terça-feira, 31 de agosto de 2010

VEJAM ISSO...CLIP COM A MÚSICA "PARTIDO"

O que me motivou a fazer essa música, foi a percepção de que nossos partidos não tem ideologia nenhuma. Somos "partidos" em façções e nunca unidos por objetivos comuns. O curioso é que a letra foi feita no tempo em que o FHC era o presidente. Por isso, tem o trecho sobre o "país fatiado para ser devorado". Falo ali da sanha de vender multi-nacionais, atitude comum no governo neoliberal. Mas muita coisa na letra é atual. No fundo, não há nenhum partido que não tenha se sujado na lama. A imagem ilustrativa é do PGN, partido paródia proposto pelo José Simão. O video procura elencar um monte de partidos, mas imagino que tenham ficado muitos de fora. À medida que forem percebendo, vão me passando que vou atualizando o vídeo. O arranjo da música é do Guitarrista Guilherme Fonseca, ex República, Sideral, Sandy e Jr e hoje residindo nos Estados Unidos. Mesmo assim, estamos compondo músicas direto. Mas isso é outro assunto que comentarei depois...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

CARAVANA DO OP - TERCEIRO DIA

Desta vez a Caravana do OP percorreu as comunidades mais próximas ao centro e mais uma vez me surpreendi com as paisagens, com as vistas dos altos. Caramba, vista da região do Parque do Areião a cidade tem outros contornos. De lá, pode-se ter uma panorâmica da Monlevade que todos conhecemos. Aliás, seria interessante construir alguns mirantes em alguns pontos. Pode até ser viagem de minha parte, já que existem tantas prioridades na frente, mas que ficaria charmoso ficaria. Pude também ver o Parque do Areião em toda a sua extensão. Fiquei imaginando aquele espaço já devidamente transformado em Parque Municipal. Enfim, a cidade terá um pulmão verde, uma área pública onde as pessoas poderão descansar do utilitarismo do cotidiano. Uma curiosidade é que no momento em que estávamos lá, alguém colocou fogo numa mata próxima. A menina do Meio Ambiente no mesmo instante convocou dois voluntários e lá foram eles apagar o que poderia se transformar em mais um fogareu e mais prejuízos para o ecosistema. Retornaram enfumaçados, tossindo, mas com a consciência do dever cumprido. Os delegados do OP, debatiam dentro do ônibus sobre questões que achavam que deveriam ser priorizadas. Opinião, cada um tem uma, mas a decisão partirá mesmo das plenárias. De qualquer maneira, houve pedidos de tudo enquanto é jeito:reforma de escadas que tem mais de 20 anos, iluminação em quadras, criação de atalhos ligando bairros, pedidos de corrimãos em ruas íngrimes. Interessante que alguns moradores nos paravam pedindo coisas que nem foram elencadas, com o quebra-molas para inibir os motoristas mais apressados, enfim. Bacana conhecer bairros com o José de Alencar, bastante simétrico, e imagino, agradável de se viver. Interessante também a arquitetura arredondada do prédio na praça do satélite, onde se localiza a rádio cultura. Nunca havia visto uma construção como aquela. A caravana me mostrou mais uma face da cidade e preencheu mais algumas lacunas em minha mente. Agora é o povo ir para a plenária e ratificar as obras para os bairros. E segue a caravana...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

SOBRE O CONCURSO LITERÁRIO

Pois é. Sejamos sinceros. Aumentamos em mais uma semana o prazo para as inscrições para o Concurso Literário por temor de não termos inscrições suficientes. Até que nos dois últimos dias, se consideramos os prazos anteriores, tivemos até um número considerável de inscrições. Só que não suficientes para uma boa apuração. Após ouvir muitas pessoas, após muito pensar, resolvemos mesmo por aumentar em uma semana o prazo de inscrições, o que foi feito. Fizemos a análise e tomamos algumas atitudes que em nossa opinião vai gerar mais interesse e o que é principal: facilidade. Deixamos para traz certas formalidades habituais neste tipo de eventos e abrimos inscrições via internet. A possibilidade das pessoas enviarem suas obras via internet, deve abrir boas perspectivas para mais inscrições e mais qualidade. Houve quem me dissesse também que não está muito divulgado. É verdade. Estamos numa fase de contenção de despesas até o final do ano e divulgações de massa ficam comprometidas. Só que quem não chora não mama. Esta semana conversei com o João da Alternativa e Dimdão que toparam entrar na parceria. A Educação tá fazendo um trabalho de divulgação junto aos professores de literatura. Temos entrevistas agendadas nas rádios para falar sobre o assunto e vamos continuar num viral até o dia do encerramento das inscrições. Mas ainda sobre a pequena procura até ontem, alguns amigos deram sua opinião também. Para a Jaqueline Silvério, atrapalhou o fato de termos colocado tema. Ela acha que temas livres seria o indicado, para não engessar a criativade do pessoal. Em parte eu concordo , mas gostei do nome exatamente por desafiar, tentar puxar de dentro do homem as emoções mais atávicas. Outra crítica foi de que os prêmios foram baixos. Quando vi esse negócio de prêmios, pensei comigo: - Se eu pudesse participar nem seria por causa de prêmios, mas por amor à literatura mesmo! Mas até que um fim de semana em Ipoema cai bem! De qualquer maneira vamos somando conhecimentos e costurando uma rede de boa vontade. Quanto aos valores da nossa gente, vamos ver o que o povo diz...

