALMENTE UMA POLÍTICA CONSTRUTIVA? SERÁ UMA UTOPIA ? SEREMOS ETERNOS LOBOS UNS DOS OUTROS...PRA NÃO DIZER HIENAS? NO AFÃ DE FAZER OPOSIÇÃO, MUITAS VEZES PODE-SE FAZER GOLS CONTRA, DEPREDAR O PATRIMÔNIO, RASGAR BIOGRAFIAS E ESPALHAR PAPEL PICADO.

OS PADRES GUERREIROS


Um dos pressupostos, motivos de existencia dos Padres é tanger o rebanho de Deus pelo bom caminho. Sinceramente não creio que os Padres em questão tenham qualquer intenção que não seja salvaguardar seus fieis do que concluiram ser um eixo do mal em nossa região. Além do mais, querer aprisionar os Padres dentro das igrêjas e colocar-lhes mordaças morais e políticas me parece ter mais a ver com censura, com aqueles tempos que provavalmente nem a direita queira de volta. Outra questão a se considerar é que de uns tempos pra cá a igreja tem abandonado a postura de passividade, de só agir no social, para interferir profundamente na política, por considerar que pode e deve ter voz no combate à exclusão e as injustiças nesse pais. Outro ponto é que quando o Radialista Carlos Moreira abre o verbo em seu programa diário, jamais pensa na compostura que deveria ter alguém que já ocupou a cadeira do prefeito. Ele parece desconhecer o sentido da palavra ética. Vão dizer que Carlos Moreira não é Padre. Muito antes pelo contrário. Mas deveria ter um mínimo de respeito, coisa que não tem. Compreendo os interesses de todos aqueles que deixaram de faturar alto na atual configuração da cidade. Vivemos num mundo capitalista. O posicionamento dessas pessoas é humanamente compreensível, embora repudiável politicamente. Na realidade, Prandini representa uma mudança muito profunda. Seus projetos propõem uma radical alteração na geografia e na configuração da cidade e era de se esperar que houvesse mesmo uma resistência forte por parte dos conservadores, que só querem conservar seus interesses . E para a oposição, só uma advertência: falar mal de Padre dá uma azar danado!

sábado, 27 de março de 2010

EU SÓ PEÇO A DEUS UM POUCO DE MALANDRAGEM


Não se pode cassar o futuro. Precisamos resistir com todas as nossas forças. Se permitirmos, teremos mais 50 anos de atraso. Existe em nossa região uma grande máfia que infelizmente usa de seus podres poderes para corromper corações e mentes. Essa máfia tem raízes profundas no famoso escândalo do mensalão mineiro, um grupo que vem operando há anos em nosso estado, tendo em Monlevade um dos seus principais mentores. O curioso é que esse nosso representante da turma do mensalão tem sabido muito bem como ficar fora da linha de tiro. Ele tem seus laranjas e marionetes que maneja com muita habilidade. Seus lacaios usam e abusam das palavras, semeiam discórdias, calúnias, correm todos os riscos, pois contam com a complacência da justiça, historicamente manipulada pelas forças ocultas que agem na calada, nas famosas confidências mineiras. Para igualarmos essa guerra, precisaremos aprender a agir também nessa zona cinza ( Célio Lima que o diga). Como cantou Cazuza: "Eu só peço a Deus um pouco de malandragem".

