sábado, 29 de setembro de 2012

NO FUNDO, CADA UM VOTA EM SI.

Se botarmos na balança, cada um vota em si. O sujeito  se faz a seguinte pergunta: minha vida melhorou ou piorou? Se a resposta for: melhorou, não vai querer mexer em nada. Em time que tá ganhando a gente não mexe. Mas se a vida não melhorou, muito pelo contrário,  o indivíduo quer mudar e vota na mudança. Ai é que está! O resultado da eleição é o saldo dessa equação. Se a maioria da população está satisfeita, ganha a continuidade, se não estiver, mudam os atores. Simples assim! Há mudanças profundas nas camadas sociais do país.  A classe média, como sempre pagando o pato. Paga a conta dos ricos e banca a escalada social das classes emergentes. Por isso, um certo levante  das classes comercial e empresarial e a adesão de tantos profissionais liberais em dificuldades. Esse é o mundo mágico do PSDB, do PTB, do PR e de alguns partidos que já foram de esquerda como o PSB ou até o PV.  Ganhar esse jogo político é fundamental pra mudar ou manter a maré econômica. A barriga cheia, a TV de LCD, o carro na garagem e a melhoria de vida da grande maioria da população passa uma impressão de que as coisas vão bem. Nada a ver com a política das prefeituras, mas com a cultura do consumo e dos confortos da vida moderna. Isso pode redundar em sentimento de satisfação e continuismo, sem que haja um questionamento crítico. Não sei se o povo tem a percepção de onde vem a melhora, se vem em decorrência das ações da administração municipal, estadual ou da união ou se decorre das grandes ondas do capitalismo, que ora estão no norte, ora estão no sul e a grande roleta vai girando. Os pensamentos só reforçam a tese de que cada um vota em si. O conjunto desses sis é que decide a eleição. Quanto mais sis satisfeitos, mais votos. 




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