BARCELONA em MONLEVADE

Caramba! Como eu tenho falado desde que me mudei para cá, a cada dia alguém chega e me traz novas peças pra formar esse quebra-cabeças que é Monlevade. Porém hoje, acho que me encontrei com o dono do quebra-cabeças. Deixa eu explicar. Tem um cara aqui que vale ouro, que fez sozinho o que deveria ser feito pelas instancias políticas, econômicas, culturais, etc de qualquer cidade. Eu não fui visitar o seu acervo, mas ele me fez um relato minucioso de tudo, me mostrou fotos e recortes de jornal, me emocionou com vários casos e me deixou a pensar sobre como a gente aprende conversando com certas pessoas. Muitas já haviam me citado o nome do Chiquinho Barcelona, como autoridade em diversos assuntos. Eu fiquei só ouvindo, até que por intermédio do Marcelo Melo, marcamos de nos encontrar pra conversar hoje sobre o Concurso Literário que estamos promovendo e o Marcelo ficou de levar o Barcelona. Queria ouvir a opinião desses dois depositários da cultura local sobre o Concurso. Mas na hora da conversa o Marcelo não pôde estar presente, mas tive o prazer de receber o Chiquinho e fui percebendo que estava diante de um oráculo. Tive uma aula intensiva de Monlevade, de suas memórias intelectuais, história, enfim. Engraçado que não conhecia o Barcelona nem de foto. Fiquei imaginando um sujeito mais velho, de óculos, fala mais tranquila. Mas eis que me chega um sujeito falante, cheio de energia, cuja idade eu imaginei ser de uns 50, 52 anos. Ele disse ter 58.Chegou e saiu falando e eu fiquei lá um tempo, imaginando o que poderia ser feito, um videodocumentário, parceria na preservação do acervo, workaulas sobre a história do jornalismo monlevadense na FUNCEC, exposições fotográficas. Quer dizer, tudo isso remunerando o multi-homem de alguma maneira, afinal, tudo bem que ele faz essa coisas todas por hobby, mas é também um oficio e todo oficio merece recompensa. Deus queira que em breve eu possa conhecer o QG desse verdadeiro museu vivo. Desabrocha os seus talentos, Monlevade!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

MARCELO MELO, O FIEL DA BALANÇA

Na foto com o jornalista Wir Caetano

Desde antes de vir para Monlevade, costumava passear pelos blogs locais e me encantava com as histórias do Marcelo Melo, que eu nem conhecia pessoalmente, nem tinha muitas informações à respeito. Conheci por acaso através de um link de outro blog e não parei mais de ler desde então. Quando aqui cheguei, comentei com alguém sobre o jornalista e me disseram: - rapaz, tome cuidado! Ele é de oposição (rs)! Em principio, fiquei ressabiado, na defensiva, porém não parei de ler o blog do sujeito e depois o jornal, enfim. Como ativista cultural há muitos e muitos anos, não podia deixar de reconhecer o valor das coisas que o Marcelo escrevia, principalmente de cunho memorialista ( gosto muito de histórias e memórias). Só que o Marcelo é mais que isso. Nunca escondeu suas preferências políticas, suas afinidades, mas nem por isso tem sido um crítico desequilibrado das coisas da administração. Não alivia no que considera errado, como no caso do Estádio Louis Ensch e outras questões, mas nem por isso faz uma crítica insistente, "ferrim de dentista" como se diz popularmente. Tanto que consegue ser admirado por muitos dentro do governo. A coisa só desafina quando ele desanda a xingar o PT, este um real desafato do urso como é chamado por alguns. Mas aí já são questões ideológicas, convicções pessoais e não dá pra discutir. Neste caso deve ter mesmo uma guerrinha que foge à minha compreensão. Inegável é que o sujeito é depositário de vasta cultura e conhece essa "aldeia" como ninguém. Já me disseram que no passado era um terrorista do jornalismo, extremamente ferino, ácido, mas hoje é um desses sujeitos que vê a vida do retrovisor, com sabedoria para não enfiar a mão em certas cumbucas. Marcelo Melo é o fiel da balança, a ponte entre dois mundos em guerra. Só tem um defeito gravíssimo: é atleticano. Fazer o que, né?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