PRANDINI É O FUTURO


Em minha trajetória na política, e olha que ela não é pequena, ainda não havia encontrado um político tão íntegro e honesto como o atual prefeito de João Monlevade, Gustavo Prandini. A primeira vez que ouvi falar dele, foi numa tarde em que fui à Alternativa FM e o João, gerente da Rádio me falou – "Pode escrever: esse rapaz ainda será Prefeito de Monlevade, Deputado e muito mais. Tem um futuro brilhante pela frente". É bom que se diga que essa conversa aconteceu bem antes dele ser candidato a qualquer coisa. João, que também tem grande experiência política já vislumbrava no Prandini o carisma, o caráter e a liderança que o levariam ao poder. Pois bem! Os anos se passaram, eu residindo em Belo Horizonte, levando a minha vida por lá, mas sempre ligado às coisas de Monlevade . Eis que na eleição de 2008, o Breno da ShineOn me contactou encomendando um jingle para o Prandini. Como jinglista, só na campanha de 2008 trabalhei em pelo menos umas 50 cidades. Fiz o jingle do Prandini e acabei fazendo também o da Railton, posteriormente encomendado pelo Márcio Passos. Confesso que até então não conhecia nenhum dos dois pessoalmente. Profissionalmente, atendi às encomendas dos dois clientes. Nesse interim, continuei conversando bastante com o Breno da ShineOn que me mantinha informado sobre a evolução das eleições na cidade. Depois que o Prandini venceu as eleições, por um certo tempo não tive mais contato com o Breno. Continuei a minha vida trabalhando normalmente em Belo Horizonte. Até que certo dia fui surpreendido com um email do prefeito, dizendo que havia gostado muito de um projeto que eu havia postado em meu blog e que gostaria que agendássemos uma conversa, para uma possível implantação do projeto em Monlevade. A partir daí, nossas conversas começaram a ficar mais constantes. Finalmente fiz-lhe uma visita que depois de mais algumas conversas,culminou em minha contratação como Assessor de Comunicação da Prefeitura. Fiz esse preâmbulo para exemplificar o grau de intuição e acessibilidade de um político realmente diferenciado, antenado com os novos tempos, que sabe utiiizar as ferramentas da internet para mover processos. Só que depois de assumir o cargo, percebi que Prandini é bem mais que um prefeito jovem e atualizado. Ele possui o carisma dos grandes líderes. Seus projetos para a cidade são modernizantes, transformadores, tudo que Monlevade precisa para libertar-se de anos de atraso. O Plano do governo que ele se arvora em colocar em prática, modificará a geografia da cidade e a humanizará de tal maneira que não haverá mais espaço para retrocesso. O povo, após acostumar-se com um grande incremento em sua qualidade de vida não aceitará mais a política do jeito antigo e teremos finalmente sepultados os anos de coronelismo.

quarta-feira, 24 de março de 2010

O ALÍVIO DO ARCO-ÍRIS


Independente do que acontecer, teremos alivio. É muito doloroso vivermos vigiando uma nuvem negra que troveja e ameaça desabar. Por mais que nos situemos em terreno alto, por mais que vedemos o telhado, vem o medo das manobras invisíveis dos demônios sem alma que vivem alavancando pedras dos cumes e catapultando lava incandescente das profundas. Já as nuvens negras, embora terríveis em aparência, cairão como chuva sagrada para lavar as almas e fazer com que o verde viceje . Insuportável é a tortura psicológica, a guilhotina que desce em câmera lenta e ameaça milhares de cabeças. Ao mesmo tempo, persiste a esperança de que na hora H a justiça destruirá as algemas e conterá a lâmina. E depois que a chuva cair e os espíritos se desarmarem, vamos subir as montanhas de mãos dadas e contemplar o arco-íris brilhante que cobrirá todo o horizonte. Deus existe!

segunda-feira, 22 de março de 2010

O VÍCIO DA GUERRA


Os amantes da arte da guerra fazem dela o seu vicio, vivendo como jogadores num cassino full time , onde apostam alto de forma inconseqüente , como inconseqüentes são todas as guerras. Várias modalidades de jogos se misturam. Perturbador é quando as pessoas são peças num tabuleiro dinâmico. Perturbador é quando percebemos que somos nós as peças, manipuladas por hábeis mestres das marionetes. Muitas vezes nos escalam como aqueles tocadores de caixas que marchavam a frente dos exércitos nas antigas guerras. Os últimos a saber as regras do jogo e os primeiros a morrer. Se conseguimos enxergar o jogo, temos chances de jogar fora o tambor e empunhar instrumentos mais poderosos, quem sabe alguns escudos, canhões e mísseis. Se formos ingênuos, seremos mártires a morrer sem glórias nas guerras alheias. Uma coisa é certa: não existe guerra sem baixas. É salve-se quem puder!