CARAVANAS DO OP - SCANNEANDO A CIDADE

No último sábado, mais uma caravana do OP, desta vez pela Regional II. Passamos por mais 18 comunidades e os problemas não diferem muito do que vimos na semana anterior. Pedidos de aberturas de ruas, redes de esgoto, calçamento e asfaltamento. As pessoas querem obras que melhorem suas vidas no ambiente em que moram e o Orçamento Participativo scaneia esses problemas e disponibiliza à administração tudo de que necessita para realizar essas obras emergenciais. De quebra, o governo ainda tem em mãos quais as outras demandas apontadas pela população. Todo o discurso neoliberal, toda a moral burguesa desaba no confronto com o OP. Que me perdoem os que inimigos do PT que criticam por criticar, que cozinham ódio anos a fio, que odeiam a palavra social. Sei que nem é o caso de todos. Alguns odeiam por históricos pessoais, outros por interesses políticos de outros grupos, mas não há como não reconhecer o quanto o OP municia a administração e dá retorno à população, de forma organizada e sistemática. Um verdadeiro exército voluntário foi montado para sua implementação e a caravana passa, com cães ladrando, mas sem ameaçar os calcanhares . Mas quero falar de outro aspecto interessante. Já pincelei na postagem anterior e volto a reforçar. As caravanas da OP tem sido para os secretários e delegados envolvidos, uma oportunidade única para conhecer João Monlevade melhor . Tudo bem que sou um "forasteiro", como os inimigos gostam de apregoar, mas imagino que muitos presentes na caravana também não conheciam o municipio em toda a sua extensão, como vem tendo a oportunidade de durante as caravanas da OP. Apenas aqueles que estiveram envolvidos com campanhas políticas tiveram a oportunidade de gastar as solas de sapatos visitando os bairros mais longínquos. Já os cidadãos comuns vivem e circulam por uma faixa limitada, por um terreno demarcado, pequeno. Vejo que João Monlevade tem muitas paisagens que muitos de nós não vemos no nosso dia-a-dia. Desta vez tive a oportunidade de vislumbrar os cenários rurais das Pacas( eu que pensava que João Monlevade não tinha nada de roça), o desenvolvimento que vem chegando ao Bairro Boa Vista, passamos também pelo bairro industrial, pelo Sion, enfim, minha memória não é das melhores pra guardar nomes, mas me ajudou a mapear mentalmente mais uma parte da cidade e entendê-la um pouco mais. Além de todos os beneficios gerados pelo próprio OP, tenho certeza de que as Caravanas vão ser de muita utilidade para que os presentes repensem à cidade à partir de horizontes bem mais amplos. Na semana que vem tem mais. Vamos lá.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

IDÉIA DO PRANDINI

Alinhar ao centroDia desses viajávamos para Belo Horizonte para algumas reuniões de trabalho, quando tive oportunidade de conversar por mais tempo com o prefeito Gustavo Prandini. Eu já havia percebido que ele tinha o dom para a escrita desde o momento em que começamos a teclar. Nesta viagem fomos conversando e sonhando sobre muitas coisas boas que poderíamos fazer na cultura para contemplar principalmente a juventude, para dar suporte aos grupos existentes. Essa conversa seguiu acalorada, passando pelas artes plásticas, poesia, teatro e música. Concordamos também sobre a necessidade de dialogarmos também com a classe intelectual, abandonada pela maioria dos governos. Foi aí que partiu do próprio prefeito a idéia de criarmos um Sarau Poético, onde a comunicade pudesse se reunir seja para bate-papos, para declamação de poesias, pequenos shows, enfim. Puxa vida! Excelente idéia! Ele sugeriu inclusive o local ideal para o sarau: o Santuário Bar, da Rita de Abreu, compositora do Hino de Monlevade e maestrina de coral de crianças. Fiquei com aquela idéia na cabeça e doido pra chegar a Monlevade para conversar à respeito com o Luciano Roza. Logo que cheguei, fui até a Fundação Casa de Cultura e o Luciano comprou a idéia na hora. Marcamos com a Rita uma conversa sem que ela soubesse do assunto e pra lá nos dirigimos. A Rita e o Rubinho nos receberam muito bem e já me senti em casa vendo a decoração à partir da Chita made in Alvinópolis. Conversamos com os dois que também se entusiasmaram com a idéia e assim marcamos o primeiro Sarau para o dia 03 de setembro. À princípio, a Rita até havia sugerido um primeiro Sarau com o tema SERENATA, porém, algumas coincidências e pertinências nos fizeram mudar de idéia. Como o dia 03 coindide com o dia da divulgação dos classificados no concurso literário, tudo converge para o tema VALORES DA NOSSA GENTE. Penso que será uma oportunidade de Monlevade como um todo discutir os seus valores, o que lhe vai na alma. Esperamos que os poetas e pessoas da literatura estejam presentes. Haverá ainda violão e música (de conteúdo poético), com presença de vários convidados e desse dublé de violinista. Esperamos vocês por lá.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

SEPARAÇÃO DOLOROSA

Sempre pensei:
cultura e educação
devem caminhar juntos!
Antigamente havia
Ministério da Educação e Cultura.
A separação das pastas
foi ruim para os dois lados,
mas pior para a cultura.
A educação é vista
como necessária
e a cultura como acessória
por grande parte
da sociedade.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

BOAS NOVAS QUE VEM DA CULTURA

Quem esteve presente no seminário de encerramento do Curso de Gestão Cultural, parceria da Arcellor Mital com a Prefeitura de Monlevade, teve a oportunidade de ver a formação de um grande mosaico de opiniões, idéias, de formatações diferenciadas para vários tipos de propostas culturais. Desde projetos de circulação de livros e conteúdos, inclusive com a distribuição das obras selecionadas dentro de ônibus, idéia realizada com sucesso em Belo Horizonte, até a idéia da formação de agentes culturais, afinal, todo canto tem gente ligada à cultura que gostaria de colaborar e integrar uma grande rede. Boa também a idéia da criação de um site que valorize nossas ações e acervos e direcione quem está em busca de opções culturais . Outro bom projeto foi da utilização das praças para difusão de diversos conteúdos culturais como filmes, shows, oficinas, etc. Outra turma, apresentou projeto para difusão da cultura das coorporações musicais principalmente para as escolas. A turma de Alvinópolis apresentou um cronograma que primeiro procurará recuperar parte da memória perdida, seja através de registros históricos, seja por entrevistas com pessoas mais idosas ( memória oral). Depois partirá para a partilha desse conhecimento com escolas para debates e publicação de livro com esses debates e conclusões. Importante citar que haviam pessoas de João Monlevade, Rio Piracicaba, Barão de Cocais, Nova Era e Bela Vista , entre outras, contando com repórteres, fotógrafos, turismólogos, especialistas de diversas áreas, funcinoários da prefeitura, da Arcelor, professores, estudantes poetas e até vereadora, no caso a Dulcinéia, que inclusive compôs a mesa de autoridades. A certa altura fui avisado que teria de falar algumas palavras. Devo confessar que tenho facilidade para me expor por escrito, mas quando tenho de falar em público tenho dificuldades, as palavras vem aos borbotões e embolam na saída. Mas tudo bem, mesmo falando rápido e de forma coloquial, fui breve e dei meu recado. Contei sobre o quanto algumas conversas despretensiosas de internet acabam virando coisa séria depois. Mesmo antes de me mudar para Monlevade, costumava conversar com o João Carlos da Comunicação da Arcelor, isso desde que criei um jingle de natal para a empresa. Já na assessoria de comunicação da prefeitura, enviei email pra ele me colocando à disposição para ações conjuntas na área. Passaram-se alguns dias e ele retornou o email convidando para uma conversa sobre alguns projetos que a Arcelor estava trazendo para a cidade. Liguei para o Luciano da Fundação Casa de Cultura e fomos para a reunião. Lá, fomos recebidos pelo próprio João Carlos, pelo Nivaldo e por mais uma pessoa que nos foi apresentada: o Marcelo, da Fundação ArcelorMittal. O Marcelo nos apresentou projetos maravilhosos e nos passou o que precisariam. A partir daí, começamos a nos relacionar com o Nivaldo, um cara muito cordato, de fácil lida e grande eficiência. De uma maneira geral, tá sendo muito bom trabalhar nesses projetos e as coisas pelo menos ao meu ver estão caminhando muito bem. O clima no Seminário foi excelente. O Prefeito Gustavo Prandini teve um pouco de paz num ambiente altamente positivo . Para quem não sabe, ele tem o dom das letras. Gustavo aproveitou ainda para falar sobre o Concurso Literário "Valores da Nossa Gente". Lembrou ter participado do último realizado há 10 anos, quando foi inclusive premiado. E depois, anunciou em primeira mão o Sarau de música e poesia, parceria entre a Fundação Casa de Cultura e ao Santuário Bar, no Nova Esperança, cuja primeira edição acontecerá no dia 03 de setembro . A idéia é criar espaços para declamações, músicas, lançamentos de cds, livros, debates, bate papos com expoentes. Logo depois do seminário, ainda tive a chance de conversar com Luciano Roza que está curtindo merecidas férias. Ele me passou um monte de incumbências. De férias mais conectado, só que de chinelo de dedo e curtindo The Clash. Luciano é um sujeito muito centrado e temos tido um ótimo entendimento. Muito bom trabalhar com ele. Voltando ao seminário, só pecou por ter se alongado mais do que o recomendável. Mas os conteúdos compensaram. Engraçado que algumas palavras foram recorrentes como rede, interação, intergeracional e amor pela(s) cidade(s). Vamos por aí. Em breve teremos mais novidades sobre a cultura. Podem esperar!!! (OBS - Peço aos formandos do curso de gestão cultural que me enviem os projetos e me disponibilizem para postagem).