domingo, 21 de março de 2010

PRECISAMOS APRENDER COM O BOXE


De tudo que se faz, sempre existe um lado mal a ser explorado. Se você conseguir a perfeição, tá aí o defeito: a própria perfeição. Como aceitar a perfeição, se somos humanos e portanto imperfeitos, patéticos, erráticos? Ficamos extremamente chateados quando intentamos algo, realizamos dando o nosso melhor e quando abrimos os jornais, tá lá: encontraram uma ponta pra puxar, uma microfonia no meio do discurso, um tiro que falhou num foguete de 3 estampidos, uma cantora que desafinou na terceira estrofe de uma canção. Mas fazer o quê? Como bem ( ou mal) disse um conhecido jornalista autodidata dia desses, jornal só vende se tiver noticia ruim, sangue, fofoca, quer dizer, o fino da escória. A tal natureza humana é mesmo perversa vista por essa ótica. Quanto a nós que estamos figuras públicas, devemos às duras penas aprender a apanhar, levar pancadas sem cair. Os grandes boxeadores não são aqueles que sabem bater, mas os que conseguem aguentar as porradas e continuar de pé, preparando o gancho fatal. É uma reflexão interessante essa. Cristo ofereceu a outra face, pois sabia que assimilaria o golpe.





sábado, 20 de março de 2010

SÓ FALTAVA ESSA

Estava eu comendo um delicioso pastel de queijo com suco de abacaxi na Pastelaria do Chinês quando fui abordado por um rapaz franzino, que usava um boné do Rush e uma camisa do Sepultura. Já chegou me desafiando:

- Governo jovem e comunicação velha.

Olhei pra ele e emendei:

- Como é que é?

- Isso mesmo que você ouviu. Você com essa boininha, não é o Marcos Martino da comunicação da Prefeitura?

- Sou sim...mas e você...quem é?

- Eu sou um jovem e ando muito decepcionado com a comunicação de vocês.

- Mas por quê?

- Vocês só investem nessas formas antigas de comunicação.

- Mas peraí...o que você entende de comunicação?

- Entendo que vocês só se comunicam com os adultos e não falam com os jovens.

- Ah...você tá exagerando. Saem matérias em jornais, nos rádios.

- Ah...mas eu to falando. Os jovens se ligam em outras mídias, sô.

- Mas e os blogs da cidade? Sabia que aqui tem muitos blogs?

- Eu até leio de vez enquando, mas só tem fofoca política.

- O que você sugere então?

- Olha...sei que alguns adultos tem medo por causa de pornografia, mas funciona mesmo é Orkut, Twitter, Facebook, Youtube, aquilo que vocês chamam de rede social.

- Mas será que funciona?

- Cara...a internet no estilo 2.0, colaborativa, é a comunicação do futuro, interativa, onde as pessoas podem conversar, opinar direto, interagir com as noticias.

- Tá certo então. Vou providenciar então o ORKUT e o TWITTER da Prefeitura. Tá bom pra você?

- Já melhora né? Pelo menos vai abrir um canal de comunicação pros jovens conversarem com vocês. Mas escuta aqui. Até que você é um cara até acessível, ouve a gente né? Então vou dar mais um pitaco. Podia aproveitar que te colocaram também lá na cultura e criar projetos voltados para os artistas jovens. Você já teve até banda né? Sabe o que esse pessoal passa.

- Pois é, rapaz. Tenho mantido um bom diálogo com a classe artística da cidade e com o Luciano Roza, para pensarmos algumas coisas conjuntas. Estou até pensando em montar um trabalho meu, com alguns músicos feras da cidade. Mas pensando se os jovens vão receber bem um roqueiro de 46 anos.

- O preconceito é seu. Mick Jagger ta arrebentando, o Metallica também...sujeitos muito acima dos 50, 60 anos.

- Mas e você? Tem cara de rockeiro. Tem banda também?

- Não...mas gosto muito de música.

- Você é muito sabido para a sua idade. Quantos anos tem?

- Tenho 675 anos.

- Ah ta. O quê ??? Que brincadeira é essa rapaz ? Você é maluco? De onde você vem?

- Eu venho de Varginha.

- E qual o seu nome?

- Meu nome é Etvaldo.