domingo, 15 de agosto de 2010

CARAVANAS DO OP, CARAVANAS DA ESPERANÇA

Para mim particularmente, foi muito importante integrar a caravana do OP que percorreu boa parte da cidade no último sábado. Partimos em 3 ônibus por diversos bairros da cidade, sendo dois õnibus com delegados dos bairros contemplados e outro com os secretários, o Prefeito Gustavo Prandini e comitiva. Havia ainda um carro de suporte pilotado pela secretária de saúde Polyana , com suprimento hidratante ( agua é saúde!), afinal, o trajeto seria forte. Eu nem imaginava o que estaria por acontecer. Já havia manifestado para algumas pessoas sobre meu desejo de sair de carro percorrendo todos os bairros da cidade, conhecendo a periferia da periferia, os locais mais afastados, as paisagens que não vislumbramos ao ficarmos reclusos na bolha estética do centro comercial de carneirinhos. Por isso foi importante conhecer algumas coisas pontuais. Em primeiro lugar foi muito bacana perceber que o orçamento participativo é uma oportunidade única para mapear os problemas dos bairros, para saber o que a população indica como obras prioritárias para as suas vidas. O mais interessante é que não são indicadas obras faraônicas. Em sua maioria, os pedidos são para obras simples, de calçamentos de trechos de rua, redes de esgoto, aberturas de ruas para ligação com outras ruas, enfim. Muitos desses pedidos serão prontamente atendidos através do OP. O que não será resolvido de imediato, ficará para um segundo momento, quando houver recursos para isso. Pude assistir também ao encontro do prefeito e técnicos com alguns moradores. Alguns chegam a pedir coisas que estão fora da alçada da prefeitura. Infelizmente, nem tudo dá pra se fazer. Isso frustra um pouco, mas o cobertor é curto. Tem-se de fazer o máximo, com o que se dispõe. Pude conhecer alguns pontos da cidade que me deixaram maravilhado. No tanquinho I, pedidos de rede esgoto e de abertura de uma rua que ligue direto à BR 381, num ponto em que será diminuido grande parte do trajeto de hoje. O bairro é quase rural, quase roça. Um local onde ainda se respira ar puro, com muitas árvores e bosques. Depois passamos ainda pelo Tanquinho 2 e depois rumamos para o alto do Promorar. A vista que se tem de lá é maravilhosa. Se os moradores do promorar tem ainda problemas em termos de infra-estrutura ( vários pedidos no bairro), pelo menos tem uma visão previlegiada da cidade. Merece a construção de um mirante por ali. Na volta do Promorar quando descíamos de ônibus, tivemos mais uma visão deslumbrante, que nos dá uma noção do tamanho de Monlevade. De lá vimos um mar de casas que se estende por uma área imensa. Imaginei como deve ser lucrativo o ramo de materiais de construção no município. Principalmente de quem vende coberturas de zinco ou sei lá que material era aquele. Estivemos em diversas localidades. O bairro Santo Hipólito já me deixou um pouco chateado pela tristeza da paisagem. Além dos morros quase pelados, cenas de queimada, poucas cores, imagino, baixa estima. O único descanso para os olhos é uma matinha que fica do lado esquerdo do bairro para quem chega próximo a quadra de esportes. Mas dizem que é de particulares. Que o pessoal do meio ambiente fique de olho. Me informaram que tem uma parte que é bonita, com muitas chácaras, mas não passamos por lá. Percorremos ainda o Cruzeiro Celeste, bairro de contrastes que tem comercio pujante, mas sérios problemas sociais também e da-lhe pedidos de rede de esgoto, construção de muros de arrimo para contenção de barrancos, etc. Nessa hora paramos para o mais delicioso pão com salame com guaraná que já comi na vida. Ficamos sabendo que antes o lanche teria de ser dividido com os delegados e fiquei morrendo de medo de não sobrar pra mim. Mas graças a Deus, quando a causa é nobre e do bem, o milagre da multiplicação dos pães se faz e quase todos se alimentaram( apenas o Dom Cristiano vacilou e ficou sem, tornando-se farejador de churrascos o resto do trajeto). Terminamos noss0 "OP TOUR" no alto do Estrela Dalva com a bela visão de um enorme campo de futebol de areia todo iluminado , que segundo nos informaram, ganhará investimentos estruturantes em breve. Foi um sábado cansativo. Saímos as 13 horas da Prefeitura e retornamos as 7 da noite. Foram horas de caminhada e de convivência dentro dos ônibus, porém foi altamente produtivo, instrutivo, compensador. A certeza que se tem é de que as pessoas querem coisas simples, possíveis de se fazer. O Prefeito Gustavo Prandini, com um indefectível chapéu panamá, capturado de sua irmã Pollyana, aproveitou para ouvir as pessoas de perto e de se revigorar nesse contato. Ao final, a todos iluminava com seu sorriso fácil, com o carisma abençoado que Deus lhe deu. Eu também cheguei em casa muito disposto e feliz com a certeza de que todos ataques que o governo vem sofrendo, ataques estes orquestrados por vozes dissonantes dos opositores de sempre e dos desgarrados, seja nos jornais que se dizem éticos, mas cuja ética está a serviço dos coronéis de sempre, da gotejante difamação radiofônica por parte da rádio do coronel serão abafadas com o sucesso do governo e ele é plenamente factível. Tudo bem! Erros aconteceram e eles municiaram os detratores. As dificuldades econômicas momentâneas também nos impõe muita paciência e criatividade. Mas uma vez corrigidos os erros e contemplados os principais anseios do povo, teremos a reversão desse quadro e a consequente boa avaliação do governo. Com dizia Tancrêdo: "Não vamos nos dispersar". As pedras virão, os dardos envenenados também. Então, que façamos nossos telhados de borracha, assim os ataques retornarão aos agressores. E rezemos para que São Jorge feche nossos corações e mentes para tanta maledicência, amém.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

OS VALORES DA NOSSA GENTE!!!


Enquanto isso, na sala de aulas

( Professora) - Gente. Hoje eu vou falar pra vocês sobre um assunto muito interessante. Vocês por acaso sabem quais são os valores da nossa gente?

- Eu sei professora!

- É mesmo, Flavinho? E quais são os valores.

- Ah professora. Isso é fácil: nossos valores estão no Banco do Brasil, Caixa Federal, Bradesco, Banco Mercantil, Banco Itaú e Banco Real.

- Não é nada disso. Não é disso que eu to falando. Alguém mais quer responder?

- Eu, professora!

- Muito bem, Larissa. Quais os valores da nossa gente?

- Virar ladrão.

- Como é que é?

- Uai.Eu ouvi um cara falando na rádio que só quem rouba tem valor.

- Nada disso, Larissa. Alguém mais quer responder?

- Professora...seria a Bergo Mineira?

- Não, Julinha. Primeiro que nem chama Belgo mais.Agora se chama ArcelorMittal e embora reconhecendo que a Arcelor tem seu valor, não é disso que estamos falando.

- Ah Professora. Lá no bairro nós chama é de Bergo mesmo.

- Tá bom. Mas vamos voltar aos valores. Eu não estou falando de questões materiais, mas de valores humanos que a gente cultiva. Por exemplo: pra vocês nós seríamos um povo hospitaleiro?

- Olha, professora, acho que somos hospitaleiros sim viu. Eu fico ouvindo rádio e o que eles falam do hospital...ô pessoal hospitaleiro, viu.

- Meu Deus do céu...vocês levam tudo ao pé da letra. Hospitalidade é a tendência em receber bem os visitantes, seja de onde vierem. O Monlevadense tanto recebem bem os visitantes que vem pra passear, como os que vem pra trabalhar e fixar residência.

- Ah, professora. Agora deu pra entender. Então outro valor da nossa gente seria, por exemplo, ser solidário e ajudar aos que precisam?

- É por aí mesmo. Solidariedade é um valor. Parabéns, Patrícia.

- Professora, eu vi minha mãe falando que o pessoal daqui é empreendedor. Nem sei o que é isso, mas parece que é um valor, não é?

- Muito bem.Agora vocês pegaram o jeito. Empreendedorismo pode ser um valor sim. É a capacidade de criar empresas e torná-las rentáveis, com capacidade de gerar emprego e renda. Mais alguém quer falar?

- Professora.

- Fala Joãozinho

- O pessoal daqui também gosta muito de namorar, de beijar na boca, de dar uns amassos e tudo o mais. A senhora acha que isso é um valor?

- Uai...pode ser...um povo romântico, né?

- Pra mim isso chama é taradeza, mas como a senhora é educada, deixa romântico mesmo. Tá bom!

- Ok, Joãozinho.Não tem jeito.Você tinha de mandar um valor picante, né?Bom...,mas então eu tenho uma novidade pra vocês. A prefeitura acaba de lançar um Concurso Literário cujo tema é Valores da Nossa Gente. Em forma de poesia ou crônica, os participantes terão de desenvolver seus trabalhos em cima do tema Valores da Nossa Gente.

- Nossa, professora.E nós podemos entrar?

- Não só podem como devem. Podem pegar o regulamento através do site da prefeitura

www.pmjm.mg.gov.br . Tem todos os detalhes e os vencedores ganham prêmios. Muito legal a iniciativa.

- Valeu viu professora. Tchau.

- Mas peraí...Joãozinho...onde você já vai?

- Uai...já vou me inscrever no concurso literário, afinal de contas, Saramago deixou uma lacuna na literatura ibérica. É minha chance de chegar lá.

- Ta aí mais um possível valor da nossa terra: mirar no alto. Ninguém chega ao cume do Everest sem sonhar com isso. Você tentou ser engraçadinho, mas acho que a gente tem de sonhar alto mesmo.

- Professora...posso ir ao banheiro.

- Vai lá, Ângela.

- Posso ir também, professora?

- Pode sim, Cláudia.

- Professora?

- Fala Joãozinho.

- Ta aí um valor das meninas de Monlevade. Elas são Miss...

- Miss?