- Então tá explicado!


quinta-feira, 18 de março de 2010

O QUE FALTA MESMO É UM POUCO DE HUMILDADE


Cada um com suas razões,
seu orgulho próprio,
sua autoestima.
Cada um com seus pequenos e grandes erros,

suas desculpas.

suas coleções de nãos,
sins parciais,
decepções,
perdões não pedidos,
não concedidos.
Cada um com seus interesses,
suas fraquezas de espírito,
seus enganos e desenganos.
Somos humanos!
Sinto que todos se arrogam
e se colocam
em posição de defesa e ataque.
Nada de reconhecermos nossos erros,
só apontar as falhas alheias.
O que falta mesmo
é um pouco de humildade...
e de mão dupla.

terça-feira, 16 de março de 2010

LIVRE ARBÍTRIO

Vibro quando sinto que alguém ascendeu, que saiu de um patamar inferior e conseguiu escalar grandes altitudes. Em contrapartida, há os que descem abaixo do fundo do poço para atingir objetivos torpes. Prefiro respirar os ares das montanhas. Não que não tome um banho de lama vez enquando, mas meu ambiente natural definitivamente não é o esgoto . Atiro cordas para quem quiser subir e não piso na cabeça dos que ascendem. Prefiro abraça-los ao final da escalada. Mas compreendo as quedas e tropeços. Quem almeja a luz, volta a escalar até a ascenção E sei que também existem aqueles que preferem a vida abissal ou que são atraídos por ela.

GUERRA AO TERROR

Confesso que nunca havia residido numa cidade em que a campanha política prosseguisse com tanta força após o pleito. Aqui a campanha permanente. Não há tréguas. Não sei como era nas administrações passadas, se esses ataques são pela esperança nutrida pela oposição de a qualquer momento tirar da cadeira mais importante o seu ocupante, intruso em seus ideais de dominação regional. Não sei se por uma tendência legalista da nova administração, de querer fazer tudo muito certinho e de forma democrática. Sei que aqui o tiroteio não para. É fogo cruzado o tempo inteiro. O prefeito sofre uma pressão ininterrupta, avassaladora, como se comandasse Cabul, Tel-aviv, Bagdá pós Sadam. Muitos vivem a cobrar do prefeito mais presença pelos 4 cantos da cidade. Mas como, se todo dia explode um novo factóide? Como se qualquer alfinete é superdimensionado e tornado faca pela rede de mídias dos opositores? Se qualquer mínimo erro repercute como incompetência generalizada? Se qualquer palavra dita é imediatamente distorcida e volta-se contra quem a profere? A administração vive que nem Canudos sitiada, só que o cerco não é de garruchas e trabucos, mas de mídias, de uma bem urdida rede de intrigas. O terreno encontra-se minado, cheio de armadilhas e peçonhas e o eixo do mal não para de planejar novos atos terroristas, guerrilha surda, socos no fígado, chantagens, mísseis e morteiros. E pra completar, o prefeito tem contra si o fogo amigo, que queima noite e dia, ajudando a reforçar o stress que já é grande. Difícil é cada um olhar pra dentro, despir o ego e fazer uma mea-culpa, relevando as diferenças e trabalhando as convergências, de forma a fortalecer o todo e trabalhar pelos interesses comuns. Só assim para iniciar o trabalho de desarmar as bombas, limpar as minas e salvar um bocado de pernas e braços. Mas para isso tá faltando cada um adicione uma palavrinha meio em desuso em seu vocabulário : HUMILDADE!