- Missjonas.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ainda a 381 - precisamos conectar os pontos

Continuo vendo ações isoladas em prol da duplicação da 381. São pessoas que publicam em seus blogs, nos jornais, são abaixo assinados, ações de vereadora, palavras de candidatos, mas não há uma conexão entre os discursos. Parece que cada um está em sua "ilha", cada um fazendo um sinalzinho de fumaça pra ver se alguém enxerga. Se todos se juntassem para fazer uma fogueira comum, ai sim haveria uma nuvem de vulto pra chamar a atenção de todos. Que tal amarrarmos essas intenções, conectarmos os pontos e criarmos algo compacto e visível? Será que as divergências e interesses individuais e de grupos são mais importantes que as vidas que são ceifadas todos os anos pela estrada assassina?

sábado, 7 de agosto de 2010

O CASO 381 - NÃO DÁ MAIS PRA ESPERAR. TEM DE SER JÁ.

Ações isoladas de cidades como Caeté, que vira e mexe interrompe a pista, como a de São Gonçalo que também o faz e até da nossa vereadora Dorinha Machado, não tem sido suficientes para sensibilizar as autoridades maiores sobre o drama real da nossa rodovia da morte. Já sugeri que só conseguiremos êxito se fizermos um movimento gigantesco, suprapartidário, capaz de unir lado a lado todas as facções, todos de mãos dadas em prol de um objetivo que é maior. Precisamos fazer alguma coisa. Quem sabe com a presença de todos os prefeitos da região, dos deputados, de candidatos a governadores, dos grupos musicais, bandas de rock, sertanejos, funk, pagode, das populações de todas as cidades do entorno, enfim. Precisamos fazer um movimento que possa ser visto da estação espacial em órbita da terra ( um exagero, mas para deixar bem claro que se não tivermos visibilidade para sensibilizar nossas autoridades máximas não conseguiremos o objetivo, que é a duplicação). O que não dá é pra continuarmos nesse negócio de paleativos. Não dá mais pra esperar. Tem de ser agora. Ademais, o momento político é já. As eleições se aproximam e se não for agora, só daqui a 4 anos. Precisamos conseguir que os políticos que hoje dependem dos nossos votos incluam a questão da 381 em seus discursos e projetos e que os executem. Precisamos que toda a sociedade se comprometa. Como eu já disse, o momento é agora. Quando vejo deputados de força como Alexandre Silveira dizendo que agora vai, por um lado fico mais esperançoso, mas por outro lado precisamos somar nesse coro para que aconteça de verdade. Ademais, residi em Belo Horizonte por vários anos e reparei que sempre quando chega próximo a uma eleição, os candidatos disparam a falar da 381, tratores e máquinas são deslocados, outdoors e placas são colocados, mas depois das eleições novo adiamento é comunicado à população, pois embora alguns deputados comprometidos queiram de verdade contemplar as suas bases, lá em cima é que as coisas são decididas e se não pressionarmos, as verbas acabam indo pra outras bandas. No caso da 381, precisamos parar com esse guerrinha infrutífera e arregaçarmos as mangas antes que algum familiar ou amigo de qualquer um de nós sejam as próximas da rodovia assassina. Tenham piedade Marina, Serra e Dilma. Por favor, Zé Fernando, Anastasia e Hélio Costa. Vamos lá Prandini e prefeitos da região. Que se engajem todas as rádios, todos os jornais, toda a blogosfera, todos os conectados na região inteira. Promessas já não adiantam. Além do mais, vem aí a duplicação da Arcelor e com esse crescimento, cresce também o número de venda de carros, aumenta o consumo e os riscos. Se o que falta é vontade política, precisamos clamar para que essa vontade se faça. Quando os políticos querem, removem montanhas, constroem pirâmides e muralhas e mudam os cursos de rios. Pelo amor de Deus, gente. Vamos esquecer nossas diferenças e nos unir pra exigir o fim dessa sentença de morte aplicada a tanta gente nos últimos anos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

CONCURSO LITERÁRIO "OS VALORES DA NOSSA GENTE"

Enquanto isso,dois amigos conversavam num bar da cidade.


- Nossa senhora. Que dureza. Nada pra gente fazer. Só barzinho e mais nada.

- Pois é. Bem que alguém poderia criar algumas coisas interessantes né? Uns shows diferentes, teatro...

- Mas o problema é que o povo reclama e quando tem ninguém vai. Vai entender...

- Acho que o povo gosta mesmo é de festas populares,cavalgadas e festas de peão. Nós é que estamos noutro planeta.

- Ah...não sei não. Acho que o povo gosta de cultura sim. O problema é que as pessoas engolem o que a mídia empurra. Se só toca sertanejo no rádio o povo só vai ouvir sertanejo. Não aconteceu isso com o funk? Agora que as rádios tão tocando menos funk, tem menos shows.

- É...mas Monlevade é um caso à parte. Aqui é uma cidade utilitária.

- Utilitária ? O que é isso?

- Utilitária quer dizer que as pessoas trabalham, trabalham, comem, dormem, trabalham, trabalham...não tem muito tempo pra viver.

- Ah...mas é como a gente tava falando. Não tem muita coisa pra se fazer também. Então o negócio é mesmo trabalhar e ganhar dinheiro.

- Mas do que adianta trabalhar tanto se você não aproveita bem o que ganha para ser feliz?

- Ah...mas é exagero da sua parte. Aqui é uma cidade que tem tudo. Tem comércio maravilhoso, uma indústria fantástica.

- É...mas falta o povo amar a cidade. Você já experimentou conversar com os jovens e perguntar a eles se gostam daqui?

- Não. Mas o que eles dizem?

- Uai...dizem que não gostam da cidade, que aqui não tem nada pra fazer , que a cidade é feia, que não tem um lugar bacana pra ir...

- Ah...mas a juventude também não se contenta com nada.

- A juventude nada. Nós mesmos estamos aqui tomando uma, mas lembra que no inicio da conversa nós mesmos reclamamos que não tem nada pra fazer?

- E você? Continua escrevendo poesias?

- Continuo sim. Escrever pra mim é uma terapia, um exercício vital para sobreviver.

- E você ficou sabendo do concurso literário que foi lançado?

- Não. Mas que concurso é esse?

- Rapaz...eu li no jornal. Parece que o concurso é para crônicas e poesias e o tema é “Valores da nossa gente”. Tudo a ver com essa conversa que estamos tendo.

- Sugestivo. Vou pensar no assunto. Mas você sabe onde consigo o regulamento?

- Olha, como trata-se de uma iniciativa da Fundação Casa de Cultura e da Prefeitura, imagino que esteja no site da Prefeitura. www.pmjm.mg.gov.br.

- Legal isso, hein? Nossa conversa até já me forneceu alguns subsídios.

- Pois é...e parece que tem uns prêmios bacanas também.

- Até que enfim uma boa noticia. Então tá...vou nessa então!

- Ei...espera aí...ainda tem meia cerveja na garrafa.

- Desculpe-me...mas a inspiração tá borbulhando e vou começar a escrever é agora mesmo.

- E a conta?

- Um dos valores da nossa gente é a generosidade. Pague aí que a próxima é minha!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A PRÉ-HISTÓRIA DE MONLEVADE

Por ser estrangeiro, fica mais fácil tocar num assunto que muitos podem estranhar. No ano quem vem João Monlevade completa 47 anos de emancipação político-administrativa, mas me causa estranheza a utilização da emancipação como ato fundador da cidade. Se formos pensar, a parte fundante da cidade é a historia de Jean Monlevade (foto acima), um visionário francês que fez uma siderurgia no coração do vale do aço, isso em meados de 1818. Tudo o que veio depois é derivação do sonho desse pioneiro. Depois veio outro visionário, Louis Ensch e deu mais um impulso à cidade, por volta de 1947. Temos de admitir: antes da emancipação havia uma arquitetura mais arrojada, mais glamour, mais beleza. Quem frequenta o blog do Marcelo Melo sabe do que estou falando. As fotografias que ele disponibiliza mostram uma Monlevade muito bonita, que foi sofrendo metamorfoses até chegar à configuração atual. O que resta desse patrimônio histórico vem se deteriorando e merece a nossa reflexão (prometo pesquisar junto ao pessoal da Fundação Casa de Cultura para informar aqui no blog). Parece que a geração emancipada não quer cultivar raizes. Gosta de dizer que a cidade é nova e que o que importa é o presente... e o futuro se você for esperto ( e recordar é morrer...) Seguindo essa lógica, quem nasceu antes de 1964 não existe. E o que vem antes são os monlevadossauros, não passam de pré-história.

O GALO E O SEU NAMORO COM A SEGUNDONA

O time do Galinheiro talvez tenha sido o que mais frequentou a zona de rebaixamento durante o Brasileiro de Pontos corridos . Ser atleticano não deve ser fácil . Trata-se de uma torcida masoquista que se vangloria de sofrer , sofrer , sofrer até Morrer . Nesta partida até achei que eles poderiam ganhar pois tem lá o Luxemburgo e contrataram jogadores de Primeira Linha. Mas o time deles não engrena . Falar que trata- se de um time em Formação é uma desculpa que já ouvimos outras vezes, principalmente naquele maravilhoso ano em que os galináceos frequentaram a segundona . Aliás, naquele ano pelo menos eles foram felizes entre os iguais .Fizeram uma campanha muito bonita e ratificaram o estilo secundino , onde se tem de ter muita RAÇA pra jogar nos estádios ranca toco espalhados pelo pais . Mas parece que namorar a segundona é uma constante na vida dessa sofrida torcida . Então eles estão no Caminho Certo . Com jeito eles chegam lá. Triste mesmo é ver a trajetória de um treinador como o Luxemburgo manchada por uma campanha melancólica como essa. Depois que sair do galo terá de recomeçar tudo num Bragantino ou Novorizontino . Quanto ao Cruzeiro, digamos a Verdade : o time que temos é mais ou menos. Se ficarmos entre 4 já estaremos no lucro . Vamos ver depois que chegarem Montillo , Ernesto Farias e outros que podem aparecer.