sábado, 13 de março de 2010

ANJOS GUERREIROS

Até que poucos me chamaram de estrangeiro, salvo insinuações bobas de que eu residia em Belo Horizonte e nasci em Alvinópolis. Algumas informações são passadas de forma subliminar com suas ulteriores carregadas de malícias ocultas, como se isso me diminuisse ou deslegitimasse ( palavrinha feia, como feia foi a maldade de quem escreveu). Mas por um aspecto, devo reconhecer minhas dificuldades em entender o que vai sob os icebergs dos personagens de uma novela que já estava em andamento quando cheguei. Não há como ler as pessoas de forma instantânea, prever as reações, entender suas histórias pregressas, suas amarrações, todo um cipoal psicológico que vem se embolando à décadas. O que posso é trabalhar de forma intensiva e conversar, conversar, conversar, desvelar e ir decifrando vagarosamente os códigos da cidade. Lógico que ajuda bastante ler o Morro do Geo do Marcelo Mello, mas devo confessar que o que me interessa mesmo é o porvir. Temos muito trabalho pela frente e essa cidade precisa desgarrar-se de algumas raízes arcáicas, deixar de ser curral de políticos e tornar-se uma cidade moderna, antenada com o mundo, consciente de sua importância como polo de culturas que se fundem para compor uma painel costurado com aço e abençoado com o suor sagrado de sua gente. Por isso, integro esse governo, trabalho muito e torço pelo Prefeito Gustavo Prandini, pois vejo nele a presença do simbólico, do líder que vem para trazer à tona esse futuro almejado e colocar à cidade num novo ciclo de desenvolvimento humano e econômico. E como bem disse Tancredo, com todas as dificuldades, com todas as ameaças que pairam, não devemos e não podemos nos dispersar. Além da realidade objetiva, existem forças telúricas, energias sinérgicas, baterias que precisam estar carregadas, anjos guerreiros que precisam estar à postos, prontos para não deixar que retornem os tempos da escuridão.

A CIGANA E O PREFEITO

Estava eu caminhando pelas ruas de Monlevade, quando ao dobrar uma esquina deparei com uma cigana que insistiu em ler a minha mão. Eu, sinceramente nunca fui de acreditar nessas previsões, nem jogar na loteria ( nunca tive sorte em jogos). Só que aquela cigana me disse algo que me intrigou. Virou-se pra mim e falou. - Eu sei qual a causa da cicatriz que você tem na perna esquerda, na dobra interna do joelho; - Uai...se acertar, eu a deixo ler a minha mão; - Você se machucou com uma ferpa de taquara no campinho de futebol em sua terra, onde hoje tem uma garagem de ônibus. - Uai...peraí...mas...como você sabe disso? - Ora...eu sou uma cigana. Eu consigo saber coisas que até Deus duvida; - Ah é? Então me diga uma coisa. O que mais me perturba hoje em dia? - Peraí...tem de pagar...é uma consulta. - Ta bom...quanto é? - São 20 reais; - Fechado. Toma aqui.; - Então tá. O que mais o perturba hoje em dia é um radialista, um sujeito que não está se lixando para a legalidade, que tem vários processos nas costas mas mesmo assim entrou no ar fazendo um programa político numa rádio educativa totalmente ilegal, descendo a lenha no prefeito. - É...em parte você acertou mesmo viu. - E tem mais. Ele saiu da rádio que ilegal e foi pra outra e continua direto descendo a lenha no prefeito. Só que o povo vai acabar se cansando.Ele pensa que está protegido por um deputado que se considera amigo do governador, porém mais cedo ou mais tarde vai cair do cavalo. - Mas isso vai demorar? - Olha...essa é uma outra consulta. Mais 20 reais. - Ta bom. Tá aqui. Mas quero resposta para uma outra pergunta. E o processo contra o prefeito? - Ah não. Mas é mais caro. mais 30 reais. - Mas você é uma cigana abusada, hein? Tá bom. Tá aqui ó. - O prefeito não será cassado porque não cometeu nenhum ato de corrupção. O erro da prestação de contas dele não acarretará nem cassação nem inegibilidade. Apenas uma multa. - Nossa. Mas que alivio. Mas e a administração?Vai deslanchar de vez? - Essa previsão eu vou fazer de graça Isso vai depender de todos vocês. Mas depois do julgamento final, o alivio vai produzir uma grande onda positiva. Mas quer um conselho? Comecem a trabalhar essa onda desde já. Soprem essa nuvem negra para longe das suas cabeças. - Nossa, muito obrigado. Não sabe como me aliviou - Não tem de quê. Estou apenas fazendo meu trabalho. - Olha aqui...posso fazer algo para a ajudá-la? - Pode sim. Leve uma mensagem para o prefeito. Diga que é pra ele visitar mais as pessoas, ir até os bairros, pois o povo acredita nele mas quer apertar a sua mão e dizer verdades olhando nos olhos. Quanto ele fizer isso, vai gerar uma onda de positividade que ninguém vai segurar.